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Boas Vindas a esta comunidade de Culturas e Afetos Lusofonos que já abraça 76 países

MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS

NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.

TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Silvino Potêncio, poeta português de Trás-Os-Montes, radicado em Natal,RN-Brasil há 31 anos








Carlos Morais dos Santos
Prof. Universitário (Apos.)
Escritor, poeta, fotógrafo
Cônsul da S.I. Poetas Del Mundo 


É com muito gosto que publicamos hoje o nosso conterrâneo, escritor e poeta Silvino dos Santos Potêncio que, como nós, se encantou por Natal,RN - Brasil, onde optou por residir desde há 31 anos. Nós descobrimos Natal mais tarde, em 1992, depois de já termos visitado uma grande parte deste Brasil e só decidimos construir ali a nossa residência (agora, de seis meses por ano) em 2010, apesar de desde 1992 termos passado todos os anos uma parte das nossas férias nesta cidade encantadora. É que, desde 1992 passámos a ter um grande motivo mais para "ficarmos" em Natal: aqui se instalou um filho nosso, casado com uma querida potiguar, que nos deram dois maravilhosos netos potiguares.

Desde então,  Selma e eu, aqui constituímos  na Capital do Sol um enorme património de afetos, sobretudo, entre a comunidade de poetas, escritores e artistas, e nos temos associado à vida cívico-cultural da cidade e do estado. E foi através dessas nossos relações que viemos a descobrir o nosso conterrâneo, também poeta e escritor Silvino Potêncio.

Silvino Potêncio é um desses portugueses transmontanos que com a força da sua personalidade e dos seus talentos, tem marcado a sua presença em Natal, quer através das suas actividades profissionais ligadas ao mundo empresarial e de negócios, quer através do seu labor de escritor e poeta em que se distingue por um estilo muito próprio e singular marcado pelo humor espontâneo (às vezes,  mordaz) e pela linguagem que recupera os modos de expressão populares da sua região de origem e das suas influências de África, onde parte do seu coração, ainda mora.

Silvino Potêncio reflecte em seus escritos, a natureza de Trás-Os-Montes - Portugal, região que pela sua enorme beleza agreste e montanhosa, tem inspirado tantos talentos nas letras como o genial Miguel Torga, o grande poeta e escritor português que várias vezes foi proposto para ser candidato ao Prémio Nobel e que, com os cantos telúricos da sua poesia onde  esculpe liricamente  as paisagens de Trás-Os-Montes, as emoções e os sentimentos de um nordestino português, deixou uma obra que sendo bem portuguesa, tem um alcance e significado profundamente universal que o imortalizaram.

Eis, aqui, em poema e em crónica, o escritor e poeta Silvino dos Santos Potêncio, português das montanhas do nordeste transmontano de Portugal, e da diáspora, que também se expressa nessa mesma linguagem telúrica  que fala da terra e das gentes, das suas paixões e dos seus dramas, mas também dos seus estados de humor crítico e mordaz, sem enjeitar a linguagem da terra e dos homens que a habitam sentindo o seu pulsar nas suas dores, esperanças e sonhos que também são de Silvino Potêncio, como são de todos nós.
  
SILVINO DOS SANTOS POTÊNCIO,

Naturalidade: 04.11.1948, Aldeia de Caravelas - Mirandela, Portugal.
- Emigrante Transmontano da Aldeia de Caravelas/Mirandela - Portugal. O autor publicou alguns artigos de sua autoria no Jornal O Mundo Português - RJ, ligados a actividade turística e negócios no RN na década de 80. - Presentemente actua como Consultor de Empresas Nacionais e Internacionais, na cidade de Natal-Brasil.
- Após a instrução primária na Aldeia de Caravelas, freqüentou o Colégio "Externato Trindade Coelho - Macedo de Cavaleiros" e o LICEU NACIONAL DE BRAGANÇA - PORTUGAL., já no ano de 1966, freqüentou o COLÉGIO VASCO DA GAMA e LICEU NACIONAL SALVADOR CORREIA em Luanda - Angola.
- No ano de 1969 foi alistado na EAMA – Escola de Aplicação Militar de Angola. - De volta a Luanda, e até ao ano de 1975, realizou e completou diversos cursos de graduação profissional e acadêmica. ... Mudou-se para Natal no Brasil em 1979, onde reside actualmente.
- Na literatura mantém a sua identificação cultural e afinidade profundamente...
 arraigada com a cultura lusitana original do Galaico-Duriense como um todo, porém com especial dedicação e incidência sobre as origens dos usos e costumes das terras Altas Transmontanas.
- Embora acabe por sofrer a influência directa da cultura local, das terras por onde tem passado, com os seus múltiplos efeitos e o entrosamento familiar como conseqüência, ainda se mantém - dentro do possível - fiel às suas origens.
- Autor de algumas crônicas virtuais (em boa parte já publicadas) intituladas por nomes como o de "CATRAMONZELADAS" ®, "OS NÏZCAROS" ®. "OS GAMBUZINOS" ®... o autor acrescenta em cada uma a sua experiência pessoal directamente relacionada com esse mesmo pensamento ideológico.
No livro de poemas, publicado apenas como uma edição reduzida (esgotada) a uns quantos exemplares e distribuído entre colegas e amigos da época (período de 1970-1972) com o nome de "Eu, o Pensamento, a Rima..." - esta edição original tem algumas ilustrações assinadas por "D. Brandão" - então Furriel Miliciano e camarada de armas do autor.
Em projeto estão: Poesias Soltas, Crônicas da Emigração, Os Gambuzinos, “Estórias de Um Caixeiro Viajante”, Os Nizcaros (Sátiras Politicas da Actualidade)...

Endereços para contacto:
Silvino Dos Santos Potêncio
Rua Vigario Bartolomeu, nº 635 – S/102 – Cidade Alta
59025-100 – NATAL/RN – BRASIL
Email:sspotencio@yahoo.com.br
MSN: ss_potencio@hotmail.com
Blog: http://zebico.blog.com
http://osgambuzinos.blog.com
http://osnizcaros.blog.pt
Pagina: www.potencio.multiply.com

Minuto a Minuto...

Sinto morrer dentro de mim,
A cada minuto de espera;
Algo bom que chega ao fim,
Apenas deixando quimera

Quis ter em minhas mãos o seu destino,
Como se isso me fosse concedido.
Errei uma vez mais o meu caminho,
E assim viverei... eternamente iludido!

Cada dia que passa é sonho infindo,
Cada hora de vida é uma loucura
Minuto a minuto eu fico sentindo,

Levar de mim grande amargura,
Como água que na terra vai sumindo,
Transformando o meu ser em pedra dura!

(In: Eu, O Pensamento, ... A Rima!) De: Silvino S. Potêncio
Todos os Direitos Autorais Reservados ao Autor
_________________________________________________________________________
<<..."O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam por ela."...>>( Arnold Toynbee)
De: Silvino Potêncio,...      ® Os Gambuzinos (278)
>>   As Guerras “Antoninas Luz & Tanas”

“...Nos tempos das fidalguias,
Das nossas Forças Armadas,
Em muito quartel existia,
Dois de Paus... e Reis de Espadas!...”  

Talvez por condão ou mera coincidência, a especialidade que nos foi atribuída, ao terminarmos o nosso tempo de “recrutamento e treino” na Escola de Aplicação Militar de Angola, foi a de “escriba amanuense” cujo símbolo é uma “Pena e uma Espada”.

Passaram-se os tempos, mudaram-se as vontades, perdeu-se o viço, gastou-se a pujança... mas ficou-nos o arquivo da massa cinzenta onde, pelo próprio nome, alegóricamente, tudo acaba em cinzas. - Tudo não passa de quimeras soltas ao vento da liberdade, que cada um conquista ao longo dos anos... A escrita, seja qual for o estilo adoptado, tem mil uma nuances de fantasia, de imaginativas situações que são expressas, mostradas ao público, de acordo com o divagar (uns vão di vagar outros vão mais di pressa!!!)... dos pensamentos do seu criador. Daquele que lhes dá vida e acende o interruptor para dar à luz mais um rebento, que... a bom pensar tanto pode ser um aborto da natureza como pode ser uma “Best seller” e por falar em “bestas”, queremos deixar aqui este nosso registro sobre dois nomes tipicamente Luz & Tanos, ou sejam; aqueles nomes que dão luz!

Nomes que quando dão à luz, na verdade iluminam a quem os cerca porém... entre eles há os que ao darem à luz, provocam uma grande escuridão! É um apagão tão grande que às vezes leva anos... muitos anos, para se fazer luz de novo!...

- Olha... Fernandinho, já estás na idade de ir p’ró seminário!...
Aatão prepara-te lá, e arruma a trouxa... c’amanhã vais p’ra Cuimbra.
- Não mãe, eu não quero ir!!!... (respondia-lhe o “puto”).
Lá em Cuimbra só tem “doutores” e eu não gosto daquilo.
Não adianta reclamares... já está decidido!... tens que ter um canudo, e se não podemos pagar o colégio, então aceitamos uma ajuda do Sá Cristão, que é Amigo do Padre da Igreja da Graça e prontos... tens que ir!... está dito!

E assim o Fernando que também era Bulhões... foi para “Cuimbra” e lá se formou em Direito, duplamente qualificado. Dizemos duplamente porque ele estudava advocacia, a arte de bem mentir ao falar a verdade, e estudava tudo tão direito, que o Papa ao saber das habilidades do "ganapo", lá o mandou emigrar para Itália, onde se hospedou eternamente na cidade de Pádua.

Este emigrante Português de nascimento, ao aceitar o convite do Santo Papa exigiu e ganhou a primeira guerra dele... só vou emigrar, se me mudar de nome!... dizia ele na bula que mandou ao Vá ticano.
- E este lhe atribuiu logo não só o nome, como até lhe deu uma Comenda,  a de Santo António!!!... e como ele morava em Pádua, ficou a guerra que dura até hoje...: quando estamos em Itália, rezamos ao Santo António dos Italianos, e quando visitamos Portugal, rezamos ao Santo António de Lisboa. – Só para lembrar aos leitores, esta guerra começou em 1.195, portanto Portugal ainda tinha Rei de Espadas, o Ti Dom Afonso Henriques, que também gostava muito de viajar e migrar para a terra das Uvas Mouriscas.

Anos mais tarde, ali pelas bandas de Santa Comba Dão... (tudo de Graça) o rapazote, terminou a instrução primária, que era de primeira mas só acabava na quarta classe!... A Mãe do dito cujo, foi à horta e chamou o rebento com bons modos como toda a Mãe sabe fazer;
- Olha... Toninho!... vem cá!
- Meu filho... limpa as “botas” – ele andava sempre de botas para ir buscar os tomates, e outras hortaliças porque naquele tempo ele acreditava que a alimentação orgânica era a melhor! - Tanto é que, anos mais tarde ele implantou no Estado Novo a tal República Orgânica (de organizada) e Política da Ná São...mas voltemos ao início do começo desta guerra orgânica.

Oh Mãe vou limpar as botas p’ra quê?!... daqui a pouco tenho que lá voltar à terra p’ra regar os grabanços... aatão depois tenho que as limpar de nobo!?...
- voismecê não sabe economizar, Mãe... temos que poupar água!...
-  Olhe que no futuro, ela ainda vai faltar... bai a ber!!!
Não é nada disso “botas” ... quero dizer, meu Filho Toninho!!!...
Eu quero que tu vás p’ra Cuimbra... p’ro Seminário... está bem?
- Não Xeñora... não quero ir a estudar p’ra Padre... eu quero é plantar tumátes!
Um dia havemos de ser os maiores produtores de tomates do mundo Luz & Tano (*) e se eu for p’ro seminário lá não tem tomates... além disso andam todos de sandálias, e eu quero andar de “botas”...
Não Senhor!!!... tens que ir p’ra Cuimbra e se não quiseres estudar Direito, então escolhe outro curso... nem que seja torto, mas tens que estudar... já te disse, e prontos!
- Mas... oh Mãéééeee... veja bem;  é que lá em Cuimbra só tem “doutores” e eu não gosto de ensinar a quem sabe mais do que eu!... Eu quero é aprender a arte de falar bem aquilo que os outros falam mal de mim, carago!
Não adianta reclamares!... sabemos que aqui na terra não se passa da cepa torta... e tu tens tudo para a endireitar!
Vai lá... vai lá, limpa as “botas” e arruma aquela ardósia nova que te comprei em Vá Longo... leva também aquele lápis de pedra preta... melhor... leva dois ou três lápis de pedras coloridas que se acham no fundo do ribeiro. São prácticos e são baratos!
Ah ... bem!... se é p’ra estudar Economia em vez de “Padraria” (era a arte de estudar p’ra padre) então eu vou!

E assim o Ti António De Oliveira Salazar, um bom Santo Homem para todos os Portugueses – foi até Professor, Doutor, Presidente do Conselho e de todos os Concelhos, de todos os Ministros... todos!... ele foi o mais “MAIOR” guerreiro que já se teve noticia! – Dizem até que ele anda agora a meter uma Cunha lá em cima, no Vá Ticano que é p’ra ser Cano Nizado, ou seja um Santo Antonio de Santa Comba Dão... tudo de graça. (sim porque meter a Cunha lá em baixo no fundo do Inferno já está LÁ o Cunhal...)
Esta guerra ainda não acabou! – Por isso vos contaremos o resto depois dela acabar...    

Em Abril de 1910 lá pelas berças de Estremoz, já quase na Raia de España, nascia um rebento que, pelo seu nome de António, e também pela sua índole, viria, anos mais tarde, a rebentar com a República.

Aos quatro anos de idade já brincava de “soldadinhos de chumbo” e por ideologia, enquanto comia umas alcagoitas torradas no calor do Além Tejo, ele copiava dos “canhões” Alemães que assoberbavam o mundo Europeu a ponto de deflagrar a Primeira Guerra Mundial onde, como todos sabem o maior Guerreiro foi o nosso conterrâneo Ti Milhões, de quem já vos falei aqui algumas vezes, e assim o Toninho, Alentejano de Estremoz, ele se tornou um Germanófilo ferrenho (é aquele soldado feito a ferro e fogo, mesmo sendo apenas de chumbo).
Foi mandado p’ra Lisboa para estudar no colégio dos Meninos da Luz e por isso cremos que ele poderia vir a ser mais um António Guerreiro Luz & Tano... e foi!
- Quando atingiu a graduação de General, foi mandado em missão ao Ultramar, aonde ele começou a escrever um Livro cujo lançamento ainda está em formação!... Portugal que Futuro??? – nós diríamos ... só Deus sabe!!!
- E então eis-nos chegados ao quartel do CABEÇO DE BOLA ...
... voismecê Xô General me desculpe mas não concordo que esta guerra se ganhe na Política. – dizia o home do poleiro...
A guerra tem que se ganhar no campo de batalha... como o fizeram sempre os nossos guerrilheiros home de Deus! – respondia-lhe o ajudante de Campo!
- Ná senhôri... cumpádi...
- ê cá na concordo!... nim cum voismecê!...NIM C’UELE...  até purquê ê inté já estive lá a comandar a tropa... ê cá sei muito bem c’a guerra é daqui do Gabinete, carago!
Olhe!... vá lá em Sã Bento e digue-lhe ó home das “botas”, que nós na cremos mais nessa conversa de ir p’ra Angola em Força, home!...

Os anos foram se passando e esta guerra continuou; de um lado o Alentejano António dizia que a guerra era em Lisboa... e o Ti António de Santa Comba Dão, insistia que a guerra era no Ultramar.
Guerra vai,... guerra vem!!!... e eis que, chega agora um outro “António” que, ao vestir a pele de LOBO,... ele que, sendo Médico Psiquiatra (entenda-se: é aquele médico que tem por especialidade a ciência da maluquice) como não tinha mais nada para escrever a favor da guerra dos outros “Antónios” ele, acabou de publicar u m novo livro ao qual não deu o nome porque se trata de um “LIVRO DE FIQUE SÃO”!!!...
Oh Ti Antunes!... essa não lembraria nem ao Diabo que o carregue lá p’ro quinto  dos infernos!... dizer que matou a soldo da sua vontade de ir passear na Ponta da Ilha ou passar um fim de semana na Ilha do Mussulo?!...
Coitados dos vindouros quando lerem todas essas barbaridades a seu respeito, home de Deus!!!...
Olhe... aceite o nosso conselho.
Faça auto-hemoterapia, faça auto-análise, faça-nos a todos EX COMBATENTES... um grande favor!
Recolha-se aos seus aposentos no “Alfredo de Matos”... e só saia de lá quando os burros perderem as penas... de preferência no dia de São Nunca...à tarde, pela hora das Ave-Marias. – Talvez nessa hora alguém declare que a guerra acabou!      
 (*) Portugal é atualmente o 5° maior produtor de Tomates com 3% da produção mundial de tomates e derivados.
Silvino Potencio - Emigrante Transmontano.
O Home de Caravelas - Mirandela – Ex Combatente – Ex Retornado – Ex Patriado do Principado da Pontinha – Ex Pulso do IARN Algarvio.  http://osgambuzinos.blog.com
   



terça-feira, 14 de setembro de 2010

6º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora

Os Compositores

O nome de Ignácio Parreiras Neves aparece pela primeira vez numa relação de membros da Irmandade de São José dos Homens Pardos, em Vila Rica, onde consta o seu ingresso em 16/4/1752. A partir de 1760, a sua atuação se deu como regente nas “Festas Oficiais do Senado da Câmara” e nas Irmandades de Nsa. Sra. das Mercês dos Perdões, entre 1776 e 1782, e na de São José.

Em quase todos as documentos onde seu nome está mencionado, I.P. Neves aparece como tenor ao lado de Francisco Gomes da Rocha (contralto) e Florêncio José Ferreira Coutinho (baixo). Este conjunto foi ativo durante mais de 15 anos, em Vila Rica, onde os coros para as solenidades cotidianas eram formados apenas pelas quatro vozes solistas, sendo que a voz de soprano era normalmente cantada por um tiple, ou seja, um menino cantor, que era substituído sempre que mudava de voz.

Da obra de Ignácio Parreiras Neves pouco restou. Há uma referência a uma composição fúnebre pela morte de D. José I, regida pelo compositor na ocasião, em 1787, que teria sido concebida para 4 coros, 4 baixos (violoncelos e contrabaixos?), 2 fagotes e 2 cravos. Esta composição encontra-se perdida. Restaram-nos apenas três exemplos de sua produção que são os seguintes:

• Antífona de Nsa. Senhora: Salve Regina, sem data, para 4 vozes, violinos I e II, Trompas I e II, e Baixo instrumental.
• Credo, para 4 vozes, Violinos I e II, Viola, Trompas I e II, e Baixo instrumental, também sem data.
• Oratória ao Menino Deus Para a Noite de Natal, s. d., para vozes solistas (Soprano I, Soprano II e Baixo), Coro a 4 vozes, Violinos I e II, e Baixo instrumental.

Da última peça restam apenas fragmentos, dos quais foi possível a reconstituição somente dos coros de abertura e de conclusão da obra, pois embora existam indicações musicais suficientes para a reconstrução da obra na sua íntegra, o texto encontra-se muito incompleto tratando-se de um auto de natal anônimo desconhecido em língua vernácula.

Portanto, as duas obras apresentadas nesta gravação são os dois únicos exemplos completos de sua produção. O Credo foi reconstituido por Francisco Curt Lange e a Antífona da Nsa. Sra. foi publicada pela coleção “Música Sacra Mineira”, do INM/FUNARTE.

Francisco Gomes da Rocha nasceu em Vila Rica, provavelmente em 1754. A partir de 1766, atuou nas lrmandades da Boa Morte, na Matriz de Nsa. Sra. da Conceição de Antônio Dias e na de S. José dos Homens Pardos. Em todas elas ocupou cargos importantes como o de escrivão e tesoureiro. Apresentou-se como regente e contralto em inúmeras festividades, durante quase toda a segunda metade do século XVIII. Foi também timbaleiro da tropa de linha, conforme o recenseamento de 1804, no qual consta que o compositor teria a idade de 50 anos.

Amigo de José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, foi por ele designado para cobrar seus haveres ganhos na Ordem 3ª do Carmo, quando o compositor se mudou para o Rio de Janeiro. Vários manuscritos de Lobo de Mesquita que chegaram até os nossos dias estão com a assinatura de propriedade de Francisco Gomes da Rocha. Como no caso de Parreiras Neves, a produção de Gomes da Rocha que chegou até os nossos dias é bastante reduzida. Apenas três obras completas sobreviveram aos tempos. São elas:

• Invitatório a 4, s. d., para 4 vozes, Violinos I e II, Trompa I e II, e Baixo instrumental.
• Novena de Nsa. Sra. do Pilar, em 1789, para 4 vozes, Violinos I ell, Viola, Trompas I e II, e Baixo instrumental.
• Spiritus Domini a 8, 1795, para 2 coros a 4 vozes, Violinos I e II, Viola, Trompas I e II, e Baixo instrumental.

A obra apresentada nesta gravação é a sua composição mais elaborada. O Spiritus Domini a 8 é, na verdade, o primeiro responsório das “Matinas do Espírito Santo”, para o dia de Pentecostes. Nesta obra podemos observar que o compositor desenvolveu um estilo bastante refinado dentro do gosto da época. A orquestração é brilhante e mantém-se relativamente independente das vozes, o que representa um avanço estilístico em relação às obras de Parreiras Neves. Francisco Gomes da Rocha faleceu em 1808. A transcrição dos manuscritos utilizados na presente gravação foi realizada por Francisco Curt Lange.

O Pe. José Maurício Nunes Garcia (1765-1830) foi o mais importante compositor brasileiro do período colonial. Toda a sua trajetória como músico e compositor deu-se no Rio de Janeiro, onde nasceu. Sua obra, certamente influenciada pelos compositores mineiros que o antecederam, constitui-se no maior acervo de música religiosa do período no Brasil, apesar de uma grande quantidade de manuscritos terem desaparecido.

Quando da chegada da Corte Portuguesa ao Rio, em 1808, o Pe. José Maurício ja era um compositor estabelecido com uma considerável produção, inclusive não religiosa. A partir de 1808, o seu trabalho sofre uma mudança estilística tornando-se mais operístico, conforme era o gosto da capela real portuguesa.

Nossa senhora da Glória - venerada em Portugal e no Brasil

A devoção dos habitantes do Rio de Janeiro a Nossa Senhora da Glória surgiu no início do século XVII, alguns anos depois da fundação da cidade, quando no ano de 1608, um português de nome Ayres colocou uma pequena imagem da Virgem numa gruta natural existente no morro do Leripe. Nos finais desse mesmo século, levantou-se no local uma ermida, que seria reconstruída no início do século XVIII tendo a sua construção finalmente sido terminada em de 1739.

A devoção a Nossa Senhora da Glória cresceu em popularidade e prestígio após chegada da família real ao Rio de Janeiro, em 1808. D. Carlota Joaquina tornou-se particularmente devota desta Senhora e em 1818, mandou restaurar o pequemo templo setecentista.

Segundo uma descrição romântica da época, citada por Marsilio Cassoti, em Carlota Joaquina: o pecado espanhol, “ficava a Igreja poética e deliciosamente fora da cidade, no terraço de um morro altaneiro e verdejante, em redor do qual se tinha fixado muita gente nobre e rica…Permitia a plataforma uma vista em panorama sobre a Baía da Guanabara”

Não só Carlota Joaquina era devota da Senhora da Glória, como toda a família Bragança o veio a ser posteriormente. O templo tornou-se num dos lugares preferidos de oração de D. Leopoldina de Áustria, mulher de D. Pedro (o futuro D. Pedro I do Brasil, IV de Portugal), a sua filha promogénita foi baptizada com o nome de Maria da Glória naquela mesma igreja (a menina será mais mais tarde a Rainha D. Maria II de Portugal) e a partir de então todos os Bragança, nascidos no Brasil, foram consagrados na Igreja.

“Jornal da Band” estreou ontem série de reportagens "No coração de Portugal"

O "Jornal da Band", da TV Bandeirantes, começou ontem a transmitir uma série de reportagens chamada "No coração de Portugal".

De norte a sul do país, o repórter Sérgio Gabriel e o coperador de câmara Anísio Barros percorreram dois mil e quinhentos quilómetros em busca das origens, semelhanças e diferenças entre portugueses e brasileiros.

Na série, vai conhecer Trás-os-montes, região de onde veio a maioria dos imigrantes que desembarcaram no Brasil, e o ‘mirandês’, um idioma diferente do português oficial, mas também falado pelos lusitanos.

A série mostra ainda o Alentejo, com suas fontes de energia renováveis que convivem lado a lado com cidades históricas, e o Algarve, terra dos navegadores que descobriram o "Novo Mundo" e paraíso do verão europeu.

O "Jornal da Band" é emitido de segunda a sábado às 19h10, hora de Brasília.

VII Encontro das Fundações da CPLP

Com a presença do embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro, abriu na noite do dia 12 passado, em São Paulo, o VII Encontro das Fundações da Comunidade dos Países de Lìngua Portuguesa - CPLP.

O Encontro - organizado pelo Centro Português de Fundações, o GIFE (Grupo de Instituições, Fundações e Empresas) e Fundação Roberto Marinho - decorre até dia 16 e terá sessões em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Tema em debate: "Diversidade para a Transformação - Papel das Fundações no Desenvolvimento Social". Objectivo central: desenvolvimento de projectos sociais nos países membros da CPLP.

A sessão de abertura decorreu no Museu da Língua Portuguesa e contou com a presença de cerca de uma centena de representantes de diversas instituições e fundações dos países de língua portuguesa, incluindo Emílio Rui Vilar, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e do Centro Português de Fundações, Denise Aguiar, presidente da Fundação Bradesco e do Conselho do GIFE, António Carlos Sartini, director do Museu da Língua Portuguesa, Nelson Savioli, superintendente da Fundação Roberto Marinho, e José Guilherme Queiroz de Ataíde, Cônsul-Geral de Portugal em São Paulo.

domingo, 12 de setembro de 2010

A viagem medieval de Santa Maria da Feira, norte de Portugal

A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria é o maior evento de encenação da Europa medieval. Acontece anualmente durante dez dias consecutivos no centro histórico de Santa Maria da Feira, no Norte de Portugal, atraindo cerca de 50,000 visitantes por dia.

Com características únicas no país, este projecto distingue-se pela precisão histórica, dimensão (espacial e temporal) e envolvimento da população e associações locais, fortificando a sua identidade e sentimento de pertença, e mobilizando uma equipa de mais de mil pessoas de várias localidades, das quais 250 são voluntários.

Centrada em reconstruir episódios e eventos que marcaram a história local e nacional durante a Idade Média, a Viagem Medieval acontecia inicialmente perto do castelo, mas rapidamente se expandiu para todo o centro histórico e área circundante.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

VIAGEM NO INTERIOR DUMA ESTRELA - Poema de Carlos Morais dos Santos







Fotos de 
Carlos M. Santos



Longa foi a viagem no espaço e no tempo

Ao interior da estrela cintilante, fora de rota

No pouso se desmantelou a nave resistente

Eu, sem bússola, em campo magnético astral

Astronauta transviado da rota dos planetas

Animal dos astros de acessos impossíveis

Me transmuto em metais raros que se fundem

Em outros materiais até agora desconhecidos

Resistentes ao tempo e aos espaços siderais


A viagem prossegue atravessando nebulosas

De poeiras estrelares rasgando eternas noites

Confirmo que há mais vida no interior da estrela

Que nos planetas habitados borbulhando agitações!


Que importa a nave, agora, se é a estrela que viaja

E eu, astronauta, atravesso o espaço sem tempo

E o tempo sem espaço, porque é todo o universo

Que se percorre inteiro em cada lapso de momento

Sem ter um princípio nem um fim. E tudo é diverso.

Viagem sideral só com luz cintilante e movimento       

Unidade múltipla em que o todo tem lugar e é disperso

Eu, viajante estrelar, prisioneiro deslumbrado, me confesso!

Carlos Morais dos Santos
Cônsul (Lisboa) da A.Internacional Poetas Del Mundo 

Portugueses e brasileiros apresentam avanços no combate à doença de Parkinson


Novos resultados da investigação portuguesa na área da doença de Parkinson foram ontem apresentados no encontro de Outono da Socidade Geral de Microbiologia em Nottingham, no Reino Unido.

Tiago Fleming Outeiro, investigador do Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, apresentou os últimos resultados do grupo. A investigação com levedura revelou novas moléculas "neuroprotectoras", explicou o investigador. No futuro, poderão vir a ser desenvolvidas para chegar à cura para uma das doenças neurodegenerativas mais debilitantes.

Um dos modelos que os cientistas usam para estudar a base molecular da doença de Parkinson, é a levedura. "São as mesmas células que se usam para fazer pão, vinho ou cerveja, e que estão muito bem caracterizadas, pois sabemos bem como cultivar e manipular estas células, e isso é uma grande vantagem", diz Tiago Fleming Outeiro
"São células que, apesar das devidas diferenças, funcionam como qualquer outro tipo de células, incluindo os neurónios que temos no cérebro. Mas, como sabemos manipular estas células muito bem, podemos fazer estudos que não são possíveis com neurónios, ou com animais como os ratinhos, por exemplo. Isto ajuda também a reduzir a utilização de animais em investigação, apesar de isso ser necessário, em fases mais avançadas dos estudos", adianta o investigador.
Tiago Fleming Outeiro acredita que a descoberta no IMM "poderá constituir a base para a cura, ou prevenção da progressão da doença. Daí que o interesse seja muito grande actualmente. Estamos optimistas, mas conscientes de que temos ainda muito trabalho pela frente."

 
Cientista brasileiro está perto da cura do mal de Parkinson

Os portadores do mal de Parkinson têm um motivo para comemorar. Uma pesquisa desenvolvida pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis caminha em direção à cura dos sintomas da doença. O paciente não poderá dizer que está livre do problema, mas viverá sem os terríveis tremores e a incapacitante rigidez muscular. Para quem sofre de Parkinson, recuperar o controle dos movimento é o mesmo que estar curado.

A técnica consiste em um pequeno corte na altura do pescoço para implantar uma espécie de marca-passo na medula. Hoje, marca-passos são colocados no interior do cérebro, mas a cirurgia é cara e muito invasiva. A nova técnica de Nicolelis parte de uma visão diferenciada da neurologia, criada pelo próprio cientista, e que o transformou em um dos pesquisadores mais importantes da atualidade.

Seu grande mérito está na compreensão do cérebro como um órgão contínuo, com os neurônios agindo em conjunto. Até hoje, os neurologistas pressupõem uma série de divisões, nas quais cada área do órgão seria responsável por funções distintas. Para Nicolelis, essa divisão não faz sentido. Ele pretende, inclusive, publicar em 2010 um livro com sua nova teoria sobre o cérebro.

Ao pensar no sistema nervoso de forma mais integrada, o neurologista buscou outra porta de entrada para combater o Parkinson. Atualmente, já existem cirurgias para implantes de marca-passos, mas elas são restritas a cerca de um terço dos pacientes.    “E são muito caras, o que é uma grande dificuldade para o brasileiro”, explica a neurologista Elza Dias da Silva, presidente da Academia Brasileira de Neurologia.
O experimento de Nicolelis foi realizado em ratos e camundongos que tinham rigidez muscular. 

Ao implantar o estimulador, eles imediatamente começaram a se mexer. Foi um sucesso. Os animais ficaram 26 vezes mais ativos. O cientista testou ainda uma combinação: o estimulador com medicações. Bastaram duas doses de remédios para obter bons resultados. Sem o estimulador, foi preciso subir para cinco doses.

O estimulador elétrico corrige uma espécie de curto-circuito do sistema nervoso. Em pessoas saudáveis, os neurônios (células cerebrais) se “acendem” com velocidades diferentes conforme a informação sobre um movimento é transmitida entre cérebro e corpo. No portador da doença, os neurônios disparam ao mesmo tempo. Como resultado, a pessoa tem tremores ou rigidez muscular.

Para resolver o problema, Miguel Nicolelis implantou duas sondas metálicas muito finas na coluna das cobaias. Por elas, uma corrente elétrica foi transmitida para a medula, corrigindo o ritmo dos neurônios. O próximo desafio é testar a técnica em macacos. Uma equipe de cientistas estuda como fazer isso no Instituto de Neurociência de Natal-RN-Brasil. “É uma pesquisa muito promissora”, afirma Elza Dias da Silva..
 

VI Encontro Luso-Brasileiro de Enfermagem

Realiza-se em Salvador, capital da Bahia, dias 13 e 14 de Setembro, o VI Encontro Luso-Brasileiro de Enfermagem.

Promovido pela União Social Camiliana e apoiado pela Faculdada de São Camilo Bahia, o Encontro abordará o tema "Espiritualidade e Comunicação na Saúde". O evento contará com a participação de palestrantes ndo Rio de Janeiro, São Paulo e Portugal.

Data: 13/09 • das 20h às 21h30 e 14/09 • das 8h30 às 18h
Local: Hotel Pestana, Salvador da Bahia

Período de inscrição: De 18/06 a 10/09/2010

Inscrições:

Curitiba, capital do Paraná - Brasil, foi fundada pelos Portugueses no século XVII

                                                      Centro de Curitiba - Foto de Carlos M. Santos


“A data oficial de fundação de Curitiba, capital do Estado brasileiro do Paraná, é 29 de março de 1693. A questão é que essa data é da fundação da câmara municipal, e não se funda a cidade no dia da fundação da câmara”, esclarece Gerar Haja, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro do Paraná,

Antes disso, Curitiba teve outros marcos que poderiam ser considerados data de fundação, como a instalação do pelourinho em 4 de novembro de 1668. Existe, por outro lado, um mapa da vila de Curitiba datado de 1654, o que parece comprovar que a cidade teria sido fundada oficialmente pelos portugueses anos antes, mais exactamente em 1648, num local onde é actualmente o Bairro Alto. Por volta de 1650 já existia às margens do rio Atuba uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Luz.

“Não existe data correta, fundação é sempre uma data arbitrária escolhida por alguém, é uma convenção”, afirma o professor Magnus Pereira. Gerar Haja, entretanto, explica que existem algumas regras que caracterizam a fundação de uma cidade. De acordo com o pesquisador, o direito português estabelece a instalação do pelourinho como marco da fundação de uma vila. Uma outra questão descrita por Haja é que as cidades brasileiras geralmente são fundadas no dia de sua padroeira. “Oito de setembro pode ser a data mais correcta, resta saber em qual ano foi”, opina.

A padroeira de Curitiba
Curitiba assinala o seu feriado municipal em 8 de setembro, dia de Nossa Senhora da Luz, padroeira da cidade. Em meados do século XVII, às margens do rio Atuba, já existia uma capela erigida à santa. Conta a lenda que sua imagem amanhecia todos os dias virada para uma região rica em pinheiros. Interpretando o fato como um aviso para desbravar o local, os portugueses armaram-se para lutar contra os índios caingangues que dominavam o espaço. Entretanto, os nativos acolheram os portugueses e cederam a região. A conciliação entre os povos teria ocorrido onde hoje é a praça Tiradentes, na qual se encontra a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz

Cinema do cineasta português Pedro Costa tem mostra no Brasil

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) realiza, entre os dias 11 e 23 de setembro, a mostra O Cinema de Pedro Costa, uma retrospectiva sobre um dos maiores nomes do novo cinema português.

Pedro Costa é um cineasta inovador que recorre ao uso de câmaras ligeiras de vídeo digital e a técnicas de cinema directo, uma herança das experiências feitas em 16mm no documentário pelos seus colegas do Novo Cinema.

A mostra apresentará os dez filmes – 7 longas e 3 curtas – de Pedro Costa e outros quatro filmes escolhidos pelo realizador por terem influenciado a sua obra, entre eles Gente da Sicília, de Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, e Beauty #2, de Andy Warhol.

Serão exibidos os filmes: O Sangue, Casa de Lava, Ossos, No Quarto de Vanda, Onde Jaz o teu Sorriso?, 6 Bagatelas, Juventude em Marcha, A Caça ao Coelho com Pau, Ne Change Rien, O Estado do Mundo e Roflorecer.

Pedro Costa virá ao Rio de Janeiro para a retrospectiva da sua obra e conversará com o público na sexta-feira, 17 de setembros, às 20h, após a sessão de Juventude em Marcha.

A mostra do cinema de Pedro Costa, que tem apoio do Instituto Camões e curadoria de Daniel Ribeiro Duarte, também acontecerá em São Paulo (de 1º a 12 de setembro) e Brasília (14 a 26 de setembro).

Laços de Sangue, coprodução entre Globo e SIC, é lançada em Portugal

Executivos da TV Globo estiveram em Lisboa para participar no lançamento da nova coprodução Laços de Sangue, realizada em parceria com a televisão portuguesa SIC. Elenco, autores, produtores, mercado publicitário e jornalistas reuniram-se na produtora responsável pela novela, para a festa de lançamento que reproduziu o clima da trama, com comidas tipicamente portuguesas, cenografia inspirada no mercado municipal com bancas de frutas e flores, além da degustação de azeite.

O autor brasileiro, Aguinaldo Silva, que é supervisor da trama esteve no evento e afirmou estar ansioso para a estreia da novela que promete reproduzir a sociedade portuguesa actual.

Os executivos da TV Globo, Raphael Corrêa Netto, diretor de vendas internacionais e Guilherme Bokel, diretor artístico da Central Globo de Negócios Internacionais também participaram do lançamento: - Estamos contentes com o resultado da parceria e felizes em oferecer uma produção de qualidade ao telespectador português – destacou Bokel.
 
Já Nuno Santos, diretor de programação da SIC, ressaltou a importância de se colocar no ar um produto com esse diferencial: - Acredito que essa será a primeira parceria de muitas outras e tenho certeza que a nossa audiência perceberá o comprometimento dos profissionais que estão na frente e atrás das câmeras.
 
Laços de Sangue é uma história enraizada na realidade portuguesa, com dramas e conflitos próprios de uma sociedade contemporânea, mas aonde o amor continua a ter papel central na vida de qualquer um. Uma novela de mulheres fortes, que, contra todas as adversidades, decidiram arregaçar as mangas e lutar pelo sonho em que acreditam.

Gravada em cenários bem portugueses como Viana do Castelo, Lago do Alqueva e o Mercado da Ribeira, em Lisboa, a história de Laços de Sangue terá ainda cenas gravadas no Rio de Janeiro e ambientadas na Amazónia.
 
Com direção de argumento de Pedro Lopes, da SP Televisão, supervisão de Aguinaldo Silva, e direcção-geral de Patrícia Sequeira, Laços de Sangue promete ser um marco na história da ficção portuguesa. A trama tem estreia prevista para o dia 13 de setembro, às 22 horas, na SIC.

Cinema:I Mostra Especial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Filmes dos países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa podem inscrever -se para serem exibidos na I Mostra Especial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

As inscrições estão abertas de 6 a 27 de setembro. O evento insere-se na programação do I Congresso de Língua Portuguesa, que será realizado no Rio de Janeiro, de 2 a 7 de novembro, organizado pelo Ministério da Cultura do Brasil.

Poderão inscrever-se filmes de média e longa-metragem, de quaisquer géneros, produzidos nos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Brasil, Portugal, Guiné Bissau, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Angola, Cabo Verde e Moçambique.

As obras de ficção ou documentários devem lidar, a seus modos, com a cultura comum da língua portuguesa e dos países da CPLP, promovendo e difundindo a diversidade cultural e os intercâmbios em língua portuguesa. A seleção será realizada por uma comissão designada pela Secretaria do Audiovisual.

O filme deverá ser, preferencialmente, falado em português. Filmes falados em outras línguas poderão também inscrever-se, desde que legendados em português.

A ficha de inscrição do filme deverá ser enviada juntamente com cópia do filme inscrito e fotos do filme e do realizador para avaliação pela comissão de seleção.

Para inscrever o filme, o interessado deverá, obrigatoriamente, enviar, aos cuidados da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura do Brasil, os seguintes materiais:

Ficha de inscrição e termo de autorização para exibição preenchidos em arquivo word e também impressos;

Uma cópia do filme em DVD-NTSC – região aberta;

Um CD contendo três fotos do filme e uma foto do diretor, atendendo às seguintes especificações: Tamanho: 20cm x 25cm; Resolução: mínimo de 300 DPI; Arquivo: anexo, em formato TIFF ou JPEG.

Os filmes deverão ser encaminhados para as embaixadas dos países da CPLP ou para o seguinte endereço:

Ministério da Cultura – MinC
Secretaria do Audiovisual
Esplanada dos Ministérios, Bloco B, 2° andar
CEP 70068-900
Brasília – Distrito Federal
Telefone Geral: (61) 2024-2000

O músico brasileiro Seu Jorge está de regresso a Portugal

Seu Jorge, um dos artistas brasileiros mais acarinhados em Portugal, está de regresso a terras lusas já em outubro.
 
A 28 do próximo mês, actua no Coliseu do Porto e no dia seguinte desce até Lisboa, para actuar no Coliseu. 
 
O músico vai apresentar o seu novo projecto, Seu Jorge and Almaz, que traz versões de músicos como Michael Jackson e Kraftwerk.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

7 de Setembro - Dia da Independência do Brasil

A independência do Brasil foi declarada por Dom Pedro no dia 07 de setembro de 1822.

A instalação da Corte portuguesa no Brasil, em 1808, contribuiu para a separação definitiva das duas nações. A abertura dos portos, a elevação da colónia à situação de reino e a criação do Reino Unido de Portugal e Algarves (1815) deram início a um processo que acabaria por se revelar irreversível.

Dom João VI é chamado a Portugal pelas Cortes Constituintes decorrentes da Revolução Liberal no Porto, em 1820. Ele volta, mas deixa no Brasil o filho Dom Pedro como Regente, para conduzir a separação política, caso fosse inevitável.

Pressionado pelas Cortes, Dom João VI chama Dom Pedro a Lisboa. Mas o príncipe regente resiste. Forma-se em torno dele um grupo de políticos brasileiros que defende a manutenção do status do Brasil no Reino Unido. Em 29 de dezembro de 1821, Dom Pedro recebe um abaixo-assinado pedindo que não deixe o Brasil. Sua decisão de ficar é anunciada no dia 9 de janeiro do ano seguinte, num gesto enfático. O episódio passa à História como o DIA DO FICO.

Entre os políticos que cercam o Regente estão os irmãos António Carlos e José Bonifácio de Andrada e Silva, e o Visconde de Cairu, José da Silva Lisboa. Principal ministro e conselheiro de Dom Pedro, José Bonifácio luta, num primeiro momento, pela manutenção dos vínculos com a antiga metrópole, resguardando a autonomia brasileira.

Dom Pedro, convencido de que a separação é irreversível, aceita a independência desde que a monarquia continue. Fora da Corte, outros líderes liberais, como Joaquim Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa, actuam nos jornais e nas lojas maçónicas. Fazem pesadas críticas e defendem total separação da metrópole.

Em 3 de junho de 1822, Dom Pedro recusa fidelidade à Constituição portuguesa e convoca a primeira Assembleia Constituinte brasileira. No dia 07 de setembro de 1822, numa viagem a São Paulo, Dom Pedro recebe novas exigências das Cortes Constituintes de Portugal. Irritado, reage proclamando a Independência do Brasil.

Em 12 de outubro de 1822, é aclamado imperador pelos pares do Reino e coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, no dia 1º de dezembro, recebendo o título de Dom Pedro I. No início de 1823, realizam-se eleições para a Assembleia Constituinte da primeira Constituição do Império Brasileiro. A Assembleia é fechada em novembro por divergências com Dom Pedro I. Elaborada pelo Conselho de Estado, a Constituição é outorgada pelo imperador a 25 de março de 1824.

Contra o liberalismo de sectores das elites brasileiras, triunfa o espírito conservador e centralizador de José Bonifácio. “Independência sem revolução” era a expressão usada na época para definir o pensamento do principal conselheiro de Dom Pedro I.

Dom Pedro - Imperador do Brasil, Rei de Portugal

Em entrevista de lançamento do seu novo livro - 1822 - o escritor brasileiro Laurentino Gomes, autor do bestseller 1808, revela aspectos menos conhecidos da personalidade e do percurso de Dom Pedro I, Imperador do Brasil e Rei de Portugal (Dom Pedro IV).

"Conto em detalhes o que aconteceu com Dom Pedro depois de ele abdicar do trono brasileiro. Geralmente, os brasileiros acham que ele evaporou no ar, sumiu. E não, ele voltou para Portugal para enfrentar o irmão numa guerra épica entre liberais e absolutistas.
 
Venceu essa guerra, mesmo tendo tudo contra ele – desembarcou na cidade do Porto com 7 mil soldados, e o irmão tinha 80 mil. E virou o jogo, ganhou a guerra, se revelou um general carismático, brilhante, que passava as noites nas trincheiras ao lado dos soldados. Morreu em seguida, porque a guerra contra o irmão destruiu a saúde dele.

A autópsia revelou um corpo destruído: tuberculose, sífilis, o coração e o baço inchados, o pulmão sem funcionar. Se você compara as iconografias, o Dom Pedro IV de Portugal não tem nada a ver com o Dom Pedro I do Brasil. Aqui é um rapaz quase imberbe, muito jovem, um príncipe de 23 anos que faz a independência. Lá, não, é um rei envelhecido, com olheiras, a barba comprida. É como se o Dom Pedro de Portugal fosse o pai ou o avô dele. Até na iconografia esses dois países não se reconhecem no mesmo personagem.

Ele passou a vida dividido entre os negócios de Portugal e do Brasil, tentando equilibrar esses dois pratos. E depois da morte continua dividido: o coração está guardado na cidade do Porto e os restos mortais, no Ipiranga.

É um personagem que passa para a história de uma forma muito pejorativa, como se fosse apenas um mulherengo, boémio, inconsequente. Ele era, sim, mas não era só isso. É um grande transformador da realidade de Brasil e de Portugal naquele momento, um chefe liberal. Outorgou ao Brasil em 1824 uma das Constituições mais liberais do mundo na época – mas ele outorgou, não deixou a Constituinte fazer. É um homem de índole autoritária e discurso liberal. Admirador de Napoleão, que tinha feito o pai dele fugir de Portugal, foi parente duas vezes de Napoleão, nos dois casamentos."

Corte portuguesa no Rio de Janeiro uniu o país - afirma historiador

A chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, deu à cidade protagonismo político e cultural e uma centralidade que foi o cimento da unidade do Brasil, afirmou o historiador português Jorge Couto, que apresenta esta semana a obra "Rio de Janeiro - capital do Império Português (1808-1820)".

A apresentação do livro decorrerá quinta-feira, dia 9, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, às 18:30 horas.

A obra reúne comunicações ao colóquio realizado em Paris, em que se 'analisam as várias matérias que estiveram na origem da criação do Estado do Brasil', disse Jorge Couto. A ida da Rainha D. Maria I, do Príncipe regente D. João, futuro D. João VI, e da Corte levou à criação de várias iniciativas que 'permitiram a declaração da independência [em 1822], um ano depois da partida do monarca'. 'Durante a permanência da Corte, foi criado um conjunto de infraestruturas do ponto de vista institucional, administrativo, político, económico, cultural, científico e educacional' que possibilitaram ao Brasil ascender à independência.
Um factor essencial foi a declaração em 1815 da equiparação do reino do Brasil aos reinos de Portugal e Algarves.

A instituição da Corte no Rio deu à cidade a 'subordinação directa das outras partes do império, e depois da expulsão do general francês Junot [de Portugal, em 1808], todas as decisões são submetidas ao Príncipe Regente no Rio'.
 
Por outro lado, vincou Jorge Couto, 'há a importância do Rio como cimento na unidade de Brasil pois as capitanias brasileiras deixavam de se reportar a Lisboa para tratar directamente com a capital fluminense'.
'O Rio torna-se assim a sede da verdadeira América Portuguesa', sublinhou. Um facto que 'evitou a fragmentação do Brasil, emergindo como capital irá manter a centralidade política e a cultural até ao século XX', disse.
 
O surgimento da imprensa, a construção do Teatro S. João em traça análoga ao S. Carlos de Lisboa e com participação do mesmo arquitecto, Costa e Silva, as diferentes instituições de ensino, o Jardim Botânico e a Real Biblioteca Pública da Corte, além dos músicos que passaram a residir no Rio, são alguns dos factores que conferem o protagonismo cultural ao Rio de Janeiro.
 
Passa a haver uma grande diversificação da oferta cultural que até então não tinha existido e que dotou a capital de um conjunto de instituições que constituem uma rede que influenciava e
atraía as elites do país', referiu.

A ida da Corte para o Brasil foi 'uma opção estratégica' que tinha sido já equacionada por frei Vicente do Salvador e pelo padre António Vieira no século XVII e pelo marquês de Pombal, aquando da guerra dos sete anos (1756 e 1763).

Uma opção com a qual Winston Churchill aprendeu quando equacionou a retirada da administração do Estado, família Real e Parlamento para o domínio do Canadá aquando da II Grande Guerra (1939-1945), argumentou Couto.

'A ideia da Corte no exílio não corresponde à realidade e é um anacronismo. A Família Real e a Corte apenas se transferiram para um dos domínios ultramarinos da Coroa portuguesa', enfatizou.

A obra, com prefácio de Eduardo Lourenço, é  "útil pois actualiza um conjunto de conhecimentos sobre a temática brasileira mas também da conjuntura política europeia da época e do mundo".

Depois de Lisboa, a obra, editada pela Tribuna da História, será apresentada no dia 13 na Universidade de S. Paulo, no dia 15 no Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, e no dia 17 no Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Estão ainda previstas apresentações em universidades de Belém do Pará.
 
 
 

Brasil presente na Controlo 2010,em Coimbra

As últimas novidades em robótica e automação vão estar em destaque em Coimbra, Portugal,esta semana.

Na nona edição da conferência Controlo 2010, com início no dia 8, vão ser apresentados, por exemplo, protótipos de robôs para transportar pessoas ou assistir médicos em cirurgias. O responsável pelo evento, o docente universitário Norberto Pires, disse que, este ano, a conferência vai girar à volta do tema “as fábricas do futuro“, através de uma maior cooperação entre a tecnologia e o homem.
O evento inicia-se na próxima quarta-feira e prolonga-se até dia 10 (sexta-feira). No programa consta a apresentação e discussão de 122 trabalhos, dos quais cerca de 60 por cento têm origem internacional. A conferência vai contar com a participação de cerca de quinhentas pessoas. A maioria são autores de projectos e vêm de Espanha, França, Itália, Suécia, Inglaterra, Rússia, Brasil, Estados Unidos da América, Japão, Índia e África do Sul.

Música Electroacústica do Brasil e de Portugal - Concerto em Salvador

O III Festival Internacional de Música Contemporânea (6 a 10 de setembro de 2010) é um evento promovido pelo programa de pós-graduação em Música da Universidade Federal da Bahia (PPGMUS-UFBA) que visa, além de difusão e formação para a música de concerto produzida no estado, a excelência na composição e execução dessa música, e a discussão aprofundada sobre as questões que em torno dela se colocam.

O concerto dedicado à música electroacústica passa pela produção de compositores portugueses e brasileiros, numa projecção especial em sistema de oito alto falantes. No final do concerto, será executada a peça Aleasonora, pelo compositor português Jaime Reis (foto), juntamente com o seu grupo instrumental.

Concerto de Música Electroacústica
Dia 09/09 - Quinta-feira
Horário: às 20h
Entrada franca
Teatro do Movimento (Escola de Dança/UFBA)
Av. Adhemar de Barros -
Ondina/Salvador

Jornalista português lança jornal em Fortaleza

O jornalista portugues Paulo Martins – residente em Fortaleza – anuncia hoje na capital cearense o lançamento de um jornal temático: “Ceará – Fórum Empresarial”.

O jornal é parte de um projecto editorial mais amplo, a desenvolver de forma faseada e programada, envolvendo, numa primeira fase, a imprensa escrita, depois, a rádio e, a fechar o ciclo , a televisão.

O jornal deverá começar pelo Estado do Ceará, prevendo-se, a curto e médio prazos, a sua extensão e expansão a outros estados do Brasil.

Leia no Portugal Sem Passaporte, rubrica do jornalista Graciano Coutinho, no jornal O Povo.

Portugal Música - ao serviço da música e da cultura portuguesas

A promoção da núsica e da cultura portuguesa em geral é o objectivo deste site, que traz consigo acoplada uma rádio, sempre com o melhor da produção nacional.

Veja aqui: http://www.portugalmusica.com.pt/

Coimbra - Encontro de Mágicos em Portugal

A partir do dia 14 de setembro, Coimbra vai transformar-se na capital da ilusão com Encontros Mágicos - Festival Internacional de Magia de Coimbra que toma conta das ruas de um dos destinos preferidos pelos brasileiros. São várias sessões diárias de magia abertas ao público nas regiões da Baixa da cidade, no Hospital Pediátrico de Coimbra, além de duas apresentações especiais no Teatro Académico Gil Vicente. O festival decorre até 19 de setembro.

Aproveite para conhecer a encantadora cidade de Coimbra, com seus interessantes museus, belos jardins e espaços verdes, além de seus incríveis monumentos, entre eles a renomada Universidade de Coimbra, uma das mais antigas da Europa. Fundada em Lisboa por D. Dinis em 1290, a universidade foi definitivamente transferida para Coimbra em 1537, vindo a ocupar os edifícios do Paço Real Medieval.

http://www.turismodeportugal.pt/
http://www.visitportugal.com/
http://www.turismodecoimbra.pt/

O cineasta português João Botelho traz "Filme do Desassossego" a Mostra de São Paulo

“Um filme do Desassossego”, do realizador português João Botelho, foi selecionado para a 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Brasil, que começa a 22 de Outubro.

O filme de João Botelho será exibido na mostra um mês depois da estreia em Portugal, marcada para 29 de Setembro no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Em vez de ter uma estreia no circuito comercial, o filme será exibido ao longo dos próximos meses na rede de cineteatros do país, estando confirmadas, depois de Lisboa, projecções em cerca de uma vintena de cidades.

Embora a programação oficial da Mostra de São Paulo não tenha sido ainda anunciada, sabe-se já também que será também exibido o filme “Mistérios de Lisboa”, do chileno Raúl Ruiz.

Maria Bethânia: Homenagem à Língua Portuguesa, no Rio de Janeiro

Há quase 40 anos, desde o LP "Rosa dos Ventos", Maria Bethânia habituou-nos, para enriquecer seus discos e shows, à leitura de textos de Vinicius de Moraes, Ferreira Gullar, Castro Alves e, mais do que qualquer outro autor, Fernando Pessoa.

A partir do passado dia 3 de Setembro, essa intensa relação da cantora baiana com os aurtores de língua portuguesa, seja em prosa ou em poesia, estará em primeiro plano, com as canções em segundo.

Bethânia e As Palavras, que ocupará o teatro Fashion Mall, no Rio, neste e no próximo fim de semana, é um espectáculo singular nessa carreira marcada pela fórmula texto-música. A selecção ficou a cargo do antropólogo Hermano Vianna, com quem a cantora costuma trocar poesias, e do actor e realizador Elias Andreato.

Alguns são poemas que os fãs já a ouviram recitar, como Poema do Menino Jesus, de Alberto Caeiro, e Ultimatum, de Álvaro de Campos. Ambos heterónimos de Pessoa - chamado por Bethânia de "o poeta da minha vida", "fonte de minha sede", "minha mais fiel tradução". A devoção é tanta que a Casa Fernando Pessoa, instituição de Portugal, conferiu-lhe recentemente a Ordem do Desassossego, galardão destinado aos grandes divulgadores da sua obra.

Os outros autores escolhidos são de gêneros e épocas diferentes: Padre AntónioVieira, Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, o português António Ramos Rosa, o moçambicano José Craveirinha, considerado o maior poeta do seu país, o carioca Fausto Fawcett, o irmão Caetano Veloso. Mas além das leituras, ela cantará. No repertório, Amália Rodrigues ("Estranha Forma de Vida"), Paulinho da Viola ("Dança da Solidão") e Renato Teixeira ("Romaria"). As músicas entrarão em trechos, justamente de modo oposto ao que acontece nos erspectáculos.

Património de origem portuguesa no Brasil - A Igreja de Nossa Senhora da Luz

Os primeiros registos históricos marcam a existência de uma capela do mesmo nome - Nossa Senhora da Luz - já no início do século XVII, e num mapa de 1759 João de Abreu e Carvalho localiza-a aproximadamente onde hoje se encontra o Farol.

A Igreja da N. Sra da Luz existente na praça de mesmo nome, foi concluída em 1845 conforme a data no frontispício, e guarda relíquias dos séculos XVII e XVIII, como as imagens sacras e os altares de cedro em estilo barroco. Além das missas e festas religiosas que se realizam para o povoado, a escadaria da igreja é descanso para quem enfrenta a ladeira chegando do cais, ou arquibancada para assistir o movimento da Praça N. Sra da Luz, ponto de partida para as demais ruelas e praças do povoado.

Considerada património histórico, a Igreja vendo sendo restaurada desde 2004 graças ás doações de moradores e turistas.

História

Situada ao norte da sede da cidade de Cairu, a ilha de Tinharé (com cerca de 400 km2) é conhecida desde 1531, quando Martim Afonso de Souza a avistou e a denominou Tynharéa. Além de Morro de São Paulo, ali estão também os povoados da Garapu, Gamboa e Galeão. A região fica ao norte do arquipélago da Baía de Camamu, baixo sul da Bahia, área conhecida como Tabuleiro Valenciano ou ainda, Costa do Dendê.

.....Devido à sua privilegiada localização geográfica, foi cenário de inúmeros ataques de esquadras francesas e holandesas, verdadeira zona franca de corsários e piratas durante o período colonial. Morro de São Paulo protegia a chamada "barra falsa da Baía de Todos os Santos", entrada estratégica para o Canal de Itaparica até o Forte de Santo António (Farol da Barra, hoje um dos cartões postais da capital baiana). Além disso, o canal de Tinharé era essencial para o escoamento da produção dos principais centros para abastecimento de Salvador.

.....Foi em 1630 que a ilha passou a abrigar um forte destinado a tal defesa e, ainda na primeira metade do século XVII, uma capela, a igreja Nossa Senhora da Luz.

Área de Proteção Ambiental

.....A APA Tinhare-Boipeba foi criada em junho de 1992 e abrange 433 km², compreendendo os distritos de Galeão e Gamboa, e as vilas de Morro de São Paulo, Garapuá, São Sebastião (também conhecida como Cova da Onça), Moreré e Canavieiras. A área de Proteção Ambiental oferece um rico eco-sistema estuarino, dotado de manguezal, restinga e remanescentes de Mata Atlântica; possui relevo do tipo planície costeira, associado à Mata Atlântica, morros, recifes, canais e ilhas. A fauna é bastante diversificada, com destaque para as aves migratórias.

Cronologia
1531 Martim Afonso de Sousa desembarca na Ilha de Tinharé. Começa o processo de colonização local.

1535 é fundada a vila de Morro de São Paulo, por Francisco Romero e população local.

1628 há ataque e saqueamento à vila, liderados pelo almirante holandês Pieter Pieterzoon Hiyn

1630 O Governador Geral Diogo Luiz de Oliveira inicia a construção da Fortaleza do Morro de São Paulo, o Forte.

1728 Término da construção do Forte da Ponta e cortinas de muralha ao longo da ilha. Derrota do Almirante francês Villegaignon pelas tropas lusitanas.

1746 Construção da Fonte Grande, o maior sistema de abastecimento de água da Bahia colonial.

1845 Conclusão das obras da Igreja e Convento Santo António, a Capela de Nossa Senhora da Luz.

1855 Finalizadas as obras do Farol.

1859 Visita da Família Real e D. Pedro II.

Actores portugueses e brasileiros apresentaram trabalho de dramaturgia comum em Brasília

No âmbito Cena Contemporânea, Festival Internacional de Teatro de Brasília, um grupo de actores portugueses e brasileiros apresentaram entre o dia 2 e o dia 5 de Setembro, no Centro Cultural do Banco do Brasil, a peça Dulce - resultado de um trabalho de dramaturgia comum, inspirado no universo literário de Ingmar Bergman, Sarah Kane e António Lobo Antunes.

O Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília chega à edição de 2010 apostando na inventividade. A programação, com artistas da Espanha, Sérvia, Israel, Colômbia, Cuba, Suíça, Itália, Portugal e Brasil inclui espectáculos que expressam o desejo de reflectir sobre o conturbado panorama mundial contemporâneo.
Reflexões sobre o exílio, a tortura, a solidão, a violência e a guerra, mas também sobre o amor, a solidariedade e a possibilidade de um mundo melhor.

Dulce
Criação e Interpretação:Michel Blois, Thiare Maia, Cláudia Gaiolas(Brasil) e Flávia Gusmão e Nuno Gil (Portugal).Cenografia: Jade Mariani.Programaçãovisual: Felipe Braga.Produção: Carol Bianchi.;Co-produção: Márcia Dias/Tempo_Festival das Arte.Supervisão: Fernanda Félix