TOP BLOG 2010

TOP BLOG 2010

Boas Vindas a esta comunidade de Culturas e Afetos Lusofonos que já abraça 76 países

MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS

NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.

TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

2 POEMAS DE CARLOS MORAIS DOS SANTOS: "O GAÚDIO DE GAUDI" - "QUEM ME DERA"



 
O GÁUDIO DE GAUDÍ
 
 
Os olhos se enchem
De mares ondulados
Em onírica festa
Dos fabulosos ornamentos !
Não há conflito ou aresta
Nos braços entrelaçados,
Nos desencontros de movimentos,
Nas curvas em contra – tempos,
Que são poemas não rimados !

Os sentidos despertam
De júbilo provocado
Com a livre criação:
É gótico ressuscitado ?
É barroco suavizado ?

É a modernidade em libertação !

As emoções transbordam
Com a criação genial !
Mística de sonhos ardentes,
Das mil formas confluentes,
Na inacabável Catedral !

Oh sublime Gaudí tão diverso
Grande Arquitecto do Universo

É Divina tua Obra Original !
 
******* 
 
Nota: 
Antoni Placid Gaudí i Cornet (Reus ou Riudoms, 25 de Junho de 1852 - Barcelona, 10 de Junho de 1926) foi um arquitecto  Catalão, um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde se educou e passou grande parte da vida. Aparece como um arquitecto de novas concepções plásticas ligado ao  Modernismos Catalão (a variante local da Art Nouveau).
 
**********
 
 
 
 
 QUEM ME DERA
 
Quem me dera viver ligeiramente
Sem me dar conta das misérias deste mundo
Viver assim brejeiro e docemente
Um dia atrás do outro e sem vislumbro
Quem me dera viver um século de vida
Sempre capaz de amar e ser amado
Sem ter lembranças de qualquer antiga ferida
Conservar meu corpo e espírito renovado
Quem me dera conservar no meu olhar
O céu azul em noites estreladas
O sol nascente, o poente e o mar
Os rostos das crianças encantadas
 
Quem me dera ser como o girassol–flor
Sempre virado para a luz natural
Rejeitar toda a vivência incolor
Nunca tomar o todo pelo parcial


Quem me dera ao morrer ser lembrado
Pelos afectos que eu sempre quis expressar
Pelas ideias, pelos combates, e pelo pecado
De não ter sido mais generoso no amar

Quem me dera ser pó, finalmente
Lançado ao mar com algumas brancas flores
Ficar “vivo” e apenas bem presente
Por um sorriso de bem - querer, sem deixar dores 
 

 

Carlos Morais dos Santos
In Sossego Intranquilo, Ed.Hugin, 2003
Cônsul “Poetas Del Mundo” - Lisboa

Nenhum comentário:

Postar um comentário