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Boas Vindas a esta comunidade de Culturas e Afetos Lusofonos que já abraça 76 países

MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS

NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.

TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Portugueses e brasileiros apresentam avanços no combate à doença de Parkinson


Novos resultados da investigação portuguesa na área da doença de Parkinson foram ontem apresentados no encontro de Outono da Socidade Geral de Microbiologia em Nottingham, no Reino Unido.

Tiago Fleming Outeiro, investigador do Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, apresentou os últimos resultados do grupo. A investigação com levedura revelou novas moléculas "neuroprotectoras", explicou o investigador. No futuro, poderão vir a ser desenvolvidas para chegar à cura para uma das doenças neurodegenerativas mais debilitantes.

Um dos modelos que os cientistas usam para estudar a base molecular da doença de Parkinson, é a levedura. "São as mesmas células que se usam para fazer pão, vinho ou cerveja, e que estão muito bem caracterizadas, pois sabemos bem como cultivar e manipular estas células, e isso é uma grande vantagem", diz Tiago Fleming Outeiro
"São células que, apesar das devidas diferenças, funcionam como qualquer outro tipo de células, incluindo os neurónios que temos no cérebro. Mas, como sabemos manipular estas células muito bem, podemos fazer estudos que não são possíveis com neurónios, ou com animais como os ratinhos, por exemplo. Isto ajuda também a reduzir a utilização de animais em investigação, apesar de isso ser necessário, em fases mais avançadas dos estudos", adianta o investigador.
Tiago Fleming Outeiro acredita que a descoberta no IMM "poderá constituir a base para a cura, ou prevenção da progressão da doença. Daí que o interesse seja muito grande actualmente. Estamos optimistas, mas conscientes de que temos ainda muito trabalho pela frente."

 
Cientista brasileiro está perto da cura do mal de Parkinson

Os portadores do mal de Parkinson têm um motivo para comemorar. Uma pesquisa desenvolvida pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis caminha em direção à cura dos sintomas da doença. O paciente não poderá dizer que está livre do problema, mas viverá sem os terríveis tremores e a incapacitante rigidez muscular. Para quem sofre de Parkinson, recuperar o controle dos movimento é o mesmo que estar curado.

A técnica consiste em um pequeno corte na altura do pescoço para implantar uma espécie de marca-passo na medula. Hoje, marca-passos são colocados no interior do cérebro, mas a cirurgia é cara e muito invasiva. A nova técnica de Nicolelis parte de uma visão diferenciada da neurologia, criada pelo próprio cientista, e que o transformou em um dos pesquisadores mais importantes da atualidade.

Seu grande mérito está na compreensão do cérebro como um órgão contínuo, com os neurônios agindo em conjunto. Até hoje, os neurologistas pressupõem uma série de divisões, nas quais cada área do órgão seria responsável por funções distintas. Para Nicolelis, essa divisão não faz sentido. Ele pretende, inclusive, publicar em 2010 um livro com sua nova teoria sobre o cérebro.

Ao pensar no sistema nervoso de forma mais integrada, o neurologista buscou outra porta de entrada para combater o Parkinson. Atualmente, já existem cirurgias para implantes de marca-passos, mas elas são restritas a cerca de um terço dos pacientes.    “E são muito caras, o que é uma grande dificuldade para o brasileiro”, explica a neurologista Elza Dias da Silva, presidente da Academia Brasileira de Neurologia.
O experimento de Nicolelis foi realizado em ratos e camundongos que tinham rigidez muscular. 

Ao implantar o estimulador, eles imediatamente começaram a se mexer. Foi um sucesso. Os animais ficaram 26 vezes mais ativos. O cientista testou ainda uma combinação: o estimulador com medicações. Bastaram duas doses de remédios para obter bons resultados. Sem o estimulador, foi preciso subir para cinco doses.

O estimulador elétrico corrige uma espécie de curto-circuito do sistema nervoso. Em pessoas saudáveis, os neurônios (células cerebrais) se “acendem” com velocidades diferentes conforme a informação sobre um movimento é transmitida entre cérebro e corpo. No portador da doença, os neurônios disparam ao mesmo tempo. Como resultado, a pessoa tem tremores ou rigidez muscular.

Para resolver o problema, Miguel Nicolelis implantou duas sondas metálicas muito finas na coluna das cobaias. Por elas, uma corrente elétrica foi transmitida para a medula, corrigindo o ritmo dos neurônios. O próximo desafio é testar a técnica em macacos. Uma equipe de cientistas estuda como fazer isso no Instituto de Neurociência de Natal-RN-Brasil. “É uma pesquisa muito promissora”, afirma Elza Dias da Silva..
 

VI Encontro Luso-Brasileiro de Enfermagem

Realiza-se em Salvador, capital da Bahia, dias 13 e 14 de Setembro, o VI Encontro Luso-Brasileiro de Enfermagem.

Promovido pela União Social Camiliana e apoiado pela Faculdada de São Camilo Bahia, o Encontro abordará o tema "Espiritualidade e Comunicação na Saúde". O evento contará com a participação de palestrantes ndo Rio de Janeiro, São Paulo e Portugal.

Data: 13/09 • das 20h às 21h30 e 14/09 • das 8h30 às 18h
Local: Hotel Pestana, Salvador da Bahia

Período de inscrição: De 18/06 a 10/09/2010

Inscrições:

Curitiba, capital do Paraná - Brasil, foi fundada pelos Portugueses no século XVII

                                                      Centro de Curitiba - Foto de Carlos M. Santos


“A data oficial de fundação de Curitiba, capital do Estado brasileiro do Paraná, é 29 de março de 1693. A questão é que essa data é da fundação da câmara municipal, e não se funda a cidade no dia da fundação da câmara”, esclarece Gerar Haja, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro do Paraná,

Antes disso, Curitiba teve outros marcos que poderiam ser considerados data de fundação, como a instalação do pelourinho em 4 de novembro de 1668. Existe, por outro lado, um mapa da vila de Curitiba datado de 1654, o que parece comprovar que a cidade teria sido fundada oficialmente pelos portugueses anos antes, mais exactamente em 1648, num local onde é actualmente o Bairro Alto. Por volta de 1650 já existia às margens do rio Atuba uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Luz.

“Não existe data correta, fundação é sempre uma data arbitrária escolhida por alguém, é uma convenção”, afirma o professor Magnus Pereira. Gerar Haja, entretanto, explica que existem algumas regras que caracterizam a fundação de uma cidade. De acordo com o pesquisador, o direito português estabelece a instalação do pelourinho como marco da fundação de uma vila. Uma outra questão descrita por Haja é que as cidades brasileiras geralmente são fundadas no dia de sua padroeira. “Oito de setembro pode ser a data mais correcta, resta saber em qual ano foi”, opina.

A padroeira de Curitiba
Curitiba assinala o seu feriado municipal em 8 de setembro, dia de Nossa Senhora da Luz, padroeira da cidade. Em meados do século XVII, às margens do rio Atuba, já existia uma capela erigida à santa. Conta a lenda que sua imagem amanhecia todos os dias virada para uma região rica em pinheiros. Interpretando o fato como um aviso para desbravar o local, os portugueses armaram-se para lutar contra os índios caingangues que dominavam o espaço. Entretanto, os nativos acolheram os portugueses e cederam a região. A conciliação entre os povos teria ocorrido onde hoje é a praça Tiradentes, na qual se encontra a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz

Cinema do cineasta português Pedro Costa tem mostra no Brasil

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) realiza, entre os dias 11 e 23 de setembro, a mostra O Cinema de Pedro Costa, uma retrospectiva sobre um dos maiores nomes do novo cinema português.

Pedro Costa é um cineasta inovador que recorre ao uso de câmaras ligeiras de vídeo digital e a técnicas de cinema directo, uma herança das experiências feitas em 16mm no documentário pelos seus colegas do Novo Cinema.

A mostra apresentará os dez filmes – 7 longas e 3 curtas – de Pedro Costa e outros quatro filmes escolhidos pelo realizador por terem influenciado a sua obra, entre eles Gente da Sicília, de Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, e Beauty #2, de Andy Warhol.

Serão exibidos os filmes: O Sangue, Casa de Lava, Ossos, No Quarto de Vanda, Onde Jaz o teu Sorriso?, 6 Bagatelas, Juventude em Marcha, A Caça ao Coelho com Pau, Ne Change Rien, O Estado do Mundo e Roflorecer.

Pedro Costa virá ao Rio de Janeiro para a retrospectiva da sua obra e conversará com o público na sexta-feira, 17 de setembros, às 20h, após a sessão de Juventude em Marcha.

A mostra do cinema de Pedro Costa, que tem apoio do Instituto Camões e curadoria de Daniel Ribeiro Duarte, também acontecerá em São Paulo (de 1º a 12 de setembro) e Brasília (14 a 26 de setembro).

Laços de Sangue, coprodução entre Globo e SIC, é lançada em Portugal

Executivos da TV Globo estiveram em Lisboa para participar no lançamento da nova coprodução Laços de Sangue, realizada em parceria com a televisão portuguesa SIC. Elenco, autores, produtores, mercado publicitário e jornalistas reuniram-se na produtora responsável pela novela, para a festa de lançamento que reproduziu o clima da trama, com comidas tipicamente portuguesas, cenografia inspirada no mercado municipal com bancas de frutas e flores, além da degustação de azeite.

O autor brasileiro, Aguinaldo Silva, que é supervisor da trama esteve no evento e afirmou estar ansioso para a estreia da novela que promete reproduzir a sociedade portuguesa actual.

Os executivos da TV Globo, Raphael Corrêa Netto, diretor de vendas internacionais e Guilherme Bokel, diretor artístico da Central Globo de Negócios Internacionais também participaram do lançamento: - Estamos contentes com o resultado da parceria e felizes em oferecer uma produção de qualidade ao telespectador português – destacou Bokel.
 
Já Nuno Santos, diretor de programação da SIC, ressaltou a importância de se colocar no ar um produto com esse diferencial: - Acredito que essa será a primeira parceria de muitas outras e tenho certeza que a nossa audiência perceberá o comprometimento dos profissionais que estão na frente e atrás das câmeras.
 
Laços de Sangue é uma história enraizada na realidade portuguesa, com dramas e conflitos próprios de uma sociedade contemporânea, mas aonde o amor continua a ter papel central na vida de qualquer um. Uma novela de mulheres fortes, que, contra todas as adversidades, decidiram arregaçar as mangas e lutar pelo sonho em que acreditam.

Gravada em cenários bem portugueses como Viana do Castelo, Lago do Alqueva e o Mercado da Ribeira, em Lisboa, a história de Laços de Sangue terá ainda cenas gravadas no Rio de Janeiro e ambientadas na Amazónia.
 
Com direção de argumento de Pedro Lopes, da SP Televisão, supervisão de Aguinaldo Silva, e direcção-geral de Patrícia Sequeira, Laços de Sangue promete ser um marco na história da ficção portuguesa. A trama tem estreia prevista para o dia 13 de setembro, às 22 horas, na SIC.

Cinema:I Mostra Especial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Filmes dos países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa podem inscrever -se para serem exibidos na I Mostra Especial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

As inscrições estão abertas de 6 a 27 de setembro. O evento insere-se na programação do I Congresso de Língua Portuguesa, que será realizado no Rio de Janeiro, de 2 a 7 de novembro, organizado pelo Ministério da Cultura do Brasil.

Poderão inscrever-se filmes de média e longa-metragem, de quaisquer géneros, produzidos nos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Brasil, Portugal, Guiné Bissau, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Angola, Cabo Verde e Moçambique.

As obras de ficção ou documentários devem lidar, a seus modos, com a cultura comum da língua portuguesa e dos países da CPLP, promovendo e difundindo a diversidade cultural e os intercâmbios em língua portuguesa. A seleção será realizada por uma comissão designada pela Secretaria do Audiovisual.

O filme deverá ser, preferencialmente, falado em português. Filmes falados em outras línguas poderão também inscrever-se, desde que legendados em português.

A ficha de inscrição do filme deverá ser enviada juntamente com cópia do filme inscrito e fotos do filme e do realizador para avaliação pela comissão de seleção.

Para inscrever o filme, o interessado deverá, obrigatoriamente, enviar, aos cuidados da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura do Brasil, os seguintes materiais:

Ficha de inscrição e termo de autorização para exibição preenchidos em arquivo word e também impressos;

Uma cópia do filme em DVD-NTSC – região aberta;

Um CD contendo três fotos do filme e uma foto do diretor, atendendo às seguintes especificações: Tamanho: 20cm x 25cm; Resolução: mínimo de 300 DPI; Arquivo: anexo, em formato TIFF ou JPEG.

Os filmes deverão ser encaminhados para as embaixadas dos países da CPLP ou para o seguinte endereço:

Ministério da Cultura – MinC
Secretaria do Audiovisual
Esplanada dos Ministérios, Bloco B, 2° andar
CEP 70068-900
Brasília – Distrito Federal
Telefone Geral: (61) 2024-2000

O músico brasileiro Seu Jorge está de regresso a Portugal

Seu Jorge, um dos artistas brasileiros mais acarinhados em Portugal, está de regresso a terras lusas já em outubro.
 
A 28 do próximo mês, actua no Coliseu do Porto e no dia seguinte desce até Lisboa, para actuar no Coliseu. 
 
O músico vai apresentar o seu novo projecto, Seu Jorge and Almaz, que traz versões de músicos como Michael Jackson e Kraftwerk.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

7 de Setembro - Dia da Independência do Brasil

A independência do Brasil foi declarada por Dom Pedro no dia 07 de setembro de 1822.

A instalação da Corte portuguesa no Brasil, em 1808, contribuiu para a separação definitiva das duas nações. A abertura dos portos, a elevação da colónia à situação de reino e a criação do Reino Unido de Portugal e Algarves (1815) deram início a um processo que acabaria por se revelar irreversível.

Dom João VI é chamado a Portugal pelas Cortes Constituintes decorrentes da Revolução Liberal no Porto, em 1820. Ele volta, mas deixa no Brasil o filho Dom Pedro como Regente, para conduzir a separação política, caso fosse inevitável.

Pressionado pelas Cortes, Dom João VI chama Dom Pedro a Lisboa. Mas o príncipe regente resiste. Forma-se em torno dele um grupo de políticos brasileiros que defende a manutenção do status do Brasil no Reino Unido. Em 29 de dezembro de 1821, Dom Pedro recebe um abaixo-assinado pedindo que não deixe o Brasil. Sua decisão de ficar é anunciada no dia 9 de janeiro do ano seguinte, num gesto enfático. O episódio passa à História como o DIA DO FICO.

Entre os políticos que cercam o Regente estão os irmãos António Carlos e José Bonifácio de Andrada e Silva, e o Visconde de Cairu, José da Silva Lisboa. Principal ministro e conselheiro de Dom Pedro, José Bonifácio luta, num primeiro momento, pela manutenção dos vínculos com a antiga metrópole, resguardando a autonomia brasileira.

Dom Pedro, convencido de que a separação é irreversível, aceita a independência desde que a monarquia continue. Fora da Corte, outros líderes liberais, como Joaquim Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa, actuam nos jornais e nas lojas maçónicas. Fazem pesadas críticas e defendem total separação da metrópole.

Em 3 de junho de 1822, Dom Pedro recusa fidelidade à Constituição portuguesa e convoca a primeira Assembleia Constituinte brasileira. No dia 07 de setembro de 1822, numa viagem a São Paulo, Dom Pedro recebe novas exigências das Cortes Constituintes de Portugal. Irritado, reage proclamando a Independência do Brasil.

Em 12 de outubro de 1822, é aclamado imperador pelos pares do Reino e coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, no dia 1º de dezembro, recebendo o título de Dom Pedro I. No início de 1823, realizam-se eleições para a Assembleia Constituinte da primeira Constituição do Império Brasileiro. A Assembleia é fechada em novembro por divergências com Dom Pedro I. Elaborada pelo Conselho de Estado, a Constituição é outorgada pelo imperador a 25 de março de 1824.

Contra o liberalismo de sectores das elites brasileiras, triunfa o espírito conservador e centralizador de José Bonifácio. “Independência sem revolução” era a expressão usada na época para definir o pensamento do principal conselheiro de Dom Pedro I.

Dom Pedro - Imperador do Brasil, Rei de Portugal

Em entrevista de lançamento do seu novo livro - 1822 - o escritor brasileiro Laurentino Gomes, autor do bestseller 1808, revela aspectos menos conhecidos da personalidade e do percurso de Dom Pedro I, Imperador do Brasil e Rei de Portugal (Dom Pedro IV).

"Conto em detalhes o que aconteceu com Dom Pedro depois de ele abdicar do trono brasileiro. Geralmente, os brasileiros acham que ele evaporou no ar, sumiu. E não, ele voltou para Portugal para enfrentar o irmão numa guerra épica entre liberais e absolutistas.
 
Venceu essa guerra, mesmo tendo tudo contra ele – desembarcou na cidade do Porto com 7 mil soldados, e o irmão tinha 80 mil. E virou o jogo, ganhou a guerra, se revelou um general carismático, brilhante, que passava as noites nas trincheiras ao lado dos soldados. Morreu em seguida, porque a guerra contra o irmão destruiu a saúde dele.

A autópsia revelou um corpo destruído: tuberculose, sífilis, o coração e o baço inchados, o pulmão sem funcionar. Se você compara as iconografias, o Dom Pedro IV de Portugal não tem nada a ver com o Dom Pedro I do Brasil. Aqui é um rapaz quase imberbe, muito jovem, um príncipe de 23 anos que faz a independência. Lá, não, é um rei envelhecido, com olheiras, a barba comprida. É como se o Dom Pedro de Portugal fosse o pai ou o avô dele. Até na iconografia esses dois países não se reconhecem no mesmo personagem.

Ele passou a vida dividido entre os negócios de Portugal e do Brasil, tentando equilibrar esses dois pratos. E depois da morte continua dividido: o coração está guardado na cidade do Porto e os restos mortais, no Ipiranga.

É um personagem que passa para a história de uma forma muito pejorativa, como se fosse apenas um mulherengo, boémio, inconsequente. Ele era, sim, mas não era só isso. É um grande transformador da realidade de Brasil e de Portugal naquele momento, um chefe liberal. Outorgou ao Brasil em 1824 uma das Constituições mais liberais do mundo na época – mas ele outorgou, não deixou a Constituinte fazer. É um homem de índole autoritária e discurso liberal. Admirador de Napoleão, que tinha feito o pai dele fugir de Portugal, foi parente duas vezes de Napoleão, nos dois casamentos."

Corte portuguesa no Rio de Janeiro uniu o país - afirma historiador

A chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, deu à cidade protagonismo político e cultural e uma centralidade que foi o cimento da unidade do Brasil, afirmou o historiador português Jorge Couto, que apresenta esta semana a obra "Rio de Janeiro - capital do Império Português (1808-1820)".

A apresentação do livro decorrerá quinta-feira, dia 9, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, às 18:30 horas.

A obra reúne comunicações ao colóquio realizado em Paris, em que se 'analisam as várias matérias que estiveram na origem da criação do Estado do Brasil', disse Jorge Couto. A ida da Rainha D. Maria I, do Príncipe regente D. João, futuro D. João VI, e da Corte levou à criação de várias iniciativas que 'permitiram a declaração da independência [em 1822], um ano depois da partida do monarca'. 'Durante a permanência da Corte, foi criado um conjunto de infraestruturas do ponto de vista institucional, administrativo, político, económico, cultural, científico e educacional' que possibilitaram ao Brasil ascender à independência.
Um factor essencial foi a declaração em 1815 da equiparação do reino do Brasil aos reinos de Portugal e Algarves.

A instituição da Corte no Rio deu à cidade a 'subordinação directa das outras partes do império, e depois da expulsão do general francês Junot [de Portugal, em 1808], todas as decisões são submetidas ao Príncipe Regente no Rio'.
 
Por outro lado, vincou Jorge Couto, 'há a importância do Rio como cimento na unidade de Brasil pois as capitanias brasileiras deixavam de se reportar a Lisboa para tratar directamente com a capital fluminense'.
'O Rio torna-se assim a sede da verdadeira América Portuguesa', sublinhou. Um facto que 'evitou a fragmentação do Brasil, emergindo como capital irá manter a centralidade política e a cultural até ao século XX', disse.
 
O surgimento da imprensa, a construção do Teatro S. João em traça análoga ao S. Carlos de Lisboa e com participação do mesmo arquitecto, Costa e Silva, as diferentes instituições de ensino, o Jardim Botânico e a Real Biblioteca Pública da Corte, além dos músicos que passaram a residir no Rio, são alguns dos factores que conferem o protagonismo cultural ao Rio de Janeiro.
 
Passa a haver uma grande diversificação da oferta cultural que até então não tinha existido e que dotou a capital de um conjunto de instituições que constituem uma rede que influenciava e
atraía as elites do país', referiu.

A ida da Corte para o Brasil foi 'uma opção estratégica' que tinha sido já equacionada por frei Vicente do Salvador e pelo padre António Vieira no século XVII e pelo marquês de Pombal, aquando da guerra dos sete anos (1756 e 1763).

Uma opção com a qual Winston Churchill aprendeu quando equacionou a retirada da administração do Estado, família Real e Parlamento para o domínio do Canadá aquando da II Grande Guerra (1939-1945), argumentou Couto.

'A ideia da Corte no exílio não corresponde à realidade e é um anacronismo. A Família Real e a Corte apenas se transferiram para um dos domínios ultramarinos da Coroa portuguesa', enfatizou.

A obra, com prefácio de Eduardo Lourenço, é  "útil pois actualiza um conjunto de conhecimentos sobre a temática brasileira mas também da conjuntura política europeia da época e do mundo".

Depois de Lisboa, a obra, editada pela Tribuna da História, será apresentada no dia 13 na Universidade de S. Paulo, no dia 15 no Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, e no dia 17 no Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Estão ainda previstas apresentações em universidades de Belém do Pará.
 
 
 

Brasil presente na Controlo 2010,em Coimbra

As últimas novidades em robótica e automação vão estar em destaque em Coimbra, Portugal,esta semana.

Na nona edição da conferência Controlo 2010, com início no dia 8, vão ser apresentados, por exemplo, protótipos de robôs para transportar pessoas ou assistir médicos em cirurgias. O responsável pelo evento, o docente universitário Norberto Pires, disse que, este ano, a conferência vai girar à volta do tema “as fábricas do futuro“, através de uma maior cooperação entre a tecnologia e o homem.
O evento inicia-se na próxima quarta-feira e prolonga-se até dia 10 (sexta-feira). No programa consta a apresentação e discussão de 122 trabalhos, dos quais cerca de 60 por cento têm origem internacional. A conferência vai contar com a participação de cerca de quinhentas pessoas. A maioria são autores de projectos e vêm de Espanha, França, Itália, Suécia, Inglaterra, Rússia, Brasil, Estados Unidos da América, Japão, Índia e África do Sul.

Música Electroacústica do Brasil e de Portugal - Concerto em Salvador

O III Festival Internacional de Música Contemporânea (6 a 10 de setembro de 2010) é um evento promovido pelo programa de pós-graduação em Música da Universidade Federal da Bahia (PPGMUS-UFBA) que visa, além de difusão e formação para a música de concerto produzida no estado, a excelência na composição e execução dessa música, e a discussão aprofundada sobre as questões que em torno dela se colocam.

O concerto dedicado à música electroacústica passa pela produção de compositores portugueses e brasileiros, numa projecção especial em sistema de oito alto falantes. No final do concerto, será executada a peça Aleasonora, pelo compositor português Jaime Reis (foto), juntamente com o seu grupo instrumental.

Concerto de Música Electroacústica
Dia 09/09 - Quinta-feira
Horário: às 20h
Entrada franca
Teatro do Movimento (Escola de Dança/UFBA)
Av. Adhemar de Barros -
Ondina/Salvador

Jornalista português lança jornal em Fortaleza

O jornalista portugues Paulo Martins – residente em Fortaleza – anuncia hoje na capital cearense o lançamento de um jornal temático: “Ceará – Fórum Empresarial”.

O jornal é parte de um projecto editorial mais amplo, a desenvolver de forma faseada e programada, envolvendo, numa primeira fase, a imprensa escrita, depois, a rádio e, a fechar o ciclo , a televisão.

O jornal deverá começar pelo Estado do Ceará, prevendo-se, a curto e médio prazos, a sua extensão e expansão a outros estados do Brasil.

Leia no Portugal Sem Passaporte, rubrica do jornalista Graciano Coutinho, no jornal O Povo.

Portugal Música - ao serviço da música e da cultura portuguesas

A promoção da núsica e da cultura portuguesa em geral é o objectivo deste site, que traz consigo acoplada uma rádio, sempre com o melhor da produção nacional.

Veja aqui: http://www.portugalmusica.com.pt/

Coimbra - Encontro de Mágicos em Portugal

A partir do dia 14 de setembro, Coimbra vai transformar-se na capital da ilusão com Encontros Mágicos - Festival Internacional de Magia de Coimbra que toma conta das ruas de um dos destinos preferidos pelos brasileiros. São várias sessões diárias de magia abertas ao público nas regiões da Baixa da cidade, no Hospital Pediátrico de Coimbra, além de duas apresentações especiais no Teatro Académico Gil Vicente. O festival decorre até 19 de setembro.

Aproveite para conhecer a encantadora cidade de Coimbra, com seus interessantes museus, belos jardins e espaços verdes, além de seus incríveis monumentos, entre eles a renomada Universidade de Coimbra, uma das mais antigas da Europa. Fundada em Lisboa por D. Dinis em 1290, a universidade foi definitivamente transferida para Coimbra em 1537, vindo a ocupar os edifícios do Paço Real Medieval.

http://www.turismodeportugal.pt/
http://www.visitportugal.com/
http://www.turismodecoimbra.pt/

O cineasta português João Botelho traz "Filme do Desassossego" a Mostra de São Paulo

“Um filme do Desassossego”, do realizador português João Botelho, foi selecionado para a 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Brasil, que começa a 22 de Outubro.

O filme de João Botelho será exibido na mostra um mês depois da estreia em Portugal, marcada para 29 de Setembro no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Em vez de ter uma estreia no circuito comercial, o filme será exibido ao longo dos próximos meses na rede de cineteatros do país, estando confirmadas, depois de Lisboa, projecções em cerca de uma vintena de cidades.

Embora a programação oficial da Mostra de São Paulo não tenha sido ainda anunciada, sabe-se já também que será também exibido o filme “Mistérios de Lisboa”, do chileno Raúl Ruiz.

Maria Bethânia: Homenagem à Língua Portuguesa, no Rio de Janeiro

Há quase 40 anos, desde o LP "Rosa dos Ventos", Maria Bethânia habituou-nos, para enriquecer seus discos e shows, à leitura de textos de Vinicius de Moraes, Ferreira Gullar, Castro Alves e, mais do que qualquer outro autor, Fernando Pessoa.

A partir do passado dia 3 de Setembro, essa intensa relação da cantora baiana com os aurtores de língua portuguesa, seja em prosa ou em poesia, estará em primeiro plano, com as canções em segundo.

Bethânia e As Palavras, que ocupará o teatro Fashion Mall, no Rio, neste e no próximo fim de semana, é um espectáculo singular nessa carreira marcada pela fórmula texto-música. A selecção ficou a cargo do antropólogo Hermano Vianna, com quem a cantora costuma trocar poesias, e do actor e realizador Elias Andreato.

Alguns são poemas que os fãs já a ouviram recitar, como Poema do Menino Jesus, de Alberto Caeiro, e Ultimatum, de Álvaro de Campos. Ambos heterónimos de Pessoa - chamado por Bethânia de "o poeta da minha vida", "fonte de minha sede", "minha mais fiel tradução". A devoção é tanta que a Casa Fernando Pessoa, instituição de Portugal, conferiu-lhe recentemente a Ordem do Desassossego, galardão destinado aos grandes divulgadores da sua obra.

Os outros autores escolhidos são de gêneros e épocas diferentes: Padre AntónioVieira, Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, o português António Ramos Rosa, o moçambicano José Craveirinha, considerado o maior poeta do seu país, o carioca Fausto Fawcett, o irmão Caetano Veloso. Mas além das leituras, ela cantará. No repertório, Amália Rodrigues ("Estranha Forma de Vida"), Paulinho da Viola ("Dança da Solidão") e Renato Teixeira ("Romaria"). As músicas entrarão em trechos, justamente de modo oposto ao que acontece nos erspectáculos.

Património de origem portuguesa no Brasil - A Igreja de Nossa Senhora da Luz

Os primeiros registos históricos marcam a existência de uma capela do mesmo nome - Nossa Senhora da Luz - já no início do século XVII, e num mapa de 1759 João de Abreu e Carvalho localiza-a aproximadamente onde hoje se encontra o Farol.

A Igreja da N. Sra da Luz existente na praça de mesmo nome, foi concluída em 1845 conforme a data no frontispício, e guarda relíquias dos séculos XVII e XVIII, como as imagens sacras e os altares de cedro em estilo barroco. Além das missas e festas religiosas que se realizam para o povoado, a escadaria da igreja é descanso para quem enfrenta a ladeira chegando do cais, ou arquibancada para assistir o movimento da Praça N. Sra da Luz, ponto de partida para as demais ruelas e praças do povoado.

Considerada património histórico, a Igreja vendo sendo restaurada desde 2004 graças ás doações de moradores e turistas.

História

Situada ao norte da sede da cidade de Cairu, a ilha de Tinharé (com cerca de 400 km2) é conhecida desde 1531, quando Martim Afonso de Souza a avistou e a denominou Tynharéa. Além de Morro de São Paulo, ali estão também os povoados da Garapu, Gamboa e Galeão. A região fica ao norte do arquipélago da Baía de Camamu, baixo sul da Bahia, área conhecida como Tabuleiro Valenciano ou ainda, Costa do Dendê.

.....Devido à sua privilegiada localização geográfica, foi cenário de inúmeros ataques de esquadras francesas e holandesas, verdadeira zona franca de corsários e piratas durante o período colonial. Morro de São Paulo protegia a chamada "barra falsa da Baía de Todos os Santos", entrada estratégica para o Canal de Itaparica até o Forte de Santo António (Farol da Barra, hoje um dos cartões postais da capital baiana). Além disso, o canal de Tinharé era essencial para o escoamento da produção dos principais centros para abastecimento de Salvador.

.....Foi em 1630 que a ilha passou a abrigar um forte destinado a tal defesa e, ainda na primeira metade do século XVII, uma capela, a igreja Nossa Senhora da Luz.

Área de Proteção Ambiental

.....A APA Tinhare-Boipeba foi criada em junho de 1992 e abrange 433 km², compreendendo os distritos de Galeão e Gamboa, e as vilas de Morro de São Paulo, Garapuá, São Sebastião (também conhecida como Cova da Onça), Moreré e Canavieiras. A área de Proteção Ambiental oferece um rico eco-sistema estuarino, dotado de manguezal, restinga e remanescentes de Mata Atlântica; possui relevo do tipo planície costeira, associado à Mata Atlântica, morros, recifes, canais e ilhas. A fauna é bastante diversificada, com destaque para as aves migratórias.

Cronologia
1531 Martim Afonso de Sousa desembarca na Ilha de Tinharé. Começa o processo de colonização local.

1535 é fundada a vila de Morro de São Paulo, por Francisco Romero e população local.

1628 há ataque e saqueamento à vila, liderados pelo almirante holandês Pieter Pieterzoon Hiyn

1630 O Governador Geral Diogo Luiz de Oliveira inicia a construção da Fortaleza do Morro de São Paulo, o Forte.

1728 Término da construção do Forte da Ponta e cortinas de muralha ao longo da ilha. Derrota do Almirante francês Villegaignon pelas tropas lusitanas.

1746 Construção da Fonte Grande, o maior sistema de abastecimento de água da Bahia colonial.

1845 Conclusão das obras da Igreja e Convento Santo António, a Capela de Nossa Senhora da Luz.

1855 Finalizadas as obras do Farol.

1859 Visita da Família Real e D. Pedro II.

Actores portugueses e brasileiros apresentaram trabalho de dramaturgia comum em Brasília

No âmbito Cena Contemporânea, Festival Internacional de Teatro de Brasília, um grupo de actores portugueses e brasileiros apresentaram entre o dia 2 e o dia 5 de Setembro, no Centro Cultural do Banco do Brasil, a peça Dulce - resultado de um trabalho de dramaturgia comum, inspirado no universo literário de Ingmar Bergman, Sarah Kane e António Lobo Antunes.

O Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília chega à edição de 2010 apostando na inventividade. A programação, com artistas da Espanha, Sérvia, Israel, Colômbia, Cuba, Suíça, Itália, Portugal e Brasil inclui espectáculos que expressam o desejo de reflectir sobre o conturbado panorama mundial contemporâneo.
Reflexões sobre o exílio, a tortura, a solidão, a violência e a guerra, mas também sobre o amor, a solidariedade e a possibilidade de um mundo melhor.

Dulce
Criação e Interpretação:Michel Blois, Thiare Maia, Cláudia Gaiolas(Brasil) e Flávia Gusmão e Nuno Gil (Portugal).Cenografia: Jade Mariani.Programaçãovisual: Felipe Braga.Produção: Carol Bianchi.;Co-produção: Márcia Dias/Tempo_Festival das Arte.Supervisão: Fernanda Félix

Lourdes Norberto - actriz portuguesa sobe ao palco com encenação brasileira

A actriz portuguesa Lourdes Norberto, uma das mais conceituadas do teatro português, diz estar 'absolutamente em pânico, mas contente' com o desafio que lhe foi lançado pelo director do entreMITOS, António Terra, para se estrear num espectáculo sem texto de autor que resulta antes da imaginação e da criatividade da própria e da encenadora brasileira Simone Bencke.

Para este espectáculo, encenado pela responsável do espaço Camarim, de Rio Grande do Sul (Brasil), a actriz portuguesa leva 'três ou quatro fases da sua vida, entre as quais memórias da infância, do percurso como actriz, sempre num registo bem-disposto e sem dramas'.

O espectáculo, a realizar dias 10 e 11 no Espaço Expressão - um dos três palcos do entreMITOS, em Oeiras, cidade dos arredores de Lisboa, é o primeiro em que a actriz se 'expõe publicamente' e para o qual parte sem 'quaisquer expectativas'.

'Nunca na vida fiz nada assim, estou absolutamente em pânico', disse a actriz, acrescentando que embora tenha aceitado o convite de António Terra e de que se arrependeu depois várias vezes vezes, decidiu realizá-lo 'porque é necessário levar as coisas para cima'.

Maria de Lourdes Martins Norberto (Lisboa, 28 de Janeiro de 1932) estreou-se em 1941, com 9 anos de idade, no Teatro Nacional (Companhia Amélia Rey Colaço/ Robles Monteiro), numa adaptaçao para teatro de Os Maias, de Eça de Queirós, no papel de Rosider. Na mesma companhia interpretaria peças de autores como Ramada Curto, Schiller, Arthur Miller, Alfredo Cortês, Eça de Queirós (novamente em Os Maias, que lhe valeu o Prémio da Crítica de 1963), Shakespeare, Tennessee Williams, Edward Albee, Miguel Franco, entre outros.

Apareceu esporadicamente no cinema, em filmes como Adeus Pai de Luís Filipe Rocha (1996), Chaimite de Jorge Brum do Canto (1953) ou Ribatejo de Henrique Campos (1949). Actriz em numerosas peças teatrais para a televisão, entre os anos 50 e 70, sob a direcção de Artur Ramos, Jorge Listopad ou Varela Silva, integra a partir de 1980 o elenco de variadas séries.

A Mais Velha Profissão de Paula Voguel, encenado por Fernanda Lapa (I) no Teatro Nacional D. Maria II (Globo de Ouro 2005 para Melhor Produção) e A Rainha do Ferro Velho, de Garçon Kanin, encenado por Filipe La Féria, no Teatro Politeama (2004) são as suas mais recentes participações nos palcos.

A Câmara Municipal de Oeiras homenageou-a com a Medalha de Ouro da Autarquia e atribuindo o seu nome ao Auditório Lurdes Norberto, em Linda-a-Velha. Foi também agraciada por Sua Excelência o Presidente da Républica, Jorge Sampaio, em 1999 e em 2005.

Em 2006 recebeu a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

Real Gabinete Português realiza Colóquio sobre interacção cultural entre a Europa e as Américas

O Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro promove, entre 13 e 17 de Setembro, a quinta edição do Colóquio do Pólo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras.

Direcccionado aos meis estudantis e académicos dos cursos de História e Literatura, o Colóquio terá como tema central as relações existentes entre a cultura europeia e o seu desenvolvimento nos países americanos, tendo com foco principal o Brasil.

Os interessados poderão inscrever-se directamente no real Gabinete Português de Leitura ou através do site da instituição: http://www.realgabinete.com.br/

Dário Castro Alves (1927-2010) - Mostra na Biblioteca Nacional de Portugal

A Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, promove até 11 de Setembro uma Mostra dedicada ao diplomata brasileiro Dário Moreira Castro Alves, grande impulsionador das relações luso-brasileiras e entre todo o espaço lusófono.

Jurista de formação a que se seguiu longa carreira diplomática terminada em Portugal, Dário Moreira de Castro Alves foi embaixador do Brasil em Lisboa, entre 1979 e 1983, tendo continuado a desempenhar outras funções oficiais e a residir em Portugal até há alguns anos. O seu nome é uma referência como divulgador das relações culturais luso-brasileiras, quer por iniciativa própria, quer patrocinando obras e acções nesse âmbito, subscrevendo a edição de um conjunto de títulos que atestam o seu empenho e iniciativa.

Amante da obra de Eça de Queirós, Castro Alves publicou uma trilogia sugerida pela sua leitura da obra do escritor realista, fundindo nessa leitura a convivência pessoalíssima com os lugares percorridos enquanto diplomata no país de acolhimento: Era Lisboa e Chovia (1985), Era Tormes e Amanhecia (1992) e Era Porto e Entardecia (1994).

Com uma perspectiva universalista, Castro Alves levou por diante uma importante valorização do espaço lusófono, partindo de uma dimensão histórica para reconhecer nesse legado uma dimensão actual: Brasil - Portugal. 1500-2000 e, no mesmo ano, Depois das Caravelas. As Relações entre Portugal e o Brasil. 1808-2000 constituem exemplo do estudo em que baseava uma convicção empenhada.

MOSTRA 1 - 11 Setembro Sala de Referência Entrada livre

Biblioteca Digital de Monografias; Relações Brasil-Portugal

Resumo: Em 1808, quando a Família Real Portuguesa chegou ao Brasil, pôs-se fim a um monopólico comercial entre o Brasil e Portugal que já perdurava por cerca de três séculos.

A partir desse ano, o comércio foi se tornando menos representativo, e países como a Inglaterra e os Estados Unidos da América estabeleceram-se como os grandes mercados consumidores e exportadores para o Brasil.

Com o fim da ditadura portuguesa no século passado (Revolução dos Cravos), Portugal optou por participar do processo de modernização europeu, unindo-se a Comunidade Económica Europeia, em 1986. Esse evento trouxe de volta a Portugal uma economia mais dinâmica e audaciosa.

Os empresários portugueses buscaram novos mercados, e nesse momento o Brasil surgiu como um dos mais promissores, principalmente no período das privatizações de suas estatais na década de 1990, e sua natural abertura política e económica.

Este trabalho estuda os pormenores da economia brasileira e portuguesa, as suas relações económicas e políticas, as trocas de investimentos e mercadorias, a reciprocidade comercial entre 1986 e 2006, como também as perspectivas futuras do mercado luso-brasileiro.

Autor(es): Monlevade, Danilo Ramos de
Orientador(es): Carvalho, Maria Izabel Valladão de
Assunto: Brasil - Relações econômicas internacionais
Portugal - Relações exteriores /Comércio internacional
Brasil - Relações internacionais
Data: Março-2008
Referência: MONLEVADE, Danilo Ramos de. Brasil e Portugal: suas relações políticas e econômicas entre os anos de 1986 a 2006. 2008. 77 f. Monografia (Especialização em Relações Internacionais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.

Informações adicionais: Monografia (especialização)—Universidade de Brasília, Instituto de Relações Internacionais, 2008.
Aparece na Colecção: Relações Internacionais - Especialização

"Guerra abre as portas do inferno", diz Carlos Fino, repórter português que cobriu a guerra do Iraque

Primeiro repórter a noticiar o início da Guerra do Iraque, Carlos Fino, ex-correspondente da estação pública Rádio e Televisão Portuguesa (RTP), foi entrevistado pelo jornal Folha de São Paulo, a propósito do termo das operações de combate anunciado pelo presidente norteamericanoo Barack Obama.


Carlos Fino, hoje conselheiro de imprensa da embaixada de Portugal no Brasil, não escondeu a emoção ao lembrar os meses passados em meio ao conflito e, sem hesitar, aponta que a experiência foi um "verdadeiro inferno".

O repórter desembarcou em Bagdad em janeiro de 2003, quando os inspectores da ONU (Organização das Nações Unidas) investigavam as denúncias do então presidente americano, George W. Bush, de que o regime do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein escondia armas de destruição em massa.

Além de vivenciar os primeiros bombardeios, em março do mesmo ano, e acompanhar a "sistemática destruição" de Bagdad, Fino sobreviveu ao ataque das tropas americanas ao Hotel Palestina, onde estava baseada a imprensa internacional.

Após ser roubado e quase linchado por um bando armado - juntamente com operador de câmara Nuno Patrício, que integrava a equipa da RTP - teve que deixar o país por terra, sem passaporte, passando pela Jordânia.

Em agosto de 2003, voltou ao Iraque para cobrir a morte do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, vitima de um ataque contra a sede da ONU na capital iraquiana. "Tínhamos muita admiração por ele, que aliás se perfilava como um possível candidato a suceder Kofi Annan, então secretário-geral das Nações Unidas", disse.

Brasil e Portugal, uma saborosa relação

A historiadora portuguesa Isabel M. R. Mendes Drumond Braga sugere um abraço fraternal entre as culturas brasileira e portuguesa no seu livro Sabores do Brasil em Portugal [Senac, 2010, R$60,00]. Ementrevista, a autora diz que o açúcar brasileiro colaborou com a democratização da típica doçaria portuguesa aqui e que em Portugal há restaurantes onde ingredientes e pratos brasileiros podem ser apreciados.

Isabel afirma que a mandioca, marca da culinária nacional e valorizada por chefs brasileiros e do exterior, é um produto que "não agrada tanto o paladar português. Na realidade, só no Brasil os portugueses se renderam ao ingrediente, por questões de sobrevivência, e ainda assim, alguns a contragosto.”

A pesquisa lembra ainda que a passagem da corte portuguesa pelo Rio de Janeiro, apresentou à mesa brasileira chá e utensílios de prata. Sendo generosamente recebida pela sociedade da época.

No livro também são mostrados aspectos históricos da relação luso-brasileira. A autora traz à actualidade percepções de Portugal sobre o Brasil, detalhando a vinda dos portugueses no período colonial e a emigração de brasileiros actualmente.

Obra de Saramago integra lista de títulos finalistas do Prémio Portugal Telecom

"Caim" está entre os dez títulos finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura. José Saramago, que faleceu a 18 de Junho, é o único português que ainda pode ganhar o disputado galardão.

O angolano Ondjaki também está na corrida, com "AvóDezanove" e "O Segredo do Soviético". Todos os restantes finalistas são brasileiros: Chico Buarque, Carlos de Brito Mello, Armando Freitas Filho, Carlito Azevedo, Bernardo Carvalho, Bernardo Ajzemberg, Rodrigo Lacerda e Reinaldo Morais.

Os três vencedores serão conhecidos dia 8 de Novembro, em São Paulo. Os prémios valem 100 mil reais (45.454 euros), 35 mil reais (15.909 euros) e 15 mil reais (6.818 euros). No ano passado, o primeiro lugar foi para o brasileiro Nuno Ramos, por "Ó", que já está editado em Portugal pela Cotovia.

Portugal presente no Encontro Internacional de Trompetistas de Tatuí-S.Paulo-Brasil

O Conservatório Dramático e Musical de Tatuí, município do Estado de São Paulo, sedia, de 6 a 9 de outubro, o 3º Encontro Internacional de Trompetistas. O evento, que conta com concertos, recitais, shows e workshops, é uma iniciativa da Associação Brasileira de Trompetistas/ABT.

Este ano, cinco convidados especiais irão participar. Estão confirmadas as presenças dos trompetistas Gabriele Cassone (Itália), Jorge Almeida (Portugal), Rex Richardson e Adam Rapa (Estados Unidos) e Joatan Nascimento (Brasil).

“Acreditamos que esta seja uma oportunidade ímpar para os alunos do Conservatório de Tatuí, uma vez que terão aulas com solistas de renome internacional e com alguns dos melhores trompetistas brasileiros”, disse Marco Cesar Xavier, presidente da ABT.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mercado Público de Florianópolis - influência portuguesa, concerteza...

Desde a inauguração até aos dias de hoje, o Mercado Público de Florianópolis passou por diversas mudanças. Com o descontrole do comércio, o local perdeu sua identidade, que pode ser agora resgatada com processo de revitalização .

Segundo o diretor do Núcleo de Estados Açorianos (NEA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Joi Cletison Alves, o Mercado Público era um ponto de encontro para famílias que acabavam de chegar à região. – As pessoas não apenas passavam por aqui, elas vinham aqui (no mercado) para se encontrar e para lembrar da cultura de sua terra. Aqui, elas encontravam determinados produtos dos açores, como alguns temperos e balaios, que eram usados para carregar praticamente tudo – explica Joi Cletison.

O estudioso explica que, em virtude da colonização em Florianópolis, a base das características do mercado é portuguesa. Por outro lado, muitas culturas foram incorporadas, como a dos negros e índios: – Os portugueses chegaram aqui e, apesar de trazerem suas crenças, mitos e lendas, tiveram de se adaptar à região. Um exemplo é a farinha de mandioca. Muitos aprenderam a fazer pirão, mas esse é um prato daqui, pois lá não existe essa farinha. Nos Açores também não há ostras, o que tem lá é um molusco bem parecido, chamado lapa.
 
O Mercado Público também tem a arquitetura aos moldes dos portugueses. A técnica da construção luso-brasileira é percebida nos formatos de portas e janelas, em arcos. Claro que, no Brasil, a técnica teve algumas distinções. Como a madeira era abundante, os portugueses acabaram substituindo as pedrarias utilizadas em acabamentos. Hoje, a arquitetura, as peixarias e uma ou outra banca de produtos típicos é o que o local ainda guarda em termos de cultura açoriana.

Brasil celebra e (re)descobre Fernando Pessoa

Um dos maiores escritores da língua portuguesa, o poeta Fernando Pessoa (1888-1935) está sendo celebrado no Brasil: enquanto o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, inaugurou a mostra "Fernando Pessoa - Plural como o universo", uma obra monumental chega às livrarias: "Dicionário de Fernando Pessoa e do modernismo português" (Leya).

Organizado por Fernando Cabral Martins, um dos maiores especialistas em modernismo português, o dicionário reuniu mais de 80 colaboradores, que produziram 600 verbetes sobre o escritor, sua obra e o movimento que ajudou a definir.

Há ainda um filme sobre o poeta, a ser rodado em 2011, com roteiro e direção de Ruy Guerra. Em entrevista por telefone, de Lisboa, Cabral Martins revela que há muito a ser descoberto sobre Pessoa: cerca de metade de sua produção permanece inédita.

FERNANDO CABRAL MARTINS: "Há muitos aspectos de Fernando Pessoa ainda não revelados. Só metade do que ele escreveu foi lido, trascrito e em parte publicado. Há um volume de contos policiais e uma grande produção de contos em geral aguardando edição dos estudiosos. São contos inacabados. O mesmo acontece com o teatro. A importância da prosa na obra de Pessoa era até pouco tempo atrás desconhecida. Antes ele era considerado um poeta. Hoje sabe-se do papel fundamental da narrativa em sua obra, ainda que seja fragmentária, sem começo, meio e fim, textos que não se enquadram nos géneros literários tradicionais e lineares".

Portugal ganha liderança em energia limpa - diz NYT

Com a devida vénia, transcrevemos na íntegra artigo de Elizabeth Rosenthal, do New York Times, publicado hoje no suplemento semanal da Folha de S.Paulo:

"Há cinco anos, os líderes de Portugal, nação ensolarada e varrida pelo vento, fizeram uma aposta: para reduzir a dependência do país em relação aos combustíveis fósseis importados, eles implementaram diversos projetos ambiciosos de energia renovável, aproveitando o vento, os rios, o sol e as ondas locais.

Hoje, os bares de Lisboa, as fábricas da cidade do Porto e os glamourosos resorts do Algarve são alimentados substancialmente por energia limpa. Quase 45% da eletricidade colocada na rede portuguesa neste ano virá de fontes renováveis.

E Portugal espera se tornar no ano que vem o primeiro país a inaugurar uma rede nacional de abastecimento de carros elétricos.

"Já vi todos os sorrisos -você sabe: 'É um bom sonho, [mas] não dá para competir, é caro demais'", disse o primeiro-ministro José Sócrates. Para estimular a transição energética, o governo reestruturou e privatizou antigas estatais elétricas, para criar uma rede mais adequada às fontes renováveis de energia. Para atrair empresas privadas ao novo mercado, Lisboa ofereceu-lhes contratos que selavam um preço estável por 15 anos.

Antigas preocupações sobre a confiabilidade e o custo elevado foram superadas. As luzes se acendem em Lisboa mesmo quando o vento não sopra na ampla usina eólica do Alto Minho, inaugurada há dois anos. Os custos da produção elétrica e as tarifas ao consumidor estão em torno da média europeia.

Portugal diz que tem conseguido manter os custos baixos por priorizar as formas mais baratas de energia renovável -eólica e hidrelétrica- e reduzir gradualmente subsídios pagos para convencer empresas a construir novas usinas. Quando a nova infraestrutura estiver completa, o sistema vai custar anualmente cerca de 1,7 bilhão a menos do que antes, segundo Manuel Pinho, ex-ministro de Economia e Inovação e um dos principais mentores da transição.

No ano passado, pela primeira vez, Portugal exportou mais energia do que importou, ao vender uma pequena quantidade de eletricidade para a Espanha. Dezenas de milhares de portugueses trabalham no setor.

A Energias de Portugal, maior empresa do setor no país, é dona de usinas eólicas em Iowa e no Texas, por intermédio da sua subsidiária americana, a Horizon Wind Energy.

Portugal deu o primeiro passo em 2000, ao separar a distribuição da produção. O governo adquiriu, a preços de mercado, todas as linhas de transporte de eletricidade e gás. Em seguida, leiloou contratos para que empresas privadas construíssem e operassem usinas eólicas e hidrelétricas.

Manter o país à base das forças altamente imprevisíveis da natureza é algo que exige novas tecnologias, além de habilidades dignas de um malabarista.

A estatal Redes Energéticas Nacionais usa um sofisticado sistema para prever o clima, especialmente o vento, e desde o início da transição duplicou o número de controladores encarregados de direcionar a eletricidade.

"É uma operação em tempo real, e há muito mais decisões a serem tomadas -a cada hora, a cada segundo", disse Victor Baptista, diretor-geral da REN.

Alguns dos programas combinam energia eólica e hidrelétrica: turbinas alimentadas pelo vento empurram água morro acima durante a noite, o período em que venta mais; durante o dia, quando há maior demanda, a água desce o morro, gerando eletricidade.

O sistema de distribuição em Portugal agora também é de mão dupla. Em vez de simplesmente entregar a eletricidade, ele capta energia até dos menores geradores, como painéis solares instalados no teto de imóveis.

A enorme aposta portuguesa na energia limpa não agradou a todos -inclusive a muitos ambientalistas para os quais as turbinas eólicas interferem no comportamento dos pássaros, e as represas destroem o habitat do sobreiro, árvore de que é feita a cortiça.

O preço da eletricidade doméstica em Portugal aumentou 15% em cinco anos, segundo a Agência Internacional de Energia. Além disso, os projetos de energia limpa nem sempre geram muitos empregos. Há mais de cinco anos, por exemplo, a isolada cidade de Moura recebeu a maior usina solar de Portugal.

Mas, se 400 pessoas construíram a usina, só 20 a 25 trabalham lá agora.
Apesar disso, especialistas consideram a experiência portuguesa um notável sucesso, e outros países estão imitando-a. Segundo a consultoria americana IHS Emerging Energy Research, até 2025 Irlanda, Dinamarca e Reino Unido também obterão 40% da sua eletricidade de fontes renováveis. Os EUA ficarão para trás, com 16%.

"A experiência de Portugal mostra que é possível fazer essas mudanças em um período curtíssimo", disse Sócrates.

CPLP: VII Encontro das Fundações em Setembro

De 12 a 16 de Setembro, decorre em São Paulo e Rio de Janeiro, Brasil, o VII Encontro de Fundações da CPLP.
 
Com o tema "Diversidade para a Transformação: O papel das Fundações no Desenvolvimento Social", o encontro é organizado pelo Centro Português de Fundações, em conjunto com o Grupo de Instituições, Fundações e Empresa (GIFE) e a Fundação Roberto Marinho.

Brasil: Salão Internacional de Humor expõe cartoons portugueses

Os melhores trabalhos de «Crises», a edição de 2009 do XI PortoCartoon-World Festival estarão patentes ao público no Brasil, até 17 de Outubro. Os cerca de 50 trabalhos integram o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, cidade do estado de São Paulo, que se realiza desde 1974.

Inaugurada no dia 28 de Agosto, esta é a 37ª edição consecutiva do certame que reúne um acervo constituído de 300 trabalhos que testemunham a história nas ultimas 4 décadas, “retratando as diversas transformações sociais, ambientais, económicas, políticas e culturais do Brasil e do mundo”, refere a organização.
 
Os visitantes do Salão ainda ver um painel do artista brasileiro Spacca evocando o «padre voador» Bartolomeu de Gusmão que, há 300 anos, fez subir em Lisboa o seu aeróstato. Trata-se de uma réplica do grande painel que está patente, desde Junho, na estação de metro de Faria Guimarães, no Porto, feita expressamente para a edição do PortoCartoon deste ano, subordinada ao tema «Aviões e Máquinas Voadoras» e que teve a participação de artistas de 71 países.
 
A presença no Brasil insere-se na linha da internacionalização do PortoCartoon: um festival organizado anualmente pelo Museu Nacional da Imprensa (MNI) que é considerado pela Federação Internacional de Cartunistas (FECO) um dos três maiores e melhores do mundo.
 
A participação portuguesa integra-se no protocolo assinado entre o Museu da cidade do Porto e a Prefeitura de Piracicaba em 2005, para o desenvolvimento de iniciativas conjuntas na área do desenho de humor.

Língua portuguesa em alta nos Estados Unidos

Dar a conhecer o trabalho desenvolvido por professores e investigadores na área do ensino das língua e culturas portuguesas, apresentar estratégias e divulgar actividades de sucesso nesse campo nos Estados Unidos, Canadá e Bermudas, foram os objectivos do Congresso Internacional do Ensino da Língua e Culturas Portuguesas na América do Norte, que decorreu a 27 de Agosto, em Fall River, Estados Unidos.
Promovido pelas universidades dos Açores e de Lesley (em Cambridge) em parceria com o LusoCentro, o congresso foi o ponto alto de uma série de iniciativas para celebrar os cinco séculos de presença da língua portuguesa na América e os cem anos do ensino integrado do Português nos Estados Unidos, que teve início na Escola do Espírito Santo de Fall River.

O Congresso reuniu especialistas de Portugal, Brasil, Cabo Verde, EUA, Canadá e México, que debateram entre outros temas, o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, as técnicas e materiais relevantes para o ensino do Português e o multiculturalismo.

O crescente interesse no português foi nota dominante nas intervenções no congresso de Fall River, que decorreu na Universidade Comunitária de Bristol. Há mais de 30 anos ligada ao ensino da língua, e actualmente directora do programa de português na Universidade de San Jose na Califórnia, Deolinda Adão defende um maior envolvimento da comunidade, junto do sistema de ensino norte-americano, para reforçar cursos e meios.

Biblioteca Nacional de Portugal tem importante acervo sobre o Brasil

A Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, é a maior biblioteca portuguesa e uma instituição de referência no panorama cultural, garantindo a recolha do património bibliográfico nacional, o seu processamento e preservação, disponibilizando-o à comunidade intelectual e científica e, através das novas tecnologias, assegurando a pesquisa bibliográfica em linha, a partir de qualquer parte do mundo.

Englobando fundos diversificados que abrangem documentação de todas as épocas, tipologias e assuntos, o acervo da Biblioteca Nacional de Portugal está em permanente evolução por via do depósito legal, aquisições e doações, apresentando, naturalmente, uma incidência especial em bibliografia portuguesa. A Biblioteca tem também um importante acervo sobre o Brasil.

Sítios Temáticos

A cartografia do Brasil (1700-1822)

Catálogo digital contendo descrições e imagens da cartografia manuscrita e impressa relativa ao Brasil existente na Biblioteca Nacional, elaborado no âmbito de projecto da responsabilidade da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e da BNP, no contexto das comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil.

Conteúdos

Para a selecção das obras a digitalizar, a BNP recorreu a diversos critérios durante os anos de 2002 a 2007, definidos em função da sua missão de conservação e divulgação do património documental português. Assim, tendo em vista a preservação de documentos de natureza frágil e/ou manuseamento difícil, foi seleccionado um conjunto significativo de documentos iconográficos (cartazes, estampas, desenhos, etc) e de material cartográfico, representando respectivamente 65% e 18% dos documentos digitalizados disponíveis na Biblioteca Nacional Digital/BND.

No que se refere à língua de publicação, metade dos documentos disponíveis na BND são em língua portuguesa. Relativamente a outras línguas, cerca de 19% das obras disponíveis na BND foram publicadas em francês, 11 % em inglês, 3% em castelhano, 3% em italiano e 2% em alemão.

Serviços

Para além dos serviços técnicos de armazenamento, organização e apresentação dos objectos digitais, a BND integra ainda serviços que suportam a sua utilização pública, propiciando diversas formas de acesso livre e gratuito aos documentos digitalizados.

O acesso à colecção digital pode fazer-se mediante pesquisa no catálogo bibliográfico ou por navegação através dos índices da BND. Para certas tipologias de documentos, foram criados serviços específicos de acesso, como por exemplo a pesquisa nas entradas dos verbetes de obras de referência e a navegação por calendário, em jornais.

Portugueses enraizaram culto às santidades católicas no Brasil.

Em criativas variações, São João está presente nas cinco regiões brasileiras. Santo António e São José
também estão entre os mais numerosos.
No Brasil inteiro há cerca de 500 municípios com nomes de santos. E mais de 40 grupos de futebol.

A maior metrópole do País e segunda do mundo, São Paulo leva o nome do santo do dia em que se rezou sua primeira missa. Quem escolheu foi o jesuíta José de Anchieta, hoje a um passo de ser também canonizado.

O maior rio nordestino chamamos de Velho Chico, tal a intimidade assumida com São Francisco. Tudo porque na primeira vez que aquelas águas foram navegadas era dia dele. Outro Rio, o de Janeiro, decreta feriado pelo padroeiro São Sebastião, no dia 20, mas não abre mão de cruzar os braços também no 23 de abril, dia de São Jorge.
 
Cada dia tem seu santo, cada santo tem um dia. Os engraçadinhos dizem que o de São Nunca fica fora do calendário. Responde-se: ele é contemplado em 2 de novembro, dia de Todos os Santos. Data que originou, inclusive, a nomenclatura do maior porto brasileiro e um tradicional sobrenome do nosso povo: Santos.
Foram os Portugueses que enraizaram o culto às santidades católicas em todos os âmbitos da vida no Brasil. Trouxeram vários costumes. Veja alguns exemplos:
Ligar a torneira e abrir a porta é com São Pedro
Diz Jesus a Pedro: “Eu te darei as chaves do Reino do Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos céus, e tudo que desligardes na Terra será desligado no Céu”. Daí acreditar que o padroeiro do Brasil manda nas chuvas. Por isso também soltar foguetes na sua data, em junho, para agradar ao porteiro celestial.

Nossa Senha Aparecida:Feita branca, aparecida negra
Quem declarou São Pedro de Alcântara padroeiro do Brasil, com a bênção do papa, foi… Pedro de Alcântara, nosso primeiro imperador. Como está atrelado à história imperial, o santo acabou ficando em segundo plano em relação à Nossa Senhora Aparecida, também nossa padroeira. Além de ter sido encontrada no rio Paraíba por pescadores pobres, ela é negra. No entanto, sua cor não é original da imagem. Especialistas atestam que os traços tradicionais, do século 18, adquiriram o tom escurecido enquanto ficaram sob a água lodosa.

Santo António recebia salário para dirigir infantaria
Um governador baiano já havia proclamado soldado o santo António da igreja local para que a santidade auxiliasse nos momentos de aperto. Com a invasão francesa em Portugal, D. João não pensou duas vezes. O então príncipe regente do Reino Unido de Portugal e Brasil apelou ao santo peão com uma promoção. Em 1810, assinou decreto, no Rio de Janeiro, elevando o “Glorioso santo António, que se venera na cidade da Bahia”, ao posto de “Tenente Coronel de Infantaria”. Outras imagens da santidade junina também receberam títulos de soldado, capitão, coronel e tenente em todo o canto do Brasil a fim de garantir alguma proteção. Sempre com os devidos documentos, distintivos e indumentária – e sem esquecer dos soldos pagos às paróquias.

Portugal e Brasil: divergências e convergências de uma história político-constitucional comum"

O Prof. Dr. Jorge Bacelar Gouveia,Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, proferiu em Recife (Pernambuco,Brasil), no dia 20 de Agosto de 2010, a conferência de encerramento do II Congresso Internacional de História do Direito.

O Congresso foi organizado pela Associação Brasileira de Filosofia e Sociologia do Direito, com a colaboração da Faculdade de Direito - Damas (Recife).

Tema da conferência: "Portugal e Brasil: divergências e convergências de uma história político-constitucional comum".