TOP BLOG 2010

TOP BLOG 2010

Boas Vindas a esta comunidade de Culturas e Afetos Lusofonos que já abraça 76 países

MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS

NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.

TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.

domingo, 25 de abril de 2010

Poema GAIVOTA DE ABRIL por Carlos Morais dos Santos

A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS



Revolução dos Cravos é o nome dado à revolução que derrubou, sem derramamento de sangue e sem grande resistência das forças leais ao governo, o regime ditatorial herdado de Oliveira Salazar e aos acontecimentos históricos, políticos e sociais que se lhe seguiram, até à aprovação da, Constituição Portuguesa em Abril de 1976.
O Cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de 25 de Abril de 1974. Logo ao amanhecer o povo começou a juntar-se nas ruas, juntamente com os soldados revoltosos, liderados pelos jovens capitães. Entretanto, uma florista, que levava cravos para um hotel, terá dado um cravo a um soldado, que o colocou no cano da espingarda. Outros o imitaram, enfiando cravos vermelhos nos canos das suas armas.
É consensual ter trazido essa Revolução do “25 de Abril”, conduzida por esses jovens ficiais, a Liberdade ao povo português, oprimido durante décadas. Por isso, se denomina “Dia da Liberdade” o feriado  nacional instituído em Portugal para comemorar todos os anos a revolução iniciada no dia 25 de Abril de 1974.

Quase todos reconhecem que, de algumas formas, “o 25 de Abril” representou um grande salto no desenvolvimento politico-social e na modernização do país. Mas as pessoas mais idealistas, à esquerda do espectro político, tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu,

Não obstante Portugal ser hoje um país bastante moderno e com infra-estruras e  áreas de  actividade muito avançadas (estradas, saúde, educação, comunicações, investigação científica e tecnológica,  internacionalização da economia), mas tendo em conta que ainda subsiste um grande desnível entre os indicadores económicos e sociais de Portugal e os dos países mais desenvolvidos da Comunidade Europeia, Portugal continua, como antes, nos tempos da ditadura, no fim da escala europeia.

O facto de haver ainda cerca de 20% da população em situação de pobreza e, agora, em consequência da crise mundial, mais de 10% de desempregados, com baixos apoios da Segurança Social, serve de base aos que muito esperavam da reconquista da democracia pela Revolução de Abril de 1974 e da posterior integração de Portugal na Comunidade Europeia, para reclamarem que o espírito e os ideais de Abril -"Cravos da Esperança" - não chegou com equidade a todos os portugueses, em especial aos das camadas pobres da população e aos trabalhadores que ainda auferem salários, em geral, muito abaixo das médias europeias, para funções correspondentes, enquanto gestores de topo de grandes empresas e instituições públicas ou participadas pelo estado, colocados aí como comissários políticos dos partidos que dominam o poder, e em muitos casos sem curriculos profissionais justificativos, auferem escandalosas remunerações de milhões de Euros anuais, muito acima das médias internacionais.

Os poetas, os músicos, os artistas plásticos, os escritores, muitos intelectuais, cientistas,  professores, sindicalistas e sindicatos e o povo trabalhador, têm sido aqueles que, usando as suas artes e os seus meios, têm constituído o clamor de descontentamento que reclama mais justiça social, melhor e mais justa distribuição de riqueza, denunciando as indiferenças e incompetências, os descasos, a ganância de privilegiados e a corrupção, em grande parte, responsáveis pelos gritantes desníveis sociais, que ainda subsistem num país com  grande percentagem de salários mínimos que são cerca de metade da média dos países da Comunidade Europeia, de onde Portugal tem recebido volumosos recursos financeiros para promover a coesão social e se nivelar pela média Europeia.

Por isso eu clamo, grito, lamento, luto e reclamo em meus poemas, textos, palestras e intervenções cívicas, para ter de volta os “Cravos da Esperança da Revolução de Abril”, que resgatem os meus concidadãos esquecidos da justiça social, para que, um dia, o meu “Sossego Intranquilo” cante poemas de exaltação plena de Portugal, e as gaivotas do meu Tejo, sejam as boas mensageiras dos Cravos Resgatados para enfeitarem um Abril Renovado.
    

GAIVOTA DE ABRIL
À Luz do sol da manhã,
Ave do Tejo me saudaste
Em sois de fogo vermelho
pássaro aberto, tu vibraste

Num dia de sol amarelo,
Gaivota livre, tu sonhaste

Prisioneira d`armadilhas, sofrida,
De asas quebradas, tu choraste

Em voos de esperança perdida
Fénix branco, de novo voaste
E num olímpico voo de coragem,
Corpo arfando, os mares cruzaste

E no espelho do Tejo a tua imagem  
em alvorada de Abril, reencontraste
um cravo vermelho na tua plumagem,
E em tarde de novo sol, te enfeitaste !

Asas abertas, rasgando o norte,
Foi tua viagem um voo brilhante !
Meu pássaro belo, generoso e forte,
Foste uma gaivota de voo triunfante !

Oh Gaivota do Tejo, alada e branca Liberdade
que visitas minhas janelas à beira do rio amante
Ouço teus ais gritando com o Tejo a triste saudade
      Do Abril dos Cravos naufragados num mar distante

 















UMA GAIVOTA, VOAVA, VOAVA…









Texto, Poema e Fotos
Carlos Morais dos Santos
Cônsul (Lisboa) M.I.Poetas Del Mundo

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Poema JÁ NÃO TENHO TEMPO - Por Carlos Morais dos Santos













JÁ NÃO TENHO TEMPO

Já não tempo para viver não vivendo;
Para sorrir não sorrindo;

Para alimentar conversas inócuas;
Para participar em discussões sem sentido;
Para ter de ouvir falsas convicções de egos perdidos 
ou mal realizados;
Para aqueles “sábios lacónicos”, mestres do silêncio 
que nada têm para dizer;
Para aqueles outros “sábios eloquentes” 
que só repetem as ideias de outros
e só discorrem sobre o óbvio, e só vislumbram 
o que já aconteceu;
Para aqueles que só mostram a coragem 
escondida em bastidores 
e no íntimo dos seus grupos de cumplicidade
ou em conversas sussurradas em esquinas 

de passos perdidos;












Já não tenho mais tempo ocioso
para aqueles “analistas críticos” que só sabem criticar
os que pensam, os que falam, dizendo, 
os que fazem, fazendo,
mas eles, os críticos, não arriscam eles próprios 
pensar, dizer, fazer;
Já não tenho mais tempo ocioso
para aqueles que são “valentes à distância” 
e cobardes perante as situações;
Para aqueles egoístas e ingratos que nunca 
dão de si próprios,
mas, num momento, esquecem o que receberam 
dos que se deram;
Para aqueles ambiciosos da ganância compulsiva que, 
arrogantes e frios, desprezam o respeito
 e a honra, a ética e a dignidade moral, a estima,
os afectos, o humanismo, e até  o simples
civismo e a boa educação;
Para aqueles que fazem do seu caminho 
transviados da vida,
não uma bela aventura sincera e generosa, 
mas uma tortuosa estrada onde
espreitam de tocaia oportunidades de salteador.
PARA TODOS ESSES JÁ NÃO TENHO MAIS TEMPO, 
PORQUE:










JÁ SÓ TENHO TEMPO PARA VIVER, VIVENDO,
PARA SENTIR, SENTINDO
PARA APRENDER, APRENDENDO
PARA SORRIR, SORRINDO
PARA CAMINHAR, CAMINHANDO
PARA PENSAR, PENSANDO
PARA DIZER O QUE SINTO
PARA SENTIR O QUE DIGO
PARA AMAR, AMANDO
PARA LUTAR, LUTANDO
POR AQUILO EM QUE ACREDITO




















Fotos e Poema
Carlos Morais dos Santos

Poema CRONOS II - Por Carlos Morais dos Santos




















CRONOS II

Podemos medir o tempo…
Mas em dias
Um dia de cada vez,
Dia após dia
Porque há dias para esquecer
Há dias para lembrar com alegria
Há dias para valer
Por toda uma vida

Há dias de nada acontecer
Há dias que deixam ferida
Há dias de amolecer
Vida dorida

Há dias que podem mudar
Toda uma vida
Há dias que podem adiar
Vida prometida
Há dias para chorar
Vida perdida
Há dias para esquecer
Vida arrependida
Há dias para pensar
Vida vivida
Há dias para reviver
Dias passados
Há dias para antever
Dias esperados
Há dias para reflectir
Um novo sentido da vida
Há dias para reconstruir
Vida destruída

Mas cada dia é especial
Porque cada dia não tem idade
Cada dia tem um Sol magistral

Cada dia é o nosso tempo de eternidade !!!


Fotos e Poema
Carlos Morais dos Santos

Poema CRONOS I - Por Carlos Morais dos Santos











CRONOS I

O tempo não existe !
O tempo é um movimento
Que persiste, persiste…
No Cosmos Universal

O tempo é só espaço e momento
É um movimento sideral
A memória de uma distância
Dos grãos de pó da explosão original !

O tempo não vai passando
Nem tem futuro para prever
Só tem movimento desgastando
Cada presente-instante de todo o ser

Mas podemos medir o espaço-tempo
Por cada dia-momento de espaço para viver !


Foto e Poema
Carlos Morais dos Santos

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Festival Tordesilhas — Poetas de Língua Portuguesa - Lisboa 5 a 7 de Maio de 2010





O Festival Tordesilhas — Poetas de Língua Portuguesa, que acontecerá entre
os dias 5 e 7 de maio de 2010, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, é um encontro
internacional que reunirá poetas do Brasil, Portugal e África para um ciclo de
palestras, debates, recitais e performances, com o objetivo de ampliar o diálogo entre
os autores dos países de língua portuguesa. Entre os temas abordados no encontro
estão os seguintes: “A poesia de língua portuguesa na era da globalização”, sobre a
repercussão das literaturas escritas em nosso idioma na nova ordem internacional; “O
diálogo literário entre Brasil e Portugal”, e “A poesia contemporânea de língua
portuguesa em países africanos”. O evento, que tem a curadoria dos poetas brasileiros
Virna Teixeira e Claudio Daniel, contará também com recitais, performances,
lançamentos de livros e revistas de editoras brasileiras e portuguesas.

A primeira edição do Festival Tordesilhas foi realizada em 2007, em São
Paulo, também com curadoria de Virna Teixeira e Claudio Daniel, e contou com cerca
de 25 convidados estrangeiros ibero-americanos, entre eles o uruguaio Roberto
Echavarren, a argentina Tamara Kamenszain, os espanhóis Adolpho Montejo Navas e
Joan Navarro e a mexicana Coral Bracho, para citar alguns. O festival reuniu também
poetas de vários estados do Brasil.

PROGRAMAÇÃO
Data: 5 a 7 de maio de 2010
Apoio: Embaixada do Brasil em Portugal, Casa Fernando Pessoa
Curadoria: Virna Teixeira e Claudio Daniel (Brasil)

Dia 5 de maio:

19h Abertura - O diálogo literário entre Brasil e Portugal, com Horácio Costa
(Brasil), Casimiro de Brito (Portugal) e Claudio Daniel (Brasil). Moderadora: 
Virna Teixeira (Brasil)
20h Recital - Ana Marques Gastão (Portugal), Simone Homem de Mello (Brasil),
Horácio Costa (Brasil), Nuno Júdice (Portugal), Jorge Velhote (Portugal).
21h Apresentação do livro Amo Agora e da plaquete Amor Cego & outros poemas de
amor, com Casimiro de Brito e Marina Cedro.
Exposição de revistas literárias e livros de poesia de língua portuguesa.

Dia 6 de maio:
19h Debate - A poesia contemporânea de língua portuguesa na África, com Jorge
Arrimar (Angola), Jorge Viegas (Moçambique) e Delmar Maia Gonçalves
(Moçambique). Moderador: Claudio Daniel (Brasil).
20h Recital - com Jorge Arrimar (Angola), Catarina Nunes de Almeida (Portugal),
Jorge Viegas (Moçambique), Aurelino Costa (Portugal), Delmar Maia Gonçalves
(Moçambique).
21h Apresentação do livro Escrito em Osso, do poeta Claudio Daniel, publicado pela
editora Cosmorama.
Video-corpo-poema, com Eduardo Jorge (Brasil).

Dia 7 de maio:
19h Debate - A poesia de língua portuguesa na era da globalização. Com João
Miguel Henriques (Portugal) e Virna Teixeira (Brasil). Moderador: Eduardo Jorge
(Brasil)
20h Recital - Jorge Velhote (Portugal), Eduardo Jorge (Brasil), João Miguel
Henriques (Portugal), Ruy Ventura (Portugal), Virna Teixeira (Brasil).
21h Apresentação do livro Ravenalas, de Horácio Costa (editora Demônio Negro)
Apresentação da plaquete “Entulho”, de João Miguel Henriques, pela Arqueria
Editorial

POETAS CONVIDADOS
Portugal:
Ana Marques Gastão
Aurelino Costa
Casimiro de Brito
Catarina Nunes de Almeida
João Miguel Henriques
Jorge Melícias
Jorge Velhote
Nuno Júdice
Ruy Ventura
Brasil:
Claudio Daniel
Eduardo Jorge
Horácio Costa
Simone Homem de Melo
Virna Teixeira
Angola:
Jorge Arrimar
Moçambique:
Delmar Maia Gonçalves
Jorge Viegas

APOIOS:





domingo, 18 de abril de 2010

A MINHA CASA DE CAMPO - Por Lúcia Helena Pereira, Poetisa das Flores





SEMPRE ACALENTEI UM SONHO: PASSAR UMA
BOA TEMPORADA NUMA CASA DE CAMPO, COMO
ESSA, EM ALGUM LUGAR DA ÁUSTRIA, COM JANELAS
 POETICAMENTE ADORNADAS DE FLORES.
P R E T E N S ÃO?
APENAS UM SONHO QUE A POESIA DA VIDA ME
DEU E GUARDEI, PARA COMPOR A MÚSICA
IMORTAL DO MEU CORAÇÃO!!!


Lembro-me dos slides que o meu cunhado Cleanto Wanderley (de saudosa memória), passava em sua residência da Marinha, tanto em Natal, como em Nova Friburgo, ou no Rio de Janeiro.
Vistas lindas do Brasil e de outros países que tanto me
fascinavam. 

Uma noite, enquanto passava slides de várias
casas de campo desse mundo afora, uma, em particular,
prendeu minha atenção. Dentro de mim ouvia uma voz
interior: essa é a sua morada ideal!

O fato é que jamais tive grandes ambições. Menina do
interior, convivendo entre familiares e "crias da casa";
vendo e revendo cotidianos cheios de amenidades:
as feiras; festas juninas; procissões; cortejos dos
"anjinhos" (crianças que morriam) com os ataúdes
cobertos com jasmin vapor (flor de aroma forte);
os festejos da festa de N.Sra. da Conceição -
padroeira de Ceará-Mirim (que é o meu poema
de amor e encantamento); as idas constantes
pelo Guaporé, Oiteiro, Mucuripe, Usina São Francisco
e Fazenda Santa Águeda...Os familiares e suas visitas;
a calçada da casa-grande dos meus pais, na Rua Grande,
todo o encanto e afã aos olhos de uma menina que
que despertava para a sensibilidade das coisas.

Em Natal, na maturidade, numa de minhas idas ao sul,
conheci um sítio no Rio Grande do Sul, pelo qual
me apaixonei, e seu dono apaixonou-se por mim.
Santo Deus, ele era viúvo e pai de seis filhos e eu não
tinha o menor talento, naquele tempo, para ser mãe
de tão grande prole. 

Esse sítio, maravilhoso,
perto da linda praia de Torres, era o próprio paraíso
para os meus olhos: o chalé arrodeado de flores
(sobretudo , hortências de cores variadas); os
ricos pés de frutas (peras, maçãs, uvas e os morangos
perfilando os caminhos e beijando os parapeitos das janelas);
a lareira, na sala principal; a chaminé, com sua linda fumaça
formando desenhos na densidade do ar (pelo frio intenso)...
Uma paisagem para sonhos e para os que sabem sonhar.

Lembro-me do córrego escorregando pelas pedras
e vegetação perfumada, enchendo meus olhos, como
se fossem grandes conchas aparando as águas dos
olheiros de minha infância no vale verde.

Queria uma casa no campo. Uma lareira, jarros de
flores, o chocolate quente ou chá, colher morangos e peras,
ouvir a música dos córregos e a sinfonia dos pássaros
festejando suas harmonias, sob um céu de anil.

O meu sonho, hoje, se concretiza nas belas imagens
que a internet me permite ver. E eu ganhei essa
casa de campo de algum lugar da Áustria, junto com
belas e inesquecíveis valsas. Quem sabe? talvez um
capitão Von Trapp, da "Noviça Rebelde", me convide
para a minha velhice naquela casa de Salzburg,
junto ao grande e perfumado rio austríaco, e me ofereça um
anoitecer com muito carinho, sopa quente, legumes
frescos, frutas colhidas por mim...e singelos carneirinhos
correndo por aquele verde-azulado e eu correndo sobre suas pegadas.

Sonhar a poesia da vida.

HOJE, MEU SONHO ME SORRIU, ABRAÇEI-O,

AMEI-O E ELE SORRIU PARA MIM E ME FEZ FELIZ.
Lúcia Helena Pereira