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MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS
NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.
TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.
A
Academia Brasileira de Letras (ABL) promoveu na passada segunda-feira,
dia 5 de Julho, uma sessão pública de homenagem ao escritor português José Saramago, Sócio Correspondente da ABL, falecido dia 18 de junho.
A coordenação será do Académico Domício Proença Filho, 1º Secretário da Academia, e contará com as participações dos também Académicos Alberto da Costa e Silva e Cleonice Berardinelli, como palestrantes.
A
homenagem foi programada para o Teatro R. Magalhães Jr., às 17:30h, na
sede da Academia – Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo. A entrada foi
franca.
José Saramago, o único escritor
de língua portuguesa a ganhar o Prémio Nobel de Literatura, foi eleito
Sócio Correspondente da ABL no dia 9 de julho do ano passado, para a
cadeira nº 16, na vaga do escritor francês Maurice Druon, e deveria tomar posse ainda este ano, assim que sua agenda permitisse.
Ao
saber da eleição, Saramago dedicou a sua coluna no Diário de Notícias
de Lisboa à Academia Brasileira de Letras. Disse que a notícia lhe
tinha sido dada pelo Académico Alberto da Costa e Silva e
complementou: “Eis-me portanto académico no país que mais amo depois do
meu, o Brasil. É como estar em casa”.
Infelizmente uma internação hospitalar e um cirurgia impediram-me de no passado dia 9 de Julho, celebrar aqui o aniversário de uma grande amiga, solidária confrade e iluminada Poetisa, Lúcia Helena Pereira, nascida na bela cidade de Ceará-Mirim, residente em Natal-RN-Brasil. Faço-o agora, ainda convalescendo mas já capaz de abrir o computador e este Blog, para dedicar-lhe o meu modesto mas muito carinhoso poema de celebração de seu aniversário, endereçando-lhe as maiores felicidades por muitos anos em que continuará a iluminar nossos corações e nossos espíritos com a beleza de sua bela poesia e o calor da sua amorosa amizade.
À "Poetisa das Flores e do Amor", Cônsul em Ceará Mirim do M.I.Poetas Del Mundo, Académica, escritora e ilustre representante de uma família ligada às letras de sua cidade, os nossos calorosos PARABENS, com algumas flores, que tanto ama e canta!
O ANIVERSÁRIO DA "POETISA DAS FLORES", SERÁ CELEBRADO EM FESTA DE HOMENAGEM, DIA 14 DE JULHO, NA CIDADE DE NATAL, NO RESTAURANTE "NICK BUFFET" DAQUELA CAPITAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE-BRASIL
"POETISA DAS FLORES" - UM NOME QUE ME ENOBRECE EME FOI PRESENTEADO PELO POETA PORTUGUÊS DR. CARLOS MORAIS DOS SANTOS. NESTA MONTAGEM FOTOGRÁFICA, FEITA PELA POETISA CEICINHA CÂMARA, PREPARADA PARAO MEU CONVITE PARA A FESTA DO MEU ANIVERSÁRIO, EM 14-07-2010.
É COM GRANDE PRAZER QUE CONVIDO TODOS OS MEUS FAMILIARES E AMIGOS (AS) A ESTAREM PRESENTES NA FESTA EM QUE CELEBRO OS MEUS SESSENTA E CINCO ANOS (FEITOS DIA 09 PASSADO), NO DIA 14 DE JULHO, A PARTIR DAS 17 HORAS, NO RESTAURANTE "NICK BUFFET", DA AVª. HERMES DA FONSECA, EM NATAL.
SERÁ UMA FESTA DE ADESÃO, JUNTANDO FAMILIARES E AMIGOS, TODOS PESSOAS DO MEU AFETO.
É MEU DESEJO QUE QUEM ME QUEIRA PRESENTEAR, ME DÊ O GRANDE PRAZER DE O FAZER, DA SEGUINTE FORMA: ROUPAS E OUTRAS PEÇAS USADAS PARA A COMUNIDADE CARENTE DE MASSANGANA / RN
ENTRETENIMENTOS:
"CELEIRO DA MÚSICA" TOCANDO E CANTANDO COM PEDRO WILLIAM, JOÃO CEARÁ,
VERINHA, IVANA BEZERRA, IVANIZINHA, ISA BRANDÃO, DODORA CARDOSO,
MARLEINE MEDEIROS, MARLENE SANTANA E MÁRCIA VARELLA.
CERIMONIAL: ESTHER MORAIS
O AMOR FESTEJA A NOSSA JUVENTUDE D´ALMA!
AGUARDO A ALEGRIA DA PRESENÇA DOS MEUS FAMILIARES E MUITOS AMIGOS
LÚCIA HELENA
APOIOS: TRIBUNA DO NORTE, JORNAL DE HOJE, DIÁRIO DE NATAL, NOVO JORNAL, TV`S, SITES DE TOINHO SILVEIRA, JOTA OLIVEIRA, MAX ALMEIDA, RODRIGO LOUREIRO, SIMONE SILVA, LIEGE
BARBALHO, AMAURY JÚNIOR, CELSO AMÂNCIO, CANINDÉ SOARES, DANIELA FREIRE,
PAULO MACEDO, FLAU MORAIS, EDVALDO MORAIS, CEICINHA CÂMARA, JANIA
SOUZA, GISELDA MEDEIRO, MASÉ SOARES, CARLOS MORAIS, LUCCIANO ROCHA E
TANTOS OUTROS MEUS QUERIDOS AMIGOS JORNALISTAS E COLUNISTAS SOCIAIS.
A Lúcia Helena Pereira
Poetisa das Flores e do Amor
Era
Julho quando o beija-flor se soltou de seu ninho quente
Mostrando
o colorido encantamento de suas asas de Colibri
Sugou
o néctar das flores mais belas, com tal amor ardente
Que
todas as outras flores se sentiram por si amadas logo ali
Era
Julho e a brisa do verde vale penteava seus belos canaviais
Enquanto
o marulhar freso das águas compunham sua canção
E
se ouviam aves canoras afinando seus gorjeios tons musicais
O
Belo Colibri beijava flores, levando o doce néctar a seu coração
Não
foi só mais um Colibri aquele que nesse dia nasceu já apaixonado
Foi
uma Ave Rara que fez das flores e do amor o alimento da sua vida
E
o seu novo e belo canto ecoou com o brilho de seu verso iluminado
Que
não mais deixou de beijar flores com muito amor, mesmo ferida
E
foi assim suave e docemente que o Beija-Flor se revelou em poesia
E
entre as demais aves, foi beijando flores, sugando a vida com amor
Ainda
se ouvem no Verde Vale seus belos cantos ao amor de cada dia
Poemas
belos, elevando esse doce enamoramento de Poetisa Beija-Flor
Mocinha,
ainda, encantada com a nostalgia da brisa penteando o canavial
Dos
verdes vales, do marulhar dos riachos, das brincadeiras de menina
Sonhando
com as recordações dos encantamentos de um seu tempo ideal
Cantará
sempre enamorada todos os amores que embelezam sua boa sina
Foi
em Julho, dia 9, que o verde vale de Ceará Mirim se encheu de alegria
Em
cada Julho, dia 9, celebremos a Colibri “Poetisa das Flores e do Amor”
Cantemos
por todos os vales Felicidades à poetisa que tem a Luz de Lúcia,
Querida
Helena Pereira, beijos doces em seu belo coração sempre em flor
José de Sousa Saramago (Azinhaga-Golegâ-Portugal, 16 de Novembro de 1922
- Lanzarote-Canárias-Espanha, 18 de Junho de 2010.
O escritor português José Saramago,
Prémio Nobel de Literatura /1998, morreu, hoje, aos 87 anos, em sua
casa da ilha espanhola de Lanzarote, nas Canárias, pela manhã, na
companhia de sua esposa espanhola, jornalista e tradutora, Pilar Del
Rio.
E AGORA JOSÉ ?!... orfãos da tuas novas palavras ficaremos, mas não orfãos da tua imorredoira obra e posições humanistas, cívicas, combativas - qual bravo "cavaleiro campino" da Lezíria da tua Golegã - posições às vezes polémicas e ou provocatórias, interpelativas, instigantes, duras, tantas vezes julgadas severamente como impróprias, injustas ou causticas e amargas, sobretudo para os que julgaram certas decisões e posições de José Saramago, à margem dos contextos em que elas foram determinadas, ou ignorando que as marcas de um duro e doloroso percurso de vida podem determinar ainda mais acidentes e incidentes de percurso.
Muitos dos seus inclementes juízes, ignoram, talvez, Ortega Y Gasset, quando nos ensinou que ...o Homem é o Homem e as suas circunstâncias... Ignoram, talvez, o poeta sevilhano António Machado e o que ele nos ensinou no seu poema, em que disse ...
Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
...
Ignoram, talvez, que um simples homem e a sua humanidade, até um grande artista e a sua genialidade, não podem ser avaliados nas suas dimenssões ontológicas, no seu humanismo, senão pelo percurso de toda uma vida, jamais apenas por alguns dos seus passos. Ignoram, talvez, que a maior injustiça e desumanidade é denegrir a obra de alguém, por se não concordar, não aprovar, alguns dos seus actos, ou não se identificar com o autor, enquanto pessoa, confundindo a obra com o seu criador. Mas, por outro lado, alguns desses mais odiosos detractores de Saramago não hesitam em mostrar a sua verdadeira índole inquisitorial ao incensarem alguns outros criadores artísticos, que consideram ideologicamente próximos às suas posições, mesmo que de alguns destes, tenham que branquear ou fingir ignorar comportamentos e posições pessoais que tenham ofendido os valores e direitos humanos, ou que tenham mostrado indiferença por esses valores, não por um ou outro infeliz episódio de suas vidas, mas como uma marca permanente de todos os seus percursos de vida, independentemente das suas ideologias políticas.
Fernando Pessoa dizia que é um perigo e um risco muito grande, os amantes da obra virem a conhecer o autor. Por isso, ele se furtava a encontros ou actos em que tivesse que se dar a conhecer pessoalmente aos que as suas obras seduziam, sobretudo a mulheres, por pensar que dele imaginariam uma beleza e encantamento humano correspondente, que ele julgava não possuir. O que explica, talvez, o número exíguo das suas relações de amizades estreitas.
Em 1983, Saramago foi agraciado com o Prémio Camões, o mais importante prémio da literatura de língua portuguesa.
Considerado
um dos maiores nomes da literatura mundial contemporânea, Saramago criou um dos
universos literários mais pessoais e sólidos do século XX , unindo a
actividade de escritor com a de crítico social, pronunciando-se aberta e corajosamente sobre
os grandes confrontos políticos da nossa época e denunciando injustiças
sociais.
E nem temeu ou escondeu as suas grandes dúvidas, questionamentos ou posicionamentos, oposições, face ao metafísico, ao sagrado, ao religioso, aos dogmas, às concepções deístas, usando o brilho de sua inteligência e o poder do seu livre pensamento e da sua escrita dialéctica, para frontal e corajosamente, sem a hipocrisia do social e politicamente correcto e conveniente, agitar consciências (começando pela sua própria), no pleno uso do seu direito ao livre arbítrio, em democracia.
Por essa coragem e seriedade intelectual pagou altos custos pessoais que, lucidamente, sabia que os iria pagar com graves penas que escolheu sofrer, em vez de vãs glórias facilmente conquistáveis pelas boas graças que obteria pelo simples silêncio da sua voz mais íntima sobre essas questões que, sendo de muitos silenciosos ou silenciados, lhes deu voz e com eles solidariamente partilhou o eco de suas consciências socialmente "policiadas" e condicionadas pelas censuras invisíveis de muitos "Richelieu" ou "Torquemadas" de conveniência, a que até se juntaram a mesquinhez de "pequeninos altos" responsáveis políticos e até Papas sem glória e sem clemência, que pregam em encíclicas e sermões a virtude do perdão cristão, católico, que no fundo desprezam, ofendendo o próprio Cristo de que se dizem representantes, mas são incapazes de praticar esse perdão, nem ao menos a simples tolerância cristã de, simplesmente, aceitarem a comunhão com a diferença, manchando a herança cristã, tantas e tão reincidentes vezes ao longo de séculos.
Que o diga a história, ainda que deliberadamente mutilada em tantos testemunhos documentais, diligentemente devorados por fogueiras de inquisições sob novas formas, que continuam simbolicamente a existir com novas e mais eufemísticas modernas "fogueiras", reabertas ou disfarçadas, que estão sempre prontas para serem reacendidas implacavelmente, até mesmo com aqueles que, já mortos, não lhes podem mais responder com o seu direito à defesa e ao contraditório.
Que o digam pela voz do além, os não católicos mas cristãos, os judeus, os "cristão novos", forçados", os ateus, os agnósticos, os cátaros, albigenses que, glosando Dante, na entrada para o purgatório da Divina Comédia, poderia ter dito o que disse ou o seu contrário que, como parábola significaria o mesmo: "Óh vós que não alinhais, perdei toda a esperança..."
Saramago recebendo o Prémio Nobel de Literatura, em 1998
Podemos considerar que José Saramago foi um escritor verdadeiramente GLOCAL E CÍVICO, porque através das suas obras e posições públicas não só exprimia a problemática regional e nacional, como mergulhava nas grandes inquietações que o mundo do seu tempo atravessa, projectando na sua escrita e intervenções públicas, sempre uma posição cívica de Cidadania Universal, sem deixar de exprimir, por vezes, a sua caustica crítica, para defender uma visão humanista de um futuro que, idealizava, viesse salvar a humanidade.
As suas parábolas, às vezes cruas, objectivas e amargas, deixavam, todavia, entrever a solidez dos seus valores e a crença de que é possível um mundo melhor. Nem hesitou em se opor e de criticar publicamente, com toda a severidade, alguns actos e derivas de pessoas, organizações, estados e seus líderes, a que estava ligado ideologicamente, por julgar que a sua concepção de comunismo estaria a ser ou renegada ou atraiçoada, isto é, haviam abandonado, também, a base humanista que ele, sem dúvida, havia defendido.
O presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes,
afirmou que se perdeu "uma referência luminosa " Perdemos não apenas o
maior escritor português, mas uma referência luminosa de dignidade e
grandeza à escala universal", disse.
Em 2003, o mundialmente prestigiado e famoso crítico norte-americano Harold Bloom, no seu livro Genius: A Mosaic of One Hundred Exemplary Creative Minds
("Génios: Um Mosaico de Cem Exemplares Mentes criativas"), considerou
José Saramago " o mais talentoso romancista vivo no mundo do seu tempo"
(tradução livre de the most gifted novelist alive in the world today),
referindo-se a ele como "o Mestre".
Harold Bloom
qualificou-o, ainda, como... um dos últimos titãs de um género em vias de
extinção".
A citação consta do prefácio de "O Caderno", assinado pelo
italiano Umberto Eco, reproduzido pelo site do jornal
espanhol "El País".
Neste "Caderno", Saramago reúne textos publicados
inicialmente em seu blog.
No prefácio, Eco notava que, apesar de já ser
amplamente consagrado, Saramago ainda se dispunha a escrever as suas
reflexões sobre o mundo, na internet e a dialogar com os leitores.
No
mesmo texto, o pensador italiano lista alguns dos temas presentes na
obra de Saramago: os grandes problemas metafísicos, a realidade e a
aparência, a natureza e a esperança, e como são as coisas quando não as
estamos olhando. Eco arrisca ainda uma entre as muitas definições
possíveis para Saramago: um " delicado tecedor de parábolas".
De facto, Saramago foi um criador de uma escrita densa, substancial, recriando a tradição da narrativa oral, mas com uma oralidade muito inovadora, muito rica em metáforas e parábolas, que não podem ler-se e muito menos entender-se de forma literal, porque elas nos interpelam, nos instigam a ver mais largo e mais longe, a sentir mais fundo, mais emotivo e mais racional, tudo isso, ao mesmo templo, de modo simples e complexo, estático (passado e presente) e dinâmico (futuro), local, parcial e global, utópico, ficcional e real, ingénuo e arguto, modesto e orgulhoso, humilde e grandioso.
A obra de Saramago encontra-se amplamente editada no Brasil, onde o escritor português é muito apreciado.
O seu livro "Ensaio sobre a Cegueira" foi adaptado para o cinema em 2008 pelo realizador brasileiro Fernando Meirelles.
No
mesmo ano, uma exposição sobre o trabalho de Saramago foi exibida no
Brasil, país em que a sua obra é muito apreciada e divulgada. " José Saramago: a consistência dos sonhos" trazia cerca de 500 documentos originais e outros tantos digitalizados,
reunidos num formato que, misturando o tradicional e a tecnologia
moderna, levavam o visitante a uma agradável e rara viagem pela vida e
pela obra do escritor português, que um dia afirmou:
No
fundo, não invento nada, sou apenas alguém que se limita a levantar uma
pedra e a pôr à vista o que está por baixo. Não é minha culpa se de vez
em quando me saem monstros".
Casado com a tradutora e jornalista espanhola Pilar del Rio
em segundas núpcias, tem uma filha e dois netos do primeiro casamento.
Vivia na ilha espanhola de Lanzarote, nas ilhas Canárias, onde tem uma
fundação com o seu nome.
Saramago será sempre "uma referência" nacional - diz Presidente da República Portuguesa.
O
Presidente da República recordou hoje José Saramago como um “escritor
de projecção mundial”, sublinhando que o Nobel português “será sempre
uma figura de referência da cultura nacional. Escritor de projecção
mundial, justamente galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, José
Saramago será sempre uma figura de referência da nossa cultura”, refere
o chefe de Estado, numa mensagem de condolências à família do escritor,
enviada à comunicação social.
“Em
nome dos Portugueses e em meu nome pessoal, presto homenagem à memória
de José Saramago, cuja vasta obra literária deve ser lida e conhecida
pelas gerações futuras”, sublinha o Presidente, endereçando
condolências à família do escritor.
O Ministro da Cultura do Brasil lamenta a morte de José Saramago.
O ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, divulgou na manhã de hoje uma nota oficial lamentando a morte do escritor português José Saramago.
Aquele
responsável refere que José Saramago mantinha relações privilegiadas
com o Brasil e esteve presente em diversos eventos literários no país,
onde se tornou muito popular, mesmo antes de ter sido galoardoado com o
Prémio Nobel.
" A
sua perda é recebida com muita tristeza, particularmente pelos que têm
apreço pela língua portuguesa e pela sua importância cultural em tantos
continentes. O Ministério da Cultura do Brasil soma-se aos que lamentam
e manifestam a sua dor pela perda desse grande escritor" - diz a nota.
A escritora Nélida Piñon representará ABL nos funerais de Saramago
A Académica, que está em Espanha, foi designada para representar a Academia Brasileira de Letras na despedida do autor
Selma Calasans Rodrigues, enquanto Professora de Literatura Comparada na Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, teve ocasião de conhecer pessoalmente Saramago quando das suas frequentes palestras no Brasil - que sempre lotavam os auditórios - e com ele falar da importância da literatura Portuguesa e do grande impacto que José Saramago tem no Brasil e no mundo, tal como, já antes, Fernando Pessoa. Neste momento de ausência de José Saramago, Selma Calasans Rodrigues dá-nos este testemunho, que a seguir publicamos:
Ars longa, vita brevis*, Adeus
Saramago!
Hoje estamos de luto. As
personagens de nossa peça teatral decidem inesperadamente fechar a cortina e
terminar mais um ato. Por sorte, não nos deixam de mãos vazias. Personagens
como José Saramago nos deixam plenos, suas obras nos acompanharão e nos
inseminarão sempre.
Comecei por conhecer
Saramago, ou seja, sua obra nos Estados Unidos, pela mão de Emir Rodríguez
Monegal, professor em Yale, especialista em Jorge Luís Borges. Ele me entregou
o Memorial do convento e disse-me que lesse, que era uma obra muito
especial. De fato li e fiquei encantada com aquela história inesperada, narrada
num estilo também inédito.
Encantou-me a verdade da
construção de um convento, as pedras imensas carregadas por aquelas personagens
que geralmente não têm lugar na História oficial. Senti que Saramago queria dar
voz a eles a esses representantes dos 20 000 trabalhadores que construíram o
convento de Mafra. Outras personagens se entrelaçam: Bartolomeu Lourenço (ou
Gusmão) que constrói um sonho: a passarola voadora. A história que mais nos
encanta é a do amor de Baltazar e Blimunda que se entrelaça na outra. A música
de Domenico Scarlatti completa esse imenso painel que revela os
segredos de uma época repressiva. Histórias de desejo e de luta, muita luta
para tentar a realização dos mesmos.
Depois do Memorial do
Convento li muitos outros romances de Saramago, dos quais destaco O ano da
morte de Ricardo Reis, que também me encantou, Todos os nomes, O
Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a cegueira e outros . Não
gostei de todos com a mesma intensidade. Confesso que os dois primeiros citados
são os preferidos.
Tenho ainda obras a ler,
de Saramago, seus últimos romances, mas tenho sobretudo a convicção de que um
autor vale, sim, pelo conjunto de sua obra que se avalia quando está
" completa". Mas vale, sobretudo, por aqueles momentos
inesquecíveis, de verdade e de poesia : Blimunda e Baltazar Sete-Sóis…
Um avião do Governo português partirá para Lanzarote para recolher o
corpo de José Saramago que está a ser velado na Biblioteca de Lanzarote que tem o seu nome, e será transportado depois para a capital
portuguesa onde será realizada uma cerimónia fúnebre.
No avião, que
ainda não está decidido se segue hoje ou no sábado, viajará a ministra
da Cultura Gabriela Canavilhas. De Madrid viajará hoje mesmo para Lanzarote o embaixador português. José Saramago será cremado em Lisboa e as cinzas ficarão em Portugal.
ATÉ SEMPRE, SARAMAGO ! NOS REENCONTRAREMOS EM TEUS LIVROS E CONTIGO CONTINUAREMOS A DIALOGAR - MESMO COM OBJEÇÕES OU QUESTIONAMENTOS A ALGUMAS DAS TUAS PARÁBOLAS - PORQUE O TEU PENSAMENTO E EXPRESSÃO É TÃO LIVRE, COMO O VENTO, QUE HÁ-DE ILUMINAR E AFAGAR SEMPRE TODOS OS DIÁLOGOS, COMO QUEM NÃO SOFRE DAQUELA "CEGUEIRA" - A DA MENTE, QUE É A MAIS OBSCURA DE TODAS !
ATÉ SEMPRE, SARAMAGO ! PORQUE NOS HÁS-DE QUESTIONAR ATÉ À ETERNIDADE, QUE CONQUISTASTE, PORQUE DA LEI DA MORTE TE LIBERTASTE!
AQUI, NESTE ESPAÇO LIVRE QUE É O CULTURAS E AFECTOS LUSÓFONOS, TE RENDEMOS A NOSSA SINGELA HOMENAGEM.
Texto e pesquisa de internet
Carlos Morais dos Santos Professor Universitário (Apos.)
A consagrada cantora e compositora brasileira Elza Soares
foi ontem a grande estrela do espectáculo com que culminou o Prémio
Engenho de Comunicação 2010, que trouxe aos jardins da Embaixada de
Portugal em Brasília para cima de mil pessoas, entre jornalistas e
dirigentes dos principais órgãos de comunicação do Brasil,
personalidades dos meios políticos, artísticos e sociais.
O embaixador João Salgueiro
saudou os presentes frisando que o evento - que se realizou pela quinta
vez em sete edições na Embaixada de Portugal - já se tornou "mais uma
boa tradição luso-brasileira". O chefe da diplomacia lusa no Brasil
desafiou os organizadores a procurarem parcerias com entidades
portuguesas, lembrando que um bom ensejo para isso será a realização
simultânea, em 2012, do Ano de Portugal no Brasil e do Ano do Brasil em
Portugal.
Entre outras individualidades, estiveram presentes os juízes do Supremo Tribunal de Justiça Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Melo, o ex-ministro dos Desportos e actual pré-candidato a Governador de Brasília Agnelo Queiroz, o deputado federal Aldo Rebelo e o juiz do Tribunal de Contas da União, José Múcio.
Indicada várias vezes ao GRAMMY Awards e eleita pela BBC de Londres "a cantora do milénio",
Elza
Soares teve actuação brilhante, com perfeito domínio de voz, misturando
diversos ritmos, do samba à música electrónica e ao jazz, que fizeram
vibrar o numeroso público presente.
Lançado pela jornalista Kátia Cubel,
o Prémio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira
Notícia - foi criado em 2004 para destacar as melhores iniciativas e os
mais prestigiosos profissionais da Imprensa na capital do Brasil.
A Embaixada de Portugal no Brasil acolhe hoje, pela 5ª vez, o Prémio Engenho de Comunicação -
iniciativa que distingue profissionais e órgãos dos Media que produzem notícias a partir de Brasília.
O
Prémio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira Notícia
foi criado em 2004 para destacar as melhores iniciativas e os melhores
profissionais da Imprensa na capital do Brasil.
A
cerimónia de entrega dos prémios transformou-se, com o decorrer dos
anos, na Grande Festa Anual da Media de Brasília, estando inscrita no
calendário oficial de eventos do Distrito Federal.
O
encontro reúne centenas de profissionais de todos os grandes órgãos de
comunicação social do país, além de numerosas personalidades dos meios
políticos, sociais, académicos e empresariais.
Este ano, integraram o júri o ministro do Supremo Tribunal Federal - STF, Marco Aurélio Mello; o ministro do Tribunal de Contas da União - TCU, José Múcio Monteiro; a presidente da Associação Comercial do DF, Danielle Moreira; o presidente da Ordem dos Advogados de Brasília-DF, Francisco Caputo, e o professor de Comunicação da Universidade de Brasília, Sérgio de Sá.
A
integração das actividades académicas da Universidade Lusófona, de
Lisboa, e da Unicenid-Faculdade de Ciências Gerenciais da Bahia será
assinalada, na próxima quinta-feira (17), em Salvador, com uma
cerimónia no Hospital Português.
Durante o evento, o embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro, proferirá a palestra "Portugal e o Brasil no Mundo Contemporâneo - uma perspectiva lusófona".
A
cerimónia conta com o apoio do Consulado Geral de Portugal na Bahia,
Gabinete Português de Apoio e Câmara Portuguesa de Comércio no
Brasil-Bahia.
No
âmbito de uma deslocação à Europa, a Orquestra Juvenil da Bahia (YOBA –
Youth Orchestra of Bahia) apresenta-se a 9 de Julho no Grande Auditório
do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
O
local do concerto não poderia ser mais emblemático: o CCB fica em
frente ao Monumento das Descobertas, local de onde partiram as
caravelas rumo ao descobrimento do Brasil. E para onde o Brasil agora
volta, representado pela 1ª orquestra jovem da Bahia.
Dirigida por Ricardo Castro,
a Orquestra desloca a Portugal cem dos melhores integrantes das
"Orquestras Neojibá - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e
Infantis da Bahia". Criado em 2007 como um dos programas prioritários
do Governo do Estado da Bahia, o Neojibá tem por objectivo alcançar a
excelência e a integração social por meio da prática colectiva da
música.
De regresso ao Brasil, o grupo
deverá ainda actuar em Belo Horizonte, São Paulo, assim como participar
pela segunda vez no Festival Internacional de Inverno de Campos de
Jordão.
A
propósito da passagem do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
Portuguesas, o jornal "O Globo" publica na sua edição de 11/06/2010, sob o
título "Um assunto de Família", artigo do Cônsul Geral de Portugal no
Rio de Janeiro, António de Almeida Lima, que, com a devida vénia, a seguir se transcreve.
" Para nascer, pouca terra; para morrer, toda a terra" “(…)
Mas estes são os ossos de que mais se deve prezar vosso sangue” Padre
António Vieira - sermão na Igreja de S. António dos Portugueses, Roma,
1670.
O dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
Portuguesas, celebra-se anualmente a 10 de Junho, data do falecimento
do grande poeta da nossa língua. É, tradicionalmente, uma oportunidade
para os portugueses espalhados pelo mundo celebrarem a sua pátria de
origem, ou tão só a sua a segunda pátria, para os que a adoptaram mais
tarde. Evocamos então, em especial, a história, a cultura e as
conquistas humanas dos portugueses bem como as suas tradições.
Homenageamos nossos antepassados e ensinamos nossos filhos a respeitar
as suas origens.
Portugal existe como Nação há quase 900 anos.
As suas fronteiras estão definidas há mais de 700 anos. Começámos
poucos, mas determinados a defender a nossa soberania e a mostrar a
nossa vontade de estabelecer relações com outros povos. Ao longo dos
séculos viajámos muito e fixámo-nos pelo mundo. Com maiores ou menores
vicissitudes, erros (quem os não comete?) e sucessos, logramos
estabelecer pontes humanas. Criámos no passado um dos impérios mais
vastos e poderosos do mundo.
Voltámos, entretanto,
geograficamente, à dimensão europeia, que nos aproxima do original do
nosso território. Mas estamos incomparavelmente mais enriquecidos nos
planos cultural e social.
A nossa língua é falada oficialmente
por oito países nos quatro cantos da terra num total de cerca de 230
milhões de pessoas. Não seremos mais a potência politica económica e
militar de outrora, mas temos hoje uma presença humana vasta com a qual
nos identificamos pelo idioma comum que é um dos mais falados em todo o
mundo. Temos excelentes relações com todos os povos de fala portuguesa,
para além de não termos, felizmente, inimigos entre nenhuma nação do
globo. Portugal deu no passado ao mundo, e continua a dar no presente,
figuras de grande reconhecimento nas mais diversas áreas da actividade
humana.
Porque é
oportuno, menciono apenas dois exemplos totalmente díspares mas hoje
igualmente conhecidos no Brasil: Santo António, cuja data evocativa é
13 de Junho, nado, criado, ordenado, em Lisboa no século XIII,
encontrou a resposta mais empolgante e generosa do seu tempo no exemplo
franciscano e por isso partiu para o mundo, para servir os outros, na
pobreza, tornando-se o expoente da riqueza da oratória e de virtudes
que seduzem até hoje tanta gente; o futebolista Cristiano Ronaldo, nado
pobre, no final do século XX, na Ilha da Madeira é um exemplo mundial
de excepcional profissional, competente e totalmente empenhado em
servir bem o maior espectáculo da terra na actualidade.
São
expoentes do Portugal de ontem, de hoje e de sempre: a determinação em
enfrentar os desafios do seu tempo e, com as bases aprendidas na sua
terra, partir “à conquista do mundo”. Como dizia Padre António Vieira,
“…para nascer, Portugal; para morrer, o mundo. Para nascer, pouca
terra, para morrer, toda a terra”.
Toda
a emigração é uma gesta de aventura, de desafio, de risco, de aposta no
futuro, de combate contra as adversidades da vida. Cada emigrante é um
lutador pela liberdade de realização individual. Porém, a história
desses movimentos, pelo menos no que respeita aos portugueses do Rio de
Janeiro, e não só, demonstra que ela foi também feita de exemplares
solidariedades: as beneficências, as caixas de socorros, os hospitais,
os lares, as misericórdias, as irmandades, as bibliotecas, os liceus,
etc. Essas obras provam que os imigrantes portugueses trouxeram para o
Brasil para além da sua força pessoal de vencer na vida, a forte
convicção de que nada se consegue sem gestos generosos e continuados de
auxílio mútuo. Dar para receber. Dar mesmo, sem esperar nada receber em
troca.
O Brasil conhece bem o contributo dos imigrantes
portugueses para a construção desta grande Nação e está reconhecido por
esse facto. Portugal agradece ao Brasil e está-lhe reconhecido por ter
acolhido aqui os seus filhos e ter-lhes permitido realizarem os seus
sonhos de um mundo maior e melhor. E hoje, diante das actuais
dificuldades financeiras e económicas em Portugal, que estamos certos
serão temporárias, o exemplo desta acolhida brasileira ganha
recordações familiares.
O presidente Lula afirmou em Portugal,
em Maio findo, que o Brasil está pronto a ajudar Portugal de novo,
nesta fase. Agora, como sempre, o Brasil demonstra a profunda relação
fraterna existente entre nós. A hora é também de os portugueses no
Brasil reforçarem o apego às duas nações e ao aprofundamento da relação
entre elas. A solidariedade é para nós um assunto de família, do mesmo
sangue, porque este “é mais espesso do que a água”.
António Almeida LimaCônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro
Era
vista como uma língua de especialistas, mas agora há um novo objectivo:
tratar o Português como valor acrescentado no mercado global de
trabalho.
A
mudança, estratégica, tem a ver com a ideia de que o Português é a
sexta língua mais falada do mundo e que, por isso, os outros países
entenderão a vantagem de a oferecer integrada nos seus sistemas de
ensino. Conseguir que um aluno do secundário em Espanha, França,
Alemanha ou outro país escolha o Português como língua de opção nos
seus estudos, é, neste momento, um dos grandes objectivos do Instituto
Camões (IC).
"[Até agora] tínhamos uma
política de apoio às comunidades [portuguesas] que direccionava muito o
ensino para as questões da identidade", explica Ana Paula Laborinho, presidente do IC desde Janeiro. A mudança, profunda, foi iniciada ainda com a anterior presidente, Simonetta Luz Afonso.
Implicou uma nova lei orgânica (desde 1 de Janeiro) que transferiu para
o IC (até aqui muito centrado no ensino superior através de uma rede de
leitorados e centros de língua) competências ligadas ao ensino básico e
secundário que eram do Ministério da Educação.
Novas
responsabilidades acompanhadas de mais dinheiro: um orçamento de cerca
de 45 milhões de euros, ou seja, mais 30 milhões do que em 2009. É uma
opção que "parte da percepção de que o Português é uma grande língua de
comunicação global e portanto tem um papel estratégico em termos
internacionais", afirma Laborinho.
Decorreu
na Universidade de Brasília o “I Simpósio Internacional Brasil-África:
diálogos possíveis”, numa organização da Cátedra Agostinho da Silva, em
colaboração com o Instituto Camões.
A sessão inaugural foi presidida pelo Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal no Brasil, pianista Adriano Jordão,
que salientou a actual projeção do português nos fora internacionais,
nomeadamente os africanos, e do seu enriquecimento pelas contribuições
recebidas por parte dos escritores dos países africanos de língua
portuguesa.
O coordenador do Simpósio, Professor Doutor Edivaldo Bérgamo,
agradeceu o apoio que desde a sua criação a Cátedra Agostinho da Silva
recebeu do Instituto Camões e referiu a influência decisiva do pensador
português na constituição da CPLP, como seu mentor ideológico.
Agostinho da Silva (Porto,13/2/1906 – Lisboa, 3/4/1994)
“Os
Portugueses só vão ser o que quiserem ser! No fundo, é simples, depende
apenas de encararmos o futuro como passado ou o passado como futuro…”
Agostinho da Silva - Filósofo,
poeta, ensaísta, professor, licenciado em Filologia Clássica (1929),
doutorado com louvor (1929), colaborador da Revista Seara Nova,
fundador do Núcleo Pedagógico Antero de Quental (1939), co-fundador de
universidades no Brasil, criador de Centros de Estudos.
O embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro, profereuma
conferência sobre o tema “Portugal e Brasil no Mundo Contemporâneo –
Uma PerspectivaLusófona”, no dia 17/06, às 20 horas, no auditório do
Hospital Português,em Salvador.
O
evento é promovido pela Universidade Lusófona de Lisboa e a Unicenid –
Faculdade de Ciências Gerenciais da Bahia, com o apoio do Consulado
Geral de Portugal, Gabinete Português de Leitura e Câmara Portuguesa de
Comércio do Brasil-Bahia.
A
conferência marca o início da integração das atividades académicas
entre aquela instituição de ensino portuguesa e a Unicenid, no Estado
da Bahia.
"...Baptizado como Adriano Gonçalves, o cantor foi toda a
vida chamado pelo seu petit-nom, ou o "nominho", como dizem os
cabo-verdianos com alegria e voz cantada. Na realidade, o seu
"nominho" é universalmente conhecido e não há um africano no mundo
inteiro, dentro ou fora do seu continente, que não tenha dançado ao som das
mornas de Bana. Mais, não há no mundo um único cabo-verdIano que não se comova
com a sua voz, que não chore ou "vá a correr chorar para o ombro de
alguém" quando o ouve cantar Lua Nha Testemunha, a última composição do
lendário B. Leza, músico que Bana canta, celebra e perpetua como ninguém.
Celina Pereira, poetisa de Cabo Verde, ri e assume esta necessidade de correr
para o ombro de alguém sempre que ouve a voz de Bana e depois fala com
naturalidade da eterna saudade que os cabo-verdianos sentem da sua terra. A
diáspora está espalhada pelo mundo inteiro e Bana acompanha os seus onde quer
que eles estejam, sejam eles quem forem e façam eles o que fizerem. Enche-lhes
a alma e aquece-lhes o coração com aquela sua voz calorosa, quente,
apaixonante.
Bana é um homem muito grande, desmedidamente alto, que caminha devagar e nunca
se atrapalha. Na saúde ou na doença sempre teve um ritmo próprio e um balanço
muito seu. Um swing musical envolvente que prende e transporta para um mundo à
parte. Quando ele começa a cantar, todos se calam e tudo fica certo.
Bana tem mãos grandes que seguram as nossas e nos enchem de confiança e também
tem uns pés enormes que lhe dão graça e provocam admiração pelo tamanho mas,
acima de tudo, por conhecerem a terra que pisam. O mundo à sua volta pode
tremer ou desabar que Bana permanece sempre de pé, inteiro, lúcido e tranquilo.
Este seu tamanho físico corresponde a um talento musical sem medida, a uma
estatura intelectual invulgar e a uma elevação moral que fazem dele um homem
muito completo. E muito bom.
A tudo isto Bana acrescenta uma voz incomparável que transforma os corações e
converte as almas. A alma com que canta as suas mornas e a voz que empresta aos
antigos e novos compositores é uma alma consagrada e daí a sua inspiração. Como
se a sua voz também fosse uma voz redentora, que une o que anda disperso pelo
mundo e salva o que parece perdido.
Bana gravou mais de quarenta discos, foi e é o mais fiel intérprete do célebre
e saudoso B. Leza com quem aprendeu a cantar. Conquistou Cabo Verde com Nha
Terra e Pensamento e Segredo e converteu-se rapidamente numa lenda viva. Dentro
e fora das ilhas, Bana está para as mornas e para a música cabo-verdiana como a
Amália para o fado e o Eusébio para o futebol. Pela sua mão chegaram a Portugal
e ao mundo músicos e cantores como Tito Paris, Paulino Vieira e Leonel Almeida,
entre tantos outros talentos reconhecidos.
Figura imponente, Bana comove plateias inteiras quando canta Maria Barbara e as
suas mornas inconfundíveis. Celina Pereira diz que ele é "o fio condutor
entre sucessivas gerações de músicos cabo-verdianos" e todos reconhecem o
dom. Não apenas o dom musical, mas a propriedade com que canta a saudade e o
talento com que enraíza no mundo esta cultura sem igual que é a cultura de Cabo
Verde.
E é por tudo e tanto que fez e continua a fazer, mesmo estando deitado numa
cama de hospital, que apetece celebrar o homem e o músico, esperando que toda a
sua força e fé o ajudem a melhorar para poder voltar rapidamente a cantar." _______________________________________________
BANA A LENDA VIVA DA MÚSICA CABO VERDIANA RECEBE JUSTA HOMENAGEM, NO BELO TEATRO MUNICIPAL SÃO LUIZ DE LISBOA
IMAGENS DE UMA NOITE INESQUECÍVEL!
Aconteceu
na passada sexta-feira, dia 11 de Junho, no Teatro São Luiz,
em Lisboa. Organizado
por Miguel Anacoreta Correia, o grande espectáculo
de homenagem a Bana, a lenda
vida da música cabo-verdiana, proporcionou
momentos únicos, para uma sala
lotada.
Aqui
ficam alguns desses momentos.
As fotos são de Xan.
Bino
Barros e a sua banda abriram o espectáculo. Vindos de Espanha,
trouxeram
juventude, irreverência e novos sons da diáspora.
A
primeira grande emoção: Luz Maria, a filha mais nova do homenageado, estreou-se
neste espectáculo. Quando Bana, de surpresa, entrou para completar o
dueto e apadrinhar esta passagem de testemunho, a sala quase vinha abaixo de
emoção.
A
apresentação esteve a cargo de uma emocionada Laurinda Alves, aqui com
Leonel
Almeida que, além de actuar, contou a primeira estória da noite.
Rita
Lobo, sempre elegante e de voz quente.
Dany
Silva, outro amigo de longa data, que fez uma passagem relâmpago
pelo São Luiz,
já que, com tantos artistas e músicos neste espectáculo,
alguém tinha que
assegurar a música na Casa da Morna, como todas as noites.
Mayra
Andrade veio propositadamente de França, aqui num
momento emocionado do seu
dueto com Bana.
O
grande Morgadinho, vindo expressamente de Cabo Verde,
aqui ainda em ensaios.
Eneida
Nelly e Gonçalo Moita trouxeram 3 momentos de texto e poesia,
como que fazendo
o enquadramento da homenagem.
Os
sempre espectaculares Alma de Coimbra, além de abrirem a segunda
parte
com 4 temas do seu repertório, convidaram Bana para um Sodade 'honoris
causa'.
Celina
Pereira, além das músicas programadas, surpreendeu Bana
com o tema que este sempre lhe pede para cantar, desde os tempos
do Eden Parque: Avé Maria
do Morro.
Tito
Paris fez questão de aparecer, de surpresa, já próximo do final do espectáculo.
Luis
Fortes veio da Holanda para actuar e homenagear o seu amigo. Aqui,
num momento de amizade que deliciou a plateia, com D. Aquilina, esposa
de Bana,
e o também recuperado Armando Tito, que subiu ao palco para
acompanhar os temas
finais da actuação de Bana.
No
final, com todos em palco, Leonel Almeida e Luis Fortes entregaram a
Bana um
troféu, em nome dos músicos cabo-verdianos da diáspora, enquanto
Princezito
entregou uma lembrança trazida dos músicos de São Vicente.
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