TOP BLOG 2010

TOP BLOG 2010

Boas Vindas a esta comunidade de Culturas e Afetos Lusofonos que já abraça 76 países

MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS

NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.

TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.

Mostrando postagens com marcador Tributo de homenagem - CULTURA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tributo de homenagem - CULTURA. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de fevereiro de 2012

CARLOS VILAR - UM FILÓSOFO DA VIDA, UM ATIVO E ENÉRGICO CIDADÃO CIVICAMENTE EMPENHADO, E UM GRANDE AMIGO QUE COMPLETA HOJE OS SEUS JOVIAIS 91 ANOS - PARABENS E FELICITAÇÕES! QUE CONTINUES SOMANDO ANIVERSÁRIOS, COM A SAÚDE E VITALIDADE DE HOJE.

TRIBUTO DE HOMENAGEM AO DR. CARLOS VILAR
POR UMA VIDA CÍVICA EXEMPLAR E PELO SEU CONSTANTE ENVOLVIMENTO NAS ACTIVIDADES DE CIDADANIA E CULTURAIS 


CELEBREMOS OS SEUS EXEMPLARES 91 ANOS!

PARABENS E FELICITAÇÕES AO GRANDE AMIGO E ATIVO CIDADÃO - DR. CARLOS VILAR - CIVICAMENTE EMPENHADO E SEMPRE ENVOLVIDO EM ATIVIDADES DE CIDADANIA E CULTURAIS ! QUE CONTINUES A CELEBRAR A VIDA EM MUITOS ANIVERSÁRIOS, MAS QUE, COM O TEU ENTUSISASMO E ALEGRIA, CONTINUES A CELEBRAR, COMO NÓS CELEBRAMOS, CADA DIA, CADA HORA, CADA MOMENTO DO TEU CONTENTAMENTO E O CONTENTAMENTO QUE DÁS AOS OUTROS.

TENHO O PRIVILÉGIO DE TER APROFUNDADO COM O PROFESSOR  DE FILOSOFIA, JUBILADO, CARLOS VILAR, UMA AMIZADE MUITO AFETUOSA, QUE CULTIVAMOS MUITO FRATERNALMENTE HÁ CERCA DE 3O ANOS.
É bom termos este privilégio de podermos contar com amigos que, como Carlos Vilar, são pessoas raras! Raras, desde logo, no seu caráter impoluto, na genuinidade e clareza das suas ideias, ideais e posicionamentos, sempre fortemente eivados de grande humanismo e solidariedade. Raras, ainda, na forma muito carinhosa e afetiva com que retribui a amizade de seus amigos.  

Brilhante, inérgico e corajoso orador, o Dr. Carlos Vilar é dotado de forte personalidade mas muito afetuosa, que sempre prodigaliza  com enorme sentido do SER e do culto e entusiástica defesa dos Grandes Valores e Princípios Éticos e Morais, com elevada preocupação pela busca do Direito, da Verdade, da Razão, da Justiça e da Beleza, mas sempre derramando-se em afetos.

O Professor Carlos Vilar será sempre para todos Professor! Mesmo que ele, na sua sincera simplicidade, sempre  rejeite esta distinção, porque verdadeiramente Professor é aquele que "Professa", ou seja, aquele que, como ele, pratica, com denodo, sabedoria e exemplo de vida, um dia-a-dia pautado pelo culto dos afetos, uma corajosa honestidade, batendo-se pela defesa do Aperfeiçoamento Humano, pela Igualdade dos Deveres e Direitos Humanos, pelos valores da Liberdade e da Solidariedade,  sem distinções étnicas, culturais e sociais, de tempo ou lugar.  

Por isso Carlos Vilar, é merecedor e credor da maior admiração e respeito pela sua extraordinária "obra  de uma vida" dedicada constantemente, sem desânimos,  às actividades cívicas e culturais que promovam e cultivem estes Valores, no seio das Agremiações Culturais e de Beneficência e das Tertulias Culturais a que pertence e onde sempre dá o saudável exemplo do seu trabalho com assidiuidade a cem por  cento.  E, a juntar à sua inteligência, à sua cultura  e à sua generosidade, é ainda dotado de uma irradiante simpatia e jovialidade, absolutamente inusitadas para "um jovem há tanto tempo", quantos são já 91 anos. A Filosofia continua a estar presente, como formulações de uma práxis de vida exemplar que segue e que recomenda.

Este Bolg-Revista "Culturas e Afectos Lusófonos" - que é lido em 76 países e já ultrapassou, em pouco mais que dois anos e meio de actividades culturais, mais de 100.000 leitores, quer nos países da CPLP, quer em muitos outros por onde se estende a diáspora lusófona nos quatro continentes - tendo no Professor Doutor Carlos Vilar, um grande amigo do seu editor, assinala aqui a passagem do seu 91º.aniversário no dia de hoje, com este singelo"Tributo de Homenagem" pelo exemplo de grande cidadania e de Amigo que nos nos inspira, instiga, e estimula no sentido da praxis de uma filosofia profundamente humanista, que dele nunca se separa.

Neste momento, Querido Amigo Carlos Villar, permite-me que utilize, a propósito, um pequeno parágrafo da minha carta do ano passado para te dizer novamente:

...parafraseando Torga:
“aqui, diante de mim, eu me confesso pecador, no que sou, por ir ao leme desta nau de condenado em que vou, ao bem deste exílio em que estou, nesta deriva em que vou”, e de, por estar ainda aqui, “neste bondoso desterro, penoso”, por não me ter podido libertar a tempo de te abraçar fisicamente neste dia 05 de Fevereiro. Por isso, e para de algum modo, me redimir destes pecados, veio-me à memória fazer e te oferecer o que é prometido naquela velha canção romântica:
“Hoje é o dia dos teus anos / mas que prenda te hei-de dar / Dou-te a que trago escondida / Na canção que te vou cantar”…
Vou, então, oferecer-te, junto com esta carta, uma Canção ! Mas antes quero desejar-te neste teu dia, tão especial para ti e, certamente, ainda mais especial para nós todos, teus muitos amigos.
DA MINHA PARTE E DE SELMA, QUE MUITO TE QUEREMOS BEM, PARABENS QUERIDO AMIGO, MUITAS MAIS FELICIDADES, MUITOS ANOS DE VIDA, COM SAÚDE, TODOS OS DIAS, NA NOSSA COMPANHIA, NOS ALEGRANDO, NOS ENSINANDO, NOS FAZENDO SENTIR HONRADOS POR TERMOS A TUA AMIZADE E CARINHO E DE SERMOS TEUS AMIGOS! AÍ VAI, POIS, A MINHA CANÇÃO PARA TI, CARLOS VILAR!"      
 
Como evocação, começamos, pois,  por reproduzir aqui o poema que o ano passado te dedicámos e que, obviamente está completemente em dia e adequado:

CANÇÃO PARA CARLOS VILLAR

Que bom e valioso é ter amigos de verdade
É como ter amparo que nos guia na escuridão
É ter a luz, a força e a beleza da fraternidade
É como unir o nosso elo numa Cadeia de União

É sermos, com os amigos, operários em construção
Desse Templo intemporal onde se edifica a amizade
Onde todos somos aprendizes do amor em comunhão
Que é a alegria da partilha com singela solidariedade

Fazer noventa aniversários! E o que ficou?
É o romance de uma longa história de vida
Quanta vivência e sabedoria se acumulou
Quanto de tua alma grande foi a nós oferecida

De onde vem esse manancial de positiva energia
Essa força de viver com tanto brilho e inteligência
Esse vigor jovial, essa graça, esse estado de alegria
Esse ardor apaixonado e com tamanha eloquência?

De que canteiro retiras lírios de afectos sempre em flor
Para cultivares as amizades que são o teu encantamento?
Mas ainda te sobra tempo para enamoramentos de amor
Querido “Charles do Charme” és o nosso contentamento !

E quando um nobre amigo nos ensina que a beleza do caminho
Está mais na caminhada iluminada de amigos com afecto e saber
Está mais na alegria de percorrer a estrada e nunca estar sozinho
Então, ergamos justa homenagem ao amigo que devemos enaltecer

Disse o Grande Poeta sevilhano,António Machado:  

Caminante no hay camino, el camino se hace al andar”
Dizemos nós:

Parabéns e Obrigado Companheiro Mestre Caminhante!
Celebremos os belos noventa e um anos do nosso
Querido Amigo Carlos Villar, que é o “jovem há mais tempo”,
e entre todos, e da vida, o maior amante.
Contigo aprendemos que a maior beleza não está no caminho,
mas no caminhar!
                                              
Com o perfume delicioso das flores do jardim que foste plantando, invoco agora um poema filosófico deste modesto poeta teu amigo. Trata-se de um poema que declarei a meus amigos e família daqui, de Natal (Capital do Rio Grande do Norte-Nordeste-Brasil, tambem celebrada como a Capital do Sol, todo o ano), a minha nova filosofia de pensar no tempo que passa. É um poema que fiz questão de ler no meu aniversário anterior, celebrado a 14 de Novembro de 20011, aqui na nossa deliciosa residência, nosso refúgio cantinho do paraíso,  a que chamamos "Vila Verde" (por estar rodeada de muito verde de relva, plantas de flores, árvores de frutos, pássaros cantores a banharem-se na piscina, cães e gatos que amamos e nos amam e macaquinhos nas árvores de frutos tropicais.

Nessa minha efeméride, eu declarei, na leitura do meu poema que, dali para a frente, me recusava a esperar um ano de ambiciosa e pretenciosa certeza, naquilo em que não temos qualquer domínio que nos autorize a ousar esperar, sequer planear "O tempo e a Vida", comprada por atacado em pacotes de compra adiantada de 365 dias. A vida, concluí eu, a vida de cada dia, é bem o mais precioso que devemos celebrar humildemente,  porque a previsão de festa para um aniversário é pretensiosismo a mais. Não  nos consideramos os donos do mundo que  o celebrar aniversários, mas tão somente celebrarei nesse dia, os mesmos que passei a celebrar todos os dias, logo que desperto. Desde então, e agora, neste tempo que passa o que celebro já não só aniversários, mas a vida, em cada dia, cada momento, cada instante, orientado que estou por uma Nova Filosofia que criei e sobre a qual estou a escrever um Livro: Vejamos o poema, que agora tambem te dedico, e que, talvez, tambem queiras adoptar:

NÃO TENHO MAIS IDADE, TENHO VIDA!
 
Já não tenho idade, tenho VIDA !
Para viver o dia de hoje
O momento de agora
Como se fosse o primeiro
Como se fosse o último
Como se fosse o único
Como se ainda fosse cedo
Como se nunca fosse tarde
Para viver com optimismo
Conservar o equilíbrio instável
E o desequilíbrio das emoções
Fortalecer a minha esperança
Recompor minhas energias
Para cumprir a minha estrada
Ao encontro dos contentamentos
Deixar-me flutuar na espuma dos dias
Descobrir novos encantamentos
Partilhar os fugases momentos
Que nos reservem novas alegrias
E...

posto que não posso ser imortal 
Ouso dizer à idade: ...“estás vencida!”
Pela busca eterna da Juventude Filosofal
Pela poesia que procura o verso lustral
E...

porque eu já não tenho idade..TENHO VIDA.

                                                                                                                         Carlos Morais dos Santos

E para fechar esta homenagem ao meu Amigo Carlos Vilar, com "Chave de Ouro", te ofereço a seguir, uma magnífica interpretação  da "Ode  à Alegria" da genial 9ª. Sinfonia de Beethoven, cantada pelos cantores-autores espanhois de grande intervenção cívica contra a ditadura de Franco, que são os famosos cantores Juan Manoel Serrat (catalão), Miguel de los Rios (o criador desta versão cantada em castelhano), Ana Belem e Victor.  É uma raridade, os quatro cantores juntos nesta famosa versão da "Ode à Alegria", das mais belas sinfonias do genial Beethoven. Se conseguires, valia a pena gravar para um DVD para poderes "ouver" (neologismo de ouvir e ver) no teu leitor de DVD.  
É SÓ CLICAR NA SETA DA JANELA-CÓDIGO E "OUVER" DELICIADAMENTE UM CANTO À FRATERNIDADE ENTRE TODOS OS HOMENS E MULHERES DO MUNDO:
...E QUE LOS HOMBRES VOLVERAN A SER HERMANOS"... 

                                                                                                                

domingo, 8 de janeiro de 2012

ENÉLIO LIMA PETROICH FALECEU ONTEM DE MANHÃ - NOSSO BLOG-REVISTA “CULTURAS E AFETOS LUSÓNOS” ESTÁ DE LUTO - O ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE E O BRASIL ESTÃO DE LUTO - OS MUITOS AMIGOS INVESTIGADORES DAS COMUNIDADES LUSÓFONAS DOS 4 CANTOS DO MUNDO ESTÃO DE LUTO




CHOREMOS ! CHOREMOS! CHOREMOS!

CRÓNICA - TRIBUTO DE HOMENAGEM

CURVEMO-NOS, ESTENDAMOS NOSSAS ALMAS NO CHÃO E DEIXEMOS PASSAR POR ELAS “O NOSSO HOMEM”, QUE EMBELEZOU A VIDA COM A DOÇURA DA GENEROSIDADE DOS AFETOS E O INTENSO LABOR AMOROSO EM PROL DA CULTURA E DA CONSERVAÇÃO DA MEMÓRIA HISTÓRICA DO RN E DO BRASIL, RAÍZES E FUNDAMENTOS DE UM PASSADO E ESSÊNCIA DA CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO.

ABRAMOS ALAS DE ACÁCIAS, QUE UM GRANDE E MUITO AMADO HOMEM, DE ALMA GENEROSA DE AFETOS E DE ESPÍRITO DE MISSÃO CÍVICA E HUMANISTA, PROLÍFERO, ESCRITOR, HISTORIADOR, MEMORIALISTA E GUARDIÃO DO TEMPLO DA CULTUA E DA MEMÓRIA DO RIO GRANDE DO NORTE NOS DEIXOU ONTEM PARA INICIAR O CAMINHO DA LUZ, DAS ESTRELAS, DO ORIENTE ETERNO, LÁ, DE ONDE VEM O SOL, COM QUE SEMPRE ILUMINOU OS OUTROS E O QUE FEZ NA VIDA, E VAI CONTINUAR A ILUMINAR COM O SEU EXEMPLO DO CIDADÃO QUE, NUMA VIDA INTEIRA, SEMPRE SE ENTREGOU AO BEM, AO BELO E AO JUSTO.

ESTENDAMOS NESTA HORA, OS NOSSOS BRAÇOS ABERTOS NUM CARINHOSO E MUITO AFETUOSO SENTIMENTO DE PROFUNDOS PÊSAMES, EM CADEIA DE UNIÃO E SOLIDARIEDADE, EM PRIMEIRO LUGAR COM DONA MIRIAM PETROVICH, ESSE GRANDE EXEMPLO DE GRANDE SENHORA, HEROÍNA ESPOSA, AMIGA, COMPANHEIRA SOLIDÁRIA, QUE LHE PRODIGALIZOU TODO O AMOR E SEMPRE ESTEVE A SEU LADO ATÉ AO ÚLTIMO INSTANTE. OS SENTIDOS PÊSAMES TAMBÉM A ESSA MAGNÍFICA E AMOROSA FAMÍLIA DE FILHOS, NORAS E NETOS QUE TANTO AMOR, CARINHO E APOIO DISPENSARAM ATÉ AO FIM DE NOSSO QUERIDO AMIGO.

 Dr. Enélio Lima Petrovich e sua amável esposa Dona Miriam Petrovich
INFELIZMENTE, PROBLEMAS DE SAÚDE QUE ME TÊM IMPEDIDO DE SAIR DE CASA E ME OBRIGAM A REPOUSAR ATÉ TARDE, NÃO ME PERMITIRAM SABER DESTE INFAUSTO ACONTECIMENTO, SENÃO JÁ TARDE, POR MINHA ESPOSA, SELMA, QUE HAVIA SIDO INFORMADA LOGO PELA MANHÃ PELA QUERIDA AMIGA COMUM, A POETISA E ESCRITORA, LÚCIA HELENA PEREIRA, TAMBÉM COMO EU, MEMBRO DO I.H.G.-RN, A QUE NOSSO QUERIDO ENÉLIO PETROVICH PRESIDIA, COM TANTO DESVELO E ATENÇÕES AOS SEUS CONFRADES.

QUANDO MAIS TARDE, SELMA, NA PRESENÇA TAMBÉM DO NOSSO FRATERNAL AMIGO E IGUALMENTE NOSSO CONFRADE DO IHG-RN, DR. RUBENS BARROS DE AZEVEDO, QUE  SE ENCONTRAVA EM NOSSA CASA, COMEÇARAM PERANTE TÃO INFAUSTO ACONTECIMENTO,  COM TODO O CUIDADO, A PREPARAR-ME PARA A BRUTAL NOTÍCIA, MINHA VOZ PARALIZOU POR LONGOS MINUTOS, E SENTI UM NÓ DE DOR PROFUNDA NA MINHA ALMA E UM ARDOR SALGADO EM MEUS OLHOS, PELA PERDA DE UM DOS MEUS MELHORES AMIGOS POTIGUARES.

POSTO LOGO AO CORRENTE QUE O VELÓRIO E O FUNERAL JÁ HAVIA SIDO REALIZADO, COM MINHA VOZ AINDA ESTRANGULADA NA GARGANTA, SUBI PARA RECOLHER-ME EM MEU QUARTO, PARA CHORAR ATÉ DESEMBARGAR MINHA MENTE, E PERCEBI, ENTÃO, QUE NÃO TINHA MAIS CONDIÇÕES DE IR A TEMPO DE ACOMPANHAR MEU QUERIDO AMIGO PARA LHE DAR MEU ADEUS E LHE DESEJAR O CONFORTO DA VIAGEM RESERVADA AOS BONS E AOS JUSTOS.
Escritora e poeta Lúcia Hele Pereira


SÓ HORAS MAIS TARDE CONSEGUI REUNIR AS FORÇAS NECESSÁRIAS PARA, POR ESTE MEIO, DIZER DE MEU QUERIDO AMIGO E PRESIDENTE DR. ENÉLIO LIMA PETROVICH, UM POUCO DO MUITO QUE ME VAI NA ALMA DOLORIDA. MAS QUERO PROSSEGUIR E EXORTO A TODOS QUE A MELHOR FORMA DE MANTERMOS VIVO O LUGAR QUE ENÉLIO PETROVICH OCUPOU NAS NOSSAS VIDAS, NOS NOSSOS AFETOS E NA MEMÓRIA DESTE ESTADO DO RN, É FAZERMOS O LUTO E FAZER COM QUE CONTINUEMOS A FALAR DELE, DO SEU LEGADO, DO SEU EXEMPLO, PARA TODO UM ESTADO E UMA CIDADE A QUE ENTREGOU TODA UMA VIDA DE DEDICAÇÃO À CULTURA E À CIDADANIA EMPENHADA.

Professora, escritora e Psicanalista Selma Calasans Rodrigues
e, abaixo, Carlos Morais dos Santos
Editor-Fundador-Administrador do CeA.L. e Membro Efetivo do IHG-RN 

NESTE MOMENTO, DEDICO-LHE, AQUI, AO MEU QUERIDO AMIGO ENÉLIO LIMA PETROVICH, E A TODA A SUA FAMÍLIA E AMIGOS  O MAIS BELO REQUIEM – O   MAIS  GENIAL DE TODOS – O DE MOZART.

CLICAR NO VÍDEO ABAIXO (mas antes bloquear a música ambiente na caixa de música situada no lado direito da página, logo abaixo do Mapa do mundo dos nossos leitores, apertando o botão de pausa 



Dr. Rubens Barros de Azevedo, Membro do IHG-RN
Escritor, Acadêmico, Presidente da S.B.E.D.

O ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE E O BRASIL ACABAM DE PERDER UM DOS SEUS MAIS ILUSTRES E DIGNOS HOMENS CÍVICOS DA CIDADANIA, DA CULTURA, DO HUMANISTO E DO ESPÍRITO DE MISSÃO DE GUARDAR AS MEMÓRIAS HISTÓRICAS E CONSTRUIR PATRIMÓNIOS DE AFETOS, ARQUITETO DA BELEZA DE PONTES DE UNIÃO FRATERNA, NÃO SÓ COM INSTITUIÇÕES E PESSOAS DO BRASIL, COMO COM MUITOS OUTROS PAÍSES LUSÓFONOS.

NESTA "CRÓNICA - TRIBUTO DE HOMENGAM", NÃO RESISTIREI A RESPIGAR ALGUMAS PEQUENAS PASSAGENS, DO TEXTO QUE AINDA HÁ POUCO TEMPO ESCREVI E LHE DEDICÁMOS AQUI, COMO MAIS UM JUSTO E MERECIDÍSSIMO RECONHECIMENTO PELA SUA VIDA E OBRA, NO MOMENTO EM QUE LUTAVA PELA VIDA.

E NÃO DEIXAREI DE O FAZER, REPETINDO, SUPERLATIVANDO, COMO MERECE, PORQUE PARA CERTAS PESSOAS, SUAS VIDAS E OBRAS, NÃO HÁ PALAVRAS A MAIS, DIREI MESMO, QUE O MUITO QUE HAVERIA PARA DIZER AINDA MAIS, É JÁ DO DOMÍNIO DO INDIZÍVEL, PORQUE AINDA NÃO ENCONTRÁMOS ESSA PALAVRA PERDIDA, EXACTA, QUE NOS EMPRESTE A ELOQUÊNCIA RIGOROSA QUANDO TEMOS DE NOS REFERIRMOS EMOCIONALMENTE A PESSOAS RARAS QUE FIZERAM PARTE DE NOSSAS VIDAS. E ENÉLIO LIMA PETROVICH É UMA DESSAS RARAS PESSOAS!

ALGUÉM, UM DIA, ATRIBUIU AO MESTRE SÁBIO, ARQUITETO SUPREMO DA LÍNGUA PORTUGUESA, PADRE ANTÓNIO VIEIRA, QUE TINHA - COMO NINGUÉM MAIS VEIO A POSSUIR - O DOM DIVINO DA POSSE E USO DA PALAVRA EXACTA, QUE HAVENDO ELE ESCRITO UMA INUSITADA LONGUÍSSIMA CARTA A UM AMIGO, SE TERIA DESCULPADO NO FIM EM "P.S", POR TER ESCRITO UMA CARTA TÃO LONGA, INVOCANDO A RAZÃO DE NÃO HAVER TIDO "O TEMPO SUFICIENTE PARA ESCREVER UMA CARTA MAIS CURTA"!

PESQUISEI TODA A OBRA DE ANTÓNIO VIEIRA QUE POSSUO E NÃO DESCOBRI TAL DOCUMENTO, QUE, TAMBÉM, JÁ FOI ATRIBUÍDO A FERNANDO PESSOA, O QUE É FALSO. SEJA COMO FOR, "ESSE É O DRAMA DE QUEM TEM DE ESCREVER, AINDA PROFUNDAMENTE EMOCIONADO E SEM TEMPO PARA MEDITAR NA SUBLIME SÍNTESE QUE DESCREVESSE O HOMEM, SUA VIDA E OBRA, NO CONTEXTO CULTURAL E HUMANO DA SUA DIMENSÃO, DO SEU TEMPO E DO SEU LUGAR" - NATAL-RN, 6 DE JANEIRO DE 2012.    

"ENÉLIO LIMA PETROVICH - UM GENEROSO GUARDIÃO DA CULTURA - PROLÍFERO ESCRITOR, COM MAIS DE 40 OBRAS ESCRITAS E QUASE TODAS PUBLICADAS - UM GRANDE E EXEMPLAR CIDADÃO BRASILEIRO E NORTERIOGRANDENSE - UM HOMEM BOM E ÍNTEGRO DE SENSÍVEL HUMANISMO - UM CULTOR DE AFETOS"!

Esta é a terceira vez que, como Editor-Administrador do nosso Blog - Revista CULTURAS E AFETOS LUSÓFONOS, que tomo a iniciativa de, em nome de todos os Membros do nosso "Conselho Editorial -Redatorial, a que o Dr. Enélio Lima Petrovich nos deu a honra e o privilégio de pertencer, cumprir o doloroso dever de honrar e prestar a nossa Respeitosa Homenagem póstuma ao Grande Cidadão Brasileiro e NorteRioGrandense, generoso, incansável e distinto Guardião da Cultura, que empenhou os melhores anos de sua longa vida, oferecendo a sua competente dedicação exemplar, à missão graciosa de Presidir, por vontade eleitoral e unânime consenso dos Membros Efetivos daquela respeitada e prestigiada Instituição de utilidade pública e cultural, credora de notáveis contribuições para a cultura e para o aumento quantitativo-qualificativo-valorativo de um rico e vasto acervo patrimonial do Estado e do país, graças ao seu empenho, dedicação e profícuo trabalho inteligente, ao longo de muitos anos.

A 1ª vez foi em 13 de Junho de 2010, celebrando o seu aniversáio,

A 2ª. vez foi em 09 de Dezembro de 2011, em honra ao seu mérito e como sentimento de solidariedade perante o sofrimento que enfrentava causado pela terrível doença-acidente vascular cerebral de que fora vítima. Estendemos, então, nessa postagem uma Cadeia de União de Solidariedade e de energia positiva plena de vontade com os votos de, brevemente, podermos retomar o rico e saboroso convívio com Noso Querido Amigo.

O destino assim não quiz, o nosso Dr.Enélio Lima Petrovich iniciou agora o Caminho de outra Luz. Mas o seu lugar entre nós e na História do Rio Grande do Norte, jamais ficará vazio, ele continuará a nos lembrar os bons momentos que tivémos o privilégio de nos enriquecermos com o seu convívio e amizade, com a sua inteligência, cultura e bondade, com o seu exemplo de espírito de solidariedade e de Cidadania Humanista.

DR. ENÉLIO LIMA PETROVICH É UM MARCO HISTÓRICO E CULTURAL DO SEU TEMPO, QUE TUDO DEU DE SI, COMO MISSIONÁRIO EMPENHADO EM PRESTIGIAR O ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE E DO BRASIL. TODOS LHE DEVEMOS MUITO: PESSOAS, INSTITUIÇÕES, A CIDADE DE NATAL, O RIO GRANDE DO NORTE.

PENSO QUE ESTA CAPITAL DO SOL – NATAL – DE QUE ELE FOI UMA DAS MAIS LUMINOSAS FIGURAS - FARIA BEM EM COLOCAR O SEU NOME, NUM LOCAL HONROSSO NA SUA TOPONÍMIA, A LEMBRAR PARA A POSTERIDADE O EXEMPLO DE UM DE SEUS MELHORES FILHOS.



Considero-me potiguar de coração, que há mais de vinte anos acumula muitas e boas razões para amar esta terra potiguar, as suas gentes, a sua cultura e que tem aqui ganho e cultivado um considerável património de muitas e valiosas raízes e relações de afeto, com grandes figuras humanas, ricas de valores e princípios que comigo comungam esse valioso património. Aqui tenho residência e família já potiguar de nascimento. 

Tenho consagrado parte importante de minhas atividades quer aqui, quer em Portugal e noutros países, a divulgar, a promover e a valorizar o património cultural imaterial e o património material desta abençoada terra potiguar, alforbe de poetas, escritores e artistas e gente boa e de grande valor.

Por isso tudo, sinto-me um Luso-Potiguar de coração, que exorto a que neste momento dolorido de Homenagem a Enélio Lima Petrovich, de Tributo à sua dimensão humana, inteletual e cívica, optemos por dirigir nossos pensamentos em como recordar e manter viva a figura humana ímpar, e a sua obra.

Por mim, juntarei a essa disposição de preencher a sua ausência física com a invocação e reconhecimento do seu inesquecível contributo para a cultura Potiguar, com as recordações mais pessoais dos momentos gratificantes que eu e o nosso querido Enélio já disfrutámos tantas vezes ao longo da amizade que nos une há cerca de dez anos, amizade aprofundada e consolidada, principalmente desde a ocasião em que sob sua presidência e apadrinhamento junto com o nosso comum querido amigo, o artista plástico, poeta e escritor Dorian Gray Caldas, um dos mais distintos artistas e intelectuais da cultura Potiguar e Brasileira, fui consagrado como Membro Efetivo do I.H.G/RN- Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.


Dr. Enélio Lima Petrovich, Presidente do IHG/RN, entregando o Diploma de
Membro Efetivo ao Prof. Dr. Carlos Morais dos Santos na cerimónia da dissertação
posse deste Set.2008

Recordo e saboreio as nossas longas conversas partilhadas, em que eu me deliciava com a bem humorada bonomia em que íamos descobrindo pontos de comunhão de interesses culturais, de Valores e Princípios, e como eu desejava prolongar esses momentos e conversas tão enriquecedoras, mas despretensiosas, sem exibicionismos culturais hedonistas. Eram conversas que fluíam naturalmente.

Por vezes, a cultura e o espírito simultaneamente Clássico, Renascentista, iluminista, romântico, racionalista, realista, moderno, e pós-moderno, como eu gostava de classificar a universalidade cultural que me identificava com o nosso comum amigo e ilustre sábio, Dorian Gray Caldas, um dos melhores amigos de Enélio Lima Petrovich – infelizmente, agora também convalescendo de problemas de saúde que o impedem de sair de casa, mas que em breve, esperamos pelo seu precioso retorno ao nosso convívio – levavam-nos a “viagens” com itenerários de percursos aventureiros, às vezes meio caoticamente livres, não obedientes a cronologias, em que o puro gosto pela dialética tanto nos fazia explorar epistemológica e filosóficamente, em breves notas, as obras de letras, artes ou ciências, tanto de autores e criadores que podiam radicar na antiguidade clássica, Grega e Romana, desde o teatro da Tragédia Grega de Sófocles, Eurípedes e Aristófenes, ao pai da história Heródoto, à filosofia dos gregos Demócrito, Sócrates, Platão, Pitágoras, Aristóteles, de romanos como Cícero, de gregos da física como Arquimedes, da medicina como Hypocrates, da geometria como Euclides e Pitágoras,  da escultura de gregos como Fídias e Miron.

E vinham também à conversa escritores e  poetas da Roma Antiga como Dante Alighyeri (e a sua "Divina Comédia"), Pretarca, Virgilio (com os seus poemas "Éclogas", "Georgias" e o épico "Eneida")  e Homero (com os épicos "Odisseia" e "Ílíada"), pintores e escultores do Renascimento italiano como Michelangelo, Botticeli, com suas obras primas na "Capela Sistina" do Vaticano), o genial multifacetado Leonardo da Vinci.

Debatemos, alguma vez,  as perplexidades que nos deixou Descartes com o seu “Tratado Sobre o Mundo e Sobre o Homem”, a regra da evidência e o método de conduzir o pensamento do simples para o complexo, o dualismo entre mente e corpo, resgatando a linha filosófica dos antigos gregos. Afinal Descartes estará assim tão errado quanto o famoso cientista, investigador e escritor português das ciências neuronais - António Damásio - quiz demonstrar, no famoso livro "O erro de Descartes"? Perguntávamos?

Referências quase obrigatórias eram sobre as grandes contribuições dos filófosos iluministas que inspiraram a Revolução Francesa e o pensamento moderno como os de Voltaire, Diderot, Montesquieu, Montaigne (pai do ensaímo), o positivismo de Kant, o racionalismo de Comte, não faltando, inevitavelmente as referências aos  filósofos existencialistas como Heidegger, com as suas posições em que a essência precede a existência. Kierkegard e, sobretudo, Jean Paul Sartre e de sua companeira Simone de Beauvoir, do "existencialismo humanista" que tanto seduziu a nossa adolescência e juventude. Considerámos algumas vezes, o valor atual do filósofo Prémio Nobel, Bertrand Russell, avaliando o rigor, a objetividade e o pragmatismo da sua "Filosofia Analítica e da Matemática", ferveroso defensor do modelo social democrata alemão.  

As nossas serenas dialecticas, levavam-nos a lembrar com frequência, pela sua atualidade de pensamento,  Gaston de Bachelard, o filósofo e poeta, o racionalista da "filosofia das ciências", o defensor das ruturas epistemológicas, até chegarmos aos contemporâneos Ortega Y Gasset e o seu determinismo do (“Eu sou eu e as minhas circunsâncias”, logo, o "Homem é o Homem e as suas circunstâncias"), o que eu considero, com algumas dúvidas, no geral, mas discordo em parte do essencial, porque acredito que há pessoas capazes de "reescreverem as suas cicunstâncias" e passarem de criaturas a criadores e a determinarem o seu destino.

Gasset que chegou a apoiar a ditadura franquista de espanha, embora  se tenha dela desligado, acreditava no poder da autoridade máximo do Estado, como forma de desenvolvimento. Os seus postulados nem explicariam o avanço de quase 100 anos sobre a Espanha, das navegações portuguesas, nem, no seu próprio tempo, explicariam a "Revolução dos Cravos", em Portugal, em 25 de Abril de 1974 que, aliás, causou, por indução,  pouco tempo depois, o derrube das "circunstâncias da ditadura Franquista".   

Mas Bachelar sempre nos auxiliava a escapar dos espartilhos filosóficos de Gasset (que parece terem ainda alguns seguidores no Brasil) e,  em parte, nos auxiliava a fazer a ponte dialética para o amigo de Natal, Edgar Morin, com a sua teoria da complexidade que tenta explicar e nos defender do caos desta pérfida fase da Globalização do  "Deus Mercado", criador do individualismo, do egoísmo, do hedonismo e do consumismo, suas religiões alienantes e castradoras do Livre Pensamento, da Sociedade do conhecimento eclético, do Desenvolvimento Humano/crescimento económico. Morin, advoga que as grandes ruturas verticais ou saltos epistemológicos têm de começar por ocorrer nas escolas, nos métodos pedagógicos, nos continentes, nos conteúdos e nas prioridades curriculares, referenciando graus de peso e valor das matérias, dos modelos de uma filosofia holística e que Morin tenta resgatar para responder a este caos.

E vinham também à conversa, inevitavelmente, os nossos poetas da língua portuguesa, desde o genial Camões – o épico e o lírico – passando por Cervantes, pelos génios dos heterónimos de Fernando Pessoa e dele próprio, como também referíamos Cesário Verde, António Nobre, o genial Almada Negreiros - poeta e artista plástico, Miguel Torga o desejado candidato a prémio nobel da literatura, mas sempre negado pelo regime político que criticava, falámos de José Régio, de Natália Correia, Sofia de Melo Breyner, António Ramos Rosa, Eugénio de Andrade, Herberto Helder, e poetas que foram cantados pela música portuguesa - por Amália Rodrues e outros - como falávamos e citávamos, além de Camões e Pessoa, poetas portugueses como Alexandre O’Neill, David Mourão Ferreira, Manuel Alegre, Zeca Afonso, Ary dos Santos. Dos geniais poetas brasileiros, sempre se referiam Mário Quintana, Carlos Drumond de Andrade, Manuel Bandeira, Vinicius de Morais, Murilo Mendes, Ferreira Gullar.

Falávamos também dos nossos escritores de língua portuguesa favoritos desde os portugueses Eça de Queroz, Camilo Castelo Branco, Alexandre Herculano, Almeida Garrett, António Sérgio, José Saramago, Dinis Machado, Eduardo Lourenço - o maoir ensaísta, pensador e filósofo português contemporâneo -  e dos geniais escritores brasileiros, como Machado de Assis, Gilberto Freire, João Guimarães Rosa, Clarice Lispecor, Cecília Meireles, Jorge Amado, Osvaldo de Andrade, Mário de Andrade, Ruben Fonseca, João Ubaldo Ribeiro.

E, presença quase constante nas nossas trocas de opinião, lá estavam os escritores franceses com que nos identificávamos desde muito cedo, dado que os das nossas gerações receberam mais as influências da Cultura francesa que da Anglo Saxônica. Em Portugal tínhamos de obrigatoriamente de aprender o francês e a cultura francesa, logo no ensino básico que continuava no Liceal, asim como tinhamos de aprender metemática sem o auxilio de máquinas, o português correto, a história nacional e universal oficial, a geografia política e económica da europa e do mundo, a iniciação à filosofia, à literatura e ao teatro - Desde Shaskespear a Brecht - e onde também, já estudávamos as mitologias mediterrâneas e egípicias e, claro, o prato forte da história era o Renascimento em geral e o Renasscimento Manuelino português, em particular, e tudo quanto se relacionava com as viagens dos portugueses nos séc.XV e XVI, que incluía o estudo detalhado dos cronistas, das cartas de marear, de como funncionava o sextante inventado pelos portugueses  e, obviamente, o estudo dos Lusídas, como livro histórico, e da sua semiótica, semântica e hermeneutica, mitológica e metafórica.


E vinham à nossa memória autores da Literatura francesa que mais nos haviam seduzido na nossa adolescência e juventude: Alexandre Dumas, Victor Hugo, La Fontaine, Gustave Flaubert, Racine, Balzac, Emile Zola, Julio Verne (cuja totalidadeda de leitura e releitura que fiz de sua obra, me levou algumas vezes a pensar se ele não teria tido acesso secreto aos célebres cadernos de desenhos e projetos de Leonardo Da Vinci, perdidos durante tanto tempo!) , Baudelaire, Balzac, Antoine de Saint Exupery, Marguerite Duras, Albert Camus.

Na poesia e literatura Hispânica, compartilhávamos de poetas espanhois como o heroico Frederico Garcia Lorca, António Machado (o meu mestre sevilhano: "...caminante, no hay camino, el cammino se hace al andar..."),  o grande Miguel de Unamuno, o incontornável génio do argentino Jorge Luis Borges, o inesquecível e genial poeta do amor Pablo Neruda - o poeta chileno, socialista, que acabou por morrer amargurado, ao lado de sua esposa Matilde, em sua casa da Isla Negra, ao ver o fim cruel e dramático que seu amigo Salvador Allende, acabaria por ter pela ação do traidor e ditador Pinochet. 

E,  no campo da literatura hispânica, vinham também comungar cúmplicemente de nossas breves trocas de ideias, gostos e opiniões, escritores como o espanhol Vicente Blasco Ibañez, o colombiano Gabriel Garcia Maques, que descobri e aprendi a gostar, em primeiro lugar através do livro de ensaios de literatura comparada - "Macondoamérica" de Selma Calasans Rodrigues, minha esposa-companheira de tantos anos, filhos e netos.

Os nossos encontros, ou nos almoços de matar saudades de ausências minhas de meses, em que nos constituíamos em "Mini-Tertúlia-Triunvirato Gastronómico-Cultural"  (como não aproveitar, logo após os meus regressos a Natal, o estar com dois amigos que são figuras emblemáticas da cultura Potiguar?), ou nos nossos encontros no Palácio do IHG-RN, ou em casa ou no Atelier de Dorian Gray Caldas, ou em minha casa, eram sempre momentos de feliz e alegre convívio afetuoso e momentos de nos deliciarmos em abrrir nossas janelas culturais e do livre pensamento, e alargar nossos horizontes intelectuais. 

Quando nos perguntávamos quais haviam sido os livros de literatura de línguas não latinas que mais nos tinham impressionado na nossa adolescência e juventude, quase obtínhamos um consenso geral que começava pelos grandes e geniais escritores russos, como Fiódor Dostoyessky, Toltoy, Parternak. Depois vinham  também as grandes referências em língua inglesa, como Thomas Man (e sua "Montanha Mágica" e outros), Mark Twain (e as "Aventuras de Tom Sawer), James Joyce  (e o seu "Ulisses", fundamental mas difícil de digerir), Ernest Hemimgway (o escritor americano aventureiro, que ganhou o Prémio Nobel e de que li, os inesquecíveis "O Velho e o Mar", "Por Quem os Sinos Dobram" e o "Adeus às Armas". Hemingway combateu com armas ao lado dos resistentes opositores ao franquismo, durante a guerra civil espanhola, foi toureiro, amigo de Cuba e acabou suicindando-se. Cruzei-me com ele, um dia em Lisboa, no Rosssio, e fiquei impressionado com seu porte.

Vinham também às nossas conversas, referências a escritores como John Steinbeck (outro premiado com o Nobel, que me fez devorar com paixão "As Vinhas da Ira", "A Leste do Paraíso" e "Ratos e Homens".  Mas, no meu caso, eu sempre salientava, também, as obras e os autores que, primeiramente, na minha juventude, mais tinham marcado as minhas memórias gratificantes  de tantas outras obras de tantos outros autores que fizeram "meus livros de cabeceira" de leituras e releituras por algum tempo, como "A Oeste nada de Novo" de Erich Maria Remarque, o inesquecível "Livro de Saint Michele" e "Homens e Bichos" de Axel Humte, "O Homem, esse Desconhecido" de Alexis Carrel, "O Leopardo" (Gatopardo) de Lampedusa,  Alberto Moravia ("Os romanos"."Os Inconformitas")  e tantas dezenas, centenas de outros livros, lidos mais tarde, ligados à História, à Sociologia, às ciências Políticas, à economia, à gestão, ao romance histórico e de ficção,  ao conto, à poesia, às artes, enfim. milhares, talvez, de bons amigos, estes, que ainda que sendo de papel, são inesquecíveis.
   
Numa conversa entre três amigos escritores, mas em que dois são poetas, era normalmente incontornável, quando se falava da poesia norte americana, não comentar os autores e as obras da nossa unanimidade como Walt  Whitman.  Ezra Pound, T.S. Eliot, Emily Dickinson.

Naqueles tão gratificantes momentos de convívio afetuoso entre bons amigos que se encontravam comigo entre cada seis meses, às vezes mais, era uma festa para as emoções. Os sentidos que esses momentos repercutiam, certamente, eram pausas de serena bonomia que eram para todos nós os três, estou certo, momentos aguardados com alegria e satisfação pelas saudades da comunhão dos afetos e dos saberes partilhados, onde quando algum de nós tinha uma falha de memória, ao querer citar algum autor, logo tínhamos a ajuda de um outro para avivar a memória. UMA VERDADEIRA TERTÚLIA!

E falávamos de música ligeira, desde as nossas preferênncias por Jaz e Blues, pela MPB Brasileira, passando pela música latino-Americana, Música Francesa, Italiana e, claro, pela música Portuguesa de Amália Rodrigues a Carlos do Carmo de Fausto a Correia de Oliveira, a José Mário Branco e ao inesquecível Zeca Afonso.

No plano das nossas preferências de música erudita, descobríamos as nossas identidades em Tchaykovsky, Rackmaninocv, Chopin, Lizt, Beethoven, Verdi, e convergiámos sempre no genial Mozart.  

E não faltavam as referências ao estado do Mundo e das tendências para onde víamos serem as grandes derivas políticas, éticas, cívicas e morais deste nosso tempo da "Era dos Vazios", da "Economia Bárbara", da destruição da vida. Frequentemente terminávamos estes temas com uma conclusão de esperança nas novas gerações que no Brasil, como nas Américas, Ásia e Europa, havereiam de retomar o rumo do sentido Humanista da vida. Parece haver uma espécie de Novo Maio de 68, a levedar, a querer fazer ouvir a voz da cidadania, mas desta vez a níbel G.lobal, acreditamos

De viagens, de culinárias, de bons vinhos e de bons tempos de juventude, sorriam sempre de saudades os nossos olhos que brilhavam de lembranças.

Nunca havia mau humor, ao contrário havia prazer em ESTARMMOS, EM CONVIVERMOS E EM SERMOS.  Os corações destes três amigos foram até agora igualmente jovens, havendo ligeiras diferenças de idade  em que o decano - o mais jovem com mais 6 anos  que eu, que sou o segundo mais idoso, é  o nosso jovem Dorian Gray, foi sempre o que menos queixas apresentava.

Nas nossas reuniões-almoços de confraternização e debates, um pouco à maneira da tradição dos "Banquetes de Platão, sempre Enélio Petrovich falava dos seus projetos para o IHG-RN, ou de mais algum livro que estava preparando; Dorian Gray, sempre no seu intenso labor artístico-plástico e literário, sempre falava de novos livros ou de convites para exposições de suas obras plásticas, e eu sempre anunciava o estado em que tinha as 6 obras literárias em projeto (ensaios, contos, crónicas, reedição de uma antologia de minha obra poética já editada e por editar, um romance entre a ficção e a história e, claro, ouvia conselhos sobre prioridades.

Queixava-me de falta de tempo, pela muita absorção de tempo que a edição e publicação de 3 Blogues-Revistas Culturais de publicação semanal me davam e dão, além  de estar a preparar a edição de mais dois blogues, o muito e as muitas horas que tinha que escrever todos os dias, para publicar em meus Blogues e em outros "Sítios" da Internet que me convidavam a publicar, além dos convites-compromissos com exposições de minha fotografia, em média 3 a 4 exposições por ano entre Portugal e o Brasil e, obviamente, a insuficiência de tempo para ler, investigar, para escrever e publicar e precisar de sair para o terreno para fotografar e preparar as edições para expor. Além, ainda, do meu compromisso de assegurar a docência Universitária de uma área de um MBA/Mestrado que ministro, no decurso de um semestre por ano, no Funchal-Ilha da Madeira, como Professor Convidado da UAL-Universidade Autónoma de Lisboa.


Talvez porque entre nós os três - Enélio, eu e Dorian - a diferença de idades é pequena, embora o decano seja o nosso Querido Dorian Gray Caldas, constatámos que os três tinhamos  tristes memórias das ditaduras que haviam atravessado nossas vidas em nossos países, mas sobrava-nos a esperança de que, inevitavelmente, o mundo estaria no ponto de ruptura epistemológica que haveria de propor uma Nova Globalização Humanista. Eu falava do meu projeto do livro que havia começado a escrever sobre essa temática e sempre recebia destes meus grandes amigos os mais exortantes estímulos. Será o aprofundamento e alargamento da Tese que eu havia apresentado no meu ato de posse como membro do IHG-RN, no que, entusiasticamente era apoiado. 

Estou certo que o espírito de Enélio Lima Petrovich há-de sempre acompanhar-me solidariamente e até algumas vezes hei-de ouvir a sua voz de incitação a que prossiga nesse trabalho com  os seus avisados conselhos. Teremos, eu e Dorian Gray Caldas, concerteza, sempre ao nosso lado o seu lugar, sempre que reeditarmos essas nossas Tertúlias Culturais de "Petit Comité", de homens que se empenham na vida pelo Bem, pelo Belo e pelo Justo.  



Enélio L.P. e Carlos MS em convívio de amizade

Foram sempre inesquecíveis, pela riqueza do convívio, pela cultura que deles sempre emanava, pela doçura e delicadeza do seu trato, todos os momentos que partilhámos, quer em conversas de amigos e encontros mais formais em reuniões da Academia Norte Rio-Grandense de Letras ou no Conselho Estadual de Cultura, para onde, nas suas qualidades de membros ilustres destas prestigiadas Instituições culturais, de vez em quando, me convidavam para assistir, quer, sobretudo, nos encontros informais, nos nossos almoços de convívio, ou nas visitas com que me honraram em minha casa.

DEDICO AGORA TAMÉM AO NOSSO QUERIDO AMIGO  ENÉLIO, EM NOME DE TANTOS MILHARES DE SEUS ADMIRADORES E AMIGOS, ESTE BELÍSSIMO ADÁGIO DE ALBINONI, COMO SÍMBOLO DA NOSSA INFINITA SAUDADE.

Quero recordar também a enorme alegria que me deram Enélio Lima Petrovich e Dorian Gray Caldas, quando, ano passado, fizeram questão de estar presentes, com suas esposas, correspondendo ao meu convite e de minha esposa, na minha singela festa de aniversário em minha casa, onde, nessa ocasião juntámos um grupo de amigos para celebrarem comigo mais um ano da minha existência. As palavras que então me dirigiram em tom de homenagem e apreço à minha pessoa, ainda hoje me emocionam pela generosidade dos encómios com que me mimaram muito sinceramente. Esses são os inesquecíveis presentes de aniversário quando vêm de pessoas, como Dorian Gray ou como o nosso saudoso e querido amigo Enélio Lima Petrovich.

 .

                                                                        Carlos M. Santos, Dorian Gray, sua filha Dione, em convívio em minha casa

Infelizmente, este ano, meu aniversário não pode contar com a presença desses tão preciosos amigos, ambos por razões de impedimento por doença. Por isso o calor e o brilho da festinha de aniversário foi menor, e foi notória para os outros queridos amigos presentes, a minha tristeza pela falta de ambos e a minha sensibilidade à flor da pele e da humidade nos olhos, quando nas primeiras palavras que entendi dirigir a todos os meus amigos convidados, anunciei as razões da ausência desses bons e grandes amigos, e ao pedir que elevassemos todos um primeiro voto de recuperação rápida da saúde de Enélio e Dorian, a emoção refletiu-se nas expressões, nas vozes e na humidade de nossos olhos!

Repito: Enélio Lima Petrovichh foi sempre assim: uma dessas raras figuras humanas que se sente feliz em prodigalizar afetos, atenções e delicadezas aos seus inúmeros amigos. O seu enorme humanismo esteve sempre presente mesmo no seu labor intelectual, enquanto escritor, historiador, ensaísta e Presidente do IGH, com uma das mais honrosas e elevadas obras ao serviço da cultura Norte Riograndense. Enélio Lima Petrovich esteve na Presidência do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) mais de 40 anos, onde desenvolveu um constante trabalho em favor da cultura do RN.

Ex-secretário de Estado, publicista, advogado, historiador, escritor, jornalista, imortal da Academia Norte-Riograndense de Letras (ANL) e, acima de tudo, confesso admirador e discípulo da figura maior da cultura do RN - O Sábio Professor Câmara Cascudo - Enélio Petrovich teve como missão de vida zelar pela memória Potiguar.



Carlos Morais dos Santos
Professor Universitário (MBA/Mestrados da Univ.Autónoma de Lisboa)
Economista e Consultor Internacional em Desenvolvimento Estratégico Sustentado
Escritor, ensaista, poeta, fotógrafo
Membro do IGH-RN – Instituto Histórico-Geográfico do RN-Brasil

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

RUBENS BARROS DE AZEVEDO E A 1ª. EDIÇÃO 2012, DOS SEUS "SARAUTERAPIA", TRANSMITIDA EM DIRETO PELA INTERNET, PELA PRIMEIRA VEZ, COMO TESTE EXPERIMENTAL A DESENVOLVER E A MANTER


TRIBUTO DE HOMENAGEM

AO ESCRITOR, DIVULGDOR E PROMOTOR CULTURAL
 RUBENS BRROS DE AZEVEDO


A "SPVA-SOCIEDADE DOS POETAS VIVOS E AFINS DO RN-BRASIL" EM PARCERIA O "C.R.O - CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA" E A "SBDE-SOCIEDADE BRASILEIRA DE DENTISTAS ESCRITORES", SOB ORIENTAÇÃO E CORDENAÇÃO GERAL DO PRESIDENTE NACIONAL DESTA ASSOCIAÇÃO DE ESCRITORES - DR. RUBENS BARROS DE AZEVEDO - LEVOU A EFEITO, HOJE, O 1º. "SARAUTERAPIA" DE 2012, TRNSMITIDO EM DIRETO PELA INTERNET A PARTIR, COMO HABITUALMENTE, DO AUDITÓRIO DO "CRO", EM NATAL-RN-BRASIL, COM A COMPETENTE E GENEROSA ASSISTÊNCIA TÉCNICA DO DR. LEONARDO. 

O CRIADOR E FUNDADOR DESTES EVENTOS CULTURAIS DENOMINADOS PELO PRÓPRIO POR "SARAUTERAPIA" - O ESCRITOR, ACADÊMICO, DIVULGADOR E PROMOTOR CULTURAL, DR.RUBENS BARROS DE AZEVEDO - QUE TEMOS O PRIVILÉGIO DE TER COMO AMIGO FRATERNAL E NOSSO DIRETOR EDITORIAL DA DO NOSSO BLOG-REVISTA "CULTURFETOS LUSÓFONOS" PARA O BRASIL - ESTAVA VISIVENTE FELIZ COM ESTA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA DOS "SARAUTERAPIA" FILMADOS EM DIRETO PARA A INTERNET E PRETENDE MELHORAR A QUALIDADE DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS E PROCESSOS.

CONFORME O DR. RUBEM BARROS DE AZEVEDO, ILUSTRE MÉDICO-CIRURGIÃO DENTISTA, HÁ ANOS CONSAGRADO INTEIRAMENTE ÀS SUAS ATIVIDADES DE ESCRITOR, DIVULGADOR  E PROMOTOR CULTURAL, ESTA DESIGNAÇÃO DE "SARAUTERAPIA", POR ELE CRIADA, REVESTE AS CARACTERÍSTICAS DE UM EVENTO MULTICULTURAL EM QUE SE INTEGRAM A POESIA, A LITERATURA, A MÚSICA, O CANTO, OS "CONTADORES DE CAUSOS", A RICA LITERATURA DE CORDEL, E OUTRAS ARTES PERFORMATIVAS, TRAZIDOS PELOS PRÓPRIOS AUTORES-CRIADORES, OU POR OUTRAS PESSOAS QUE GOSTAM DE INTERPRETAR ESSAS CRIAÇÕES, E PELO PÚBLICO EM GERAL, EM QUE UMA BOA PARTE SÃO JÁ FIEIS FREQUENTADORES DE TODAS AS GERAÇÕES DESDE OS ADOLESCENTES AOS SENIORES.

MAS, EXPLICA RUBENS BARROS DE AZEVEDO, QUE O SUFIXO "TERAPIA"  AGREGADO À PALAVRA "SARAU", TEM POR OBJECTIVO JUNTAR CRIADORES CONSAGRADOS, COM CRIADORES POUCO CONHECIDOS OU QUE NUNCA TIVERAM OPORTUNIDADE DE EXPRESSAR AS SUAS CRIAÇÕES, ASSIM COMO TEM O OBJETIDO DE DESENVOLVER HÁBITOS DE PARTILHA E CONVIVÊNCIA CULTURAL, NO MAIS VARIADO PÚBLICO, JOVEM E SENIOR, QUE PODE FREQUENTAR LIVRE E GRACIOSAMENTE ESTES "SARAUTERAPIA" DUAS VEZES POR MÊS - PRIMEIRA E TERCEIRA SEMANA -  TER ACESSO E PARTICIPAR NUM AMBIENTE AFETUOOSO E INFORMAL, DEIXANDO-SE CONTAMINAR BENEFICAMENTE, A TAL PONTO QUE NOVAS E INUSITADAS REVELAÇÕES DE CRIADORES  JOVENS OU SÉNIORES, TÊM AQUI ENCONTRADO UM AMBIENTE INSPIRADOR QUE VEM REVELANDO CRIADORES QUE JAMAIS SE HAVIAM ANTES DADO CONTA DO SEU POTENCIAL.

E É ESTA COMPONENTE, DIZ BARROS DE AZEVEDO,  QUE É A MAIS SURPREENDENTE, CATIVANTE E GRATIFICANTE DO SEU LABOR EM PROL DA CULTURA, DO LAZER, DO ENTRETENIMENTO, DA CONVIVENCIA HUMANA FRATERNAL E DA SAÚDE. 

NESTA 1ª. EDIÇÃO DE 2012, EM QUE TIVÉMOS O PRIVILÉGIO DE PARTICIPAR, DIZENDO EXCERTOS DE POESIA DA NOSSA AUTORIA, RELATIVA AO TEMA PROPOSTO - "QUE ESPERA DE 2012" - E SELMA E EU AINDA TIVEMOS A ALEGRIA E O PRIVILÉGIO MUITO HONROSO DE VER QUE ENTRE OS ELEMENTOS DECORATIVOS DO CENÁRIO HAVIA SIDO COLOCADA A BANDEIRA PORTUGUESA, ASSIM COMO A CALOROSA E MUITO AFECTUOSA SAUDAÇÃO DE APLAUSOS  À NOSSA CHEGADA, QUE MUITO NOS EMOCIONOU.

SOB A ORIENTAÇÃO DOS TRABALHOS E SISTEMATIZAÇÃO DOS CONVITE, EM SISTEMA ROTATIVO AOS PARTICIPANTES, ESTEVE, O CONHECIDO E INSPIRADO POETA SEBASTIÃO BEZERRA (TIÃO) , EM REPRESENTAÇÃO DA DIRETORIA DA SPVA A QUE PERTENCE, QUE TAMBEM BRINDOU TODA A INÚMERA ASSISTÊNCIA NO AUTITÓRIO DO "CRO" COM UM BELO POEMA DE CATIVANTE ELOGIO QUE CANTA O PÔR DO SOL DO RIO POTENGY, O ETERNO ESPELHO QUE REFLECTE A SUA BELA NAMORADA, QUE É ESTA CAPITAL DO SOL, TAL COMO O TEJO, CIDADE DA LUZ, É CANTADO COMO O ETERNO AMANTE DE LISBOA.

POR ENTE MUITOS BELOS POEMAS, MÚSICAS E CANÇÕES, FOMOS AINDA HOMENAGEADOS COM A INESPERADA DECLAMAÇÃO DE UM BELO POEMA QUE MUITO ME EMOCIONOU E SENSIBILIZOU, POR TER SIDO A MIM DEDICADO, PELA LUMINOSA E CONSAGRADA "POETISA DAS FLORES E DO AMOR" - LÚCIA HELENA PEREIRA - QUE TEMOS O PRIVILÉGIO DE A TER COMO UMA BOA AMIGA POTIGUAR.

A CIDADE DE NATAL TEM TIDO NA INCANSÁVEL AÇÃO DE DIVULGADOR E PROMOTOR CULTURAL DO DR. RUBENS BARROS DE AZEVEDO, UM DOS SEUS MAIS ATIVOS AGENTES DO BEM, DO BELO E DO JUSTO, UM HOMEM BOM E GENEROSO, QUE TEM CONSAGRADO AS SUAS RICAS E ELEVADAS DIMENSÕES CÍVICAS E HUMANISTAS, INTELECTUAIS E ESPIRITUAIS, COM UM INCANSÁVEL E SEMPRE DISPONÍVEL LABOR, EM PROL DA ELEVAÇÃO E VALORIZAÇÃO CULTURAL E DA CIDADANIA, DO RN AO LONGO DOS ANOS, NESTA CIDADE DE NATAL QUE AMA, E ADOPTOU COMO SENDO SEU AMANTE POTIGUAR.,


O NOSSO "BLOG-REVISTA CULTURAS E AFETOS LUSÓFONOS" ENDEREÇA AS MAIS CALOROSAS E  MERECIDAS FELICITAÇÕES E PARABENS PELO LABOR INCANSÁVEL EM PROL DO BEM E DA CULTURA DO RIO GRANDE DO NORTE, QUE O DR. RUBENS BARROS DE AZEVEDO TEM DESENVOLVIDO, PRESTANDO-LHE AQUI E AGORA O NOSSO JUSTO TRIBUTO DE HOMENAGEM.


FELICITAÇÕES IGUALMENTE ÀS ENTIDADES ENVOLVIDAS NESTA TERTÚLIA MULTICULTURAL, CMO SEJAM AS ENTIDADES PARCEIRAS : SPVA, A SBED, O CRO.