Boas Vindas a esta comunidade de Culturas e Afetos Lusofonos que já abraça 76 países
MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS
NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.
TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.
Prestamos aqui homenagem ao escritor, antropólogo e cineasta Ruy Duarte de Carvalho que morreu, quinta-feira (12), em Swakopmund, na Namíbia, aos 69 anos.
Ruy
Duarte Carvalho nasceu em Santarém, Portugal, em 1941, e naturalizou-se
angolano em 1975. Antropólogo de formação, doutorou-se pela École de
Hautes Études en Sciences Sociales de Paris com uma tese dedicada aos
pescadores da costa de Luanda, com o título "Ana a Manda" (1989).
Depois
de ter lançado a sua primeira obra literária em 1972, publicou mais de
15 títulos, nas áreas da poesia, ficção, e ensaio. Exerceu a actividade
de professor em várias universidades de Luanda e foi professor
convidado na Universidade de Coimbra (Portugal) e na Universidade de
São Paulo (Brasil).
Das suas obras constam Vou lá visitar
pastores (1999), sobre os Kuvale, sociedade pastoril do sudoeste de
Angola; Chão de Oferta (1972); A Decisão da Idade (1976); Observação
Directa (2000).
Estudou cinema em Londres e realizou diversos documentários sobre as populações do sul de Angola.
Para
além da actividade literária, realizou as longas-metragens Nelisita:
narrativas nyaneka (1982) e Moia: o recado das ilhas (1989).
Em
1989, Ruy de Carvalho recebeu o Prémio Nacional de Literatura e o seu
"Desmedida Luanda, São Paulo, São Francisco e Volta, Crónicas do
Brasil" (Livros Cotovia), recebeu também o Prémio Literário Casino da
Póvoa, atribuído no âmbito do encontro Correntes d'Escritas na Póvoa de
Varzim, em 2008.
Em 2008, passou a residir em Swakopmund, na Namíbia, onde faleceu.
O
estilo barroco, consequência directa da Contra-Reforma, nasceu para
enaltecer Deus de forma grandiosa e apaixonada, utilizando traços
exagerados, redundantes, que prendem o espectador mais pela emoção do
que pela razão. Atribui-se aos mestres da Renascença a criação do novo
estilo, para se opor ao equilíbrio, linearidade e harmonia próprios do
classicismo.
A
origem da palavra barroco é obscura, mas admite-se como explicação
aceitável, que barroco era o adjectivo que designava certas pérolas de
superfície irregular e preço inferior. De qualquer forma há um valor
depreciativo na palavra, que durante muito tempo foi usada para indicar
uma arte e uma literatura "bizarra", "extravagante".
Apesar de
todas as críticas acirradas que lhe foram feitas no século XIX, o
barroco é hoje resgatado como expressão artística e estética válida e
poderosa. De acordo com o escritor e poeta Ferreira Gullar,
Prémio Camões 2010, em O Olhar – Barroco Olhar e Vertigem, o Brasil é
um país barroco, sobretudo nas suas paisagens. Os montes recortados
brasileiros, que tanto influenciaram o arquitecto Oscar Niemeyer,
inspiraram uma das características mais fortes do barroco: a linha
curva, suplantando a linha recta. “O barroco é uma arte essencialmente
retórica, que explora a ilusão de óptica, que conduz ao delírio e à
vertigem e consequentemente à ilusão”, afirma Gullar.
No
Brasil, o barroco, por influência directa de Portugal, floresceu a
partir da descoberta do ouro, em Minas Gerais, tendo atingido grande
esplendor na Bahia, durante o ciclo do açúcar.
Foram as ordens
religiosas - jesuítas, beneditinos, carmelitas e franciscanos - que
trouxeram o barroco para o Brasil. Na Bahia, imperou o barroco das
igrejas douradas. O melhor exemplo do movimento está na Igreja e
Convento de São Francisco, em Salvador, uma das igrejas mais ricas do
país, com o seu interior completamente forrado a folhas de ouro.
Depois
de Salvador, a cidade de Cachoeira reúne o mais importante acervo
arquitectónico no estilo barroco; mas quase todos os municípios da
região - Santo Amaro, São Félix, Maragogipe, Jaguaripe, Itaparica e
Nazaré - guardam também verdadeiros tesouros barrocos.
O
barroco brasileiro foi directamente influenciado pelo barroco
português, porém, com o tempo, foi assumindo características próprias.
O principal representante do barroco mineiro foi o escultor e arquitecto Antônio Francisco Lisboa
também conhecido como Aleijadinho. Suas obras, de forte carácter
religioso, eram feitas em madeira e pedra-sabão, os principais
materiais usados pelos artistas barrocos do Brasil.
Outros artistas importantes do barroco brasileiro foram o pintor mineiro Manuel da Costa Ataíde e o escultor carioca Mestre Valentim.
A
Casa 500 Anos de História de Cabo Frio (município do Estado do Rio de
Janeiro) comemora o sétimo aniversário da sua fundação neste dia
14 de agosto (sábado).
Desde
2003, o Espaço Cultural já registou a presença de mais de 50 mil
visitantes, recebendo cerca de 200 escolas públicas e particulares da
cidade e de outros municípios. Foram mais de 19 mil alunos vivenciando
a história da cidade e 5.882 pessoas que participaram em mais de 60
cursos (História, Pré-história, Teatro, Dança, Música, Cinema/Vídeo,
Fotografia, Pintura, Desenho,Artesanato, Acrobacia circense, entre
outros).
A Casa 500 Anos constitui um
autêntico espaço do saber que oferece cursos, oficinas e vários eventos
artísticos, abrigando um importante acervo permanente, do qual fazem
parte maquetes de monumentos históricos de Cabo Frio, fotos antigas e
actuais da cidade, a exposição "A Construção Territorial do Brasil" e o
"Descobrimento do Brasil" (ambas trazidas de Portugal), acervo de arte
popular e Livros de Actas da Câmara Municipal do Séc. XIX.
Na
programação da comemoração haverá apresentações de música erudita e
popular brasileira, declamação de poesias, apresentação de ballet,
dramatização teatral, capoeira e percussão, entre outros. A entrada é
gratuita e a realização é da Secretaria Municipal de Cultura.
Casa 500 Anos de Cabo FrioRua Coronel Ferreira, nº 141, Portinho Telefones (22) 2646-5973 e (22) 2620-1278.
História
Cabo
Frio é o sétimo município mais antigo do Brasil. Em 1503, a terceira
expedição naval portuguesa para reconhecimento do litoral brasileiro
sofreu um naufrágio em Fernando de Noronha e a frota remanescente
dispersou-se. Dois navios, sob o comando de Américo Vespúcio,
seguiram viagem até à Bahia e depois até Cabo Frio. Junto ao porto da
barra de Araruama, os expedicionários construíram e guarneceram com 24
"cristãos" uma fortaleza feitoria para explorar o pau-brasil, abundante
na margem continental da lagoa.
Em 1512, este estabelecimento
comercial-militar pioneiro, que efectivou a posse portuguesa da "nova
terra descoberta" e deu início à colonização do continente americano,
foi destruído pelos índios tupinambás em função das "muitas desordens e
desavenças que entre eles houve".
A
UP, revista de bordo da TAP, foi considerada pela prestigiada revista
britânica Monocle uma das leituras obrigatórias deste Verão. Já a
revista MING, uma publicação chinesa, destacou a UP como sendo uma das
melhores revistas de bordo do mundo.
"Este reconhecimento
valoriza os diferentes destinos da companhia, em especial o Brasil,
amplamente difundidos na revista", refere a empresa portuguesa em
comunicado.
O suplemento de verão (europeu) da revista Monocle,
designado Monocle Mediterrâneo, sugere a UP entre as leituras
obrigatórias dos meses quentes, lado a lado com publicações como El
Pais, El Viajero e Vogue Living.
Um outro elogio chega da
revista MING, que no artigo intitulado "In-flight Magazine, how far can
it go?", da edição de julho, escolhe a UP para uma "short list" de
revistas de bordo que selecciona como sendo as melhores do mundo.
A
UP tem recebido o reconhecimento internacional desde o seu lançamento
em 2007, tendo-se tornado um instrumento privilegiado para a divulgação
da TAP, com uma imagem renovada e mais moderna.
Além de poder ser lida dentro dos aviões da TAP, a UP pode ser consultada no site http://www.upmagazine-tap.com/ e está também disponível, a partir deste mês, em versão específica para o iPAD, da Apple.
O Teatro Recriarte apresenta a peça “Cartas Portuguesas”, até 15 de agosto. Espectáculo baseado nas cartas de Mariana Alcoforado
para o Cavaleiro de Chamilly (obra-prima do Barroco Português). Rua
Fradique Coutinho, 994 - Vila Madalena, Capital. Ingressos: R$ 10,00.
Sábados, às 20h e domingos, às 18 horas.
A Associação Portuguesa de Desportos
realiza no dia 21 de agosto (sábado), a partir das 20 horas, no ginásio
do clube, o banquete em comemoração do seu 90º Aniversário. O evento
contará com a presença do cantor Gian & Giovani, além da participação especial da Banda.
Os convites poderão ser adquiridos no caixa do clube. Informações e
reservas pelos telefones (11) 2125-9411 / 9400. Valor do convite
individual: R$ 100,00. A Portuguesa de Desportos está localizada na rua
Comendador Nestor Pereira, 33 – Canindé, Capital.
A Casa de Portugal,
na continuidade da suas sessões cinematográficas, fará a projecção de
documentário sobre a trajetória da vida artística da cantora Amália Rodrigues
(1920/1995), que faria 90 anos em julho. A sessão acontece no dia 28 de
agosto, sábado, às 18h00, no Espaço Cultural Biblioteca da Casa de
Portugal, avenida da Liberdade, 602 – Centro, Capital. Telefax: (11)
3209-5554 3342-2104; e-mail –casadeportugalsp@casadeportugalsp.com.br. Entrada: 1 quilo de alimento não perecível, os quais serão doados à Provedoria da Comunidade Portuguesa.
O escritor moçambicano Mia Couto
é o convidado de honra das comemorações dos 20 anos de actividades da
Oficina Cultural Candido Portinari, em Ribeirão Preto. O escritor, um
dos mais conhecidos autores lusófonos, estará presente em mais uma
edição do projeto Prosa de Saberes.
Mia Couto, biólogo de
formação, iniciou sua carreira no jornalismo e consagrou-se à
literatura. Agora é considerado um dos nomes mais importantes da nova
geração de escritores africanos de língua portuguesa. Dotado de um
estilo original e com obras traduzidas em várias línguas, o escritor
contará, no próximo dia 26 de agosto, sua trajetória na 5ª edição do
projecto executado pela Oficina Cultural Candido Portinari, que tem o
formato de "bate-papo" literário.
Prosa de Saberes tem como
principal objectivo a difusão dos Países Africanos de Língua Oficial
Portuguesa - PALOP, em especial por meio da literatura. Desde a sua
criação, em setembro de 2009, participaram do projecto o escritor
angolano João Melo, o sociólogo e poeta moçambicano Luís Cezerilo, o escritor e cineasta caboverdeano Leão Lopes e o ex-embaixador do Brasil para a CPLP, Lauro Moreira.
Neste
mês, o Prosa de Saberes conta com a parceria da Companhia das Letras,
editora do escritor Mia Couto, e do Instituto do Livro de Ribeirão
Preto. A mediação será do jornalista e professor Romilson Madeira.
Serviço
As
inscrições são gratuitas e precisam ser feitas com antecedência na sede
da Oficina Cultural Candido Portinari (R. Visconde de Inhaúma, 490 – 1º
andar – centro) ou pelo e-mail oc.candidoportinari@gmail.com
Mais informações pelos telefones
(16) 3625-6161 (16) 3625-6161 ou (16) 3625-6970 (16) 3625-6970
26 de agosto de 2010 – 5ª feira – às 19h Auditório da Biblioteca Padre Euclides Rua Visconde de Inhaúma, 490 – 1º andar – Centro Ribeirão Preto / SP
Segundo
o documento ‘Inscritos no Ensino Superior: Informação Socioeconómica’,
elaborado pelo Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e
Relações Internacionais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino
Superior, a maioria dos alunos estrangeiros é de nacionalidade brasileira (3813). Seguem-se os angolanos(3587), cabo-verdianos (3544) e moçambicanos (876).
De
países europeus, são os espanhóis os que mais optam pelas instituições
portuguesas para iniciar, continuar ou concluir um curso superior: 679
estavam inscritos no ano lectivo 2008-09. Seguem-se os franceses (584)
e os italianos (334). Mas também há alunos provenientes de países tão
distantes como a Polinésia Francesa (2) ou Vanuatu (1), ambos da
Oceania.
Os brasileiros representam cinco por cento dos alunos do ensino superior português,
num total de 8663 estudantes. No ano lectivo 2008-09 estavam
matriculados 174 mil alunos no ensino superior, dos quais 165.337 de
nacionalidade portuguesa.
O
Brasil já importou muito actor português para sua dramaturgia. Agora, é
a vez de uma novela portuguesa explorar a paisagem nacional. "Laços de
Sangue", uma parceria da Globo com o canal português SIC, terá várias
cenas gravadas no Brasil . A trama é escrita por Pedro Lopez, com supervisão de Aguinaldo Silva, e conta com Susana Vieira no elenco.
Os atores Diana Chaves, Diogo Morgado e Sisley Dias (foto) passaram uma semana em gravações no Rio de Janeiro e São Paulo.
Na
história, o médico João (Diogo) trabalha em missões humanitárias e
viaja para a Amazônia com sua namorada Inês (Diana). Na pele de Inês,
Diana vai sofrer nas mãos de uma irmã má que fará de tudo para
separá-la do amado. A actriz adora o Brasil. "Já conhecia o Carnaval do
Rio, mas agora vi como essa cidade é linda". Sisley Dias interpreta o
assassino Thiago, que foge para o Brasil depois de cometer o crime.
Salvador da Bahia é uma dessas cidades de tipo português (Pedro Cunha)
Há
um “sentido português” na construção de cidades “diversas e sensoriais”
como as capitais brasileiras ou aquelas fundadas por portugueses nos
séculos XVI a XVIII na África ou Ásia, disse o arquitecto Hélder Carita.
Muitas
capitais brasileiras são “tipicamente portuguesas” na sua forma
arquitectónica, afirmou Carita que participa no III Encontro
Luso-Brasileiro de Museus Casas sobre “Espaço, Memória e
Representação”, a decorrer esta semana na Fundação Casa de Rui Barbosa,
no Rio de Janeiro.
“O Brasil tem uma tipologia de cidade
portuguesa: uma baía e zonas altas como acontece tanto em Goa, na
Índia, como na Baía de Todos os Santos em Salvador da Bahia, ou Luanda,
em Angola. Temos o mesmo sentido”, disse Hélder Carita, que se dedica
ao estudo da arquitectura e da evolução do seu conceito de espaço ao
longo dos séculos.
Segundo disse, as cidades fundadas por
portugueses têm “todas uma tipologia muito idêntica, são cidades de
porto e abertas ao comércio”. Este é o método de “fazer à portuguesa”,
explica Carita, ao referir a herança lusa na construção dos espaços
públicos e privados que leva a que, ao visitar cidades como Ouro Preto,
em Minas Gerais, por exemplo, exista a sensação de se estar em Lisboa.
“As cidades reais, tanto em Salvador, como no Rio de Janeiro, Luanda ou
Goa, são capitais que reproduzem a tipologia e organização de Lisboa e
são grandes cidades porto”.
“Se chegarmos à Bahia ou a Minas
Gerais, estamos em Portugal. Temos uma sensação de familiaridade. São
sistemas que não impõem modelos fixos, mas que são sistemas de métodos
construtivos”, ressalta.
Numa comparação histórica com os
espanhóis, estes, segundo Carita, “eram mais rígidos, as suas cidades
[são] todas iguais, enquanto que as nossas são mais flexíveis, mais
diversas e sensoriais”, admite. As cidades de tipo português “são
sempre para ver e serem vistas, são cidades cenográficas”, complementa.
A
partir do próximo dia 16, Hélder Carita ministra, no Rio de Janeiro, um
curso para especialistas sobre as casas senhoriais em Portugal e como
estas evoluíram entre os séculos XV e XIX.
"Não
queria estar na pele da Pilar quando eu desaparecer, mas de toda a
maneira vamos ficar perto um do outro, as minhas cinzas vão ficar
debaixo da pedra do jardim", ouve-se José Saramago dizer no vídeo que o realizador português Miguel Gonçalves Mendes preparou para apresentar na 8ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde o escritor foihomenageado.
"Medo?
Não. A morte para mim é a diferença entre estar e já não estar." José
Saramago, que morreu no dia 18 de Junho, vira-se para a câmara e diz:
"Pilar, encontramo-nos noutro sítio" e apaga uma luz.
Os 40
minutos exibidos na Flip, com cenas que estão incluídas no documentário
"José & Pilar" e outras que não estarão, fazem crer que Miguel
Gonçalves Mendes quis fazer "um filme sobre a intimidade de duas
pessoas extraordinárias", como notou o jornalista e escritor brasileiro
Arthur Dapieve, que conduziu a conversa que se seguiu com o realizador que durante três anos filmou a vida do Prémio Nobel.
A
Tenda dos Autores, um dos locais onde se realizam as sessões com os
escritores e convidados da Flip, estava cheia. "Pilar, vou para casa",
diz Saramago. E vai. Em seguida vê-se o escritor sentado à sua
secretária na casa de Lanzarote, em Espanha, depois de ter colocado um
disco de música clássica no leitor de CD.
Olha
para o computador, encosta-se para trás na cadeira como se estivesse a
pensar, como se fosse difícil o processo de escrita. O espectador ainda
não viu o ecrã. Ele pega no rato, clica: "Este para aqui e este para
ali". De repente, o público desata às gargalhadas. Saramago não está a
escrever um novo livro, José está a jogar paciências no computador.
"Está ganho. As cartas fazem uma espécie de dança" e são boas para
afugentar o Alzheimer, diz. Pouco depois, Pilar aparece, tem que ligar
alguma coisa na secretária onde o escritor está sentado, e ele, com ar
de garoto maroto, dá-lhe uma palmada no rabo. Também os vemos de mão
dada, à noite, sentados no sofá a ver televisão.
Assistimos à
rotina do dia-a-dia, ao casamento, à entrega a Pilar das páginas que
José Saramago vai escrevendo, e a seguir, vemos a espanhola a
traduzi-los para castelhano. A determinada altura as vozes dos dois
sobrepõem-se, lêem os mesmos excertos dos livros em línguas diferentes
(português e castelhano).
Ao contrário de escritores que viveram
a boémia, "a minha vida não tem qualquer espécie de interesse. Onde eu
ponho as coisas que são verdadeiramente importantes é nos meus livros",
afirma Saramago, lembrando que "o tempo aperta" e que quando o tempo
aperta há um sentimento de urgência.
Nos
excertos de "José & Pilar", que ontem no Brasil foram apresentados
mundialmente pela primeira vez (a estreia nos cinemas portugueses está
marcada para Novembro, mas haverá uma apresentação a 14 de Outubro no
DocLisboa), assistimos ao momento em que dentro de um avião, algures
entre a Europa e a cidade brasileira de São Paulo, Saramago se vira
para a mulher e lhe diz: "Tive uma ideia sobre Caim". Pilar, chama a
hospedeira e pede: "Por favor uma cerveja, uma cerveja. Estou a ter um
ataque de pânico." Bebe a cerveja de um trago. Saramago teve a ideia
daquele que acabou por ser o seu último livro.
O arquitecto e historiador português Helder Carita,
que se dedica ao estudo da arquitectura e da evolução do seu conceito
de espaço, vai ministrar este mês no Rio de Janeiro, na Fundação Casa
de Rui Barbosa, um curso sobre as casas senhoriais em Portugal e como
evoluíram entre os séculos XV e XIX.
O
curso corresponde à segunda parte do ciclo de palestras iniciado em
2009 sobre a casa nobre em Portugal ao longo dos séculos XV a XIX.
Nele, será abordada a temática dos programas distributivos, da
decoração fixa e do equipamento móvel. Vai analisar temas como os
interiores da Idade Média ao Renascimento, o Barroco de D. João V, D.
Maria e o neo-classicismo de corte e o Romantismo e os interiores.
Helder
Carita foi, entre 2000 e 2004, director Pedagógico da Fundação Ricardo
Espírito Santo e do Conservatório Nacional de Lisboa. Participou, em
1982, da renovação da Casa dos Bicos, um dos monumentos mais
expressivos da capital portuguesa. É autor de "Tratado da Grandeza dos
Jardins em Portugal, ou da originalidade e desaires desta arte" e
publicações como "Oriente e Ocidente nos interiores em Portugal",
"Elementos para o estudo da Casa dos Bicos", "Lisboa Manuelina e a
Formação de Modelos Urbanísticos da Época Moderna (1495-1521)" e
"Arquitectura Indo-Portuguesa na região de Cochim e Kerala".
O
curso já tem inscrições abertas e inclui aulas às segundas, quartas e
sextas-feiras entre os dias 16 e 27 deste mês, sempre das 18 às 21
horas.
Os
VII Jogos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que
decorreram na cidade de Maputo, capital de Moçambique, terminaram no passado dia 7 de Agosto (sábado) , no estádio do Maxaquene, depois da confirmação da medalha de
bronze aos anfitriões no torneio de futebol (0-0 diante da Guiné
Bissau). Portugal obteve ouro neste torneio.
No intervalo, a
cerimónia ficou marcada com uma espectacular descida de para-quedas bem
como música ao vivo de grupos locais. Durante 10 dias, sete países
(Angola, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Timor
Leste) disputaram as medalhas do evento.
A oitava edição dos Jogos da CPLP será realizada em Portugal em 2012.
A
editora portuguesa Almedina iniciou em Junho a publicação da série
Culturas Cruzadas em português - Redes de Poder e Relações Culturais
(Portugal - Brasil, Séc. XIX e XX) com o livro Instituições,
Diplomatas, Intelectuais e Movimentos, coordenado por Cristina Montalvão Sarmento, professora da Universidade Nova de Lisboa, e Lúcia Maria Paschoal Guimarães, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil).
Um dos capítulos incluídos no livro, escrito por Teresa Rodrigues e Mário Ribeiro
(Universidade Nova de Lisboa), tem por título “Dois lados do mesmo
sonho. A nova imigração brasileira em Portugal”. Neste texto, os
autores têm por objectivo enquadrar a compreensão das migrações entre o
Brasil e Portugal no espectro mais amplo das relações entre ambos os
países.
Recorrendo
a uma análise de cariz sócio-demográfico e reflectindo sobre a
importância das redes enquanto “estruturas organizativas”, os autores
defendem a tese de que a proximidade cultural entre os dois países
funciona como um elemento de incentivo à migração e atribuem aos
Estados envolvidos o papel de catalisadores da mobilidade -
nomeadamente através da assinatura de acordos bilaterais.
A
praça de São Francisco, em São Cristóvão, a primeira capital de
Sergipe, a 23 quilómetros de Aracaju, é o mais novo bem do Património
Mundial e tornou-se o 24. sítio de influência portuguesa a entrar na
lista da UNESCO. A decisão foi tomada durante a 34ª. sessão do Comité
do Património Mundial, que decorreu em Brasília.
O
conjunto arquitetónico dessa praça, em que está erigido o Convento de
São Francisco, “é um dos mais expressivos remanescentes entre os que
foram edificados pela Ordem Franciscana no Brasil Colónia”, refere o
documento apresentado pelo Instituto do Património Histórico e
Artístico Nacional (Iphan) ao Comité do Património Mundial.
O
documento diz ainda que A Praça de São Francisco foi a única
candidatura apresentada pelo Brasil para entrar na Lista do Património
Mundial este ano e, com o seu registo, já são 18 os bens brasileiros
que constam na listagem da UNESCO - todos de origem portuguesa, à
excecpção de Brasília e das paisagens naturais.
Durante a reunião, o presidente do Comité e ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira,
ressaltou que a inclusão da Praça de São Francisco na lista de
Património Cultural Mundial representa “um reconhecimento da
singularidade da formação do acervo cultural brasileiro”.
A
decisão do Comité do Património Mundial de voltar a analisar numa
próxima reunião a candidatura dos sítios dos icnofósseis dos
dinossauros da Península Ibérica foi considerada positiva pelos
representantes de Portugal. “Partimos de um 'não' para um 'sim', só não
sabemos o quando”, afirmou o embaixador Fernando Andresen Guimarães, presidente da Comissão Nacional da Unesco.
Na
avaliação do representante português, a decisão da Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconhece
o trabalho científico já realizado e abre um nova etapa no processo da
candidatura, que permitirá a demonstração inequívoca do seu valor
universal.
Portugal
e Espanha vão preparar um seminário internacional de peritos, com a
participação da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN) e
de representantes de outros países, provavelmente no início de 2011,
para chamar a atenção para os icnitos de dinossauros da Península
Ibérica.
Os icnofósseis são uma
candidatura extremamente interessante, moderna, dinâmica, diferente e,
por isso mesmo, mais difícil”, afirmou Andresen Guimarães, lembrando a
resistência de alguns paleontólogos em reconhecer as pegadas dos
dinossauros para o interesse mundial. “Alguns paleontólogos estão mais
atentos aos fósseis de dinossauros quando se trata de jazidas com
ossos”, explicou. “Mas houve muito interesse nesta candidatura. Foi-nos
pedido para estudar um pouco melhor a questão da articulação entre os
vários sítios e a questão da declaração do valor universal excecional”,
acrescentou.
A candidatura dos "Icnitos
de Dinossáurios da Península Ibérica” inclui oito jazidas em Espanha e
três em Portugal – Pedreira do Galinha, Vale de Meios e Pedra da Mua.
Numa das trilhas em território português é possível ver pegadas de uma
família de dinossauros, havendo vestígios de dois adultos e três jovens
animais.
Após a 34ª Sessão do Comité do
Património Mundial, em Brasília, a lista dos bens de valor universal
excecional passou a contar com 911 sítios. Portugal está presente nesta
listagem com 13 sítios inscritos, aos quais se acrescentam 24 outros
bens de origem portuguesa espalhados pelo mundo. O último a entrar
neste rol foi a Praça de São Francisco, em São Cristóvão, no estado
brasileiro do Sergipe, cuja inscrição foi aprovada durante a reunião em
Brasília.
Já a candidatura do Forte de
Jesus, em Mombaça, no Quénia, outro bem de influência portuguesa cuja
candidatura foi analisada durante a 34ª Sessão do Comité do Património
Mundial, deverá ainda ser mais trabalhada para posterior reavaliação.
Três
gabinetes portugueses estão nomeados para o World Arquitecture Festival
(WAF), considerado o maior concurso de arquitectura do mundo, que se
realiza em Novembro, em Barcelona. A lista dos nomeados, conhecida esta
sexta-feira, inclui participantes de mais de 80 países, entre os quais
os gabinetes portugueses "Manuel Ventura & Associados",
"Promontório Arquitectos" e "Lema Barros + Castelo Branco Arquitectos".
O
painel do júri internacional de 65 elementos é composto por arquitectos
e críticos de arquitectura, reconhecidos internacionalmente.
O
concurso está organizado em 27 categorias, num modelo semelhante aos
"Óscares" no cinema, sendo numa primeira fase seleccionados, de entre
os milhares de concorrentes, os melhores projectos e edifícios por cada
categoria.
Os nomeados serão depois sujeitos a uma eleição para
escolher o vencedor da respectiva categoria e, posteriormente, eleger o
melhor edifício e o melhor projecto do ano.
Depois de uma ausência de postagens desde o dia 24 de Julho por razões de impossibilidade visual após 3 intervenções ciruúrgicas aos meus olhos, e mais outra cirurgia de coração, recomeço hoje, já quase completamente apto mas ainda com algumas restrições de tempo ao computador.
Quero aproveitar para agradecer comovidamente a muitos dos meus queridos amigos de Portugal e do Brasil, deste especialmente os amigos de Natal, todas as mensagens e palavras de comforto e solidariedade, durante este período.
Como síntese da beleza dessa solidariedade e carinho para comigo, publico aqui mais um dos belos poemas que a excelsa "Poetisa das Flores e do Amor", minha querida amiga e confreira Cônsul do M.I. Poetas Del Mundo e do IHG/RN, Lúcia Helena Pereira, de Natal, me dirigiu e me dedicou ainda há poucos dias.
AOCARLOS MORAIS DOS SANTOS
(Por Lúcia Helena Pereira)
Levo-te, humedecido em águas de açucenas,
O meu lenço de organdi branco
Para enxugar a lágrima que por ventura
Venha a rolar do teu olhar magoado.
Nesse lenço, um pouco do perfume de minh´álma
Espargindo pelo ar, num sopro úmido
Da flor que hoje colhi, tão cheia de cor e beleza,
Só para te ofertar.
Hoje, neste dia dos Pais no Brasil (em Portugal o Dia dos Pais é celebrado em dia e mês diferente), quero aqui homenagear meu pai com um poema que lhe dediquei e, através desse poema, homenagear todos os pais do mundo que, amorosamente, souberam ser e são, o grande sustentáculo educador, formador e de amor, constituindo o maior e inesquecível exemplo mais marcante para seus filhos. A todos os pais que, ao lado de todas as mães também exemplares e marcantes, se completaram na construção de novas pessoas humanamente ricas, com base no maior de todos os exemplos de doação de vida: o Amor!
Fiquei muito feliz e contente por receber mais este artigo de crítica literária de Astier Basílio do JORNAL DA PARAÍBA, sobre a minha muito querida amiga de longa data, a brilhante poeta Marize de Castro, de Natal-RN - Brasil e, por isso, não resisti a transcrever aqui esse artigo.
Recordo, a propósito, que aqui, no CULTURAS E AFETOS LUSÓFONOS, já rendemos justo Tributo de Homenagem a esta poetisa que é, seguramente, um dos mais iluminados valores da jovem pooesia do Rio Grande do Norte, mas aproveito mais este reconhecimento aqui registado no Jornal da Paraíba, para publicar um poema inédito meu que, ainda à espera de ser incluído no meu próximo livro (quase pronto) de poesia, dediquei à minha querida amiga Marize de Castro, poema que colocarei depois deste artigo que lhe foi dedicado a propósito do seu mais recente livro " Lábios-Espelhos" , lançamento que, oportunamente, também noticiámos aqui. Carlos MS
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