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Boas Vindas a esta comunidade de Culturas e Afetos Lusofonos que já abraça 76 países

MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS

NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.

TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Rock in Rio de regresso ao Brasil com bandas portuguesas

O Rock in Rio vai regressar a casa. Em Setembro de 2011, o Rio de Janeiro vai voltar a receber este festival de música onde estão previstas presenças de músicos e bandas portuguesas.

O Rock in Rio, um dos eventos que mais pessoas atrai em Portugal, ocorreu apenas três vezes no Brasil (1985, 1991 e 2001), mas teve a sua marca internacionalizada sendo promovido em Lisboa (2004, 2006, 2008 e 2010) e em Madrid, Espanha (2008 e 2010).

Em nove edições, o Rock in Rio reuniu mais de cinco milhões de pessoas que assistiram à actuação de 656 bandas. A última edição no Brasil ocorreu em 2001 e, de acordo com Roberto Medina, o idealizador de um dos maiores festivais de música do mundo, nesse ano o Rock in Rio “foi brilhante”.

Apresentado à imprensa brasileira o projecto Rock in Rio 2011, que regressa ao Rio de Janeiro nos dias 23, 24, 25, 30 Setembro, 1 e 2 de Outubro do próximo ano, será realizado em Jacarepaguá, no mesmo bairro onde se estreou em 1985.

"Vasco" - traço de união entre Brasil e Portugal - celebra 112 anos da sua fundação


O clube Vasco da Gama, criado pela comunidade portuguesa do Rio de Janeiro e um dos mais populares do Brasil, celebrou no passado dia 21 de Agosto, 112 anos da sua fundação, em 21 de agosto de 1898.

Tudo começou quando quatro comerciantes portugueses resolveram fundar um clube de remo, desporto muito em voga em finais do século XIX. Corria o ano de 1898 e comemorava-se o IV Centenário da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia. O herói dessa epopeia inspiradora dos "Lusíadas", maior obra da literatura portuguesa, escrita por Luís de Camões, era o almirante Vasco da Gama. Daí, o nome da nova agremiação ter surgido naturalmente.

O remo trouxe muitas glórias ao Vasco, tanto que o poeta Lamartine Babo, ao compor o hino do clube, num dos versos escreveu: “(...) No remo és imortal. No futebol, és um traço de união Brasil—Portugal (...)”
Esse traço de união nasceu com a crescente popularidade do futebol e aproveitou a vinda de um conjunto português ao Rio, em 1913, quando a colónia portuguesa criou alguns clubes de futebol, como o Centro Esportivo Português, o Lusitano e o Lusitânia. Dois anos depois, o Lusitânia fundia-se com o Vasco da Gama, surgindo o Departamento de Futebol vascaíno.
MENSAGEM DE FELICITAÇÕES DO EMBAIXADOR DE PORTUGAL
Por ocasião do aniversário, o embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro, enviou ao Presidente do Vasco, Roberto Dinamite, a seguinte mensagem de felicitações:

EXMO SR. CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA

PRESIDENTE DO CLUBE VASCO DA GAMA

Felicito-o vivamente pela passagem do 112º aniversário do Vasco, a cujos destinos preside.

O "Vasco da Gama", como mostra o esforço dedicado dos seus dirigentes, atletas e associados, continua digno das melhores tradições e do espírito determinado dos seus fundadores, há mais de um século - a comunidade luso-brasileira do Rio de Janeiro.

Fiel ao lema dos seus fundadores, o Vasco permanece hoje, mais de cem anos volvidos, como se diz no seu hino, nas palavras de Lamartine Babo, “um traço de união entre o Brasil e Portugal”.

Um traço de união que o Senhor tem sublinhado pretender manter e desenvolver e que reforçou, já este ano, com a sua deslocação a Sines, terra natal de Vasco da Gama.

Peço-lhe, senhor presidente, que transmita a toda a equipa dirigente, aos atletas e à massa associativa do clube, os meus sinceros parabéns!

João Salgueiro
Embaixador de Portugal

Associações de media debatem no Brasil estratégias futuras para promoção da lusofonia

Associações dos media dos países de língua portuguesa reuniram semana passada no Brasil para debaterem estratégias futuras de valorização profissional e intercâmbio de produtos jornalísticos para uma maior e melhor promoção internacional da lusofonia.

Segundo comunicado divulgado hoje pela Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau, que iniciou semana passada o processo de adesão à Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa, as conferências pretendem debater “estratégias de valorização profissional e de intercâmbio de produtos jornalísticos produzidos nos vários meios em todos os países de língua oficial portuguesa”.

Na primeira conferência, para discutir a cobertura jornalística nos e sobre os países de língua portuguesa, Carlos Fino, assessor da embaixada portuguesa em Brasília, reiterou a “intenção desencadeada por Portugal e pelo Brasil de criar um canal internacional em português, para funcionar 24 horas por dia e que estará aberto à participação dos restantes espaços lusófonos”.

Esta possibilidade está prevista num acordo assinado, em julho, entre Portugal e o Brasil na área da comunicação social, que estabeleceu o prazo de 30 dias para a constituição de uma equipa conjunta para o estudo do projecto e foi já discutida pelo primeiro ministro português, José Sócrates, e o presidente do Brasil, Lula da Silva.

A vontade de encontrar outras estratégias comuns de divulgação da lusofonia, como a troca de documentários de rádio e televisão, a promoção de encontros de jornalistas da área económica e a criação de uma agência noticiosa, através da internet, foram outras propostas lançadas na conferência pelos representantes das associações de ‘media’ dos países lusófonos.

O programa em São Paulo fechou com visitas dos membros daquelas estruturas associativas ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e ao recém-criado jornal Brasil Económico, ligado ao português Diário Económico.

Os representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique e Portugal na Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa, em processo final de formação, estão, a partir de hoje e até sábado, reunidos em Porto Alegre, no 34.º Congresso Nacional dos Jornalistas dedicado ao tema “Jornalismo ao serviço da sociedade e à defesa da profissão”.

No âmbito do congresso, os jornalistas lusófonos vão liderar conferências sobre os temas “Unidade dos jornalistas lusófonos na luta pelos interesses comuns como a profissão e a língua”, “A imprensa de língua portuguesa: experiências dos países e comunidades lusófonas pelo mundo” e “Cobertura internacional sobre e nas comunidades e países de língua portuguesa”.

Revista Pessoa lançada na Bienal de São Paulo


Uma nova revista sobre literatura pretende estimular o hábito da leitura entre os brasileiros e divulgar os principais escritores dos países de língua oficial portuguesa no espaço lusófono e também no mundo.

A Revista Pessoa, cujo nome é uma homenagem ao poeta português, foi lançada oficialmente pela Editora Mombak (despertar, na língua indígena Tupi), no âmbito da Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

"A revista pretende, sobretudo, incentivar a leitura; queremos levar a literatura até ao leitor, principalmente às camadas mais distantes que não têm acesso a equipamentos públicos, por falta de oportunidade ou de conhecimento", disse a editora, Mirna Queiroz. A ideia principal é promover a literatura de língua portuguesa, não só no mundo lusófono, mas também no mercado internacional, por meio de uma versão inglesa na plataforma digital da revista.

A revista pretende ainda promover o diálogo entre os povos de língua portuguesa, como forma de diminuir o "enorme desconhecimento" da produção literária de cada país de língua portuguesa no próprio espaço lusófono. "A ideia é explorar os pontos de contacto da nossa cultura, da nossa história, sem ignorar as nossas diferenças. Além de literatura, a revista terá uma secção que tenta contextualizar essa ligação", salientou a jornalista.

A revista terá ainda as secções "Fingimento", dedicada à poesia, "Estranho Estrangeiro", voltada aos jovens, "Ortografia também é gente", com destaque para a língua portuguesa, e "Arca", que apresentará capítulos de livros prestes a serem editados. O Conselho Editorial é formado por escritores, académicos, jornalistas e diplomatas dos oito países de língua portuguesa, sendo que Portugal é representado por José Carlos Vasconcelos, Fernando Cabral Martins e Fernando Pinto do Amaral.

No Brasil, a versão impressa da revista tem o apoio do Museu da Língua Portuguesa e da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Os demais países de língua portuguesa podem aceder à revista por meio do sítio electrónico da publicação na Internet, já disponível:http://www.revistapessoa.com/

"Pretendo ainda este ano tentar fechar parcerias para viabilizar a circulação impressa da revista também em Portugal", salientou Mirna.

Igreja de origem portuguesa em São Paulo assinala 200 anos

A Igreja Nossa Senhora da Boa Morte - conhecida no século XIX como "das boas notícias" - comemorou 200 anos. Depois de quermesse, procissão, novena e missa, já ocorridas no início do mês, dia 21 de Agosto, às 11h, houve um passeio monitorado para quem quisesse conhecer o interior e a história deste templo de traça portuguesa do centro de São Paulo.

História. Construída em 1810 em taipa de pilão e adobe (tijolos de terra batida), a igreja, que fica a uma quadra da Praça da Sé, entrou no terceiro milénio bastante degradada - e teve de ser fechada em 2005.

No ano seguinte, começou a ser restaurada - uma obra de grande minúcia, que durou três anos, envolveu 60 profissionais e consumiu R$ 6,5 milhões. Reaberta em julho do ano passado, a igreja - classificada como património nacional - foi assumida pelos religiosos da Aliança da Misericórdia, associação com trabalhos sociais voltados para a população carente.

"O importante é que, de dez anos para cá, as igrejas históricas estão sob um intenso olhar dos intelectuais e dos órgãos de proteção ao património", afirma o professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Percival Tirapeli. " Todas passaram ou estão passando por bons restauros."

Simplicidade. Longe das minas de ouro, ao contrário do exuberante barroco mineiro, em São Paulo as construções dessa época não eram carregadas de luxo.. "A igreja em si já nasce pequena e não tem nenhuma importância, em termos de riqueza, de um barroco mais requintado", observa Tirapeli. "Mas a partir de 1913, quando quase todas as igrejas próximas dela foram derrubadas, ela passa a ser uma referência daquela época."

Antes da morte. Ao longo do século XIX, acredita-se que a igreja tenha sido parada obrigatória de escravos condenados à forca - a execução costumava ocorrer próximo de onde hoje é a Praça da Liberdade, no centro.

De acordo com a tradição religiosa, era recomendável pedir a Nossa Senhora da Boa Morte, como o próprio nome sugere, uma "boa morte".

No século XIX, o templo era conhecido como "a igreja das boas notícias". Isto porque, como se localizava à entrada daqueles que vinham do Ipiranga em direcção à cidade, seus sinos repicavam para anunciar novidades - bem como a chegada de forasteiros, já que de sua posição geográfica privilegiada era possível avistar antes os que chegavam da Serra do Mar. Reza a lenda que foi por meio de seus sinos que, em 1822, o imperador d. Pedro I foi saudado pela cidade, logo após proclamar a Independência do Brasil.

NOME DA IGREJA

Nossa Senhora da Boa Morte é um dos títulos católicos dados à Nossa Senhora. Há inúmeras igrejas dedicadas a ela ao redor do mundo - no ano de 1661, em Lombo do Atouquia, freguesia de Calheta, Portugal, já existia uma capela de Nossa Senhora da Boa Morte. No Brasil, a veneração à santa foi trazida pelos portugueses e são famosas as igrejas com seu nome na Bahia, em Salvador e em Cachoeira.

BARROCO PAULISTA - VISITA À IGREJA NOSSA SENHORA DA BOA MORTE RUA DO CARMO, 202. GRÁTIS (INSCRIÇÃO PRÉVIA).

I Encontro Brasileiro de Literaturas Hispânicas, Brasileira e Portuguesa

Por iniciativa do Instituto de Linguagens (IL) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decorreu até dia 21 passado, em Cuiabá, o I Encontro Brasileiro de Literaturas Hispânicas, Brasileira e Portuguesa.

Um dos objectivos do encontro foi incentivar estudantes e professores a realizarem mais investigação, para compreender a relação entre a produção literária e a realidade social.

Dia 21 de Agosto a programação incluiu as seguintes actividades:

08h
Palestra: A dessacralização na obra de José Saramago
Prof. Dra. Gisele Seixas – UFA
Coordenadora: Profa. Dra. Sirlei Aparecida Silveira
Local: Auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis – FAECC/UFMT
10h40 às 12h20
Mesa Redonda: Literatura Contemporânea da Segunda Metade do Século XXProfa. Dra. Célia Maria Domingues da Rocha Reis – UFMT
Prof. Dr. Mario César da Silva Leite – UFMT
Profa. Dra. Marinei Almeida – UFMT
Coordenadora: Profa. Dra. Cláudia Paes de Barros
Local: Auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis – FAECC/UFMT
14h
Encerramento

Documentário português em destaque no Festival de Cinema de Pirenópolis

A cidade histórica de Pirenópolis, no estado brasileiro de Goiás, vai acolher, de 16 a 19 de setembro, o Slow Filme - Festival Internacional de Cinema e Alimentação. É o primeiro festival brasileiro de cinema inspirado na cultura Slow Food.

Um dos destaques da programação é o filme português "Ainda há pastores?", de Jorge Pelican, um documentário que regista o quotidiano dos últimos pastores da Serra da Estrela, na região centro de Portugal.

A programação inclui dezena e meia de filmes e documentários de países tão diversos quanto Irão, Hungria, Sérvia e Dinamarca.

Concertos no Palácio de São Clemente - Rio de Janeiro

O Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro, em parceria com “Música no Museu”, oferece os seguintes concertos brevemente, na residência oficial, Rua São Clemente 424 – Botafogo :

Dia 28/08/10 – Sábado – 18:00h

Programa: Brahms
Músicos: Maria Luiza Nobre – piano e Bernardo Katz - violoncelo
Capacidade 200 pessoas

Dia 25/09/2010 – Sábado – 18:00h


Programa: Nazareth, Cartola, Victor Assis Brasil, J.C.Assis Brasil, Villa-Lobos, Tom Jobim, Zequinha de Abreu, Luiz Gonzaga
Músico – João Carlos Assis Brasil - piano
Capacidade: 200 lugares

Daniela Mercury abre Festas do Mar, em Cascais

As Festas do Mar, no concelho de Cascais, Portugal, têiveram início no passado dia 19 de Agosto com  um concerto da cantora brasileira Daniela Mercury.

“São Festas com uma tradição muito larga no nosso concelho. A pesca e o mar são um factor importantíssimo na actividade e no desenvolvimento do concelho”, disse o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras.

As Festas, que se realizam há mais de 50 anos, são organizadas pela autarquia em conjunto com as duas associações de pescadores da localidade.

Segundo a Câmara de Cascais, estiveram presentes cerca de 30 mil pessoas por dia para assistir a concertos, exposições e outras iniciativas.

Na vertente religiosa, as Festas do Mar têm o seu ponto alto com a tradicional procissão de Nossa Senhora dos Navegantes ,que terá lugar a 22 de agosto, com partida da Igreja Matriz , passagem pelas ruas D. Carlos I, em direcção à praia dos Pescadores.

Cumprindo a tradição, os barcos seguem o percurso por mar, desde a Baía até à Guia e regresso, transportando os andores com imagens dos santos que integram a procissão.

Documentário sobre Saramago exibido na Bienal do Livro de São Paulo

Uma versão condensada do filme "José e Pilar", mostrada há semanas atrás na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), foi exibida no passado dia 18 na 21ª Bienal do Livro de São Paulo.

O filme, do realizador português Miguel Gonçalves Mendes, perscruta subtilezas do quotidiano do escritor José Saramago com a mulher, a jornalista espanhola Pilar del Río. Baseia-se em 230 horas de gravações feitas ao longo de três anos, quando Saramago escrevia "A Viagem do Elefante", seu penúltimo livro, lançado em 2008.

Portugal presente no Photo Pirenópolis

Cave - foto de António Luís Campos
 
Celebrou-se no passado dia 9 de agosto, o Dia Mundial da Fotografia. Para comemorar a data, o Instituto Pireneus, com o patrocínio do Ministério do Turismo e apoio do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Pirenópolis, a cidade histórica a 150 kms de Brasília, realizou a terceira edição do Encontro Internacional de Fotografia - Photo Pirenópolis. O evento, que incluiu exposições, lançamento de livros e diversos espectáculos, decorreu até 22 de setembro.

Wang Fu-chun, da China, Michael Ende, da Alemanha, António Luís Campos, de Portugal, e Kazuo Okubo, José Rosa e Silvio Zamboni, do Brasil, estiveram em Pirenópolis para a abertura das suas exposições individuais bem como para ministrar oficinas, palestras, colóquis, leituras e lançamento de livros.

"Portuguesa" oficializa estádium de Canindé como candidato a sediar o Mundial 2014

A indefinição sobre a sede paulista para o Mundial de Futebol de 2014 abriu espaço para a Portuguesa tentar a sorte nesta disputa. Na tarde de hoje , o clube oficializou a candidatura do seu estádi, o Canindé.

A definição ocorreu após reunião da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente, realizada na Câmara Municipal de São Paulo. A proposta apresentada pelo presidente Manuel da Lupa acabou sendo aceita, e o campo lusitano tornou-se oficialmente um dos candidatos a receber a Copa.

O mandatário da Portuguesa afirmou que a construção do novo Canindé será realizada por intermédio de parcerias com empresas privadas, negando a utilização do dinheiro público, como ocorreria no caso de Pirituba ser escolhida a sede paulista para o torneio.

Para ressaltar as qualidades do Canindé, Manuel da Lupa apresentou dados sobre o tamanho do local - de acordo com o mandatário, a área física do clube é de 100.000 metros quadrados. Outro ponto favorável ao campo da Portuguesa e destacado está na localização, perto das estações de metropolitano Armênia e Tiete, além de possuir ligação directa com os Aeroportos de Cumbica e Congonhas.

História da Portuguesa

No dia 14 de agosto de 1385, as tropas portuguesas, lideradas por D. João, mestre de Avis, derrotaram as tropas de D. João I de Castela, em Aljubarrota. A batalha de Aljubarrota é um dos acontecimentos mais importantes da história de Portugal e marcou o início da dinastia de Avis, que permaneceria no poder até 1580.

Quase cinco séculos mais tarde, no dia 14 de agosto de 1920, o jornal "O Estado de São Paulo" anunciava em sua página desportiva:

"No salão nobre da Câmara Portuguesa de Commercio, à rua de São Bento, 29-B, deve realizar-se hoje às 20 e 1/2 horas a eleição e tomada de posse da diretoria da novel Associação Portuguesa Desportos..."
A Portuguesa surgia da fusão de cinco sociedades lusitanas já existentes: Luzíadas Futebol Club, Associação 5 de Outubro, Esporte Club Lusitano, Associação Atlética Marquês de Pombal e Portugal Marinhense. O pedido de filiação da Portuguesa à Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) foi deferido no dia 2 de setembro de 1920, mas como não havia mais tempo para a inscrição no campeonato daquele ano, a Portuguesa fundiu-se ao Mackenzie, já inscrito, e participaram juntos do campeonato de 1920.

A Associação Atlética Mackenzie foi o primeiro clube de futebol brasileiro para brasileiros. Fundada em 1898 por estudantes do Mackenzie College, era formada apenas por alunos do colégio. A Portuguesa-Mackenzie disputou os certames pela APEA até 1922. Em 1923, a Associação Portuguesa de Esportes desligou-se do parceiro e passou a disputar jogos com sua nova denominação. Foi apenas em 1940 que o nome mudou para Associação Portuguesa de Desportos.
 
O Estádio
Na gestão do Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, no dia 9 de janeiro de 1972, foi inaugurado o primeiro anel do Canindé, com capacidade para 10 mil pessoas. O jogo inaugural foi um amistoso entre a Portuguesa e o Sport Lisboa e Benfica, de Portugal. A Lusa perdeu por 3 a 1 e o benfiquista Vítor Batista foi o autor do primeiro golo no estádio. O jogo nem chegou ao fim, suspenso devido às chuvas torrenciais que caíam sobre São Paulo. De início, o estádio foi denominado "Estádio Independência". Em 1984, por decisão do Conselho Deliberativo, passou a chamar-se "Dr. Oswaldo Teixeira Duarte", em homenagem ao presidente que o inaugurou.

Conferência de Jornalistas de Língua Portuguesa na Bienal do Livro de São Paulo

No âmbito da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizou-se de 15 a 17 de Agosto uma Conferência de Jornalistas de Língua Portuguesa.

Entre outros temas, estiveram em debate "O Jornalismo de língua portuguesa nos veículos públicos e privados dos países lusófonos", e "A cobertura jornalística nos - e sobre - os países de língua portuguesa"

Nos debates participaram, entre outros, Carlos Fino, conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal no Brasil, Alfredo do Rosário, presidente do Sindicato Nacional dos Jornalistas de São Tomé e Príncipe, Mamadu Candé, da Televisão de Guiné Bissau,Paulo Markun, jornalista brasileiro com actuação em TVs Públicas, incluindo a TV Cultura, de que foi presidente, e Paulo Vieira Lima, do jornal Brasil Económico.

sábado, 14 de agosto de 2010

Actriz brasileira Natália Thimberb leva poesia portuguesa a Salvador

Este final de semana, Salvador conta com programação cultural diversificada. Nos palcos, um dos destaques é a peça “Paixão”, estrelada por Natália Thimberg. A actriz faz curta temporada na capital baiana para apresentar o monólogo, remontagem de produção original de 1995. Com a participação ao vivo de músicos, o espectáculo revela as emoções de quem ama intensamente.

O texto recorre com frequência a fragmentos de poemas de poetas brasileiros e portugueses, entre outros, Adélia Prado, Bocage, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Camões, Manuel Bandeira e Florbela Espanca. A realização é de Wolf Maia e a direcção musical fica por conta de Júlio Medaglia.

A montagem estará em cartaz somente nesta sexta às 21h, sábado, também às 21h, e domingo, às 20h, no Teatro Sesc Casa do Comércio, na Avenida Tancredo Neves.

Brasil lança "Revista Pessoa" sobre literatura lusófona

Uma nova revista sobre literatura pretende estimular o hábito da leitura entre os brasileiros e divulgar os principais escritores dos países de língua oficial portuguesa no espaço lusófono e também no mundo. A Revista Pessoa, cujo nome é uma homenagem ao poeta português, será lançada oficialmente pela Editora Mombak (despertar, na língua indígena Tupi) a 20 de Agosto, no âmbito da Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

"A revista pretende sobretudo incentivar a leitura, queremos levar a literatura até o leitor, principalmente às camadas mais distantes que não têm acesso a equipamentos públicos, por falta de oportunidade ou de conhecimento", disse a editora Mirna Queiroz.

A ideia principal é promover a literatura de língua portuguesa, não só no mundo lusófono, mas também no mercado internacional, por meio de uma versão inglesa na plataforma digital da revista.

A revista pretende ainda promover o diálogo entre os povos de língua portuguesa, como forma de diminuir o "enorme desconhecimento" da produção literária de cada país de língua portuguesa no próprio espaço lusófono.

"A ideia é explorar os pontos de contato da nossa cultura, da nossa história, sem ignorar as nossas diferenças. Além de literatura, a revista terá uma seCção que tenta contextualizar essa ligação", salientou a jornalista.

A revista terá ainda as seções "Fingimento", dedicada à poesia, "Estranho Estrangeiro", voltada aos jovens, "Ortografia também é gente", com destaque para a língua portuguesa, e "Arca", que apresentará capítulos de livros prestes a serem editados.

O Conselho Editorial é formado por escritores, académicos, jornalistas e diplomatas dos oito países de língua portuguesa, sendo que Portugal é representado por José Carlos Vasconcelos, Fernando Cabral Martins e Fernando Pinto do Amaral.

No Brasil, a versão impressa da revista tem o apoio do Museu da Língua Portuguesa e da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Os demais países de língua portuguesa podem aceder à revista por meio do sítio eleCtrónico da publicação , disponível a partir de hoje.

"Pretendo ainda este ano tentar fechar parcerias para viabilizar a circulação impressa da revista também em Portugal", salientou Mirna.

Autores Lusófonos na Bienal do Livro de São Paulo

21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, maior evento do género nas Américas e o terceiro maior do mundo (atrás apenas da Feira do Livro de Frankfurt-Alemanha e da Feira Internacional do Livro de Turim - Itália), contará com a participação de uma série de autores e personalidades países lusófonos .

Dentro de sua programação cultural oficial, o Salão de Ideias trará convidados estrangeiros como o português João Marques Lopes ("Saramago: Biografia"); o angolano José Eduardo Agualusa ("As mulheres do meu pai"); o moçambicano Mia Couto ("Antes de nascer o mundo"); o cineasta português Miguel Gonçalves Mendes (realizador do documentário, ainda inédito, "José e Pilar") que acompanhou os últimos anos de vida de José Saramago; o angolano Ondjaki ("Quantas madrugadas tem a noite); e o moçambicano Rogério Manjate ("O coelho que fugiu da história").

Várias editoras e distribuidoras trarão lançamentos de autores, como os dos portugueses Pedro Silva, pela Editora Porto de Ideias, e José Rodrigues dos Santos, pela Usina de Letras. A Sur Distribuidora trará diversas obras de artistas argentinos, uruguaios, paraguaios, cubanos, mexicanos, espanhóis, colombianos e chilenos.

A Escrituras Editora trará trabalhos do caboverdiano José Luiz Tavares e do moçambicano Luís Carlos Patraquim, ambos finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2009. A SENAC virá também com títulos de autores portugueses, franceses, espanhóis, americanos e alemães. Assim como a Sá Editora que também traz autores portugueses, e a In House vem com textos do angolano Emanuel Dundão, que escreve sob o pseudónimo de Kiama.

Está igualmente prevista uma Conferência de Jornalistas de Língua Portuguesa para a qual foram convidados entre outros, Carlos Fino, conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal no Brasil, Alfredo do Rosário, presidente do Sindicato Nacional dos Jornalistas de São Tomé e Príncipe, Mamadu Candé, da Televisão de Guiné Bissau,Paulo Markun, jornalista brasileiro com actuação em TVs Públicas, incluindo a TV Cultura, de que foi presidente,
e Paulo Vieira Lima, do jornal Brasil Econômico.

O evento decorre de 12 a 22 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Saiba mais no site: http://www.bienaldolivrosp.com.br/

Grupo EDP anuncia vencedores do Prémio EDP Brasil nas Artes

Foram anunciados, em cerimónia no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, os vencedores do Prêmio EDP nas Artes. O mineiro Lucas Dupin foi o grande vencedor (1º lugar), seguido pelos paulistas Theo Craveiro (2º lugar) e Daniel de Paula (3º lugar), enquanto a paraibana Íris Helena recebeu a menção honrosa.

Caberá ao primeiro colocado uma bolsa de dois meses no The Banff Centre, no Canadá, ao segundo uma viagem ao exterior, pelo programa Dynamics Encounters e ao terceiro e à menção honrosa cursos no Instituto Tomie Ohtake.

Nesta segunda edição, concorreram ao Prémio EDP nas Artes - realização do grupo EDP e do Instituto Tomie Ohtake - 267 jovens artistas plásticos, provenientes de 12 Estados brasileiros. Os trabalhos dos quatro premiados, bem como dos outros 14 finalistas ficarão em exposição no Instituto Tomie Ohtake até 5 de setembro de 2010 .

"O volume de propostas recebidas para o processo de seleção da segunda edição do Prémio EDP confirma uma tendência mundial no âmbito das artes plásticas contemporânea: não há mais predominância desse ou aquele suporte, desse ou aquele modo de construção do espaço, da imagem fixa ou em movimento, de investigação dos modos de elaborar narrativas ou lançar-se directamente no corpo a corpo do signo", comenta Agnaldo Farias, coordenador do júri.

Segundo o crítico, o prémio sublinha que pinturas e esculturas convivem com objectos, performances, vídeos, fotografias, entre outros trabalhos de difícil classificação, situados em áreas intersticiais ou de sobreposição entre territórios distintos, sejam eles artísticos ou científicos.

O prêmio replica a experiência do grupo mundial EDP que, por meio da sua Fundação, em Lisboa, realiza uma premiação semelhante há oito anos para desenvolver talentos nas artes plásticas. "A primeira versão nos mostrou que há jovens com grande potencial, mas sem oportunidades para deslanchar neste mercado. Esta premiação é apenas a porta de entrada para estes talentos ingressarem neste universo", afirma António Pita de Abreu, presidente da EDP no Brasil.

Prêmio EDP nas Artes
Exposição até 5 de setembro, de terça a domingo das 11 às 20h

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 (entrada pela Rua Coropés 88) - Pinheiros - São Paulo
Fone: 11. 2245-1900

Morreu o escritor português-angolano Ruy Duarte de Carvalho - Tributo de Homenagem


 TRIBUTO DE HOMENEM

Prestamos aqui homenagem ao escritor, antropólogo e cineasta Ruy Duarte de Carvalho que morreu, quinta-feira (12), em Swakopmund, na Namíbia, aos 69 anos.

Ruy Duarte Carvalho nasceu em Santarém, Portugal, em 1941, e naturalizou-se angolano em 1975. Antropólogo de formação, doutorou-se pela École de Hautes Études en Sciences Sociales de Paris com uma tese dedicada aos pescadores da costa de Luanda, com o título "Ana a Manda" (1989).

Depois de ter lançado a sua primeira obra literária em 1972, publicou mais de 15 títulos, nas áreas da poesia, ficção, e ensaio. Exerceu a actividade de professor em várias universidades de Luanda e foi professor convidado na Universidade de Coimbra (Portugal) e na Universidade de São Paulo (Brasil).

Das suas obras constam Vou lá visitar pastores (1999), sobre os Kuvale, sociedade pastoril do sudoeste de Angola; Chão de Oferta (1972); A Decisão da Idade (1976); Observação Directa (2000).

Estudou cinema em Londres e realizou diversos documentários sobre as populações do sul de Angola.

Para além da actividade literária, realizou as longas-metragens Nelisita: narrativas nyaneka (1982) e Moia: o recado das ilhas (1989).

Em 1989, Ruy de Carvalho recebeu o Prémio Nacional de Literatura e o seu "Desmedida Luanda, São Paulo, São Francisco e Volta, Crónicas do Brasil" (Livros Cotovia), recebeu também o Prémio Literário Casino da Póvoa, atribuído no âmbito do encontro Correntes d'Escritas na Póvoa de Varzim, em 2008.

Em 2008, passou a residir em Swakopmund, na Namíbia, onde faleceu.

Barroco - Um traço de união entre Portugal e o Brasil

O estilo barroco, consequência directa da Contra-Reforma, nasceu para enaltecer Deus de forma grandiosa e apaixonada, utilizando traços exagerados, redundantes, que prendem o espectador mais pela emoção do que pela razão. Atribui-se aos mestres da Renascença a criação do novo estilo, para se opor ao equilíbrio, linearidade e harmonia próprios do classicismo.

A origem da palavra barroco é obscura, mas admite-se como explicação aceitável, que barroco era o adjectivo que designava certas pérolas de superfície irregular e preço inferior. De qualquer forma há um valor depreciativo na palavra, que durante muito tempo foi usada para indicar uma arte e uma literatura "bizarra", "extravagante".

Apesar de todas as críticas acirradas que lhe foram feitas no século XIX, o barroco é hoje resgatado como expressão artística e estética válida e poderosa. De acordo com o escritor e poeta Ferreira Gullar, Prémio Camões 2010, em O Olhar – Barroco Olhar e Vertigem, o Brasil é um país barroco, sobretudo nas suas paisagens. Os montes recortados brasileiros, que tanto influenciaram o arquitecto Oscar Niemeyer, inspiraram uma das características mais fortes do barroco: a linha curva, suplantando a linha recta. “O barroco é uma arte essencialmente retórica, que explora a ilusão de óptica, que conduz ao delírio e à vertigem e consequentemente à ilusão”, afirma Gullar.
 
No Brasil, o barroco, por influência directa de Portugal, floresceu a partir da descoberta do ouro, em Minas Gerais, tendo atingido grande esplendor na Bahia, durante o ciclo do açúcar.

Foram as ordens religiosas - jesuítas, beneditinos, carmelitas e franciscanos - que trouxeram o barroco para o Brasil. Na Bahia, imperou o barroco das igrejas douradas. O melhor exemplo do movimento está na Igreja e Convento de São Francisco, em Salvador, uma das igrejas mais ricas do país, com o seu interior completamente forrado a folhas de ouro.
Depois de Salvador, a cidade de Cachoeira reúne o mais importante acervo arquitectónico no estilo barroco; mas quase todos os municípios da região - Santo Amaro, São Félix, Maragogipe, Jaguaripe, Itaparica e Nazaré - guardam também verdadeiros tesouros barrocos.
O barroco brasileiro foi directamente influenciado pelo barroco português, porém, com o tempo, foi assumindo características próprias.

O principal representante do barroco mineiro foi o escultor e arquitecto Antônio Francisco Lisboa também conhecido como Aleijadinho. Suas obras, de forte carácter religioso, eram feitas em madeira e pedra-sabão, os principais materiais usados pelos artistas barrocos do Brasil.

Outros artistas importantes do barroco brasileiro foram o pintor mineiro Manuel da Costa Ataíde e o escultor carioca Mestre Valentim.

Casa dos 500 Anos de Cabo Frio assinala aniversário

A Casa 500 Anos de História de Cabo Frio (município do Estado do Rio de Janeiro) comemora o sétimo aniversário da sua fundação neste dia 14 de agosto (sábado).
 
Desde 2003, o Espaço Cultural já registou a presença de mais de 50 mil visitantes, recebendo cerca de 200 escolas públicas e particulares da cidade e de outros municípios. Foram mais de 19 mil alunos vivenciando a história da cidade e 5.882 pessoas que participaram em mais de 60 cursos (História, Pré-história, Teatro, Dança, Música, Cinema/Vídeo, Fotografia, Pintura, Desenho,Artesanato, Acrobacia circense, entre outros).
 
A Casa 500 Anos constitui um autêntico espaço do saber que oferece cursos, oficinas e vários eventos artísticos, abrigando um importante acervo permanente, do qual fazem parte maquetes de monumentos históricos de Cabo Frio, fotos antigas e actuais da cidade, a exposição "A Construção Territorial do Brasil" e o "Descobrimento do Brasil" (ambas trazidas de Portugal), acervo de arte popular e Livros de Actas da Câmara Municipal do Séc. XIX.

Na programação da comemoração haverá apresentações de música erudita e popular brasileira, declamação de poesias, apresentação de ballet, dramatização teatral, capoeira e percussão, entre outros. A entrada é gratuita e a realização é da Secretaria Municipal de Cultura.

Casa 500 Anos de Cabo FrioRua Coronel Ferreira, nº 141, Portinho
Telefones (22) 2646-5973 e (22) 2620-1278.

História

Cabo Frio é o sétimo município mais antigo do Brasil. Em 1503, a terceira expedição naval portuguesa para reconhecimento do litoral brasileiro sofreu um naufrágio em Fernando de Noronha e a frota remanescente dispersou-se. Dois navios, sob o comando de Américo Vespúcio, seguiram viagem até à Bahia e depois até Cabo Frio. Junto ao porto da barra de Araruama, os expedicionários construíram e guarneceram com 24 "cristãos" uma fortaleza feitoria para explorar o pau-brasil, abundante na margem continental da lagoa.

Em 1512, este estabelecimento comercial-militar pioneiro, que efectivou a posse portuguesa da "nova terra descoberta" e deu início à colonização do continente americano, foi destruído pelos índios tupinambás em função das "muitas desordens e desavenças que entre eles houve".

UP - Revista de bordo da TAP é referência em publicações internacionais

A UP, revista de bordo da TAP, foi considerada pela prestigiada revista britânica Monocle uma das leituras obrigatórias deste Verão. Já a revista MING, uma publicação chinesa, destacou a UP como sendo uma das melhores revistas de bordo do mundo.

"Este reconhecimento valoriza os diferentes destinos da companhia, em especial o Brasil, amplamente difundidos na revista", refere a empresa portuguesa em comunicado.

O suplemento de verão (europeu) da revista Monocle, designado Monocle Mediterrâneo, sugere a UP entre as leituras obrigatórias dos meses quentes, lado a lado com publicações como El Pais, El Viajero e Vogue Living.

Um outro elogio chega da revista MING, que no artigo intitulado "In-flight Magazine, how far can it go?", da edição de julho, escolhe a UP para uma "short list" de revistas de bordo que selecciona como sendo as melhores do mundo.

A UP tem recebido o reconhecimento internacional desde o seu lançamento em 2007, tendo-se tornado um instrumento privilegiado para a divulgação da TAP, com uma imagem renovada e mais moderna.

Além de poder ser lida dentro dos aviões da TAP, a UP pode ser consultada no site http://www.upmagazine-tap.com/ e está também disponível, a partir deste mês, em versão específica para o iPAD, da Apple.

Comunidade Portuguesa de São Paulo - Calendário de Actividades

 
O Teatro Recriarte apresenta a peça “Cartas Portuguesas”, até 15 de agosto. Espectáculo baseado nas cartas de Mariana Alcoforado para o Cavaleiro de Chamilly (obra-prima do Barroco Português). Rua Fradique Coutinho, 994 - Vila Madalena, Capital. Ingressos: R$ 10,00. Sábados, às 20h e domingos, às 18 horas.

A Associação Portuguesa de Desportos realiza no dia 21 de agosto (sábado), a partir das 20 horas, no ginásio do clube, o banquete em comemoração do seu 90º Aniversário. O evento contará com a presença do cantor Gian & Giovani, além da participação especial da Banda. Os convites poderão ser adquiridos no caixa do clube. Informações e reservas pelos telefones (11) 2125-9411 / 9400. Valor do convite individual: R$ 100,00. A Portuguesa de Desportos está localizada na rua Comendador Nestor Pereira, 33 – Canindé, Capital.

A Casa de Portugal, na continuidade da suas sessões cinematográficas, fará a projecção de documentário sobre a trajetória da vida artística da cantora Amália Rodrigues (1920/1995), que faria 90 anos em julho. A sessão acontece no dia 28 de agosto, sábado, às 18h00, no Espaço Cultural Biblioteca da Casa de Portugal, avenida da Liberdade, 602 – Centro, Capital. Telefax: (11) 3209-5554 3342-2104; e-mail –casadeportugalsp@casadeportugalsp.com.br. Entrada: 1 quilo de alimento não perecível, os quais serão doados à Provedoria da Comunidade Portuguesa.

O escritor Moçambicano Mia Couto em Oficina Cultural no Brasil

O escritor moçambicano Mia Couto é o convidado de honra das comemorações dos 20 anos de actividades da Oficina Cultural Candido Portinari, em Ribeirão Preto. O escritor, um dos mais conhecidos autores lusófonos, estará presente em mais uma edição do projeto Prosa de Saberes.

Mia Couto, biólogo de formação, iniciou sua carreira no jornalismo e consagrou-se à literatura. Agora é considerado um dos nomes mais importantes da nova geração de escritores africanos de língua portuguesa. Dotado de um estilo original e com obras traduzidas em várias línguas, o escritor contará, no próximo dia 26 de agosto, sua trajetória na 5ª edição do projecto executado pela Oficina Cultural Candido Portinari, que tem o formato de "bate-papo" literário.

Prosa de Saberes tem como principal objectivo a difusão dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa - PALOP, em especial por meio da literatura. Desde a sua criação, em setembro de 2009, participaram do projecto o escritor angolano João Melo, o sociólogo e poeta moçambicano Luís Cezerilo, o escritor e cineasta caboverdeano Leão Lopes e o ex-embaixador do Brasil para a CPLP, Lauro Moreira.

Neste mês, o Prosa de Saberes conta com a parceria da Companhia das Letras, editora do escritor Mia Couto, e do Instituto do Livro de Ribeirão Preto. A mediação será do jornalista e professor Romilson Madeira.

Serviço

As inscrições são gratuitas e precisam ser feitas com antecedência na sede da Oficina Cultural Candido Portinari (R. Visconde de Inhaúma, 490 – 1º andar – centro) ou pelo e-mail oc.candidoportinari@gmail.com

Mais informações pelos telefones

(16) 3625-6161 (16) 3625-6161 ou (16) 3625-6970 (16) 3625-6970

26 de agosto de 2010 – 5ª feira – às 19h
Auditório da Biblioteca Padre Euclides
Rua Visconde de Inhaúma, 490 – 1º andar – Centro
Ribeirão Preto / SP

Brasileiros são o maior grupo estrangeiro nas universidades portuguesas

Segundo o documento ‘Inscritos no Ensino Superior: Informação Socioeconómica’, elaborado pelo Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a maioria dos alunos estrangeiros é de nacionalidade brasileira (3813). Seguem-se os angolanos (3587), cabo-verdianos (3544) e moçambicanos (876).

De países europeus, são os espanhóis os que mais optam pelas instituições portuguesas para iniciar, continuar ou concluir um curso superior: 679 estavam inscritos no ano lectivo 2008-09. Seguem-se os franceses (584) e os italianos (334). Mas também há alunos provenientes de países tão distantes como a Polinésia Francesa (2) ou Vanuatu (1), ambos da Oceania.

Os brasileiros representam cinco por cento dos alunos do ensino superior português, num total de 8663 estudantes. No ano lectivo 2008-09 estavam matriculados 174 mil alunos no ensino superior, dos quais 165.337 de nacionalidade portuguesa.

Actores portugueses gravam novela no Brasil

O Brasil já importou muito actor português para sua dramaturgia. Agora, é a vez de uma novela portuguesa explorar a paisagem nacional. "Laços de Sangue", uma parceria da Globo com o canal português SIC, terá várias cenas gravadas no Brasil . A trama é escrita por Pedro Lopez, com supervisão de Aguinaldo Silva, e conta com Susana Vieira no elenco.

Os atores Diana Chaves, Diogo Morgado e Sisley Dias (foto) passaram uma semana em gravações no Rio de Janeiro e São Paulo.
 
Na história, o médico João (Diogo) trabalha em missões humanitárias e viaja para a Amazônia com sua namorada Inês (Diana). Na pele de Inês, Diana vai sofrer nas mãos de uma irmã má que fará de tudo para separá-la do amado. A actriz adora o Brasil. "Já conhecia o Carnaval do Rio, mas agora vi como essa cidade é linda". Sisley Dias interpreta o assassino Thiago, que foge para o Brasil depois de cometer o crime.

Há um “sentido português” na construção de muitas cidades brasileiras

Salvador da Bahia é uma dessas cidades de tipo português (Pedro Cunha)

Há um “sentido português” na construção de cidades “diversas e sensoriais” como as capitais brasileiras ou aquelas fundadas por portugueses nos séculos XVI a XVIII na África ou Ásia, disse o arquitecto Hélder Carita.

Muitas capitais brasileiras são “tipicamente portuguesas” na sua forma arquitectónica, afirmou Carita que participa no III Encontro Luso-Brasileiro de Museus Casas sobre “Espaço, Memória e Representação”, a decorrer esta semana na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.

“O Brasil tem uma tipologia de cidade portuguesa: uma baía e zonas altas como acontece tanto em Goa, na Índia, como na Baía de Todos os Santos em Salvador da Bahia, ou Luanda, em Angola. Temos o mesmo sentido”, disse Hélder Carita, que se dedica ao estudo da arquitectura e da evolução do seu conceito de espaço ao longo dos séculos.

Segundo disse, as cidades fundadas por portugueses têm “todas uma tipologia muito idêntica, são cidades de porto e abertas ao comércio”. Este é o método de “fazer à portuguesa”, explica Carita, ao referir a herança lusa na construção dos espaços públicos e privados que leva a que, ao visitar cidades como Ouro Preto, em Minas Gerais, por exemplo, exista a sensação de se estar em Lisboa. “As cidades reais, tanto em Salvador, como no Rio de Janeiro, Luanda ou Goa, são capitais que reproduzem a tipologia e organização de Lisboa e são grandes cidades porto”.

“Se chegarmos à Bahia ou a Minas Gerais, estamos em Portugal. Temos uma sensação de familiaridade. São sistemas que não impõem modelos fixos, mas que são sistemas de métodos construtivos”, ressalta.

Numa comparação histórica com os espanhóis, estes, segundo Carita, “eram mais rígidos, as suas cidades [são] todas iguais, enquanto que as nossas são mais flexíveis, mais diversas e sensoriais”, admite. As cidades de tipo português “são sempre para ver e serem vistas, são cidades cenográficas”, complementa.

A partir do próximo dia 16, Hélder Carita ministra, no Rio de Janeiro, um curso para especialistas sobre as casas senhoriais em Portugal e como estas evoluíram entre os séculos XV e XIX.

Vídeo sobre José Saramago apresentado em estreia mundial na Flip























"Não queria estar na pele da Pilar quando eu desaparecer, mas de toda a maneira vamos ficar perto um do outro, as minhas cinzas vão ficar debaixo da pedra do jardim", ouve-se José Saramago dizer no vídeo que o realizador português Miguel Gonçalves Mendes preparou para apresentar na 8ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde o escritor foihomenageado.

"Medo? Não. A morte para mim é a diferença entre estar e já não estar." José Saramago, que morreu no dia 18 de Junho, vira-se para a câmara e diz: "Pilar, encontramo-nos noutro sítio" e apaga uma luz.

Os 40 minutos exibidos na Flip, com cenas que estão incluídas no documentário "José & Pilar" e outras que não estarão, fazem crer que Miguel Gonçalves Mendes quis fazer "um filme sobre a intimidade de duas pessoas extraordinárias", como notou o jornalista e escritor brasileiro Arthur Dapieve, que conduziu a conversa que se seguiu com o realizador que durante três anos filmou a vida do Prémio Nobel.

A Tenda dos Autores, um dos locais onde se realizam as sessões com os escritores e convidados da Flip, estava cheia. "Pilar, vou para casa", diz Saramago. E vai. Em seguida vê-se o escritor sentado à sua secretária na casa de Lanzarote, em Espanha, depois de ter colocado um disco de música clássica no leitor de CD.

Olha para o computador, encosta-se para trás na cadeira como se estivesse a pensar, como se fosse difícil o processo de escrita. O espectador ainda não viu o ecrã. Ele pega no rato, clica: "Este para aqui e este para ali". De repente, o público desata às gargalhadas. Saramago não está a escrever um novo livro, José está a jogar paciências no computador. "Está ganho. As cartas fazem uma espécie de dança" e são boas para afugentar o Alzheimer, diz. Pouco depois, Pilar aparece, tem que ligar alguma coisa na secretária onde o escritor está sentado, e ele, com ar de garoto maroto, dá-lhe uma palmada no rabo. Também os vemos de mão dada, à noite, sentados no sofá a ver televisão.

Assistimos à rotina do dia-a-dia, ao casamento, à entrega a Pilar das páginas que José Saramago vai escrevendo, e a seguir, vemos a espanhola a traduzi-los para castelhano. A determinada altura as vozes dos dois sobrepõem-se, lêem os mesmos excertos dos livros em línguas diferentes (português e castelhano).

Ao contrário de escritores que viveram a boémia, "a minha vida não tem qualquer espécie de interesse. Onde eu ponho as coisas que são verdadeiramente importantes é nos meus livros", afirma Saramago, lembrando que "o tempo aperta" e que quando o tempo aperta há um sentimento de urgência.

Nos excertos de "José & Pilar", que ontem no Brasil foram apresentados mundialmente pela primeira vez (a estreia nos cinemas portugueses está marcada para Novembro, mas haverá uma apresentação a 14 de Outubro no DocLisboa), assistimos ao momento em que dentro de um avião, algures entre a Europa e a cidade brasileira de São Paulo, Saramago se vira para a mulher e lhe diz: "Tive uma ideia sobre Caim". Pilar, chama a hospedeira e pede: "Por favor uma cerveja, uma cerveja. Estou a ter um ataque de pânico." Bebe a cerveja de um trago. Saramago teve a ideia daquele que acabou por ser o seu último livro.

Arquitecto português apresenta no Rio as casas senhoriais lusas

O arquitecto e historiador português Helder Carita, que se dedica ao estudo da arquitectura e da evolução do seu conceito de espaço, vai ministrar este mês no Rio de Janeiro, na Fundação Casa de Rui Barbosa, um curso sobre as casas senhoriais em Portugal e como evoluíram entre os séculos XV e XIX.

O curso corresponde à segunda parte do ciclo de palestras iniciado em 2009 sobre a casa nobre em Portugal ao longo dos séculos XV a XIX. Nele, será abordada a temática dos programas distributivos, da decoração fixa e do equipamento móvel. Vai analisar temas como os interiores da Idade Média ao Renascimento, o Barroco de D. João V, D. Maria e o neo-classicismo de corte e o Romantismo e os interiores.
 
Helder Carita foi, entre 2000 e 2004, director Pedagógico da Fundação Ricardo Espírito Santo e do Conservatório Nacional de Lisboa. Participou, em 1982, da renovação da Casa dos Bicos, um dos monumentos mais expressivos da capital portuguesa. É autor de "Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal, ou da originalidade e desaires desta arte" e publicações como "Oriente e Ocidente nos interiores em Portugal", "Elementos para o estudo da Casa dos Bicos", "Lisboa Manuelina e a Formação de Modelos Urbanísticos da Época Moderna (1495-1521)" e "Arquitectura Indo-Portuguesa na região de Cochim e Kerala".
 
O curso já tem inscrições abertas e inclui aulas às segundas, quartas e sextas-feiras entre os dias 16 e 27 deste mês, sempre das 18 às 21 horas.

Encerrada sétima edição dos jogos da CPLP


Os VII Jogos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreram na cidade de Maputo, capital de Moçambique, terminaram no passado dia 7 de Agosto (sábado) , no estádio do Maxaquene, depois da confirmação da medalha de bronze aos anfitriões no torneio de futebol (0-0 diante da Guiné Bissau). Portugal obteve ouro neste torneio.

No intervalo, a cerimónia ficou marcada com uma espectacular descida de para-quedas bem como música ao vivo de grupos locais. Durante 10 dias, sete países (Angola, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Timor Leste) disputaram as medalhas do evento.

A oitava edição dos Jogos da CPLP será realizada em Portugal em 2012.

"Culturas cruzadas em português - Redes de Poder e Relações Culturais"

A editora portuguesa Almedina iniciou em Junho a publicação da série Culturas Cruzadas em português - Redes de Poder e Relações Culturais (Portugal - Brasil, Séc. XIX e XX) com o livro Instituições, Diplomatas, Intelectuais e Movimentos, coordenado por Cristina Montalvão Sarmento, professora da Universidade Nova de Lisboa, e Lúcia Maria Paschoal Guimarães, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil).

Um dos capítulos incluídos no livro, escrito por Teresa Rodrigues e Mário Ribeiro (Universidade Nova de Lisboa), tem por título “Dois lados do mesmo sonho. A nova imigração brasileira em Portugal”. Neste texto, os autores têm por objectivo enquadrar a compreensão das migrações entre o Brasil e Portugal no espectro mais amplo das relações entre ambos os países.

Recorrendo a uma análise de cariz sócio-demográfico e reflectindo sobre a importância das redes enquanto “estruturas organizativas”, os autores defendem a tese de que a proximidade cultural entre os dois países funciona como um elemento de incentivo à migração e atribuem aos Estados envolvidos o papel de catalisadores da mobilidade - nomeadamente através da assinatura de acordos bilaterais.
Mais informações no sítio da editora Almedina

Praça de São Francisco, em Sergipe, Brasil, é 24º. sítio de origem portuguesa na Lista do Património Mundial

A praça de São Francisco, em São Cristóvão, a primeira capital de Sergipe, a 23 quilómetros de Aracaju, é o mais novo bem do Património Mundial e tornou-se o 24. sítio de influência portuguesa a entrar na lista da UNESCO. A decisão foi tomada durante a 34ª. sessão do Comité do Património Mundial, que decorreu em Brasília.

O conjunto arquitetónico dessa praça, em que está erigido o Convento de São Francisco, “é um dos mais expressivos remanescentes entre os que foram edificados pela Ordem Franciscana no Brasil Colónia”, refere o documento apresentado pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ao Comité do Património Mundial.
 
O documento diz ainda que A Praça de São Francisco foi a única candidatura apresentada pelo Brasil para entrar na Lista do Património Mundial este ano e, com o seu registo, já são 18 os bens brasileiros que constam na listagem da UNESCO - todos de origem portuguesa, à excecpção de Brasília e das paisagens naturais.
 
Durante a reunião, o presidente do Comité e ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, ressaltou que a inclusão da Praça de São Francisco na lista de Património Cultural Mundial representa “um reconhecimento da singularidade da formação do acervo cultural brasileiro”.

Decisão sobre icnofósseis de dinossauros da Península Ibérica bem recebida por Portugal

A decisão do Comité do Património Mundial de voltar a analisar numa próxima reunião a candidatura dos sítios dos icnofósseis dos dinossauros da Península Ibérica foi considerada positiva pelos representantes de Portugal. “Partimos de um 'não' para um 'sim', só não sabemos o quando”, afirmou o embaixador Fernando Andresen Guimarães, presidente da Comissão Nacional da Unesco.

Na avaliação do representante português, a decisão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconhece o trabalho científico já realizado e abre um nova etapa no processo da candidatura, que permitirá a demonstração inequívoca do seu valor universal.

Portugal e Espanha vão preparar um seminário internacional de peritos, com a participação da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN) e de representantes de outros países, provavelmente no início de 2011, para chamar a atenção para os icnitos de dinossauros da Península Ibérica.
 
Os icnofósseis são uma candidatura extremamente interessante, moderna, dinâmica, diferente e, por isso mesmo, mais difícil”, afirmou Andresen Guimarães, lembrando a resistência de alguns paleontólogos em reconhecer as pegadas dos dinossauros para o interesse mundial. “Alguns paleontólogos estão mais atentos aos fósseis de dinossauros quando se trata de jazidas com ossos”, explicou. “Mas houve muito interesse nesta candidatura. Foi-nos pedido para estudar um pouco melhor a questão da articulação entre os vários sítios e a questão da declaração do valor universal excecional”, acrescentou.
 
A candidatura dos "Icnitos de Dinossáurios da Península Ibérica” inclui oito jazidas em Espanha e três em Portugal – Pedreira do Galinha, Vale de Meios e Pedra da Mua. Numa das trilhas em território português é possível ver pegadas de uma família de dinossauros, havendo vestígios de dois adultos e três jovens animais.
 
Após a 34ª Sessão do Comité do Património Mundial, em Brasília, a lista dos bens de valor universal excecional passou a contar com 911 sítios. Portugal está presente nesta listagem com 13 sítios inscritos, aos quais se acrescentam 24 outros bens de origem portuguesa espalhados pelo mundo. O último a entrar neste rol foi a Praça de São Francisco, em São Cristóvão, no estado brasileiro do Sergipe, cuja inscrição foi aprovada durante a reunião em Brasília.
 
Já a candidatura do Forte de Jesus, em Mombaça, no Quénia, outro bem de influência portuguesa cuja candidatura foi analisada durante a 34ª Sessão do Comité do Património Mundial, deverá ainda ser mais trabalhada para posterior reavaliação.

Três gabinetes portugueses nomeados para o World Arquitecture Festival

Três gabinetes portugueses estão nomeados para o World Arquitecture Festival (WAF), considerado o maior concurso de arquitectura do mundo, que se realiza em Novembro, em Barcelona. A lista dos nomeados, conhecida esta sexta-feira, inclui participantes de mais de 80 países, entre os quais os gabinetes portugueses "Manuel Ventura & Associados", "Promontório Arquitectos" e "Lema Barros + Castelo Branco Arquitectos".

O painel do júri internacional de 65 elementos é composto por arquitectos e críticos de arquitectura, reconhecidos internacionalmente.

O concurso está organizado em 27 categorias, num modelo semelhante aos "Óscares" no cinema, sendo numa primeira fase seleccionados, de entre os milhares de concorrentes, os melhores projectos e edifícios por cada categoria.

Os nomeados serão depois sujeitos a uma eleição para escolher o vencedor da respectiva categoria e, posteriormente, eleger o melhor edifício e o melhor projecto do ano.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A DOCE LÁGRIMA Por Lúcia Helena Pereira



 
 Lúcia Helena Pereira
Poetisa das Flores e do Amor
Cônsul do M.I, Poetas Del Mundo
 
 
 
 
 
A DOCE LÁGRIMA

Lúcia Helena Pereira
(09/08/2010)


Ela escorria da ladeira d´alma
Radiosa como um sol.
Vinha de um cântaro de perfumadas flores,
Docemente deslizando dos meus olhos.

Bem à beira daquela fonte de luz e riacho,
A lágrima passava veloz
Misturando-se à incansável simbiose de águas
Que o segredo buliçoso do momento,
Expandia!

Havia naquela lágrima, uma doçura imensa,
Canção distante no olhar querente
Insatisfeito, magoado, espinho cravado na íris
Ferida ainda aberta, sangrando...

A minha lágrima dorida
É uma fonte imensa de tristeza
Caindo num lago azul, só de flores
Onde anjos banham-se e cantam.

Onde os meus sorrisos de infância?
Onde a felicidade de outrora?
Onde recuperar o passado?
Onde não sofrer buscando explicações?

Desce um véu de luz dos meus olhos,
Inebriante estrela fulge ao longe,
Sinto-a escorregar entre os meus dedos...
É a lágrima contente, a festejar!


AO MEU PAI - NO DIA DOS PAIS - Carlos Morais dos Santos



Depois de uma ausência de postagens desde o dia 24 de Julho por  razões de impossibilidade visual após 3 intervenções ciruúrgicas aos meus olhos, e mais outra cirurgia de coração, recomeço hoje, já quase completamente apto mas ainda com algumas restrições de tempo ao computador.

Quero aproveitar para agradecer comovidamente a muitos dos meus queridos amigos de Portugal e do Brasil, deste especialmente os amigos de Natal,  todas  as mensagens e palavras de comforto e solidariedade, durante este período.

Como síntese da beleza dessa solidariedade e carinho para comigo,  publico aqui mais um dos belos poemas que a excelsa "Poetisa das Flores e do Amor", minha querida amiga  e confreira  Cônsul do M.I. Poetas Del Mundo e do IHG/RN, Lúcia Helena Pereira, de Natal, me dirigiu e me dedicou ainda há poucos dias.

AO CARLOS MORAIS DOS SANTOS
(Por Lúcia Helena Pereira)

Levo-te, humedecido em águas de açucenas,
O meu lenço de organdi branco
Para enxugar a lágrima que por ventura
Venha a rolar do teu olhar magoado.

Nesse lenço, um pouco do perfume de minh´álma
Espargindo pelo ar, num sopro úmido
Da flor que hoje colhi, tão cheia de cor e beleza,
Só para te ofertar.

Hoje, neste dia dos Pais no Brasil (em Portugal o Dia dos Pais é celebrado em dia e mês diferente), quero aqui homenagear meu pai com um poema que lhe dediquei e, através desse poema, homenagear todos os pais do mundo que, amorosamente, souberam ser e são, o grande sustentáculo educador, formador e de amor, constituindo o maior e inesquecível exemplo mais marcante para seus filhos. A todos os pais que, ao lado de todas as mães também exemplares e marcantes, se completaram na construção de novas pessoas humanamente ricas, com base no maior de todos os exemplos de doação de vida: o Amor!      


PAI

Eu me lembro muito bem
PAI
do carinho dos teus olhos
do calor das tuas mãos
do belo som da tua voz

Eu me lembro muito bem
PAI
Da sabedoria das tuas palavras
Do brilho do teu pensamento
Da humanidade das tuas lutas

Eu me lembro muito bem
PAI
da força do teu Saber-Ser
do bom gigante que sempre foste
da generosidade dos teus atos

Eu me lembro muito bem
PAI
Como amaste a liberdade
Como te bateste pelos humilhados
Como defendeste os ofendidos

Eu me lembro muito bem
PAI
Porque em mim estás bem presente
E me ensinas muito para além
Do teu repouso permanente…
Porque tudo em ti é meu também


Eu me lembro muito bem
PAI
Como chorei por não te ter
Ao meu lado naquele dia
De verde-esperança do amanhecer
De uma nova pátria que se abria
Em Abril a florescer
A liberdade e a democracia

Eu me lembro muito bem
PAI
Como arriscaste a liberdade
Em lutas por justa razão
Por amares a igualdade
Dos direitos do cidadão
Por sentires a fraternidade
Em atos de compaixão,
Como sonhaste com a claridade
Que se iluminasse em revolução !

Eu me lembro muito bem
PAI
Das rugas do teu bom humor
No canto dos teus olhos rindo
Do calor do teu grande amor
Das tuas mãos grandes se abrindo !

Carlos Morais dos Santos
Cônsul (Lisboa) do M.I. Poetas Del Mundo
In Sossego Intranquilo
Ed.Hugin, 2003, Lisboa