
Cristina
Norton conheceu Luís Marrocos por acaso e a sua história, desde então,
nunca a abandonou. A pesquisa foi intensa, mas acabou por ser
frutífera, já que o livro editado pela Livros d´Hoje tem o dom de
revelar histórias apaixonantes, que cativam facilmente o leitor. Um dos
méritos da obra é a junção do que é real e do que é ficcional,
oferecendo um cenário muito próximo do vivido na época, concretamente
num país desconhecido na altura para os europeus, o Brasil. Mas é
notório salientar que um sentimento percorre todas as páginas: a
admiração pelos livros.
Cristina Kace Norton nasceu a 28 de Fevereiro de 1948, em Buenos Aires, Argentina. Reside há mais de 30 anos em Portugal e optou pela nacionalidade portuguesa. Fez vários cursos de línguas e literatura. Está publicada no Brasil e no Chile. A sua obra engloba a poesia, o romance e o conto, da qual destacamos os livros O Afinador de Pianos, O Lázaro do Porto, Os Mecanismos da Escrita Criativa, O Segredo da Bastarda, O Barco de Chocolate – contos infantis, Prémio Adolfo Simões Müller, 2002; em 2.ª edição, com ilustrações de Danuta Wojciechowska – A Casa do Sal e agora O Guardião de Livros. Trabalha, desde 1998, em oficinas de escrita criativa dando, com o seu método, cursos de formação a professores, organizados pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, pela Fundação Calouste Gulbenkian e por outras instituições.
Sendo breve, se o engenho e a arte me ajudarem.
ResponderExcluirComprei este livro porque o tema tratado me interessava. Não sabia que iria deparar com tal quantidade de erros gramaticais e um tão visivel desconheciemnto da língua portuguesa que me fizeram perder o fio à meada, abandonando a leitura do mesmo.
Vim "navegar" e fiquei estupefacta: 1- Francisco José Viegas escreveu sobre este livro nas "Suas Escolhas" do Correio da Manhã;2- J. Eduardo Agualusa foi quem apresentou o livro no seu lançamento; 3- Rita Ferro também estev no lançamento do livro.
-Que diabo de país é este? - pergunto-me. Pessoas que têm por obrigação defender a Língua Portuguesa (e defendem, pois conheço algumas obras dos dois últimos e as crónicas do primeiro)e de a difundir gostaram do livro?
Ou são só amigos da escritora?
Não é de todo admissivel que um livro chegue a público neste estado- e passo a apresnetar só alguns exemplos, porque o tempo não é elástico:
1- " ...o que estava por acontecer." pg.27 Preposição incorrecta. Deveria ser "para" e não "por"
2- "O resto dos homens que trabalhavam na biblioteca foi chegando..." pg. 27
Estamos em presença de um erro gravissimo e de dois problemas: a falta de conhecimento da oração relativa e do reconhecimento de um grupo nominal função de sujeito -o resto dos homens- que sendo plural deve ter o verbo a concordar. Assim, "...foram chegando..."
3- Onde se escreve "reboliço"- pg.29- deveria estar "rebuliço". É que são coisas diferentes!
4-"Vai beber um copo de água e vê... para ir fazeres..." pg. 43. Terrível! O que se conjuga é o verbo auxiliar, não o verbo principal, logo "para ires fazer"
5- Este exemplo mais por graça: "... e a decadência dos corpos com vestidos e corpetes que lhes segurvam os peitos tristes e não os tiravam nem para copular" pg.52
Dei a ler ao meufilho de 15 anos a frase na íntegra e ele disse-me: "Não percebo!" Eu ajudei: " O que é que elas não tiravam nem para copular?" Resposta rápida, concisa e correcta: " Os peitos tristes!" Por isso é que não percebia.É caso para dizer, como o outro, o Português é uma língua muito traiçoeira!
Saltei a incorrecta colocação dos pronomes pessoais em algumas frases; saltei a lembrança inaudita de separar por vírgula um sujeito do verbo; saltei a má pontuação, sobretudo a falta de vírgulas onde elas são obrigatoriamente necessa´rias para que não seja retirado à frase o seu significado; saltei
a escolha duvidosa de alguns vocábulos. Evito discutir a criatividade das páginas lidas e a qualidade literária que, obviamente, não tem.
Estou zangada e sinto-me enganada. Preocupada também por ver a língua portuguesa tão maltratada.
Aconselho à autora e revisor(es) o estudo da "Nova Gramática do Português Contemporâneo" de Celso Cunha e Lindley Cintra. Em relação aos pronomes podem ainda, aprendendo divertindo-se ( como agora está tão moda),ler "Papos" na obra de Luís F. Veríssimo, "Comédias para se ler na escola". leitura
À minha saúde, a leitura deste livro não fez bem nenhum.
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