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Boas Vindas a esta comunidade de Culturas e Afetos Lusofonos que já abraça 76 países

MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS

NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.

TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Lourdes Norberto - actriz portuguesa sobe ao palco com encenação brasileira

A actriz portuguesa Lourdes Norberto, uma das mais conceituadas do teatro português, diz estar 'absolutamente em pânico, mas contente' com o desafio que lhe foi lançado pelo director do entreMITOS, António Terra, para se estrear num espectáculo sem texto de autor que resulta antes da imaginação e da criatividade da própria e da encenadora brasileira Simone Bencke.

Para este espectáculo, encenado pela responsável do espaço Camarim, de Rio Grande do Sul (Brasil), a actriz portuguesa leva 'três ou quatro fases da sua vida, entre as quais memórias da infância, do percurso como actriz, sempre num registo bem-disposto e sem dramas'.

O espectáculo, a realizar dias 10 e 11 no Espaço Expressão - um dos três palcos do entreMITOS, em Oeiras, cidade dos arredores de Lisboa, é o primeiro em que a actriz se 'expõe publicamente' e para o qual parte sem 'quaisquer expectativas'.

'Nunca na vida fiz nada assim, estou absolutamente em pânico', disse a actriz, acrescentando que embora tenha aceitado o convite de António Terra e de que se arrependeu depois várias vezes vezes, decidiu realizá-lo 'porque é necessário levar as coisas para cima'.

Maria de Lourdes Martins Norberto (Lisboa, 28 de Janeiro de 1932) estreou-se em 1941, com 9 anos de idade, no Teatro Nacional (Companhia Amélia Rey Colaço/ Robles Monteiro), numa adaptaçao para teatro de Os Maias, de Eça de Queirós, no papel de Rosider. Na mesma companhia interpretaria peças de autores como Ramada Curto, Schiller, Arthur Miller, Alfredo Cortês, Eça de Queirós (novamente em Os Maias, que lhe valeu o Prémio da Crítica de 1963), Shakespeare, Tennessee Williams, Edward Albee, Miguel Franco, entre outros.

Apareceu esporadicamente no cinema, em filmes como Adeus Pai de Luís Filipe Rocha (1996), Chaimite de Jorge Brum do Canto (1953) ou Ribatejo de Henrique Campos (1949). Actriz em numerosas peças teatrais para a televisão, entre os anos 50 e 70, sob a direcção de Artur Ramos, Jorge Listopad ou Varela Silva, integra a partir de 1980 o elenco de variadas séries.

A Mais Velha Profissão de Paula Voguel, encenado por Fernanda Lapa (I) no Teatro Nacional D. Maria II (Globo de Ouro 2005 para Melhor Produção) e A Rainha do Ferro Velho, de Garçon Kanin, encenado por Filipe La Féria, no Teatro Politeama (2004) são as suas mais recentes participações nos palcos.

A Câmara Municipal de Oeiras homenageou-a com a Medalha de Ouro da Autarquia e atribuindo o seu nome ao Auditório Lurdes Norberto, em Linda-a-Velha. Foi também agraciada por Sua Excelência o Presidente da Républica, Jorge Sampaio, em 1999 e em 2005.

Em 2006 recebeu a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

Real Gabinete Português realiza Colóquio sobre interacção cultural entre a Europa e as Américas

O Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro promove, entre 13 e 17 de Setembro, a quinta edição do Colóquio do Pólo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras.

Direcccionado aos meis estudantis e académicos dos cursos de História e Literatura, o Colóquio terá como tema central as relações existentes entre a cultura europeia e o seu desenvolvimento nos países americanos, tendo com foco principal o Brasil.

Os interessados poderão inscrever-se directamente no real Gabinete Português de Leitura ou através do site da instituição: http://www.realgabinete.com.br/

Dário Castro Alves (1927-2010) - Mostra na Biblioteca Nacional de Portugal

A Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, promove até 11 de Setembro uma Mostra dedicada ao diplomata brasileiro Dário Moreira Castro Alves, grande impulsionador das relações luso-brasileiras e entre todo o espaço lusófono.

Jurista de formação a que se seguiu longa carreira diplomática terminada em Portugal, Dário Moreira de Castro Alves foi embaixador do Brasil em Lisboa, entre 1979 e 1983, tendo continuado a desempenhar outras funções oficiais e a residir em Portugal até há alguns anos. O seu nome é uma referência como divulgador das relações culturais luso-brasileiras, quer por iniciativa própria, quer patrocinando obras e acções nesse âmbito, subscrevendo a edição de um conjunto de títulos que atestam o seu empenho e iniciativa.

Amante da obra de Eça de Queirós, Castro Alves publicou uma trilogia sugerida pela sua leitura da obra do escritor realista, fundindo nessa leitura a convivência pessoalíssima com os lugares percorridos enquanto diplomata no país de acolhimento: Era Lisboa e Chovia (1985), Era Tormes e Amanhecia (1992) e Era Porto e Entardecia (1994).

Com uma perspectiva universalista, Castro Alves levou por diante uma importante valorização do espaço lusófono, partindo de uma dimensão histórica para reconhecer nesse legado uma dimensão actual: Brasil - Portugal. 1500-2000 e, no mesmo ano, Depois das Caravelas. As Relações entre Portugal e o Brasil. 1808-2000 constituem exemplo do estudo em que baseava uma convicção empenhada.

MOSTRA 1 - 11 Setembro Sala de Referência Entrada livre

Biblioteca Digital de Monografias; Relações Brasil-Portugal

Resumo: Em 1808, quando a Família Real Portuguesa chegou ao Brasil, pôs-se fim a um monopólico comercial entre o Brasil e Portugal que já perdurava por cerca de três séculos.

A partir desse ano, o comércio foi se tornando menos representativo, e países como a Inglaterra e os Estados Unidos da América estabeleceram-se como os grandes mercados consumidores e exportadores para o Brasil.

Com o fim da ditadura portuguesa no século passado (Revolução dos Cravos), Portugal optou por participar do processo de modernização europeu, unindo-se a Comunidade Económica Europeia, em 1986. Esse evento trouxe de volta a Portugal uma economia mais dinâmica e audaciosa.

Os empresários portugueses buscaram novos mercados, e nesse momento o Brasil surgiu como um dos mais promissores, principalmente no período das privatizações de suas estatais na década de 1990, e sua natural abertura política e económica.

Este trabalho estuda os pormenores da economia brasileira e portuguesa, as suas relações económicas e políticas, as trocas de investimentos e mercadorias, a reciprocidade comercial entre 1986 e 2006, como também as perspectivas futuras do mercado luso-brasileiro.

Autor(es): Monlevade, Danilo Ramos de
Orientador(es): Carvalho, Maria Izabel Valladão de
Assunto: Brasil - Relações econômicas internacionais
Portugal - Relações exteriores /Comércio internacional
Brasil - Relações internacionais
Data: Março-2008
Referência: MONLEVADE, Danilo Ramos de. Brasil e Portugal: suas relações políticas e econômicas entre os anos de 1986 a 2006. 2008. 77 f. Monografia (Especialização em Relações Internacionais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.

Informações adicionais: Monografia (especialização)—Universidade de Brasília, Instituto de Relações Internacionais, 2008.
Aparece na Colecção: Relações Internacionais - Especialização

"Guerra abre as portas do inferno", diz Carlos Fino, repórter português que cobriu a guerra do Iraque

Primeiro repórter a noticiar o início da Guerra do Iraque, Carlos Fino, ex-correspondente da estação pública Rádio e Televisão Portuguesa (RTP), foi entrevistado pelo jornal Folha de São Paulo, a propósito do termo das operações de combate anunciado pelo presidente norteamericanoo Barack Obama.


Carlos Fino, hoje conselheiro de imprensa da embaixada de Portugal no Brasil, não escondeu a emoção ao lembrar os meses passados em meio ao conflito e, sem hesitar, aponta que a experiência foi um "verdadeiro inferno".

O repórter desembarcou em Bagdad em janeiro de 2003, quando os inspectores da ONU (Organização das Nações Unidas) investigavam as denúncias do então presidente americano, George W. Bush, de que o regime do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein escondia armas de destruição em massa.

Além de vivenciar os primeiros bombardeios, em março do mesmo ano, e acompanhar a "sistemática destruição" de Bagdad, Fino sobreviveu ao ataque das tropas americanas ao Hotel Palestina, onde estava baseada a imprensa internacional.

Após ser roubado e quase linchado por um bando armado - juntamente com operador de câmara Nuno Patrício, que integrava a equipa da RTP - teve que deixar o país por terra, sem passaporte, passando pela Jordânia.

Em agosto de 2003, voltou ao Iraque para cobrir a morte do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, vitima de um ataque contra a sede da ONU na capital iraquiana. "Tínhamos muita admiração por ele, que aliás se perfilava como um possível candidato a suceder Kofi Annan, então secretário-geral das Nações Unidas", disse.

Brasil e Portugal, uma saborosa relação

A historiadora portuguesa Isabel M. R. Mendes Drumond Braga sugere um abraço fraternal entre as culturas brasileira e portuguesa no seu livro Sabores do Brasil em Portugal [Senac, 2010, R$60,00]. Ementrevista, a autora diz que o açúcar brasileiro colaborou com a democratização da típica doçaria portuguesa aqui e que em Portugal há restaurantes onde ingredientes e pratos brasileiros podem ser apreciados.

Isabel afirma que a mandioca, marca da culinária nacional e valorizada por chefs brasileiros e do exterior, é um produto que "não agrada tanto o paladar português. Na realidade, só no Brasil os portugueses se renderam ao ingrediente, por questões de sobrevivência, e ainda assim, alguns a contragosto.”

A pesquisa lembra ainda que a passagem da corte portuguesa pelo Rio de Janeiro, apresentou à mesa brasileira chá e utensílios de prata. Sendo generosamente recebida pela sociedade da época.

No livro também são mostrados aspectos históricos da relação luso-brasileira. A autora traz à actualidade percepções de Portugal sobre o Brasil, detalhando a vinda dos portugueses no período colonial e a emigração de brasileiros actualmente.

Obra de Saramago integra lista de títulos finalistas do Prémio Portugal Telecom

"Caim" está entre os dez títulos finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura. José Saramago, que faleceu a 18 de Junho, é o único português que ainda pode ganhar o disputado galardão.

O angolano Ondjaki também está na corrida, com "AvóDezanove" e "O Segredo do Soviético". Todos os restantes finalistas são brasileiros: Chico Buarque, Carlos de Brito Mello, Armando Freitas Filho, Carlito Azevedo, Bernardo Carvalho, Bernardo Ajzemberg, Rodrigo Lacerda e Reinaldo Morais.

Os três vencedores serão conhecidos dia 8 de Novembro, em São Paulo. Os prémios valem 100 mil reais (45.454 euros), 35 mil reais (15.909 euros) e 15 mil reais (6.818 euros). No ano passado, o primeiro lugar foi para o brasileiro Nuno Ramos, por "Ó", que já está editado em Portugal pela Cotovia.

Portugal presente no Encontro Internacional de Trompetistas de Tatuí-S.Paulo-Brasil

O Conservatório Dramático e Musical de Tatuí, município do Estado de São Paulo, sedia, de 6 a 9 de outubro, o 3º Encontro Internacional de Trompetistas. O evento, que conta com concertos, recitais, shows e workshops, é uma iniciativa da Associação Brasileira de Trompetistas/ABT.

Este ano, cinco convidados especiais irão participar. Estão confirmadas as presenças dos trompetistas Gabriele Cassone (Itália), Jorge Almeida (Portugal), Rex Richardson e Adam Rapa (Estados Unidos) e Joatan Nascimento (Brasil).

“Acreditamos que esta seja uma oportunidade ímpar para os alunos do Conservatório de Tatuí, uma vez que terão aulas com solistas de renome internacional e com alguns dos melhores trompetistas brasileiros”, disse Marco Cesar Xavier, presidente da ABT.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mercado Público de Florianópolis - influência portuguesa, concerteza...

Desde a inauguração até aos dias de hoje, o Mercado Público de Florianópolis passou por diversas mudanças. Com o descontrole do comércio, o local perdeu sua identidade, que pode ser agora resgatada com processo de revitalização .

Segundo o diretor do Núcleo de Estados Açorianos (NEA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Joi Cletison Alves, o Mercado Público era um ponto de encontro para famílias que acabavam de chegar à região. – As pessoas não apenas passavam por aqui, elas vinham aqui (no mercado) para se encontrar e para lembrar da cultura de sua terra. Aqui, elas encontravam determinados produtos dos açores, como alguns temperos e balaios, que eram usados para carregar praticamente tudo – explica Joi Cletison.

O estudioso explica que, em virtude da colonização em Florianópolis, a base das características do mercado é portuguesa. Por outro lado, muitas culturas foram incorporadas, como a dos negros e índios: – Os portugueses chegaram aqui e, apesar de trazerem suas crenças, mitos e lendas, tiveram de se adaptar à região. Um exemplo é a farinha de mandioca. Muitos aprenderam a fazer pirão, mas esse é um prato daqui, pois lá não existe essa farinha. Nos Açores também não há ostras, o que tem lá é um molusco bem parecido, chamado lapa.
 
O Mercado Público também tem a arquitetura aos moldes dos portugueses. A técnica da construção luso-brasileira é percebida nos formatos de portas e janelas, em arcos. Claro que, no Brasil, a técnica teve algumas distinções. Como a madeira era abundante, os portugueses acabaram substituindo as pedrarias utilizadas em acabamentos. Hoje, a arquitetura, as peixarias e uma ou outra banca de produtos típicos é o que o local ainda guarda em termos de cultura açoriana.

Brasil celebra e (re)descobre Fernando Pessoa

Um dos maiores escritores da língua portuguesa, o poeta Fernando Pessoa (1888-1935) está sendo celebrado no Brasil: enquanto o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, inaugurou a mostra "Fernando Pessoa - Plural como o universo", uma obra monumental chega às livrarias: "Dicionário de Fernando Pessoa e do modernismo português" (Leya).

Organizado por Fernando Cabral Martins, um dos maiores especialistas em modernismo português, o dicionário reuniu mais de 80 colaboradores, que produziram 600 verbetes sobre o escritor, sua obra e o movimento que ajudou a definir.

Há ainda um filme sobre o poeta, a ser rodado em 2011, com roteiro e direção de Ruy Guerra. Em entrevista por telefone, de Lisboa, Cabral Martins revela que há muito a ser descoberto sobre Pessoa: cerca de metade de sua produção permanece inédita.

FERNANDO CABRAL MARTINS: "Há muitos aspectos de Fernando Pessoa ainda não revelados. Só metade do que ele escreveu foi lido, trascrito e em parte publicado. Há um volume de contos policiais e uma grande produção de contos em geral aguardando edição dos estudiosos. São contos inacabados. O mesmo acontece com o teatro. A importância da prosa na obra de Pessoa era até pouco tempo atrás desconhecida. Antes ele era considerado um poeta. Hoje sabe-se do papel fundamental da narrativa em sua obra, ainda que seja fragmentária, sem começo, meio e fim, textos que não se enquadram nos géneros literários tradicionais e lineares".

Portugal ganha liderança em energia limpa - diz NYT

Com a devida vénia, transcrevemos na íntegra artigo de Elizabeth Rosenthal, do New York Times, publicado hoje no suplemento semanal da Folha de S.Paulo:

"Há cinco anos, os líderes de Portugal, nação ensolarada e varrida pelo vento, fizeram uma aposta: para reduzir a dependência do país em relação aos combustíveis fósseis importados, eles implementaram diversos projetos ambiciosos de energia renovável, aproveitando o vento, os rios, o sol e as ondas locais.

Hoje, os bares de Lisboa, as fábricas da cidade do Porto e os glamourosos resorts do Algarve são alimentados substancialmente por energia limpa. Quase 45% da eletricidade colocada na rede portuguesa neste ano virá de fontes renováveis.

E Portugal espera se tornar no ano que vem o primeiro país a inaugurar uma rede nacional de abastecimento de carros elétricos.

"Já vi todos os sorrisos -você sabe: 'É um bom sonho, [mas] não dá para competir, é caro demais'", disse o primeiro-ministro José Sócrates. Para estimular a transição energética, o governo reestruturou e privatizou antigas estatais elétricas, para criar uma rede mais adequada às fontes renováveis de energia. Para atrair empresas privadas ao novo mercado, Lisboa ofereceu-lhes contratos que selavam um preço estável por 15 anos.

Antigas preocupações sobre a confiabilidade e o custo elevado foram superadas. As luzes se acendem em Lisboa mesmo quando o vento não sopra na ampla usina eólica do Alto Minho, inaugurada há dois anos. Os custos da produção elétrica e as tarifas ao consumidor estão em torno da média europeia.

Portugal diz que tem conseguido manter os custos baixos por priorizar as formas mais baratas de energia renovável -eólica e hidrelétrica- e reduzir gradualmente subsídios pagos para convencer empresas a construir novas usinas. Quando a nova infraestrutura estiver completa, o sistema vai custar anualmente cerca de 1,7 bilhão a menos do que antes, segundo Manuel Pinho, ex-ministro de Economia e Inovação e um dos principais mentores da transição.

No ano passado, pela primeira vez, Portugal exportou mais energia do que importou, ao vender uma pequena quantidade de eletricidade para a Espanha. Dezenas de milhares de portugueses trabalham no setor.

A Energias de Portugal, maior empresa do setor no país, é dona de usinas eólicas em Iowa e no Texas, por intermédio da sua subsidiária americana, a Horizon Wind Energy.

Portugal deu o primeiro passo em 2000, ao separar a distribuição da produção. O governo adquiriu, a preços de mercado, todas as linhas de transporte de eletricidade e gás. Em seguida, leiloou contratos para que empresas privadas construíssem e operassem usinas eólicas e hidrelétricas.

Manter o país à base das forças altamente imprevisíveis da natureza é algo que exige novas tecnologias, além de habilidades dignas de um malabarista.

A estatal Redes Energéticas Nacionais usa um sofisticado sistema para prever o clima, especialmente o vento, e desde o início da transição duplicou o número de controladores encarregados de direcionar a eletricidade.

"É uma operação em tempo real, e há muito mais decisões a serem tomadas -a cada hora, a cada segundo", disse Victor Baptista, diretor-geral da REN.

Alguns dos programas combinam energia eólica e hidrelétrica: turbinas alimentadas pelo vento empurram água morro acima durante a noite, o período em que venta mais; durante o dia, quando há maior demanda, a água desce o morro, gerando eletricidade.

O sistema de distribuição em Portugal agora também é de mão dupla. Em vez de simplesmente entregar a eletricidade, ele capta energia até dos menores geradores, como painéis solares instalados no teto de imóveis.

A enorme aposta portuguesa na energia limpa não agradou a todos -inclusive a muitos ambientalistas para os quais as turbinas eólicas interferem no comportamento dos pássaros, e as represas destroem o habitat do sobreiro, árvore de que é feita a cortiça.

O preço da eletricidade doméstica em Portugal aumentou 15% em cinco anos, segundo a Agência Internacional de Energia. Além disso, os projetos de energia limpa nem sempre geram muitos empregos. Há mais de cinco anos, por exemplo, a isolada cidade de Moura recebeu a maior usina solar de Portugal.

Mas, se 400 pessoas construíram a usina, só 20 a 25 trabalham lá agora.
Apesar disso, especialistas consideram a experiência portuguesa um notável sucesso, e outros países estão imitando-a. Segundo a consultoria americana IHS Emerging Energy Research, até 2025 Irlanda, Dinamarca e Reino Unido também obterão 40% da sua eletricidade de fontes renováveis. Os EUA ficarão para trás, com 16%.

"A experiência de Portugal mostra que é possível fazer essas mudanças em um período curtíssimo", disse Sócrates.

CPLP: VII Encontro das Fundações em Setembro

De 12 a 16 de Setembro, decorre em São Paulo e Rio de Janeiro, Brasil, o VII Encontro de Fundações da CPLP.
 
Com o tema "Diversidade para a Transformação: O papel das Fundações no Desenvolvimento Social", o encontro é organizado pelo Centro Português de Fundações, em conjunto com o Grupo de Instituições, Fundações e Empresa (GIFE) e a Fundação Roberto Marinho.

Brasil: Salão Internacional de Humor expõe cartoons portugueses

Os melhores trabalhos de «Crises», a edição de 2009 do XI PortoCartoon-World Festival estarão patentes ao público no Brasil, até 17 de Outubro. Os cerca de 50 trabalhos integram o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, cidade do estado de São Paulo, que se realiza desde 1974.

Inaugurada no dia 28 de Agosto, esta é a 37ª edição consecutiva do certame que reúne um acervo constituído de 300 trabalhos que testemunham a história nas ultimas 4 décadas, “retratando as diversas transformações sociais, ambientais, económicas, políticas e culturais do Brasil e do mundo”, refere a organização.
 
Os visitantes do Salão ainda ver um painel do artista brasileiro Spacca evocando o «padre voador» Bartolomeu de Gusmão que, há 300 anos, fez subir em Lisboa o seu aeróstato. Trata-se de uma réplica do grande painel que está patente, desde Junho, na estação de metro de Faria Guimarães, no Porto, feita expressamente para a edição do PortoCartoon deste ano, subordinada ao tema «Aviões e Máquinas Voadoras» e que teve a participação de artistas de 71 países.
 
A presença no Brasil insere-se na linha da internacionalização do PortoCartoon: um festival organizado anualmente pelo Museu Nacional da Imprensa (MNI) que é considerado pela Federação Internacional de Cartunistas (FECO) um dos três maiores e melhores do mundo.
 
A participação portuguesa integra-se no protocolo assinado entre o Museu da cidade do Porto e a Prefeitura de Piracicaba em 2005, para o desenvolvimento de iniciativas conjuntas na área do desenho de humor.

Língua portuguesa em alta nos Estados Unidos

Dar a conhecer o trabalho desenvolvido por professores e investigadores na área do ensino das língua e culturas portuguesas, apresentar estratégias e divulgar actividades de sucesso nesse campo nos Estados Unidos, Canadá e Bermudas, foram os objectivos do Congresso Internacional do Ensino da Língua e Culturas Portuguesas na América do Norte, que decorreu a 27 de Agosto, em Fall River, Estados Unidos.
Promovido pelas universidades dos Açores e de Lesley (em Cambridge) em parceria com o LusoCentro, o congresso foi o ponto alto de uma série de iniciativas para celebrar os cinco séculos de presença da língua portuguesa na América e os cem anos do ensino integrado do Português nos Estados Unidos, que teve início na Escola do Espírito Santo de Fall River.

O Congresso reuniu especialistas de Portugal, Brasil, Cabo Verde, EUA, Canadá e México, que debateram entre outros temas, o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, as técnicas e materiais relevantes para o ensino do Português e o multiculturalismo.

O crescente interesse no português foi nota dominante nas intervenções no congresso de Fall River, que decorreu na Universidade Comunitária de Bristol. Há mais de 30 anos ligada ao ensino da língua, e actualmente directora do programa de português na Universidade de San Jose na Califórnia, Deolinda Adão defende um maior envolvimento da comunidade, junto do sistema de ensino norte-americano, para reforçar cursos e meios.

Biblioteca Nacional de Portugal tem importante acervo sobre o Brasil

A Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, é a maior biblioteca portuguesa e uma instituição de referência no panorama cultural, garantindo a recolha do património bibliográfico nacional, o seu processamento e preservação, disponibilizando-o à comunidade intelectual e científica e, através das novas tecnologias, assegurando a pesquisa bibliográfica em linha, a partir de qualquer parte do mundo.

Englobando fundos diversificados que abrangem documentação de todas as épocas, tipologias e assuntos, o acervo da Biblioteca Nacional de Portugal está em permanente evolução por via do depósito legal, aquisições e doações, apresentando, naturalmente, uma incidência especial em bibliografia portuguesa. A Biblioteca tem também um importante acervo sobre o Brasil.

Sítios Temáticos

A cartografia do Brasil (1700-1822)

Catálogo digital contendo descrições e imagens da cartografia manuscrita e impressa relativa ao Brasil existente na Biblioteca Nacional, elaborado no âmbito de projecto da responsabilidade da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e da BNP, no contexto das comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil.

Conteúdos

Para a selecção das obras a digitalizar, a BNP recorreu a diversos critérios durante os anos de 2002 a 2007, definidos em função da sua missão de conservação e divulgação do património documental português. Assim, tendo em vista a preservação de documentos de natureza frágil e/ou manuseamento difícil, foi seleccionado um conjunto significativo de documentos iconográficos (cartazes, estampas, desenhos, etc) e de material cartográfico, representando respectivamente 65% e 18% dos documentos digitalizados disponíveis na Biblioteca Nacional Digital/BND.

No que se refere à língua de publicação, metade dos documentos disponíveis na BND são em língua portuguesa. Relativamente a outras línguas, cerca de 19% das obras disponíveis na BND foram publicadas em francês, 11 % em inglês, 3% em castelhano, 3% em italiano e 2% em alemão.

Serviços

Para além dos serviços técnicos de armazenamento, organização e apresentação dos objectos digitais, a BND integra ainda serviços que suportam a sua utilização pública, propiciando diversas formas de acesso livre e gratuito aos documentos digitalizados.

O acesso à colecção digital pode fazer-se mediante pesquisa no catálogo bibliográfico ou por navegação através dos índices da BND. Para certas tipologias de documentos, foram criados serviços específicos de acesso, como por exemplo a pesquisa nas entradas dos verbetes de obras de referência e a navegação por calendário, em jornais.

Portugueses enraizaram culto às santidades católicas no Brasil.

Em criativas variações, São João está presente nas cinco regiões brasileiras. Santo António e São José
também estão entre os mais numerosos.
No Brasil inteiro há cerca de 500 municípios com nomes de santos. E mais de 40 grupos de futebol.

A maior metrópole do País e segunda do mundo, São Paulo leva o nome do santo do dia em que se rezou sua primeira missa. Quem escolheu foi o jesuíta José de Anchieta, hoje a um passo de ser também canonizado.

O maior rio nordestino chamamos de Velho Chico, tal a intimidade assumida com São Francisco. Tudo porque na primeira vez que aquelas águas foram navegadas era dia dele. Outro Rio, o de Janeiro, decreta feriado pelo padroeiro São Sebastião, no dia 20, mas não abre mão de cruzar os braços também no 23 de abril, dia de São Jorge.
 
Cada dia tem seu santo, cada santo tem um dia. Os engraçadinhos dizem que o de São Nunca fica fora do calendário. Responde-se: ele é contemplado em 2 de novembro, dia de Todos os Santos. Data que originou, inclusive, a nomenclatura do maior porto brasileiro e um tradicional sobrenome do nosso povo: Santos.
Foram os Portugueses que enraizaram o culto às santidades católicas em todos os âmbitos da vida no Brasil. Trouxeram vários costumes. Veja alguns exemplos:
Ligar a torneira e abrir a porta é com São Pedro
Diz Jesus a Pedro: “Eu te darei as chaves do Reino do Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos céus, e tudo que desligardes na Terra será desligado no Céu”. Daí acreditar que o padroeiro do Brasil manda nas chuvas. Por isso também soltar foguetes na sua data, em junho, para agradar ao porteiro celestial.

Nossa Senha Aparecida:Feita branca, aparecida negra
Quem declarou São Pedro de Alcântara padroeiro do Brasil, com a bênção do papa, foi… Pedro de Alcântara, nosso primeiro imperador. Como está atrelado à história imperial, o santo acabou ficando em segundo plano em relação à Nossa Senhora Aparecida, também nossa padroeira. Além de ter sido encontrada no rio Paraíba por pescadores pobres, ela é negra. No entanto, sua cor não é original da imagem. Especialistas atestam que os traços tradicionais, do século 18, adquiriram o tom escurecido enquanto ficaram sob a água lodosa.

Santo António recebia salário para dirigir infantaria
Um governador baiano já havia proclamado soldado o santo António da igreja local para que a santidade auxiliasse nos momentos de aperto. Com a invasão francesa em Portugal, D. João não pensou duas vezes. O então príncipe regente do Reino Unido de Portugal e Brasil apelou ao santo peão com uma promoção. Em 1810, assinou decreto, no Rio de Janeiro, elevando o “Glorioso santo António, que se venera na cidade da Bahia”, ao posto de “Tenente Coronel de Infantaria”. Outras imagens da santidade junina também receberam títulos de soldado, capitão, coronel e tenente em todo o canto do Brasil a fim de garantir alguma proteção. Sempre com os devidos documentos, distintivos e indumentária – e sem esquecer dos soldos pagos às paróquias.

Portugal e Brasil: divergências e convergências de uma história político-constitucional comum"

O Prof. Dr. Jorge Bacelar Gouveia,Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, proferiu em Recife (Pernambuco,Brasil), no dia 20 de Agosto de 2010, a conferência de encerramento do II Congresso Internacional de História do Direito.

O Congresso foi organizado pela Associação Brasileira de Filosofia e Sociologia do Direito, com a colaboração da Faculdade de Direito - Damas (Recife).

Tema da conferência: "Portugal e Brasil: divergências e convergências de uma história político-constitucional comum".

sábado, 28 de agosto de 2010

Marcus César Cavalcanti toma posse na Academia Maçônica de Letras


O nosso caro e fraterno amigo e confrade do IHG/RN, jornalista e escritor Marcus César Cavalcanti, diretor da Revista Foco e candidato a uma cadeira na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte pelo Partido Verde (PV) tomou posse na Academia Maçônica de Letras no passado dia 21.
 
Feliz em poder contribuir com a cultura maçônica, o novo imortal escolheu como patrono de sua cadeira o nosso também amigo fraterno, o saudoso intelectual Eufran de Oliveira Souza. O ato foi prestigiado pelos grãos mestres Fernando Antonio Paiva (GOIERN), Luiz Gonzaga de Oliveira (GOB/RN e Luís Carlos Rocha da Silva (GLB/RN).
 
Sobre sua candidatura a deputado estadual, Marcus César, que tem diversos serviços prestados ao RN, disse que almejava apenas trabalhar em prol da sociedade. “Não vislumbro um mandato como o troféu ganho após uma campanha política”, disse. “Sempre trabalhei. Trabalho todos os dias e o meu objetivo é o de servir. Sinto essa vocação, que aliás é essencial para os maçons, por exemplo”, enfatizou o candidato.
 
Consciente
 

“Tenho buscado o voto consciente e minha campanha está calcada em quatro itens principais, que pretendo abordar quando assumir uma cadeira na Assembleia: Meio ambiente, educação, cultura e desenvolvimento econômico e social”, concluiu Marcus César. 
 
Além de Marcos Cavalcanti, os escritores Domilson Damásio e António Teixeira também foram eleitos como Acadêmicos da Academia Maçônica de Letras.
 
Como amigo fraterno, confrade do IHG/RN, como colega de labor literário  e, ainda, como membro que somos da congénere lusitana Academia Portuguesa de Letras, Artes e Ciências Maçônicas, desejamos ao novo Acadêmico da Academia Maçônica de Letras, as maiores venturas e alegrias no seu novo labor acadêmico, estando certos de que as suas qualidades de inteligência e de homem de cultura, de humanista, muito contribuirão para o prestígio das letras maçônicas no Rio Grande do Norte.
 
Carlos Morais dos Santos
Cônsul (Lisboa) do M.I. Poetas Del Mundo
Escritor, poeta, fotógrafo
Membro da Soc. de Geografia de Portugal
Membro do IHG/RN
Membro da Academia Portuguesa de Letras, Artes e Ciências Maç:.
 


Matéria respigada, com a devida vénia, do
www.ecoimprensanatal.blogspot.com

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

História do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves

Com a transferência da Família Real portuguesa e da Corte para o Brasil, em consequência das invasões francesas em Portugal, o príncipe regente, futuro El-Rei Dom João VI, eleva a colónia do Brasil à condição de reino dentro do Império Português, que assumiria a designação oficial de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves a partir de 16 de dezembro de 1815.

O Reino Unido teve apenas dois reis. No entanto, o título Príncipe do Brasil já era utilizado pelos herdeiros da Corôa Portuguesa desde 1634. O reino foi elevado à categoria de Império por Dom João VI, aquando da independência brasileira.

D. João VI

O príncipe regente e futuro rei D. João VI, durante o período final do reinado de sua mãe, D. Maria I, elevou em 1815 o Brasil da condição de vice-reinado colonial à de reino autónomo, intitulando-se desde então pela Graça de Deus Príncipe-Regente de Portugal, Brasil e Algarves, daquém e dalém-mar em África, senhor da Guiné, e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia. O título oficial anterior era o mesmo, apenas não incluindo a palavra "Brasil".

Posteriormente, durante o Congresso de Viena em 1815, como consequência do estabelecimento da Casa de Bragança e da capital do Império Português no Rio de Janeiro, no ano de 1808, durante as guerras napoleónicas, D. João VI estabeleceu a nova designação de Reino Unido para as suas coroas, em regime jurídico similar ao do actual Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda ou do extinto Império Austro-Húngaro.
Em 1816, D. João VI iniciou hostilidades no sentido Banda Oriental, atacando contra José Artigas, dirigente máximo da Revolução Oriental. Os domínios portugueses da época ficaram a partir de então oficialmente designados como Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e D. João passou a ostentar o título de Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, sendo príncipe e posteriormente rei das três coroas unidas, entre as quais, aquela onde residia, como Rei do Brasil.

Aclamação de Dom João VI, no Rio de Janeiro - Gravura de Debret
 
Após a morte de sua mãe, considerada a primeira rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil, e Algarves, D. João foi aclamado na corte do Rio de Janeiro como sucessor real. D. Maria I permanecera com o título por apenas um ano.
O Príncipe D. Pedro de Alcântara, último herdeiro da Coroa portuguesa a ostentar o título de Príncipe do Brasil, não chegou a ser rei do Reino Unido de Portugal, Brasil, e Algarves, pois autoproclamou-se Imperador do Brasil quando declarou sua Independência. Só depois da morte de seu pai, D. Pedro I do Brasil foi considerado rei de Portugal como D. Pedro IV de Portugal. Chegou a receber, contudo, o título de Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

Em termos de dimensão territorial, o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves foi um dos Estados mais vastos do Mundo. O seu território, além de incluir Portugal e o Brasil, incluía, ainda os domínios ultramarinos portugueses, espalhando-se pelos cinco continentes habitados da Terra.
Na Europa, o Reino Unido incluía Portugal Continental, os Açores e o Arquipélago da Madeira.
Na América, incluía o território atual do Brasil (excepto o Acre e os territórios recebidos do Paraguai em 1872), o actual Uruguai (como província Cisplatina) e a Guiana Francesa.
Em África, incluía Cabo Verde, a atual Guiné-Bissau, Ziguinchor e Casamansa, São Tomé e Príncipe, São João Baptista de Ajudá, Cabinda, Angola, Moçambique e parte do actual Zimbabué.
Na Ásia, incluía Goa, Damão, Diu e Macau, além de reivindicações sobre Malaca e Ceilão (atual Sri Lanka). Na Oceania, incluía Timor Oriental, Solor, Flores e reivindicações sobre as costas ocidentais da actual Papua-Nova Guiné e sobre as ilhas Molucas, hoje na Indonésia.

Programa selecciona projectos para cooperação com Portugal

Foi lançado nesta quinta-feira, 26, o novo programa de cooperação internacional Capes/IGC. A iniciativa seleCciona projeCtos conjuntos de pesquisa entre instituições de ensino superior do Brasil e o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), de Portugal, com vistas à formação de recursos humanos de alto nível nos dois países. As inscrições vão até o dia 11 de outubro.

Os projetos seleccionados devem ser das áreas de ciências biológicas, saúde e engenharias, nas especialidades mecânica, transporte e logística, aeronáutica espacial. A duração das actividades será de dois anos, prorrogável por mais um. As propostas devem estar vinculadas a um programa de pós-graduação avaliado pela Capes, preferencialmente com conceitos 5, 6 ou 7 e serem apresentadas por coordenador de equipa, detentor do título de doutor obtido há pelo menos 5 (cinco) anos.
 
Entre os benefícios para os participantes do intercâmbio científico estão previstos passagens aéreas internacionais, diárias para pesquisadores e bolsas para brasileiros em missão de estudos em Portugal.

As inscrições são gratuitas e feitas exclusivamente pela internet mediante o preenchimento do formulário de inscrição. Para dúvidas e solicitações referentes ao formulário electrónico, utilize o email bexeletronico.cgci@capes.gov.br, assim como o telefone (61) 2022-6160.

33º INTERCOM, Rio Grande do Sul - Congresso Brasileiro recebe PortoCartoon

"Comunicação e Tecnologias no Humor Luso-Brasileiro” é o tema da exposição do PortoCartoon que vai animar o XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, na Universidade de Caxias do Sul (perto de Porto Alegre), de 2 até 6 de Setembro.

A mostra do Museu Nacional da Imprensa é composta por meia centena de desenhos de artistas brasileiros e portugueses. Alguns dos desenhos foram premiados em diversas edições do PortoCartoon-World Festival, reconhecido como um dos três principais certames mundiais de humor gráfico.

Para o Museu Nacional da Imprensa, a presença desta exposição no 33º Congresso Brasileiro da Comunicação constitui mais uma ponte entre culturas, países e regiões, no quadro da internacionalização do PortoCartoon-World Festival.
 
Neste momento, outra mostra do PortoCartoon está patente em S. Paulo, no 37º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, sobre o tema das “Crises”.
O 33º congresso da INTERCOM, associação brasileira de pesquisadores da Comunicação, reúne milhares de participantes, sendo a mais importante iniciativa do sector na América Latina.

"A Missão Portuguesa - Rotas Entrecruzadas"

Pelo seu interesse para a história da plêiade de intelectuais portugueses que se refugiaram no Brasil no século XX, reproduzimos aqui, com a devida vénia, trechos de um nota de Renata Saraiva sobre o tema, em que se faz resenha do livro "A Missão Portuguesa - Rotas Cruzadas".

"Sou mais um português à procura de coisa melhor." Não fossem de autoria de um lisboeta que se exilou no Brasil há meio século por causa de Salazar, essas palavras logo seriam interpretadas como forma poética de exprimir uma falha na auto-estima do povo lusitano.

Ao se definir dessa forma, porém, o poeta e pintor Fernando Lemos acabou expressando um sentimento comum a um bocado de portugueses que, ao deixarem a antiga metrópole por causa de regimes ditatoriais do século XX, ajudaram a fazer as terras que, já se sabia no além-mar, há muito tinham deixado de ser colónia.

Lemos fez parte de um grupo de intelectuais portugueses que nunca se intitulou de "grupo". Mas que, agora, com o lançamento de "A Missão Portuguesa - Rotas Entrecruzadas" (Organização de Rui Moreira Leite e Fernando Lemos, Edusc e Editora da Unesp, 235 págs., R$ 59), tem seu legado para a cultura brasileira revisto e classificado sob o conceito de "missão", termo aplicado tradicionalmente aos professores franceses que formaram a Universidade de São Paulo (USP) e aqui empregado por António Cândido para se referir também aos portugueses.

O livro conta com 26 artigos e 28 colaboradores, incluídos os organizadores, e discorre sobre 19 personalidades como Carlos Araújo, Eduardo Lourenço, Eudoro de Souza, Jorge de Sena, Vítor Ramos, Manuel Rodrigues Lapa, Fidelino de Figueiredo, Joaquim Barradas de Carvalho e outros.

A história começa antes mesmo dos anos salazaristas, quando Sarmento Pimentel, após participar do contragolpe à ditadura de Gomes de Costa, em 1927, decidiu exilar-se no Brasil. Por aqui, tornou-se presidente do Centro Republicano Português e colaborador do jornal "Portugal Democrático (PD)", o qual, entre 1956 e 1974, foi a via de expressão dos antifascistas portugueses.

Entre os colaboradores, estavam escritores, poetas, críticos e ensaístas, como Adolfo Casais Monteiro, Agostinho da Silva, Castro Soromenho, Jorge de Sena e o próprio Fernando Lemos, todos perfilados no livro.

"A questão política foi realmente relevante para essas personalidades. Em última instância, a única coisa que havia de comum em todos nós era o antisalazarismo", relembra Fernando Lemos.

Num tempo em que a grande imprensa brasileira não compreendia o significado das ditaduras europeias, "Portugal Democrático" tinha um papel didáctico (...)

Se nas páginas do Portugal Democrático se estampavam as insatisfações políticas contra Salazar, nos circuitos culturais e académicos brasileiros, os "missionários" de Portugal deixavam grandes contribuições. Em 1954, durante as comemorações do IV Centenário de São Paulo, lá estavam eles, antecipando as festividades, que devem se repetir em 2004, com o aniversário de 450 anos da cidade. (...)


Jaime Cortesão - um dos mais notáveis intelectuais portugueses que viveram exilados no Brasil

Um imenso painel de Lemos foi exibido no hall da Exposição de história de São Paulo, organizada pelo historiador Jaime Cortesão, o mais militante dos "missionários", tendo se exilado, antes do Brasil, na Espanha e na França.

Além de referência política para os demais do grupo, Cortesão encontrou espaço, no Brasil, para escrever alguns dos trabalhos fundamentais da historiografia portuguesa moderna. Obteve apoio governamental para desenvolver uma pesquisa fortemente baseada nos dados científicos relativos à navegação e, especialmente, na evolução do conhecimento geográfico e cartográfico.

Assim, a primeira parte do livro é exclusivamente dedicada a alguns eventos académicos em que, além de discussões sobre crítica literária, historiografia e outros assuntos, havia embates políticos implícitos. (...)

Enquanto no âmbito colectivo reinava a insatisfação política, a expressão artística cuidava de dar seu recado sobre a experiência do exílio, como se vê na obra de Carlos Maria de Araújo, considerado um "poeta do exílio" do grupo. Também Fernando Lemos teve sua obra poética interpretada como uma expressão do emigrado, principalmente no poema A linguagem é apenas um processo, que diz: "Entrando mal dentro de um/ quadro, por exemplo, a gente pode cair num abismo/ alheio que/ não foi feito para as nossas quedas". "Nunca guardei um saudosismo de Portugal, embora tenha tido sempre presente o facto de ser um estrangeiro. E ser um estrangeiro português é diferente", diz Lemos.

Como Cortesão, a maior parte dos integrantes da missão portuguesa era formada por homens de letras - ensaístas e ficcionistas - que encontraram espaço para trabalhar nas universidades brasileiras. "Por meio dos colegas é que me tornei professor de Artes da Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da USP, assim como de outras faculdades", lembra Lemos. "A universidade era o espaço que tínhamos para dialogar com a sociedade brasileira."

Literatura de Cordel – uma tradição portuguesa no Brasil

“A presença da literatura de cordel no Nordeste tem raízes lusitanas; veio-nos com o ramanceiro penisular, e possivelmente começam estes romances a ser divulgados, entre nós, já no século XVI, ou o mais tardar, no XVII.” – escreve o Professor Gilfrancisco em detalhado artigo sobre as origens desta tradição.

O primeiro estudioso brasileiro a indicar essas fontes para as narrativas em verso e registo de fatos memoráveis em folhetos, foi Luis da Câmara Cascudo (1898-1986), autor de uma obra fundamental para os estudos etnográficos e antropológicos no Brasil.
 
Literatura de Cordel, denominação dada em Portugal e difundida no Brasil, é poesia popular, história contada em versos, em estrofes a rimar, escrita em papel comum feita para ler ou cantar. A capa do folheto é em xilogravura, trabalho artesão que esculpe em madeira um desenho preparando a matriz para reprodução.

Jornalistas do espaço lusófono querem maior facilidade de circulação

Jornalistas dos países da comunidade de língua portuguesa solicitaram, em encontro realizado em São Paulo, Brasil, maior facilidade de circulação no espaço lusófono.

A reivindicação foi feita à margem da 21ª Bienal do Livro de São Paulo, em encontro que reuniu homens da cultura e das letras dos oito Estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

As delegações de associações de jornalistas de Angola, Brasil, Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde e Macau passaram em revista as actividades da Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa (FJLP) constituída a 7 de Dezembro de 2009, em Lisboa, Portugal, e cuja presidência está a cargo da Associação dos Jornalistas Económicos de Angola (AJECO).

No encontro, que também abordou o quadro legal da comunicação social nos oito, foi, igualmente, analisado o programa do primeiro aniversário e a realização da Assembleia Geral Ordinária da FJLP, que terá lugar em Angola, em Dezembro, e a problemática de um Prémio de Jornalismo de Língua Portuguesa.

Os participantes saudaram, igualmente, a decisão dos governos de Portugal e do Brasil de criarem um canal internacional de televisão de língua portuguesa, uma inicisativa aberta aos outros países lusófonos. “Se se concretizar, será, de facto, um espaço para maior conhecimento das realidades socioeconómicas dos referidos países e povos”, defenderam.

A legalização da Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa é um dos maiores desafios da actual presidência para se poder solicitar a admissão a membro observador da Comunidade dos Países de Língua portuguesa.

OS PORTUGUESES, de Ana Silvia Scott

Os portugueses, esses desconhecidos. Desconhecidos? Sim, pois quem acredita que conhece os portugueses porque tem como vizinho o "português da padaria", come bacalhau e doces muito açucarados e leu trechos de Camões no colégio, na realidade, não os conhece.

Sua cultura é sofisticada, a literatura tem nomes como Fernando Pessoa e Saramago e, pasmem, nem todos eles se chamam Manoel, Joaquim ou Maria. Neste livro vamos conhecer a riqueza e as contradições dessa pequena nação que já foi o maior império do mundo e desse povo que teve seu apogeu, um longo declínio e agora ressurge com força no mapa do mundo.

Trata-se de um povo muito especial. Cinco séculos após ter conectado o Velho Mundo ao Novo, por meio das Descobertas, dá por encerrado o ciclo e volta-se para a Europa como opção preferencial, sem voltar costas a África nem ao Brasil, bem pelo contrário.

Para conhecer melhor os Portugueses, este livro da editora Contexto é certamente um contributo importante.

Autora: Ana Silvia Scott
Assunto: HISTÓRIA, INTERESSE GERAL
Editora- ContextoColecção: POVOS E CIVILIZAÇÕES

"Brumas da Ilha" relata chegada dos colonos açorianos ao Brasil

Teve lugar hoje, sexta-feira, dia 28 de Agosto (27/08), às 19 horas, na livraria Saraiva do Centro Comercial Iguatemi em Florianópolis, capital de Santa Catarina, o lançamento do livro "Brumas da Ilha", de Bianca Furtado.

O livro - um dos projectos contemplados pelo edital Elizabete Anderle, da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) - retrata a chegada dos colonos açorianos à Ilha de Nossa Senhora do Desterro, o sul do Brasil, entre 1745 e 1750, numa época em que as mulheres intuitivas eram consideradas bruxas.

A autora é formada em letras pela Universidade Federal de Santa Catarina. Nasceu em Florianópolis e cresceu ouvindo as lendas e contos locais. “O meu objectivo ao escrever este livro não foi apenas contar a história da actual capital catarinense, e sim contextualizar a época retratada. Realizei uma pesquisa elaborada entre 2004 e 2009”, explica a autora.

Universidade de Coimbra recebe alunos brasileiros

A Universidade de Coimbra, em Portugal, receberá dez alunos da PUCRS - Universidade Pontifícia Católica do Rio Grande do Sul (Porto Alegre), nos cursos de Biologia, Química, Física, Matemática e Letras por meio do Programa de Licenciaturas Internacionais.

Os estudantes universitários brasileiros irão frequentar cursos das suas áreas na instituição portuguesa durante os anos lectivos de 2010-2011 e 2011-2012. Trata-se de uma iniciativa conjunta da Capes, Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, no qual a Instituição participa, e Universidade de Coimbra.

Unidade da Beneficência Portuguesa de São Paulo inaugura Centro de Quimioterapia


A Unidade Hospital São Joaquim, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, inaugura seu Centro de Quimioterapia com capacidade de atendimento para até 360 sessões/mês destinada a pacientes com seguros de saúde e particulares.

O novo Centro de Quimioterapia faz parte do projecto de modernização das instalações previstos no Plano Director da Beneficência Portuguesa. Até 2015, cerca de R$ 160 milhões devem ser investidos na modernização de diversas áreas da Unidade Hospital São Joaquim.

Com uma estrutura diferenciada, o centro tem como objectivo minimizar o desconforto dos pacientes, além de proporcionar atendimento ao cliente ambulatorial - o serviço também está capacitado para aplicar quimioterapia em pacientes internados no Complexo Hospitalar.

Universidade Luso-Afro-Brasileira terá apoio da ONU


Brasília, Palácio do Itamaraty - Presidente Lula da Silva assina decreto que cria a UNILAB.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, participa na implantação da Universidade Luso-Afro-Brasileira, que será aberta no nordeste do Brasil.

A Unilab, como será chamada, é parte das iniciativas do governo brasileiro para apoiar a promoção da língua portuguesa no mundo. Metade das 5 mil vagas da Unilab será reservada para estudantes dos países lusófonos da África e Timor-Leste.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cinema: retrospectiva integral do realizador (Director) português Pedro Costa no Brasil

Ossos (fotograma). Pedro Costa, 1997


A obra do realizador português Pedro Costa (n. 1959), apresentado como "o maior realizador do novo cinema português", vai ser mostrada ao público brasileiro em São Paulo (1 a 15 de Setembro), Rio de Janeiro (11 a 23 de Setembro) e Brasília (14 a 26 de Setembro), com o apoio do Instituto Camões (IC).

A retrospectiva integral, com os 10 filmes do cineasta português (sete longas metragens e três curtas-metragens, em mais de 20 anos de produção), terá lugar no Centro Cultural do Banco do Brasil, uma instituição de referência ligada às artes no Brasil, com pólos nas três cidades.

Retrospectivas da obra de Pedro Costa tiveram recentemente lugar na Tate Gallery (em 2009), em Londres, e na Cinemateca Francesa, em Janeiro passado, e o autor é estudado nas universidades norte-americanas.

A restrospectiva sobre Pedro Costa - que se deslocará a São Paulo para participar num debate sobre a sua obra e apresentar uma instalação na 29ª Bienal de São Paulo, cuja lista de artistas integra - compreende ainda a rubrica ‘Carta Branca’, com quatro filmes escolhidos pelo próprio cineasta e que influenciaram sua obra - Gente da Sicília, de Straub e Huillet, Beauty #2, de Andy Warhol, Número Zero, de Jean Eustache, e Trás-os-Montes, de António Reis e Margarida Cordeiro, dois cineastas portugueses com quem partilha uma espécie de ‘antropologia visual’, no dizer dos artigos da Wikipédia.

A curadoria da mostra está a cargo de Daniel Ribeiro Duarte, realizador de cinema, que desenvolve um projecto de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa com o tema Comunidade e contemporaneidade no cinema de Pedro Costa. Foi responsável pela primeira retrospectiva de Pedro Costa no Brasil no forumdoc.bh.2007.

Pedro Costa, segundo os organizadores da mostra, construiu "uma das mais sólidas e enigmáticas carreiras do cinema contemporâneo. Sua obra resiste a qualquer tipo de classificação. Com uma dedicação inédita, Costa aborda temas como a migração, a pobreza e a globalização filmando a vida dos imigrantes pobres que vivem nos chamados ‘bairros de lata’ de Lisboa, muitos deles imigrados de Cabo Verde. Mas o seu trabalho transcende pela beleza descomunal dos seus planos, a precisão da montagem e a intimidade sem precedente dos retratos apresentados".

Historiando a evolução da obra de Pedro Costa, os organizadores da mostra de São Paulo dizem que depois de Ossos (1997), "seu ultimo filme com grande estrutura de produção, o cineasta se decepcionou com toda a maquinaria do cinema" e, a partir de No quarto da Vanda (2000), "recusa o sistema tradicional de produção", passando a filmar com amigos e actores não-profissionais. "Como resultado, seus filmes tensionam e destroem, a cada plano, a divisão entres os territórios da ficção e do documentário", sublinham.

Também "o uso que o cineasta faz de câmaras digitais portáteis para um discurso tão elaborado faz de seus filmes uma espécie de manifesto do cinema moderno e contemporâneo, prova de que o cinema ainda pode ser livre e comprometido, político e poético, ético e estético".
Para mais Informações:
Instituto Camões/Brasília

Homenagem a António Telmo, filósofo português que foi professor universitário em Brasília

O filósofo António Telmo, falecido no passado sábado, será homenageado dia 16 de Setembro, na Biblioteca Nacional, com a apresentação de uma obra sobre o seu pensamento, anunciou o grupo editorial Babel. Nesta sessão, a partir das 18 horas, será apresentada a obra O Portugal de António Telmo, organizada por Rodrigo Sobral Cunha, Renato Epifânio e Pedro Sinde, "um livro de homenagem, que o autor teve ainda a oportunidade de contemplar", segundo uma nota do grupo Babel. Participam na sessão Pedro Sinde, Rodrigo Cunha e ainda o escritor Miguel Real e o filósofo Pinharanda Gomes.

O Portugal de António Telmo inclui textos inéditos do filósofo, dois dos quais fac-similados, fotografias, e testemunhos de outros autores como Orlando Vitorino, num total de 356 páginas.

António Telmo Carvalho Vitorino, nascido a 2 de Maio de 1927, em Almeida (Guarda) integrou aos 23 anos o grupo Filosofia Portuguesa depois de ter tido contacto com José Marinho (1904-1975) e Álvaro Ribeiro (1905-1981).
A convite de Agostinho da Silva (1906-1994) e de Eudoro de Sousa (1911-1987), foi professor de Literatura Portuguesa durante três anos, na Universidade de Brasília. Leccionou ainda em Granada e, de regresso a Portugal, foi director da Biblioteca de Sesimbra, onde residira, e posteriormente radicou-se em Estremoz, onde foi professor de Português.

António Telmo foi autor de vários títulos, entre os quais Arte Poética (1963), Gramática secreta da língua portuguesa (1981), Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões (1982), O BateleurO Mistério de Portugal na História e n'Os Lusíadas, (1992), (2004), Viagem a Granada (2005) e Contos Secretos (2007).

No próximo número da revista Nova Águia, de que era colaborador, será publicado o artigo O estilo da Renascença Portuguesa, que escreveu em 1955. "Um dos mais originais filósofos do nosso tempo e um dos maiores escritores portugueses, conjugou tradições como a filosofia aristotélica e a filosofia hebraica, a língua portuguesa e o pensamento poético, a noção de firmamento e o culto dos heróis", segundo nota da Babel.

"A sua obra propõe uma nova visão da História de Portugal, ligada à Ordem do Templo e à Ordem de Cristo, aliando a interpretação do Mosteiro dos Jerónimos a uma nova leitura do pensamento de Luís de Camões (em diálogo único com Fiama Hasse Pais Brandão)", lê-se na mesma nota.

Brasil redescobre universo poético de Fernando Pessoa

O universo fragmentado, intelectual e filosófico de Fernando Pessoa retorna ao Brasil pelas mãos de uma exposição interactiva que abriu ontem as suas portas ao público, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, com a intenção de render uma homenagem ao povo que, seduzido pela mensagem do poeta português, juntou música a seus versos.

O embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro, e o conselheiro cultural, Adriano Jordão, estão entre as personalidades convidadas para as cerimónias que assinalam a abertura do evento.

A mostra, intitulada "Fernando Pessoa, plural como o universo" percorre o mundo criativo do poeta e começa com a apresentação de alguns dos heterónimos mais célebres dos quais Pesoa se valeu para a sua produção literária como Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Bernardo Soares.

A exposição, que procura aproximar a complexidade literária e filosófica de Pessoa de um público que não conhece a sua obra, compreende imagens da Lisboa, uma cronologia sobre a sua vida, artigos que escreveu para revistas e cópias de cartas ao único amor do escritor de que se tem conhecimento, Ophelia Queiroz.

Também é possível ler e escutar alguns dos poemas mais conhecidos de Fernando Antonio Nogueira Pessoa (1888-1935).

Além disso, a mostra contém uma reprodução virtual e interativa da primeira edição de sua obra "Mensagem", a única que o escritor publicou em vida.

O professor e escritor brasileiro Carlos Felipe Moisés, curador da mostra, afirma que outra das pretensões da exposição é que o visitante "faça uma reflexão sobre a multiplicidade" que existe em todos os seres humanos.

Moisés considera que uma das chaves da exposição é fazer com que o visitante se sinta "intrigado" pelo trabalho de Pessoa e pela "imaginação impregnada de raciocínio" que percorre sua obra. "Lemos Pessoa por assim dizer contemporâneo, revelando o mundo como se estivesse vivo e falando conosco. Pessoa alimenta nossa consciência crítica e nossa imaginação", concluiu.

Depois de São Paulo, a exposição segue para o Rio, em março de 2011.

VIII Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação

Decorre até dia 25 de Agosto, em São Luís, na Universidade Federal do Maranhão, o VIII Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação.

Desde 1996, sempre alternando entre uma cidade do Brasil e uma cidade de Portugal a cada dois anos, o VIII Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação faz parte de uma iniciativa de pesquisadores de instituições de ambos os países para debater assuntos ligados a essa área. O “Infância, Juventude e Relações de Gênero na História da Educação”é o tema geral do encontro, este ano.

“O objetivo de trazermos esse encontro para o Maranhão é consolidar as pesquisas que estão sendo realizadas em História da Educação na UFMA e despertar o interesse dos graduandos pelo Mestrado em Educação da Universidade” - disse César Augusto Castro, director do Centro de Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão e membro da comissão organizadora.

O congresso está dividido em oito eixos temáticos: Infância, Juventude e Família; Género, Geração e Etnia; Produção de saberes e sujeitos da educação; Formação, Identidades e profissão docente; Políticas Educacionais, Movimentos Sociais e Cidadania; Práticas pedagógicas, quotidiano escolar e cultura material; Instâncias de socialização da infância e da juventude; Historiografia e Ensino de História da Educação.

Inscreveram-se para cima de 1.400 pessoas e serão apresentados 890 trabalhos .

O Congresso conta, da parte brasileira, com a participação da Universidade Federal do Maranhão - UFMA e da FAPEMA (Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão)” e o apoio científico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Da parte portuguesa, o apoio veio da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) e Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação Seção de História da Educação (SPCE),

Livro sobre 1º Encontro de Escritores da Língua Portuguesa de Natal (EELP)

O 1º Encontro de Escritores da Língua Portuguesa de Natal (EELP), realizado de 28 a 30 de abril de 2010 no Teatro Alberto Maranhão (TAM) , movimentou toda a cena cultural da cidade, reunindo grandes nomes da literatura lusófona da África, Ásia e Europa.

Quem se interessar pelo tema, pode agora conhecer e guardar o conteúdo dos debates e palestras então realizadas . Na passada noite de segunda-feira (23), a Prefeitura do Natal lançou os anais do 1º EELP.

Com o título “Lusofonia – pela união da língua portuguesa – Anais do I Encontro de Escritores da Língua Portuguesa de Natal”, o documento foi lançado na Galeria Newton Navarro, da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), numa solenidade inserida na II Semana de Expressões Populares, que prossegue até ao dia 29 deste mês.

Parte do acervo do Real Gabinete Português já está na web

Na estreita rua Luís de Camões, no Rio de Janeiro, fica um prédio histórico que por vezes é confundido com uma igreja. Há quem se benza diante das cruzes que ornamentam a fachada, sem perceber que a liturgia ali está ligada à literatura, e não a uma religião.
 
Inaugurado pela Princesa Isabel, o prédio de estilo neomanuelino, em pedra lavrada, no centro do Rio, abriga o Real Gabinete Português de Leitura desde 1887, quando português se grafava com "z". Sem dúvida, vale a visita. Mas de longe também se pode conhecer uma parte especial de seu acervo, único no País.

Na página da instituição na internet (http://www.realgabinete.com.br/) estão disponíveis obras raríssimas, datadas na sua maioria do século 19, devidamente digitalizadas. Curiosos e amantes de literatura e da língua portuguesa se deliciam com os manuscritos do romancista Camilo Castelo Branco de seu livro mais conhecido, "Amor de Perdição" (1862) e do "Dicionário da Língua Tupy", de Gonçalves Dias (1858). Uma boa amostragem da correspondência pessoal de Castelo Branco também foi para a rede.

Estudiosos de áreas diversas têm acesso fácil a documentos mandados da colónia a D. João VI em 1817, cartas régias assinadas pelo Marquês de Pombal, do século anterior, textos de autoria de Padre Antonio Vieira (não se sabe se grafado por ele ou por copistas), diplomas, ofícios, decretos, aquarelas, desenhos a bico de pena, além de actas de reuniões do Real Gabinete. As homenagens, no Brasil, por ocasião do tricentenário da morte de Camões, em 1880, foram assunto de uma série de cartas.

São mais de 1.500 itens já contemplados. Com um zoom, mais do que observar a grafia e o léxico de tempos idos, é possível chegar aos detalhes de todos esses papéis, ver as ranhuras, as marcas do tempo. Foi para tentar diminuir esse impacto do passar dos anos que o projecto foi criado.

"Queremos resguardar obras e manuscritos mais raros. Até meses atrás, se passasse na nossa avaliação, a pessoa poderia pegar com as próprias mãos documentos de 200 anos", conta o presidente do Real Gabinete, o economista português Antonio Gomes da Costa, 59 dos 76 anos no Brasil - está na função há 18.

O trabalho ainda está em andamento: falta digitalizar, por exemplo, as Ordenações de D. Manuel, de 1521, e os Capitolos de Cortes e Leys Que Sobre Alguns Delles Fizeram, de 1539. Para conseguir dar conta da digitalização, o Real Gabinete conseguiu 40 mil euros da fundação portuguesa Calouste Gulbenkian.

O interior do Real Gabinete é tão belo que atrai directores de novela, clipes de música, filmes. Muitos querem o local como locação - e são bem-vindos, já que os aluguéis ajudam na manutenção.

Bethânia presta homenagem à Língua Portuguesa no Teatro Fashion Mall do Rio, em Setembro

Vem de muito tempo a ligação de Maria Bethânia com as palavras. Desde o colégio em Santo Amaro, quando seu professor Nestor Oliveira a ensinou, assim como a seu irmão Caetano Veloso, a ouvir poesia. Esta paixão pelas palavras ela levou para os palcos, nos textos que sempre recitou em seus espectáculos – desde o famoso show de estréia no Teatro Opinião, em 1965.

E é esta relação com as palavras que Bethânia vai mostrar durante duas semanas no Teatro Fashion Mall (dias 03, 04 e 05 e 10, 11 e 12 de setembro, de sexta a domingo) com leitura de poemas e textos escolhidos por ela, com os quais tem intimidade e que foram importantes para sua vida. Neste projecto, contou com a colaboração de Hermano Vianna e Elias Andreatto. Mesclando leitura e música, com canções pouco usuais em seu reportório, será acompanhada pelo violonista Luiz Brasil e pelo percussionista Carlos Cesar.

O projecto começou em Minas, no ano passado, quando Bethânia foi convidada pela Universidade Fedral de Minas Gerais -UFMG para participar do ciclo de conferências Sentimentos do Mundo. Logo em seguida realizou outras leituras na Casa do Saber/RJ, PUC/RJ, no Itamaraty/Brasília (para o Encontro Mundial dos Países de Língua Portuguesa) e, mais recentemente, na Casa Fernando Pessoa, em Portugal, como gesto de retribuição pela Ordem do Desassossego que recebeu juntamente com a imortal Cleonice Berardinelli por ser, no Brasil, uma das maiores divulgadoras do legado de Fernando Pessoa.

Agora, pela primeira vez em teatro, Bethânia lerá poetas e escritores de todas as gerações: Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner Andersen, o moçambicano José Craveirinha, Padre António Vieira, Caetano Veloso, Fausto Fawcet, Ferreira Gullar, entre muitos outros, entremeados por trechos de conhecidas canções brasileiras e portuguesas como ABC do Sertão (Luiz Gonzaga), Romaria (Renato Teixeira), Último Pau de Arara (J. Guimarães/Venâncio/Corumbá), Estranha Forma De Vida (Amália Rodrigues), Marinheiro Só (domínio público/adaptação Caetano Veloso), Dança da Solidão (Paulinho da Viola) e Menino de Jaçanã (Luis Vieira/Arnaldo Passos).

Maria Bethânia reconhece que dizer poesia, hoje em dia, “neste mundo de corre-corre”, é “um desafio”, mas também, “uma ideia que comove e atrai”. E Fernando Pessoa, o poeta da sua vida, não fica de fora. “É a minha tradução mais fiel”, afirma, acrescentando: “Suporta minha respiração, minha cadência e o ritmo desassossegado do meu coração”. O poeta é lembrado com pungentes poemas, como o Poema do Menino Jesus, de Alberto Caieiro, popularizado pela intérprete a partir do show Rosa dos Ventos; e Ultimatum, de Álvaro de Campos, que soa impressionantemente actual desde sua leitura no show Dentro do Mar tem Rio.

Grupo brasileiro Sertanília apresenta-se em Portugal (Coimbra e Lisboa)

Tempo de Sereno é o título do concerto a ser apresentado pelo grupo musical brasileiro Sertanília, em Portugal, com apoio financeiro do Ministério da Cultura do Brasil, apoio cultural da Universidade de Coimbra e participação especial da escritora brasileira Simone Guerreiro que está a realizar residência artística em Coimbra – Portugal, pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

O evento terá lugar dia 2 de Setembro de 2010, na Fnac – Coimbra e a banda também se apresenta na Fnac Lisboa no dia 04/10. Além da canção autoral que dá nome ao concerto, do compositor e diretor musical Anderson Cunha, o grupo apresentará canções de compositores brasileiros que têm como tema o sertão, entre eles, Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Elomar Figueira Mello e Lenine.

No repertório do espetáculo Tempo de Sereno, são ainda homenageados os poetas portugueses Fernando Pessoa e Florbela Espanca com os poemas musicados D. Tareja, do livro Mensagem, e Eu, da obra poética de Florbela Espanca.

Idealizado há mais de dez anos pelo compositor Anderson Cunha, natural do sertão da Bahia – Brasil, o grupo Sertanília, por seu trabalho criativo e inovador de tradução de uma sonoridade tipicamente “sertaneza” em uma roupagem lírica, no formato de música de câmara, com grande influência da literatura brasileira e da música do compositor baiano Elomar Figueira Mello, participou, em 2010, do longa-metragem “Tudo tem um tempo”, sobre a tradição dos ternos de reis da cidade de Caetité, no sertão baiano, executando o tema “Minha sabiá, minha zabelê”.

"Tratado Descriptivo do Brasil em 1587"

Com a devida vénia, transcrevemos alguns trechos de um artigo de Fernanda Trindade Luciani, doutoranda em História Social pela Universidade de São Paulo, publicado na Brasiliana USP:

"Apenas no século XIX os dois manuscritos quinhentistas de Gabriel Soares de Sousa, Roteiro Geral com largas informações de toda a Costa do Brasil e Memorial e Declaração das Grandezas da Bahia de Todos os Santos, de sua fertilidade e das notáveis partes que tem, foram reunidos e publicados sob sua autoria.
 
Foi o historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878) quem organizou essa primeira edição da obra, em 1851, a partir do cotejamento de cópias dos manuscritos encontradas em arquivos europeus, uma vez que os textos originais não são conhecidos, e atribuiu a autoria a Soares.
Uma segunda edição, também disponível aqui, foi organizada pelo historiador, sendo publicada em 1879, logo após sua morte. Ainda que tenham permanecidos inéditos e anónimos ou apócrifos por mais de dois séculos, os escritos de Gabriel Soares eram bastante conhecidos desde o século XVI por meio de cópias que circulavam não somente na Península Ibérica, mas em outros países europeus, aparecendo citados por renomados autores. 
 
Pouco se sabe sobre as circunstâncias da vinda ao Brasil do português Gabriel Soares de Sousa ou a respeito dos dezessete anos que viveu na colónia e das condições em que colheu as informações sobre a costa do Estado do Brasil e a capitania da Bahia de Todos os Santos. Há indícios de que, quando decidiu desembarcar no litoral baiano, provavelmente em 1569, fazia parte de uma frota que partiu de Lisboa em direção a Monomotapa, atual Moçambique, com a finalidade de explorar as cobiçadas minas africanas.

Fixando moradia ao sul do Recôncavo Baiano, tornou-se um dos homens principais da capitania, proprietário de terras, casas na cidade, bois e escravos, chegando a ocupar o cargo de vereador da Câmara da Bahia. Em meados da década de 1580, tendo herdado alguns mapas e pedras preciosas de seu irmão que falecera no Brasil, Soares deixava as terras americanas rumo a Espanha com a intenção de solicitar ao rei Filipe II (I de Portugal) apoio a sua empreitada de exploração das terras coloniais para além do Rio São Francisco, em busca de riquezas minerais.

Pode dizer-se que o princípio organizacional do texto é demonstrar em carácter promocional – no que devemos considerar as prováveis hipérboles das descrições de Soares – quão proveitoso seria ao rei incentivar a exploração daquelas terras e, assim, lhe conceder as mercês requeridas para sua expedição pelo sertão.

Dessa forma, seus escritos inserem-se num tipo de literatura produzida pelos descobrimentos que tinham o rei como destinatário final; seus autores os escreviam com o objectivo de obter privilégios reais e a Coroa se valia desses relatos, que, junto às correspondências coloniais, a aparelhavam para uma administração mais eficiente de suas distantes possessões ultramarinas.

Se, por um lado, essas minudenciadas descrições do Novo Mundo despertaram interesse dos contemporâneos, como viajantes, religiosos e homens que viviam na colónia ou exploravam as terras americanas; por outro, considerando a escassa produção documental do início da colonização portuguesa, elas tornam o Tratado Descritivo do Brasil em 1587 um dos mais importantes documentos para os interessados e especialistas no período colonial.

Sua descrição permanece sendo a melhor fonte de formação sobre a Bahia do século XVI e vem sendo amplamente utilizada pela historiografia desde o século XIX, além de servir a diferentes campos de pesquisa como a antropologia e a botânica."

Rio de Janeiro cria serviço para esclarecer dúvidas de Língua Portuguesa

O Rio de Janeiro criou um serviço gratuito para esclarecer dúvidas de Língua Portuguesa por telefone. O Plantão Gramatical, também chamado "Telegramática", visa enriquecer a aprendizagem do idioma.

O serviço esclarece dúvidas sobre o idioma envolvendo questões de ortografia, acentuação, concordância, regência e morfologia. O atendimento ao público será realizado, de segunda a sexta, por uma equipa de oito professores que irão revezar-se em turnos diários. O serviço funcionará sob a responsabilidade da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro e o sistema deverá contar com um número telefónico exclusivo para garantir o anonimato do usuário.

Serviços semelhantes ao "Telegramática" já funcionam noutras partes do Brasil. O Rio de Janeiro vai adoptar modelo semelhante ao implantado em Fortaleza, no Ceará. Naquele Estado, há 30 anos, uma equipa de profissionais atende a população e recebe, em média, 150 ligações diárias. Noutras cidades como Curitiba, Brasília, Jundiaí e Londrina, o poder público também oferece piquetes gramaticais por telefone.

Laurentino Gomes lança "1822" em Setembro

Escrever sobre a Independência do país era quase uma obrigação para o jornalista brasileiro Laurentino Gomes.

Após publicar "1808", livro sobre a transferência da família real portuguesa para o Brasil, os leitores cobravam a continuação da história.

“Como uma coisa está intimamente relacionada com a outra, pensei que poderia lançar um olhar mais panorâmico sobre o processo da independência”, diz.

O resultado é "1822", que serviu de tema para um debate durante a Bienal do Livro de São Paulo. A obra deve chegar às livrarias justamente no dia 7 de setembro, data da independência do Brasil.

Desta vez, Laurentino Gomes cobre o período entre 1821, data do regresso de D. João VI a Lisboa, e 1834, ano da morte de D. Pedro 1º do Brasil, IV de Portugal.

“Tentei dar uma dimensão humana a D. Pedro. Ele é fascinante. Com 23 anos proclamou a independência e viu-se obrigado a tomar decisões importantíssimas’’, resume o autor.

Desde a publicação de "1808", há três anos, muita coisa mudou na vida de Laurentino Gomes. Lançado pela editora Planeta, o livro já vendeu mais de 600 mil exemplares, um récord editorial absoluto no Brasil.

Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia - Candidaturas abertas

Até 20 de Setembro está aberto o prazo de candidaturas à quarta edição do Prémio de Dramaturgia António José da Silva.

Com um valor de 15 mil euros, o galardão anual luso-brasileiro tem como principal objectivo incentivar a escrita dramática em língua portuguesa, nos mais variados géneros - teatro para adultos, teatro para a infância e juventude, entre outros - e o aparecimento de novos dramaturgos de língua portuguesa, “reforçando as parcerias de desenvolvimento e cooperação cultural entre Portugal e o Brasil”, destaca a organização.
 
Iniciativa do Instituto Camões e da Fundação Nacional da Arte (Funarte), do Brasil, o prémio conta com a parceria da Direcção-Geral das Artes e do Teatro Nacional de D. Maria II. A primeira edição teve como vencedora a peça «A minha mulher», da autoria de José Maria Vieira Mendes, de Portugal. «The Cachorro Manco Show», da autoria do escritor brasileiro Fábio Luís Mendes, venceu a segunda edição enquanto em 2009 o português Abel Neves levou para casa o galardão pela peça «Jardim Suspenso».
 
Os textos concorrentes serão seleccionados, numa primeira fase, em cada um dos países, por júris nacionais. Os oito textos concorrentes que passarem à segunda fase serão apreciados por um júri comum aos dois países que determinará o vencedor do Prémio. Podem concorrer - com um ou mais textos originais em língua portuguesa, não editados e não encenados - cidadãos portugueses ou estrangeiros naturalizados.

Mais informações no site do Instituto Camões: http://www.instituto-camoes.pt/