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Boas Vindas a esta comunidade de Culturas e Afetos Lusofonos que já abraça 76 países

MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS

NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.

TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Presidente de Portugal envia condolências ao "povo irmão do Brasil" pelas vítimas das cheias


Dilma visita áreas atingidas pelas chuvas acompanhada do governador Sérgio Cabral (à dir.)
Presdidente do Brasil  Dilma Rousseff visita áreas atingidas pelas chuvas
Homem passa por baixo de poste caído em rua de Teresópolis; veja fotos dos estragos

O Presidente da República portuguesa, Cavaco Silva, enviou uma mensagem de condolências à Presidente brasileira, Dilma Rousseff, demonstrando "profundo pesar e sentida solidariedade" àquele "povo irmão", após cheias e deslizamentos de terras terem provocado centenas de mortos.

"Nesta hora difícil e de grandes desafios, quero transmitir a Vossa Excelência, ao povo irmão do Brasil e, muito especialmente, às famílias das vítimas, os sentimentos do nosso profundo pesar e sentida solidariedade".

Cavaco Silva  manifestou ainda "grande consternação" ao tomar conhecimento do "elevado número de vítimas e avultados prejuízos materiais" provocados pelas fortes chuvas na região do Rio de Janeiro.

É o seguinte o teor da mensagem de condolências do Presidente Aníbal Cavaco Silva:

"Senhora Presidente,

Foi com grande consternação que tomei conhecimento dos trágicos efeitos das fortes chuvas que vêm atingindo vastas regiões do Brasil, provocando um elevado número de vítimas e avultados prejuízos materiais.

Nesta hora difícil e de grandes desafios quero transmitir a Vossa Excelência, ao povo irmão do Brasil e, muito especialmente, às famílias das vítimas, os sentimentos do nosso profundo pesar e sentida solidariedade.

Aníbal Cavaco Silva"

José Sócrates expressa "consternação e tristeza" a Dilma Rousseff pela tragédia


O primeiro-ministro português José Sócrates expressou à Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, "grande consternação" e "tristeza" pelas consequências das cheias provocadas pelas chuvas que assolam o Estado do Rio de Janeiro.

"É com grande consternação e tristeza que acompanhamos as notícias das cheias provocadas pelas fortes chuvas que assolam o Estado do Rio de Janeiro", lê-se na mensagem enviada pelo chefe do Governo.

José Sócrates expressou ainda a sua solidariedade e a do povo português, num momento que classificou como "difícil".

Parlamento Europeu expressa solidariedade ao Brasil pelas vítimas das cheias



O presidente do Parlamento Europeu (PE), Jerzy Buzek, mostrou nesta quinta-feira sua admiração pelos trabalhadores das equipas de resgate das inundações na região serrana do Rio de Janeiro, onde fortes chuvas já causaram mais de 300 mortes.

"Eu gostaria de expressar o meu apoio ao pessoal das equipas de resgate que com coragem trabalharam colocando suas vidas em risco", afirmou Buzek, que  transmitiu a "solidariedade" da União Europeia (UE) e "condolências" às famílias das vítimas".
As cidades mais castigadas pelas chuvas no Rio de Janeiro foram Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis, onde foram registados deslizamentos de terras que soterraram diversas casas, principalmente, nos sopés das montanhas.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O TRIUNFO DA INSENSATEZ CONTRA A VIDA, PELA ANTI-ECONOMIA DO TERROR














A propósito das grandes calamidades causadas pelas chuvas intensas e consequentes enxurradas que estão a provocar uma enorme tragédia por todo o Brasil, e que só na região serrana do Rio de Janeiro já contabilizou mais de 700 mortos, número que se espera continue a aumentar - somando, ainda, muitos pessoas que continuarão soterrados, tecnicamente consideradas como "desaparecidos - queremos deixar aqui a nossa reflexão seguinte:

Há muito que se sabe que estas calamidades causadas pelos grandes e constantes desequilíbrio climatéricos, são devidos aos erros cometidos pela atividade humana, e estão a acontecer cada vez com mais frequência, grandeza e intensidade, em muitas outras regiões do mundo, com consequências imprevisíveis de ano para ano.

Todos sabemos que estas tragédias atinjem não só os seres humanos e o seu património construído, mas também todos os seres viventes, animais e vegetais, a sua biodiversidade, rompendo os equilíbrios dos ecosistemas naturais e alterando até a topologia e a morfologia  das vastas áreas atingidas, com graves consequências para a vida do próprio planeta, que continua a sofrer da incomensurável destruição que a insensatez humana vem produzindo, por interesse egoista criminosamente consciente ou, por ignorância ou descaso inconsciente.

Ao nível dos maiores responsáveis pelos interesses públicos,  continua a adiar-se a mudança radical de paradigmas de interesse económico e financeiro e a não se tomarem as medidas que ainda possam corrigir alguns erros acumulados e a reverter as situações que respeitem as "Leis da Natureza".  As prioridades continuam a ser dadas à   ganância e à corrupção de princípios e valores, mesmo aos mais altos níveis da governação das nações e sabendo-se, conscientemente, que se está a atentar contra toda a vida do planeta e de toda a biodiversidade que nele vive, comprometendo-se mesmo o futuro já próximo.

Os interesses privados de curto prazo de ordem "economicista" e financeira, continuam a sobrepor-se aos interesses públicos a favor da continuação da vida e da sustentabilidade do planeta - de que somos hóspedes temporários com a obrigação de o deixar melhor e mais saudável aos nossos filhos e sucessores.

As "Corporações do Mal", e os seus servidores, contiuam a explorar e a destruir estupidamente tudo, mesmo perante as evidências e as denúncias que os cientistas e a opinião pública da cidadania mundial vão apresentando e mostrando de que o grau de devastação já compromete a vida no planeta a curto prazo - ou seja, já vai atingir muitos filhos e netos das gerações actuais - mostrando que a dimensão da ganância  estúpida já ultrapassa e contradiz a própria noção de que o homem é um Ser racional, pois continua a insistir em omissões irresponsáveis e criminosas e a levar por diante intervenções contra si próprio, com objetivos de lucros fáceis e rápidos.

Na maioria dos casos, as omissões ou decisões que originam tantos problemas,  têm custos bem mais elevados e "lucros" menores, do que os custos de soluções que corrigiriam os erros cometidos, ou que, desde logo, respeitariam os equilíbrios dos nossos eco-sistemas naturais e ofereceriam mais vantagens imediatas e futuras. Ignora-se que a "Eco-economia ou Economia Verde", apresenta já, em muitos casos, soluções de custos mais baixos e resultados mais compensadores do que as "receitas" míopes tradicionais, ou as que vislumbram mais facilmente a satisfação da ganância imoral. Desconhece-se o incomensurável valor e dimensão do mercado dessa "Nova Economia Sustentável" cujo potencial e inadiável desenvolvimento é bem mais promissor e compensador do que as "soluções sujas" habituais.

E os erros continuam a cometer-se e vão acumulando-se as ameaças, as tragédias, que semeiam a morte e a destruição, apesar de as ciências e as tecnologias para se corrigirem erros passados e acumulados e se inverterem os paradigmas que criam os problemas, já existirem para se encontrarem as soluções que abram franco caminho para essa Nova Economia.

MAS PARECE QUE OS MAIS ALTOS RESPONSÁVEIS DA VIDA PÚBLICA, DA GOVERNAÇÃO E DA ECONOMIA, ISTO É, POLÍTICOS E EMPRESÁRIOS, CONTINUAM A DEMONSTRAR A IGNORÂNCIA, A INSENSATEZ E A GANÂNCIA DE PREFERIREM OS LUCROS EFÉMEROS DOS PROBLEMAS, DO QUE AS VANTAGENS DURADOIRAS E SUSTENTÁVEIS DAS INTELIGENTES SOLUÇÕES. 

É O TRIUNFO DA INSENSATEZ CONTRA A VIDA, PELA ANTI-ECONOMIA DO TERROR !

Carlos Morais dos Santos

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2012 - Ano de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal




2012 será o Ano de Portugal e do Brasil e do Brasil em Portugal, em organização conjunta dos dois países.
Portugal deu agora o primeiro passo com vista à consecução do projecto na área literária.

Estão previstas, para já, três iniciativas, organizadas pela Casa Museu Fernando Pessoa, dirigida pela escritora Inês Pedrosa. Um filme, a vinda de escritores portugueses ao Brasil e a realização de uma biblioteca com novos escritores portugueses que possa ser vendida a preços acessíveis no Brasil.

" Será um filme de 30 minutos dedicado a dez novos autores, com três minutos para cada um, que vai passar nas televisões portuguesas e brasileiras. Poderá ser transmitido em conjunto ou também um por vez. A opção por um filme é porque assim pode chegar a um universo mais vasto que o público tradicional,"explica a ministra portuguesa da Cultura, Gabriela Canavilhas.

A biblioteca tem como objetivo divulgar autores pouco conhecidos. "'Vai ser uma coletânea de obras de referência da literatura portuguesa para ser editada e distribuída no Brasil. Serão livros de autores novos, em edições baratas, de autores que ainda não foram editados no Brasil", esclarece Gabriela.

A terceira iniciativa prevista será a de levar os novos escritores portugueses para palestras e conferências pelo território brasileiro. Para isso serão feitas parcerias com instituições locais, de forma a dar maior visibilidade às iniciativas. 'Eu gostaria de contar com instituições ou fundações como o Instituto Moreira Salles, com que a Casa Fernando Pessoa tem um acordo de parceria', disse Inês Pedrosa.

Os escritores que serão convidados incluem Gonçalo M. Tavares, valter hugo mãe (em minúsculas, como ele assina), José Luís Peixoto, Patrícia Reis, Jacinto Lucas Pires, Felipa Leal e Cláudia Clemente, incluindo ficção e poesia. 'Para mim, é importante a paridade. Pretendo levar o mesmo número de escritores e escritoras', diz Inês.

Segundo a ministra da Cultura portuguesa, a programação das outras áreas, como cinema, artes plásticas, música e teatro, será definida após reunião com a nova ministra da Cultura brasileira, Ana de Hollanda.

A Igreja mais antiga do Brasil

Igreja Nossa Senhora do Monte, em Olinda

Por Leonardo Dantas Silva

"Ao se indagar sobre a antiguidade das igrejas em Pernambuco, logo vem à menção o templo dos Santos Cosme e Damião de Igarassu, assim consagrado pela tradição que vem do frei Rafael de Jesus quando da publicação do seu livro O Castrioto Lusitano (1675).

A afirmativa do cronista, no entanto, vai contra o texto da Carta Foral da Vila de Olinda, assinada pelo Donatário Duarte Coelho em 12 de março de 1537; isto é, dois anos após o seu desembarque no Sítio dos Marcos, às margens do Canal de Santa Cruz, vindo de Lisboa com um grande número de famílias do Norte de Portugal.

Ao outorgar a carta Foral da Vila de Olinda, o primeiro donatário, Duarte Coelho Pereira, reservou para os habitantes da nova povoação as terras do outeiro do monte, com exceção das cem braças situadas ao redor da Igreja de Nossa Senhora do Monte, que já existia naquele local: "O monte de Nossa Senhora do Monte águas vertentes para toda a parte, tudo será para serviço da vila e povo dela, tirando aquilo que se achar ser da casa de Nossa Senhora do Monte que é cem braças da casa ao redor de toda a parte, e assim o valinho que é da banda do norte rodeia o dito Monte pelo pé até o caminho que vai da vila para Val de Fontes para o curral velho das vacas, e isto é da dita casa de Nossa Senhora do Monte."

Assegura José Antônio Gonsalves de Mello ser "esta a única referência à igreja constante do Foral e a simples menção da sua existência faz dela a mais antiga de Pernambuco, com certidão de nascimento por documento contemporâneo. Essa primazia tem sido atribuída até agora a uma Igreja de Igarassu, atual matriz dos Santos Cosme e Damião".

Confirma o mesmo autor que "a indicação do ano da chegada de Duarte Coelho [1535] como sendo o mesmo da construção da Igreja de Igarassu é do frei Rafael de Jesus, que escreveu em 1675 [com base nos originais de Diogo Lopes Santiago] e não abona a sua afirmativa. Ao contrário, a igreja olindense - a casa de Nossa Senhora do Monte - tem em seu favor um documento de autenticidade estabelecida e de data conhecida, campeando ela há quase quatro séculos e meio no alto de um dos morros da cidade".

Um segundo documento, também do século XVI, vem comprovar a antiguidade daquele templo. Trata-se de certidão passada pela então viúva do primeiro donatário, Dona Brites de Albuquerque, que, em 16 de fevereiro de 1582, reitera a doação daquelas terras, a pedido do ermitão João Martins, que, ao entrar na posse da Igreja do Monte, "não achou até agora carta nem data que fosse para a dita casa de Nossa Senhora".

Assim, dentre as igrejas de Pernambuco, é a de Nossa Senhora do Monte de Olinda a que possui a mais antiga documentação de sua existência."

Nos cem anos da Universidade do Porto - proposta de colaboração com o Brasil


Com raízes no séc XVIII, a Univ. do Porto foi oficialmente constituida a 22 de Março de 1911

A propósito dos cem anos da criação da Universidade do Porto, que se assinalam em 2011, escreve o  professor e membro da Academia Brasileira de Letras Arnaldo Niskier:
"Das quase 200 universidades brasileiras, nenhuma delas até agora fez 100 anos. Em compensação, em Portugal, de onde recebemos tanta influência cultural, o ano de 2011 reserva uma dupla comemoração: o centenário das Universidades de Lisboa e do Porto.

Estivemos nesta última e conversámos com o seu reitor, professor José Carlos Marques dos Santos, na companhia agradável do académico Arnaldo Saraiva.

Cerca 1000 estudantes brasileiros estudam na Universidade do Porto

Soubemos que na Universidade do Porto estudam cerca de 1.000 brasileiros, especialmente nos cursos de Letras e Engenharia. Por isso mesmo, discutimos a possibilidade de assinar um convénio cultural com a Academia Brasileira de Letras, visando  três objetivos: a) iniciar estudos para a elaboração do Vocabulário Técnico previsto no Acordo Ortográfico de Unificação da Língua Portuguesa; b) intercâmbio permanente de professores e especialistas, notadamente em Língua Portuguesa; c) projetar a construção de uma biblioteca brasileira na cidade do Porto, que poderia ganhar o nome do poeta João Cabral de Melo Neto, que serviu como Cônsul, naquela cidade, durante dois anos.

É impressionante a história da Universidade do Porto. Foi criada por decreto de 22 de março de 1911, ao mesmo tempo que a Universidade de Lisboa, com um preâmbulo revelador: “Um dos primeiros deveres do Estado democrático é assegurar a todos os cidadãos, sem distinção de fortuna, a possibilidade de se elevarem aos mais altos graus de cultura...” Portanto, desde a origem teve a missão de democratizar a cultura. O seu primeiro reitor, eleito, foi o dr. Francisco Gomes Teixeira.

Hoje com cerca de 30 mil alunos e mais de 2 mil professores, a Universidade do Porto conta com 12 escolas superiores (Ciências, Farmácia, Economia, Letras, Engenharia, Educação etc) e extensas atividades culturais, como o cultivo, por exemplo, do teatro clássico e da música. A mulher tem importância especial na sua comunidade universitária.

A instituição é dotada de belos edifícios, laboratórios, museus e bibliotecas, além de preciosas coleções de quadros. Com isso faz jus aos desejos dos seus criadores. Tem destaque especial na pesquisa, utilizando-se de uma intensa criatividade, que vem desde o seu início. Ressente-se, no entanto, de maiores fontes de financiamento, embora talento não falte, até em áreas complexas, como Oncologia, Biologia Molecular e Celular.

Uma das características modernas da Universidade do Porto é a abertura para o exterior, o que se faz em diferentes áreas da Fundação Gomes Teixeira, que promove o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e econômico do país.

Segundo nos declarou o seu atual reitor, Marques dos Santos, a Universidade do Porto tem os olhos voltados para o futuro. Além do crescimento físico, existe a preocupação dominante com a qualidade, para o que se tornou indispensável criar e manter um eficiente sistema de avaliação, à semelhança do que ocorre hoje no Brasil.

Desenvolvimento e avaliação passaram a ser elementos-chave desse processo, em que toda a Universidade do Porto, agora centenária, se encontra empenhada."

Actualmente com catorze faculdades, uma business school e 61 centros de investigação, com mais de 30 mil estudantes e de dois mil docentes e investigadores, a Universidade do Porto é hoje a maior instituição de ensino e investigação científica de Portugal.

Trompetista português e violinista brasileiro entre os vencedores do YouTube


O trompetista português Pedro Silva e o violinista brasileiro Vasken Fermanian, que estuda em Portugal, estão entre os vencedores da Orquestra Sinfónica do YouTube, cujos elementos foram escolhidos através de audições na internet e se estreiam na Ópera de Sydney em março.

Pedro Silva tem 20 anos, reside em Santa Maria da Feira, frequenta a Licenciatura em Música da Universidade do Minho e, depois de em 2009 ter sido selecionado para a Jeunesses Musicales World Orchestra, foi agora escolhido entre 12 finalistas para integrar o coletivo do YouTube juntamente com outros três trompetistas.

Integrando o naipe dos 31 violinistas mais votados entre 79 finalistas desse instrumento, Vasken Fermanian também tem 20 anos, mas é natural de Fortaleza, no Brasil, embora se encontre a frequentar o 2.º ano da Licenciatura em Violino na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, em Portugal.

Globo terá Oficina de Atores em Portugal, em parceria com a SIC



Segundo a jornalista Keila Jimenez, a Globo vai lançar este ano  a sua primeira Oficina de Atores fora do país. A emissora vai formar novos talentos em Portugal especialmente destinados às coproduções de dramaturgia.

A ausência de elenco é um dos problemas da Globo nas suas parcerias com a estação televisiva portuguesa SIC, já que  boa parte dos atores portugueses mais famosos pertencem ao "cast" da concorrente TVI.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Fernando Pessoa será embaixador da parceria cultural Portugal-Brasil, em 2012


O escritor Fernando Pessoa será o embaixador de um programa de divulgação da literatura portuguesa junto dos brasileiros em 2012, ano de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal.

«Pessoa é um cartão que facilita a entrada da literatura portuguesa no Brasil» e tem «uma expressão no exterior de que os portugueses ainda não se aperceberam», disse hoje a directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa, na assinatura de um protocolo em Lisboa com a autarquia e o Ministério da Cultura.

A tutela irá disponibilizar, para já, 55.000 euros para a Casa Fernando Pessoa delinear e executar um programa de iniciativas para a promoção da literatura portuguesa no Brasil em 2012.

Jornais da Ejesa recebem prémios do jornalismo brasileiro


Os jornais "Brasil Econômico" e "O Dia", publicações da Ejesa - grupo de media brasileiro detido em 29,9% pela empresa portuguesa Ongoing -   receberam 12 prémios, duas menções honrosas, além de outras oito indicações em 2010.

"Esse é o resultado do investimento da Ejesa num jornalismo de qualidade e numa equipe altamente talentosa", diz Ricardo Galuppo, diretor de Redação do "Brasil Econômico". "É a comprovação de que estamos no caminho certo para um crescimento sustentado de nossas marcas", completou.

Entre os destaques, "O Dia" venceu o Prêmio Esso de Fotografia 2010 - o mais importante reconhecimento do jornalismo nacional - pelo trabalho "Faroeste Carioca", do fotógrafo Alexandre Vieira.

O "Brasil Econômico" venceu na categoria "Jornal de Economia", do 24ª Prémio Veículos de Comunicação, realizado pela revista Propaganda.  
Por seu turno,  o Prémio Vladimir Herzog de Amnistia e Direitos Humanos atribuiu duas menções honrosas a "O Dia"  pelas reportagens 'Diários da Liberdade', de Paula Sarapu (categoria Jornal) e 'Amor nos tempos da Aids', de Pâmela Oliveira (Especial - Saúde como direito do cidadão).

Agência de comunicação portuguesa amplia atuação no Brasil


A agência portuguesa de comunicação integrada Cunha Vaz & Associados, responsável pela comunicação da UEFA em Portugal e do Campeonato Africano das Nações realizado em Angola, está ampliando sua participação no Brasil.

Após a realização de diversos projetos desde outubro para empresas portuguesas, a agência inaugura agora uma delegação em São Paulo. "Com a nossa chegada definitiva queremos acompanhar o ritmo de muitos de nossos clientes que estão aumentando asua participação no Brasil e também empresas brasileiras interessadas em Portugal", afirma David Seromenho, responsável pelo escritório brasileiro.

Seromenho destaca que este é o melhor momento de aproveitar os dois grandes eventos desportivos que acontecerão no país - a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 - para aumentar a atuação junto a empresas portuguesas e brasileiras.

"Vamos utilizar a nossa especialidade em projetos de comunicação de grandes eventos desportivos para executar projetos de comunicação de nossos clientes". O executivo destaca que outra ideia é promover o país como destino turístico durante esses eventos, já que Europa e África são grandes focos de interesse e relação comercial com o Brasil.

Entre os serviços da agência estão assessoria de imprensa, relações públicas, comunicação interna, externa e digital. Outra motivação para a chegada da Cunha Vaz ao país foi o alto número de empresas portuguesas com filiais por aqui e que demandam serviços de comunicação especializada. O escritório brasileiro  junta-se às outras unidades da agência em Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Bélgica e Inglaterra, além de Angola, Moçambique e Cabo Verde.

Folia de Reis - tradição trazida pelos Portugueses, mantém-se viva no Brasil


A Secretaria de Cultura de Cabo Frio, município do Rio de Janeiro, começa 2011 apoiando uma das manifestações culturais mais populares do país: a Folia de Reis, uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII.

Em Cabo Frio, a Folia de Reis, que se realiza dia 6 de Janeiro,  reúne crianças, adultos e idosos numa grande manifestação  de tradição e fé.

O evento terá vários participantes, entre eles personagens como os Reis Magos, o palhaço e os foliões, além dos mestres e contra-mestres, que comandam os foliões e dão andamento à festa. Instrumentos como viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo e pandeiro, entre outros, são tocados com maestria pelos participantes.

Os participantes são liderados pelo mestre da Folia, que conduz os foliões durante toda a festa, e carregam a bandeira ou andor do grupo, geralmente  enfeitada com motivos religiosos, representando a estrela de Belém, pela qual demonstram muito respeito.

No Rio de Janeiro, a festa termina a 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro da capital do Estado.
No período de 24 de dezembro, véspera de natal, a 6 de janeiro, dia de Reis, grupos de cantadores e instrumentistas percorrem as cidades cantando e declamando versos que referem-se à visita dos Reis Magos ao menino Jesus. Tradicionalmente, batem de porta em porta em busca de ofertas, que podem ser um prato de comida ou um simples café.

A Folia, herdada dos colonizadores portugueses e desenvolvida no Brasil com características tão peculiares, é uma manifestação folclórica, popular e viva, e os versos são preservados e passados de geração em geração por tradição oral.

Prémio Fernão Mendes Pinto - Abertas inscrições



Estão abertas, até ao dia 30 de maio de 2011, as inscrições para o Prémio Fernão Mendes Pinto, destinado a estudantes de mestrado e doutorado que que contribuam, com as suas teses, para a aproximação das comunidades de língua portuguesa.

O autor distinguido ganhará 10 mil euros, e terá o seu trabalho publicado pelo Instituto Camões.

Para se candidatar, é necessário que a tese ou dissertação seja apresentada por instituição ou centro de pesquisa de um país de língua portuguesa.

O concurso é realizado anualmente pela Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) em parceria com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o Instituto Camões (IC).
O vencedor do Prémio, edição 2010, será anunciado no XXI Encontro da AULP, no Instituto Politécnico de Bragança em Portugal, entre os dias 6 e 9 de Junho de 2011.

Saiba Mais

Criado em janeiro de 2007, o Prémio Fernão Mendes Pinto tem como objetivo  distinguir trabalhos de universitários que contribuam para aproximação entre os países de Língua Portuguesa.

Pesquisadores brasileiros já foram contemplados em edição anterior. A tese de doutorado em História Social intitulada "Laços de Sangue: Privilégios e Intolerância à Imigração Portuguesa no Brasil (1822-1945)" da autoria de José Sacchetta Ramos Mendes submetida a provas públicas no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP, Brasil), foi contemplada em 2008.

O prémio atribuiu no mesmo ano a Vera Lúcia Consoni Busquets da Universidade Presbiteriana Mackenzie (Brasil)  menção honrosa pelo trabalho de investigação intitulado "Eu Queria Muito Aprender Português Mas": Aspectos da Língua Portuguesa em Uso em Timor-Leste Pós-Independência.
Para concorrer, é necessário:

- Uma declaração da Universidade ou do Instituto de Investigação Científica;
- Duas cópias da tese (uma em papel e a outra em CD);
- Curriculum Vitae;
- Parecer do Orientador da tese

Endereço para envio da documentação: Avenida Santos Dumont, nº 67-2ºandarCaixa Postal: 1050-203 Lisboa

Fonte: Assessoria UALP - http://www.ualp.org/

Morreu o pintor moçambicano Malangatana


 







 
 
 
 
 
 
 
O pintor moçambicano, de 74 anos, estava internado há vários dias no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos. O artista, que pintava pessoas e a vivência moçambicana, morreu na madrugada, do dia 5, vítima de doença prolongada, refere a direcção do hospital. A morte de Malangantana é lamentada pela comunidade de Países de Língua Portuguesa.

Além de pintor, Malangatana era escultor, contador de histórias, dinamizador cultural, poeta e ator, que começou a dedicar-se às artes quando o arquiteto português Pancho Guedes lhe cedeu uma garagem para atelier.

Pancho Guedes tem patente uma mostra de obras africanas no Mercado Santa Clara, em Lisboa, onde constam trabalhos do início do percurso de Malangatana. Também na Casa da Cerca, em Almada, está disponível até domingo uma exposição de desenhos e esculturas do moçambicano. O Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, é outro dos locais onde se expõem cinco obras do pintor.

Representado em várias coleções públicas e privadas, Malangatana expôs em conjunto ou em nome individual em Moçambique, África do Sul, Brasil, Dinamarca, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Portugal.


A morte do moçambicano representa "uma perda muito grande para o mundo lusófono", comentou o secretário de Estado da Cultura. Elísio Summavielle considera que Malangatana era "uma figura universal na área das artes, com uma obra muito vasta" e um "grande homem e um resistente anti-colonial".

Já o secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) sublinha que Malangatana “ultrapassou as fronteiras de Moçambique e de África. Esta perda é irreparável", disse Domingos Simões Pereira. Apontando o carisma do pintor moçambicano que "rapidamente se transformou numa verdadeira lenda viva", o secretário-executivo da CPLP destacou também a sua "grande dimensão humana". "Espero que a obra que ele deixa inspire outros a continuar e a manter esta dimensão", declarou.

Para a diretora da Casa da Cerca, a morte do pintor é uma "grande perda" para a cultura e para a humanidade. Ana Isabel Ribeiro destaca que o artista e o cidadão Malangatana deixaram sempre que "as pessoas, as culturas e o ser humano nas suas alegrias e tristezas invadissem as suas telas".

"É uma alegria e também uma grande tristeza saber que somos talvez os únicos a expôr neste momento desenhos e pinturas do artista feitos propositadamente para esta mostra", referiu a diretora da Casa da Cerca.

Malangatana "cruzou e fez a simbiose entre a iconografia africana e o modernismo europeu", explica a diretora do Centro de Arte Moderna (CAM) da Gulbenkian, cuja coleção integra cinco obras do pintor. Isabel Carlos, que antes de assumir a direcção do CAM foi crítica de arte, aponta o forte caráter autoral da obra de Malangatana. Nas suas telas, “o coletivo e as multidões são representadas" com rostos que são máscaras. "A obra tem uma identidade muito forte. Quando olhamos para uma obra do Malangatana, imediatamente dizemos que é Malangatana. Tem uma autoria fortíssima", sublinhou.

O crítico de arte Rui Mário Gonçalves destaca a importância da obra do pintor moçambicano, com a “sua tendência para a universalidade, mas sem perder a genuidade da própria origem.

Primeira enciclopédia portuguesa para iPhone já disponível



A Porto Editora, de Portugal,  criou uma versão "mobile" da sua Diciopédia e dez dicionários para o iPhone, o telefone inteligente da Apple, que estão disponíveis para download desde 1 de Janeiro deste ano.

O mais conhecido e premiado produto multimédia português, a Diciopédia, lançada em 1997 e que conheceu já 13 versões em CD/DVD-ROM -- a mais recente no início de 2010 -, tem agora uma versão gratuita destinada a iPhones, "centrada nos conteúdos textuais, deixando de fora os habituais módulos e recursos multimédia, como imagens, vídeos ou áudio", indica a Porto Editora, em comunicado.

"A Diciopédia mobile inclui mais de 25 mil entradas enciclopédicas, a que se acrescentam as entradas do Dicionário da Língua Portuguesa (aAO-dAO, antes Acordo Ortográfico - depois Acordo Ortográfico), que também pode ser descarregado separadamente e a título gratuito -- está já no top de aplicações gratuitas", refere a editora.

Os utilizadores de iPad, o leitor de livros digitais da Apple, terão "daqui a um mês" disponível uma versão própria destes produtos, embora as versões para iPhone sejam também compatíveis, adianta a Porto Editora.

05 de Janeiro de 1808 – D. João VI cria a primeira tipografia do Brasil


O ano de 1808 trouxe novos hábitos e muitas mudanças no Brasil. Com a vinda de D. João VI e a família Real Portuguesa, houve grande mobilização para acolher a corte portuguesa. A cidade do Rio de Janeiro, naquela época com  pouco mais de 50 mil habitantes, precisava abrigar as cerca de 15 mil pessoas que se transferiram. Passou por isso  por uma“europeização” que a transformaria em capital do império. Uma espécie de revolução cultural aconteceu.

É de 1808 o alvará que pôs em funcionamento o Banco do Brasil. Os portos brasileiros foram abertos, surgiu a Biblioteca Real (futura Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro), foram criadas a Escola de Ciências Artes e Ofícios (futura Escola Nacional de Belas Artes) e a Academia Militar, entre outras.

Até 1808, as fábricas eram proibidas. D. João assinou o alvará permitindo que fábricas pudessem funcionar. Foi então fundada, no Rio de Janeiro, a “Imprensa Régia”.

Nesse momento, a informação começaria a circular, a princípio nas mãos da corte. Logo viria o primeiro jornal, “A Gazeta do Rio de Janeiro”, divulgando toda a informação oficial.

Oficialmente, essa é a data da instalação da primeira tipografia no Brasil: 05 de Janeiro de 1808.

Quando D. João VI deixou o Brasil, em 1821, começou a ser elaborado o documento que traria a liberdade de imprensa.

Mas seria  D. Pedro I a proclamá-la, a partir da primeira lei de imprensa portuguesa. Em 28 de agosto de 1821,  expressou num aviso: “que não se embarace por pretexto algum a impressão que se quiser fazer de qualquer texto escrito”.

Coisas que nunca deverão mudar em Portugal







Alexander Ellis,  embaixador britânico em Portugal,  escreveu em finais de Dezembro, na sua habitual coluna no jornal Expresso, a crónica que, com a devida vénia, a seguir se transcreve:

"Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento é de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.

2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.

3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.

4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.

5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.

6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.

7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.

8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.

9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.

Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal.

Dragões da Independência, do Brasil - sucessores da Guarda de Honra de D.João VI


Dragões da Independência - branco e vermelho, antigas cores da cavalaria portuguesa

O Dragões da Independência são uma unidade militar do Regimento de Cavalaria do Exército. A sua função é assegurar a guarda do presidente da República, papel hoje em dia basicamente simbólico, pois a segurança é garantida pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
A origem dos Dragões foi a Guarda de Honra criada em 1808 pelo rei de Portugal, Dom João VI, tão logo chegou ao Brasil.

Após a Independência, em 1822, a unidade foi transformada na Guarda de Honra Imperial de Dom Pedro I. O nome "Dragões da Independência" foi adoptado em 1946, época de redemocratização vivida pela República após a Segunda Guerra Mundial. Desde 1966, o regimento está aquartelado em Brasília.

Fiéis à tradição e às pompas imperiais, os Dragões usam até hoje um fardamento típico do século XIX, em branco e vermelho - as cores da antiga cavalaria portuguesa. O regimento costuma  apresentar-se e fazer demonstrações de destreza em festas cívicas e também em competições hípicas.

Brasil ingressa no Observatório Europeu do Sul



O Brasil assinou um acordo formal de adesão para se tornar membro de pleno direito do Observatório Europeu do Sul (ESO). O país será o décimo quinto Estado Membro do ESO e o primeiro fora da Europa.

O acordo foi assinado no dia 29 de dezembro, em Brasília, pelo diretor geral do ESO, Tim de Zeeuw, e pelo então ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

O convénio permite a participação do Brasil na construção do futuro superobservatório, o European Extremely Large Telescope (E-ELT), que terá 42 metros de abertura e está previsto ser inaugurado dentro de dez anos, no Chile. A entrada do Brasil no consórcio custará cerca de 250 milhões de euros em 11 anos.

O Observatório Europeu do Sul tem uma longa história de envolvimento bem sucedido com a América do Sul, desde quando o Chile foi escolhido para ser sede de seus observatórios, em 1963. No entanto, até agora nenhum país fora da Europa tinha aderido ao ESO como Estado Membro.

Os outros países associados são: Áustria, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Itália, Holanda, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.

“O fato de o Brasil se tornar membro do ESO dará à vibrante comunidade astronómica brasileira total acesso ao observatório mais produtivo do mundo e abrirá novas oportunidades à indústria brasileira de alta tecnologia, uma vez que poderá contribuir para o projeto do E-ELT”, dise De Zeeuw.

Jovem artista brasileiro expõe em Lisboa


Quem visita o local de trabalho de Nathan Santos, na Fazenda do Rio Tavares, no Sul da Ilha de Santa Catarina, fica encantado com o talento do pintor que há sete anos transporta para as telas figuras reais e imaginárias com um colorido especial.

A surpresa é ainda maior quando se sabe que o artista, que já vai sua segunda mostra internacional, tem apenas 11 anos de idade.

Em Portugal, o jovem catarinense inaugura hoje a exposição ‘Colorindo o Inverno em Lisboa’, que fica aberta ao público até 18 de janeiro, no Palácio de Alverca, numa promoção da Casa do Alentejo com patrocínio da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC).

A mostra inclui 18 telas de diferentes tamanhos, pintadas com tinta acrílica, com imagens figurativas de animais domésticos e pessoas, além de cenas ligadas à cultura local. Apesar da aparente ingenuidade, a obra de Nathan Santos revela  sensibilidade com questões sociais como o preconceito e o racismo. “Às vezes eu imagino o que eu pinto. Outras vezes eu coloco na tela aquilo que vejo e o que sinto”, diz  o jovem pintor.

Portugal decide iniciar transmissões de TV Digital em 2012




A agência portuguesa de telecomunicações, Anacom, anunciou hojeque a implementação da TV digital terrestre (TDT) no país vai começar em janeiro de 2012. A implantação da insfraestrutura já cobre 100 por cento da população.

'O início da TV digital em Portugal vai começar em 12 de janeiro de 2012. Este ano está prevista campanha de sensibilização e testes também serão feitos', disse um porta-voz da agência.

A Portugal Telecom é a operadora que detém licença para TV Digital no país e, segundo a Anacom, 'atualmente a TDT cobre cerca de 87 por cento da população, sendo que o restante é assegurado através de satélite'.

Na primeira fase de implantação, em 12 de janeiro de 2012, ocorrerá a troca das transmissões analógicas por digitais numa faixa litoral do território continental de Portugal. O fim das transmissões de TV analógica na fase piloto ocorre ainda este ano.

Presidente dos Açores (Portugal) felicita novo Secretário da Cultura do Rio Grande do Sul (Brasil)

Carlos César felicita novo Secretário da Cultura do Rio Grande do Sul (vídeo)  

O Presidente do Governo Regional dos Açores dirigiu uma mensagem de felicitações a Luiz Antônio de Assis Brasil, que acaba de tomar posse como Secretário de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.

"Sendo o primeiro descendente de açorianos a assumir a Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, enche-nos de justificado orgulho e consolida, de forma impressiva, a nossa convicção de que os Açores, pela sua História, pela sua gente e pelo rasto indelével que vão deixando pelo mundo, são bem maiores do que o pequeno território a que os compêndios de geografia os confinam”, escreveu Carlos César.

O Presidente do Governo açoriano disse ainda acrescer “a esse nosso sentimento de júbilo a certeza de que, a partir de agora, reforçará ainda mais a já valiosa contribuição que vem dando ao estreitamento dos laços que ligam os Açores ao Rio Grande do Sul, quer com o seu "Um quarto de Légua em Quadro" – que recuperou a memória dos casais açorianos do século XVIII – quer com a permanente atenção que dedica à política e à cultura açorianas, das quais se tem feito incansável arauto nos media brasileiros.”

Recorde-se que em 1748 chegaram ao Rio Grande do Sul cerca de sessenta casais açorianos com o objectivo de povoarem o território e, assim, consolidarem a presença portuguesa no extremo sul do Brasil, numa saga cuja história tem vindo a ser recuperada por estudiosos dos dois lados do Atlântico.

Assis Brasil, escritor e professor catedático na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e cujos antepassados, oriundos da ilha Terceira, participaram na referida colonização, é um dos mais empenhados divulgadores desse acontecimento histórico, tendo-lhe dedicado o livro “Um Quarto de Légua em Quadro”, que foi adaptado ao cinema com o título “Diário de um Novo Mundo”.

Azulejos portugueses nos edifícios do Norte e Nordeste do Brasil

Convento de São Francisco – Olinda – foto de Cecilia Lucchese

Foi somente no século XIX que o uso do azulejo como revestimento de fachadas começou a difundir-se em Portugal, mas um pouco antes  eles eram já usados no interior das casas e  igrejas.
 
O uso de azulejos nas fachadas das residências tornou-se  comum em cidades no Norte do Brasil, como São Luiz (Maranhão) e Belém (Pará), como forma de enriquecer as fachadas dos ricos comerciantes, ao mesmo tempo que protegia as paredes das fortes chuvas e da humidade, além de isolar o interior do calor do sol.

Dizem alguns historiadores que portugueses que regressavam a Portugal depois de morarem no Brasil, levaram este costume, favorecendo os fabricantes portugueses, que começaram a produzir um número maior de azulejos, para exportação e consumo interno.

Lisboa, Porto e Coimbra foram as cidades portuguesas responsáveis pela maior parte da produção de cerâmica no século XVIII. Sacavém, Viúva Lamego, Lusitânia, Fábrica da Roseira, Massarelos, Devesas, Miragaia, Carvalhinho e Caldas foram algumas das fábricas que prosperam com a produção de azulejos de revestimento de fachadas.

Detalhe do azulejo de padrão -Santarém – foto de Cecilia Lucchese

No Brasil , o uso do azulejo português é uma constante em cidades coloniais do litoral, em igrejas, mosteiros e fachadas de construções residenciais e comerciais.

Na Bahia, a Igreja de São Francisco em Salvador, é um dos locais onde se pode apreciar o azulejo português, na técnica majólica.

Azulejos com essa técnica, em igrejas e conventos, também podem ser encontrados na cidade do Rio de Janeiro, na Paraíba, no Recife e em Olinda, Pernambuco. Existem muitos painéis, em grande formato, no Estado de Pernambuco em inúmeras Igrejas no Recife e Olinda, e na cidade de Igarassu. Na cidade do Rio de Janeiro, o maior exemplo deste tipo de trabalho, encontra-se na Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro
Casas comerciais no centro histórico de São Luiz, com azulejos nas fachadas 
foto de Antônio Carlos Costa

Mas o uso de azulejos nas fachadas das residenciais e casas comerciais, ainda que possam ser encontrados em outros lugares, são característicos do Pará e do Maranhão, e numa época em que os actuais estados eram uma única província, o Grão-Pará e Maranhão, não é de estranhar que encontremos azulejos idênticos em locais tão distantes.

Em Belém e Santarém, o uso do azulejo tornou-se possível pelo dinheiro da borracha, no século XIX, e a maioria dos azulejos são portugueses, de produção industrial tipo tapete ou de padrão, e revestem as edificações de inspiração neoclássica.

No Maranhão foi o dinheiro da cultura do algodão que permitiu a importação do azulejo e seu uso em larga escala, que teve início por volta de 1840. Várias são as técnicas utilizadas, como a estampilha, a decalcomania, padrões em relevo e majólica.Em São Luís existem vários imóveis do período colonial e imperial, com azulejos de fachada oriundos principalmente de Portugal.

José Mourinho, o treinador português de futebol foi eleito o melhor técnico de 2010

Mourinho comanda o Real Madrid

O técnico José Mourinho foi eleito o melhor técnico do mundo em 2010 pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). Para conquistar a honraria, o português, que atualmente dirige o Real Madrid, teve como principal mérito a campanha realizada com a Inter de Milão no primeiro semestre, quando conquistou a Tríplice Coroa (Liga dos Campeões da Europa, Campeonato Italiano e Copa da Itália). Entre os brasileiros, Celso Roth foi lembrado pelo título do Internacional na Copa Libertadores da América, e ficou na oitava posição.

A disputa principal na eleição resultou em um clássico entre Real Madrid e Barcelona fora dos relvados. O técnico blaugrana, Pep Guardiola, que conquistou o troféu em 2009, foi o único que ameaçou o título de Mourinho, conseguindo 188 pontos. Entretanto, o triunfo do português ocorreu com boa vantagem, com 294 pontos.

Na sequência do ranking, o holandês Louis Van Gaal, que comandou o Bayern de Munique no vice-campeonato da Taça dos Campeões da Europa, ficou em terceiro (75 pontos), o espanhol Quique Sánchez Flores, que esteve à frente do Atlético de Madrid na conquista da Liga Europa, ficou em quarto (46 pontos), e Carlo Ancelotti, campeão inglês com o Chelsea, garantiu a quinta colocação (41 pontos).

O brasileiro Celso Roth, que chegou ao Internacional antes das semifinais da Copa Libertadores da América, e acabou conquistando o bicampeonato com a equipa colorada, ficou com 24 pontos, mesmo depois da decepção ocorrida no Mundial de Clubes de Dubai, no qual o Inter perdeu a semifinal para o modesto Mazembe, do Congo, por 2 a 0, e terminou a competição num incómodo terceiro lugar.

domingo, 2 de janeiro de 2011

“CULTURAS E AFETOS LUSÓFONOS” - UMA REFLEXÃO SOBRE O CAMINHO PERCORRIDO

  







“CULTURAS E AFETOS LUSÓFONOS”

UMA FORMA DE PENSAR, PRODUZIR E PROMOVER AS CULTURAS DA LUSOFONIA.


AO TERMINAR ESTE ANO DE 2010, O NOSSO BLOGUE – REVISTA CULTURAL, SEMANAL – "CULTURAS E AFETOS LUSÓFONOS" – SAÚDA TODOS OS SEUS COLABORADORES AMIGOS, ASSIM COMO TODOS OS MUITOS OUTROS AMIGOS E LEITORES DE TODOS OS 8 PAÍSES DA CPLP E DE OUTROS LUGARES DO MUNDO DA DIÁSPORA LUSÓFONA, AGRADECENDO A SUA PARTICIPAÇÃO E SOLIDARIEDADE EM TORNO DESTE NOSSO PROJETO. E AO ENTRARMOS NO NOVO ANO DE 2011, DESEJAMOS DAR CONTA DA NOSSA REFLEXÃO SOBRE O TRABALHO QUE FOMOS REALIZANDO ATÉ AQUI.
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Pensar, produzir e promover Culturas e Afetos Lusófonos, é pensar num todo florestal e não numa só árvore, menos ainda num só galho. Pensar Culturas e Afetos lusófonos é ser fraternal, arejado, solar, oceânico, amplo, generoso, plural e não singular. É correlacionar e unir o que é diverso e juntar o que está disperso. É descobrir o que há de Belo e de luminoso nesse singular humanismo lusófono que se espalhou pelos quatro cantos do planeta e venceu, fraternalmente, alguns ínvios caminhos, às vezes conflituais, que o próprio processo histórico dos povos e nações lusófonas teve de cumprir para formar a sua épica aventura e se religarem nos afetos. Porque a lusofonia é um humanismo universalista ecuménico e sincrético.    

O Blogue-Revista “Cultura e Afetos Lusófonos” tem vindo a afirmar-se como uma Revista Cultural semanal de ampla difusão, um fórum de visibilidade e valorização de todas as áreas culturais e do saber científico do "universo" lusófono, que vai conquistando cada vez mais leitores nas comunidades lusófonas dos países da CPLP e também entre os lusófonos da diáspora espalhadas pelos 4 cantos do mundo, além de leitores e amigos de outros países e línguas, mas que estudam e cultivam a língua portuguesa e as culturas lusófonas.

O nosso blogue é uma “Revista Cultural” de largo espectro. Uma enorme janela aberta ao riquíssimo património cultural que se consolidou ou vai produzindo no mundo lusófono, seja elevando os grandes e consagrados autores e criadores (vivos ou os que da “lei da morte” se libertaram), seja revelando os produtores culturais locais, regionais, ainda no começo do seu labor ou não, mas pouco ou nada conhecidos no mundo lusófono.

As nossas publicações – postagens, são apresentadas com música ambiente, fotos, e vídeos e vão desde a literatura (textos, ensaios, crónicas, contos, poesia), história, artes plásticas, arquitetura, fotografia, cinema, música, até às ciências e tecnologias, notícias, informações, listagens de museus, academias, bibliotecas, blogues de interesse que acompanhamos. De tudo isto um pouco já temos, semanalmente, á disposição dos leitores. Não é fácil mantermos este nível de riqueza e variedade, exige muita dedicação, trabalho e amor, mas com algumas noitadas, aí está o nosso blogue a merecer, ter sido selecionado como um dos Top Blog 2010.

A variedade e a qualidade dos nossos conteúdos, a atualidade e o interesse das nossas notícias culturais, a abrangência ao mesmo tempo gobal e local (Glocal) dos temas e dos autores, a diversidade de bases de informação oferecida por áreas especializadas das letras, das artes e ciências, a estética e a simplicidade do nosso design gráfico, a ética do nosso posicionamento editorial e a agradável música ambiente, que acolhe docemente o nosso visitante e serve de fundo à leitura das nossas postagens, assim como o nível das postagens dos nossos colaboradores, tem constituído a fórmula do nosso sucesso, apoiado, estimulado e acarinhado pelos nossos leitores e visitantes regulares, que vão aumentando de dia para dia a um ritmo sempre crescente e, agora chegados ao fim de 2010 com apenas um ano e 4 meses de existência, já registamos quase 35.000 leitores de vários países, e caminhamos rapidamente para nos tornarmos um grande projeto cultural internacional a favor da lusofonia.

Temos recebido o grande apreço dos nossos amigos leitores, mas sabemos que podemos fazer mais e melhor e ir ainda mais além. Por isso, continuamos a apelar a cada um de nossos visitantes para que veja, comente, divulgue, encaminhe e promova a leitura semanal deste nosso blogue que fará sempre um caminho de melhorias e inovações para melhor servir e agradar aos nossos leitores.

Ainda nos faltam colaboradores-redatores (das letras, das artes e das ciências) representantes de todo o imenso Brasil e de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné, Macau, Timor e representantes dos que fazem a diáspora e se encontram espalhados pelo resto do mundo.

Continuaremos a nos esforçar para que ao longo de 2011, possamos oferecer melhorias e inovações que mantenham a fidelidade dos nossos leitores e aumentem consideravelmente o número dos nossos novos visitantes-leitores. Com a ajuda da nossa equipa de colaboradores e o incentivo dos nossos amigos e leitores, estamos certos que o CULTURAS E AFETOS LUSÓFONOS continuará a crescer e a expandir-se, promovendo e elevando a grande riqueza da diversidade na unidade cultural do mundo lusófono, e a afirmar o enorme valor potencial da lusofonia no quadro da língua portuguesa, uma das 4 línguas mais faladas do planeta, que serve de base às expressões culturais lusófonas, as mais antigas e espalhadas pelos 4 cantos deste nosso mundo.

VOTOS DE FELIZ ANO DE 2011 COM UM ABRAÇO AMIGO

Carlos Morais dos Santos
Editor/Administrador do C.eA.L.

MEG KLOPPER FAZ PSICO-BALANÇO DE MAIS UM ANO QUE PASSÁMOS






FIM DE ANO
  


Meg Klopper


Fim de ano… Sempre a mesma coisa, ou seja, mensagens e mensagens que têm a finalidade de passar a limpo o ano que passou. Todos nós esperamos o melhor, o recomeço, a felicidade...

Eu, naturalmente, como qualquer mortal, também desejo tudo que todos desejam, mas tenho a responsabilidade de olhar-me no espelho. Não me refiro ao espelho material, cuja imagem é refletida, mas ao espelho da alma e ao mergulho que tenho a necessidade de fazer para que eu veja refletido nas minhas paredes internas o que passei para o meu semelhante... O que fui.

Tentei fazer esse mergulho e cheguei a uma conclusão, talvez não entendida por muitos, menos ainda percebida pela maioria que não me conhece. Aliás, eu mesma estou começando a me conhecer. Estou tentando ver em mim o que posso fazer para melhorar. Hum... Então resolvi que:

- Devo pedir perdão a DEUS por não ter me comportado como ELE gostaria;

- Perdão pela raiva que senti em alguns momentos que me assemelharam a um “bicho doente”. Não disse animal, porque todos somos animais, ainda que divididos pela classe de racionais, em detrimento aos irracionais que não praticam tantas coisas feias como nós. Talvez seja por isso que vivam menos que os seres humanos. DEUS os quer!

- Perdão pelo julgamento descabido que fiz de muitas pessoas sem antes conhece-las a fundo, menos ainda, parar para tentar entender os motivos de cada um. Acho que me deixei levar pelo egoísmo, mas, por um momento de reflexão, nas paredes de minh'alma, percebi que errei, chorei e voltei meu pensamento ao ALTO para que não rastejasse nem ficasse com meu rosto no chão;

- Perdão pelos apelos que recebi e deixei passar desapercebidos. Quantas pessoas devem ter me estendido a mão sem que eu percebesse?

- Agradeci pelo pão de cada dia, mas esqueci de distribuir pão para aqueles que nada tem;

- Pensei nos desonestos e, com isso, me coloquei no patamar das pessoas honestas. Ah! Mas as pessoas desonestas sabem de si. Cabe a mim praticar gestos honestos e afastar-me  do mal. Porém, posso me afastar em silêncio. “A palavra é prata, mas o silêncio é ouro.”

- Tive pena de mim mesma e do sofrimento inerente de todo ser humano, mas, e os dignos de pena que na verdade merecem amor?

- Não vi em alguns seres humanos o padrão que eu criei para eles. É… esqueci de aceitá-los como são;

- Perdão por ter conjugado mais o verbo TER do que o SER;

- Perdão por ter me distanciado daqueles que me ofenderam, desacreditaram de mim, falaram pelas minhas costas, me agrediram! Eles fizeram-me triste, porque me senti injustiçada, mas esqueci de agradecer a DEUS por esses tropeços que me ensinaram a identificar as pedras do meu caminho.

- Perdão pelos amigos que não soube conquistar e por aqueles que perdi por insensatez;

- Perdão por emocionar-me com atitudes, palavras, pensamentos e ações que pessoas de bem praticaram, deixando seus exemplos, mas não os copiei nem os inseri em minha vida.

Nossa! o tempo passou tão depressa! Estamos perdendo tanto tempo com coisas funestas.

Sei que errei e erro, mas preciso acertar. Preciso modificar meus torpes sentimentos e me transformar numa pessoa melhor.
Sei que sou apaixonada pelas “paixões” da terra, mas sei que nada disso vale a pena. Eu sei!

Portanto, mesmo que eu saiba e não pratique, sei que devo perdoar, fazer mais e cobrar menos, ser feliz com as conquistas dos meus semelhantes, ser tolerante, paciente, não ter orgulho banal, ser digna através de minhas ações e não apenas com palavras; Ser sincera comigo mesma para que os outros me reconheçam; Não apontar o dedo para ninguém, quando três dedos estão voltados em minha direção;

Enfim:

- Perdão por não perceber que para entendermos o amor, precisamos amar primeiro. Como disse Carlos Drummond de Andrade: “Amar se aprende amando”.
AMARMOS… AMARMOS… AMARMOS!
Por isso, enterrei as mágoas e estou correndo para o recomeço.

Aveiro, Portugal, 21/12/2010

Meg Klopper (Brasileira em Portugal)
Escritora, ensaísta, poeta
Cônsul-Secrectária da A. I. Poetas Del Mundo
Membro do Conselho Editorial-Redatorial do C.eA.L.

Nota:
Esta reflexão foi publicada no "Recanto das Letras" em 21/12/2010, Código do texto T-2683255