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Boas Vindas a esta comunidade de Culturas e Afetos Lusofonos que já abraça 76 países

MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS

NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.

TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

1O DE JUNHO, DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES



  


















Hoje, dia 10 de Junho, comemora-se em Portugal, no Brasil e por todas as comunidades portuguesas da diáspora espalhadas pelo mundo, o DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES. É um tempo de celebrações oficiais e de discursos vários, desde as solenidades presididas pelo Presidente da República portuguesa que, este ano, escolheu o Algarve, sua região Natal, como sede das Comemorações, até às celebrações que em Lisboa e por todas as restantes cidadades de Portugal e do mundo assinalam este dia, com festas e discursos de circunstância. 

É também o dia em que se celebra Portugal, atribuindo-se condecorações concedidas pelo Presidente da República Cavaco Silva, às mais representativas personalidades de todos os campos de actividade, que este ano foram selecionadas pelo Presidente da República, enquanto Grão Mestre de todas as Ordens de Condecorações, em que algumas dessas condecorações serão entregues a título póstumo aos representantes daquelas personalidades que, infelizmente, faleceram no decorrer deste ano. 

Sendo o dia 10 de Junho o DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES, portanto, o dia da Pátria, é natural e apropriado que aqui, no Culturas e Afetos Lusofónos celebremos o heroi pátrio e figura maior das letras portuguesas que é CAMÕES, um dos maiores poetas da humanidade, e o maior poeta épico da nossa história e da língua portuguesa. Mas, de Camões e da sua obra se poderá dizer que, se não tivesse  sido considerado o maior épico, seria o maior lírico da língua portuguesa no Renascimento. Por isso vamos dedicar esta publicação de celebração ao 10 de Junho, a Camões e à sua lírica poética,mostrando alguns poemas e fragmentos de poemas.
 





.  









Luís de Camões
.../
Da alma e de quanto tiver
Quero que me despojeis,
contanto que me deixeis
Os olhos para vos ver

...


Acha a tenra mocidade
Prazeres acomodados,
E logo a maior idade
Já sente por pouquidade

Aqueles gostos passados.
Um gosto que hoje se alcança,
Amanhã já não o vejo;
Assim nos traz a mudança
 De esperança em esperança
E de desejo em desejo.
Mas em vida tão escassa
Que esperança será forte?
Fraqueza da humana sorte,
Que quanto da vida passa
Está receitando a morte!



























Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.


Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
Pois consigo tal alma está liada.

Mas esta linda e pura semideia,
Que, como um acidente em seu sujeito,
Assim com a alma minha se conforma,

Está no pensamento cono ideia;
O vivo e puro amor de que sou feito,
como a matéria simples busca a forma.



Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê.


 
























Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

o















Traçar uma Biografia de Camões implica, desde logo, as dificuldades de vários aspectos de sua vida desde o ano e local de nascimento, a sua ascendência completa, até a fases da sua vida, terem ficado sempre com muitas interrogações.


Faremos, aqui, apenas um brevíssimo resumo de sua vida e obra, deixando aos interessados uma pesquisa aprofundada..


Luís Vaz de Camões nasceu em 1524 (?), possivelmente em Lisboa. e faleceu em 1580 em Lisboa. Os seus restos mortais repousam no panteão mais históricamente grandioso que é o Mosteiro dos Gerónimos.



De 1531 a 1541, terá ido estudar para Coimbra, onde foi despertado para os ideais do Humanismo. 


Em 1545, devido a uma relação amorosa com Dona Catalina de Ataíde, dama da Rainha,  teve que abandonar a corte de D. João III. Parte para Ceuta e, em combate, perde o olho direito. 
Entre 1553 e 1568, terá viajado pela África Oriental, Goa, Macau e China. 


Em 1570 regressa a Lisboa.  «Os Lusíadas» são publicados em 1572. Foi-lhe concedida por D. Sebastião uma tença anual de 15 mil reis que só recebeu  durante três anos, pois morre a 10 de Junho de 1580, em Lisboa, na miséria, vivendo de esmolas que se dizia terem sido angariadas pelo seu fiel criado Jau. O seu enterro teve de ser feito a expensas de uma instituição de beneficência, a Companhia dos Cortesãos.



O tema do Amor está presente em toda a poesia lírica Camoniana e assume-se como o princípio fundamental da existência; o Amor é uma aspiração a um objecto inatingível.



A sua maior obra foi “Os Lusíadas”, epopeia que narra e glorifica os feitos heróicos portugueses. Pela grandeza da concepção, realismo das descrições e lirismo de vários episódios, conhecimento técnico, literário, histórico e geográfico, “Os Lusíadas” é uma das obras mais importantes do Renascimento.


Além de Os lusíadas, só três ou quatro poemas de Camões foram publicados durante sua vida. A maior parte da obra lírica, tal como os autos e as cartas, permaneceu inédita. A tarefa de identificar e reunir esse material precioso, a que a celebridade e grandeza do prodígio épico emprestavam aura de objecto de devoção, mobilizou muitos estudiosos ao longo de largos anos.



Camões dominava o latim e o espanhol, e demonstrou possuir um sólido conhecimento da mitologia greco-romana, da história antiga e moderna da Europa e dos cronistas portugueses, e da literatura clássica, destacando-se autores como Ovídio, Xenofonte, Lucano, Valério Flaco, Horácio mas, especialmente, Homero e Virgílio, de quem tomou vários elementos estruturais e estilísticos de empréstimo e às vezes até trechos em transcrição quase literal. De acordo com as citações que fez, também parece ter tido um bom conhecimento de obras de Ptolomeu, Diógenes, Laércio, Plínio o Velho, Estrabão e Pompónio, entre outros historiadores e cientistas antigos. Entre os modernos  estava a par da produção italiana de Francesco Petrarca, Ludovico Ariosto, Torquato Tasso, Giovanni Boccacio e Jacopo Sannazaro, e da literatura castelhana.

Carlos Morais dos Santos

Ouçamos sobre Camões a voz e a música de dois grandes artistas, 
um brasileiro e outro português:


CAMÕES
Jorge Fernando Canta CAMÕES

Um comentário:

  1. Lúcia Helena Pereira10 de junho de 2010 19:51

    Cheguei a declamar Os Lusíadas nos tempos do Curso Ginasial e apaixonei-me pela poseia de Camões.
    Hoje choro e me emociono ouvindo a voz desse belo jovem - Jorfe Fernando - cantando Camões.

    Obrigada!

    L.Helena

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