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Boas Vindas a esta comunidade de Culturas e Afetos Lusofonos que já abraça 76 países

MÚSICA DE FUNDO E AUDIÇÃO DE VÍDEOS E AUDIOS PUBLICADOS

NÓS TEMOS TODO O EMPENHO EM MANTER SEMPRE MÚSICA DE FUNDO MUITO SELECIONADA, SUAVE, AGRADÁVEL, MELODIOSA, QUE OUVIDA DIRETAMENTE DO SEU COMPUTADOR QUANDO ABRE UMA POSTAGEM OU OUVIDA ATRAVÉS DE ALTI-FALANTES OU AUSCULTADORES, LHE PROPORCIONA UMA EXPERIÊNCIA MUITO AGRADÁVEL E RELAXANTE QUANDO FAZ A LEITURA DAS NOSSAS PUBLICAÇÕES.

TODAVIA, SEMPRE QUE NAS NOSSAS POSTAGENS ESTIVEREM INCLUÍDOS AUDIOS E VÍDEOS FALADOS E/OU MUSICADOS, RECOMENDAMOS QUE DESLIGUE A MÚSICA AMBIENTE CLICANDO EM CIMA DO BOTÃO DE PARAGEM DA JANELA "MÚSICA - ESPÍRITO DA ARTE", QUE SE ENCONTRA DO LADO DIREITO, LOGO POR BAIXO DA PRIMEIRA CAIXA COM O MAPA DOS PAISES DOS NOSSOS LEITORES AO REDOR DO MUNDO.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Recife: fundada pelos portugueses, cobiçada pelos holandeses, a Veneza Brasileira completa 473 anos de história e beleza

Recife - Veneza do Brasil

O Recife completa nesta sexta-feira, 12 de Março, 473 anos, desde que era apenas parte do território de Olinda, cidade-irmã que comemora 475 anos na mesma data.

A mais antiga referência sobre o Recife é de 1537, no documento Foral de Olinda, no qual está determinado o estatuto jurídico da propriedade da terra. Um pequeno mundo, um povoado, não muito distante de Olinda (apenas 6 km ao Norte), que era o lugar central do poder e da riqueza da capitania de Pernambuco, governada nos primeiros tempos, pelo português Duarte Coelho.

Recife já apresentava sinais de prosperidade no século XVI e iria expandir ainda mais no século XVII. O seu porto consolidava-se como espaço privilegiado. O chamado sítio urbano ampliava-se e o rico açúcar produzido na região despertava a cobiça de outros povos, como os holandeses que, em 1630, desembarcaram na região com 67 navios e sete mil homens.

A Batalha dos Guararapes, óleo sobre tela por Victor Meirelles de Lima

Em 1654, ocupando o espaço deixado pelos holandeses, que foram derrotados nas batalhas de Guararapes, pela aliança forjada entre portugueses, negros e índios - no que viria a ser o embrião das Forças Armadas Brasileiras -, comerciantes vindos de Portugal vieram para o Recife. A prosperidade do povoado, impulsionada pela ascenção económica dos portugueses, chamados de 'mascates', é vista com desconfiança pelos senhores de engenhos olindenses arruinados pelas dívidas.

O conflito entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses desencadeia a Guerra dos Mascates. Os novos moradores do povoado saem vitoriosos e elevam Recife à categoria de vila independente, em 1710, com um governo municipal instalado.

No século XIX, a história da cidade é marcada por conflitos políticos: a Revolução de 1817; a Confederação do Equador, de 1824; a Revolução Praieira, de 1848. O Recife vivia com inquietações constantes e não se subordinava ao poder central, desafiando as ordens vindas do Rio de Janeiro.
Não era mais uma vila, nem estava subordinado a Olinda. Tornou-se cidade em 1823 e capital pernambucana, em 1827.

De uma vila de pescadores, o Recife tornou-se uma cidade rica em história, cultura e monumentos. São igrejas seculares, pontes, fortificações, ruas antigas e estreitas que convivem, actualmente, com amplas avenidas.

Hoje é uma metrópole com cerca de 1,5 milhão de habitantes, ocupando um território de 221 km². Continua "serena (...) metade roubada ao mar, metade à imaginação", como recitou um de seus poetas mais ilustres, Carlos Pena Filho. Nasceu do sonho dos homens e se inventa a cada dia.

Plantada à beira-mar e cortada por extensos rios e pontes, a cidade do Recife nasceu e desenvolveu-se em torno da chegada e partida dos barcos e navios ao seu porto. O seu nome, dado pelos portugueses, é uma variação da antiga forma arrecife, que do árabe ar-cif significa dique, alusão aos rochedos de corais abundantes ao longo do litoral.

Pintor brasileiro Darcy Morais expõe em Portugal


Vai ser inaugurada amanhã, na Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira, perto de Lisboa, em Portugal, a exposição do pintor brasileiro Darcy Morais, que estará patente ao público até ao dia 26 de Março.Durante esta mostra de pintura, a Câmara Municipal da Moita vai divulgar também as obras sobre literatura brasileira existentes nas bibliotecas municipais da Moita.

Darcy Morais nasceu no Brasil e vive actualmente na freguesia do Vale da Amoreira, no concelho da Moita. Natural de Liópolis, no Rio Grande do Sul, Darcy Morais, trabalhou na oficina de pintura de Vinício Cassiano, conceituado pintor e escultor brasileiro. Expôs no Banco do Brasil, em Canoas, no Instituto Cultural Português de Porto Alegre e na Fundação Cultural de Canoas.

Em Portugal, começou a divulgar a sua obra em pequenas mostras e pretende dar a conhecer o seu trabalho à comunidade que, neste momento, considera sua.

Bagaceira - a origem portuguesa da cachaça

A Bagaceira é uma aguardente de vinho de origem portuguesa com teor alcoólico de 35% a 54% em volume, a 20°C, obtida a partir de destilados alcoólicos simples de bagaço de uva, com ou sem borras de vinhos, podendo ser rectificada parcial ou selectivamente. É admitido o corte com álcool etílico potável da mesma origem para regular o conteúdo de congéneres.

Com base nesses "know how" português, foram instaladas no Brasil as primeiras destilarias de cachaça (do século XVI ao XVII) , denominadas "casas de cozer méis", que logo se multiplicaram, pela facilidade de já existirem engenhos para produção de açúcar e rapadura.

Em 1756, o Rei de Portugal resolveu taxar a nova bebida. A aguardente de cana-de-açúcar foi, nessa época, um dos produtos brasileiros que mais contribuíram com impostos para a Fazenda do Reino. Esses recursos foram importantes para a reconstrução de Lisboa, abalada por um violento terramoto no ano anterior.

A cachaça chegou a ser proibida, mas passou mais tarde a ser exaltada por todos como uma óptima bebida e consumida até em banquetes palacianos. Misturada ao gengibre e outros ingredientes, era apreciada também nas festas religiosas portuguesas com o nome de Quentão, como hoje ainda se bebe nas festas juninas do Brasil.

Carlinhos Brown em Lisboa, no Festival Delta Tejo 2010

O músico, cantor, produtor e compositor brasileiro Carlinhos Brown é mais um nome confirmado para marcar presença no Delta Tejo 2010, que terá lugar em Julho na capital portuguesa.

Carlinhos Brown conjuga diversos ritmos e géneros musicais na sua música e já criou mais de 400 composições, algumas para personalidades reconhecidas como Maria Bethânia, Gal Costa, Cássia Eller, Ney Matogrosso, Tribalistas.Também já cantou ao lado de João Gilberto, Caetano Veloso, João Bosco e Djavan.

Os cinco álbuns e dois dvd’s que gravou são resultado de uma invejável carreira que será passada em revista em Lisboa.

Caetano Veloso em Lisboa


O músico brasileiro Caetano Veloso vai dar dois concertos em Julho no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, onde apresentará o álbum "Zii e Zie", anunciou aquela sala de espectáculos.Os concertos, promovidos pela Música no Coração, acontecerão a 26 e 27 de Julho.

O regresso do cantautor brasileiro ao Coliseu acontecerá para mostrar os temas de "Zii e Zie", um álbum de "transambas e transrock", palavras de Caetano Veloso que ajudam a definir a sonoridade do registo, pingue-pongue entre o samba e o rock.

Robôs portugueses estreiam-se em peça de teatro no Brasil

É provavelmente a primeira vez que acontece na história do teatro e da robótica: em Agosto, robôs pensados pelo artista plástico Leonel Moura vão contracenar com humanos em São Paulo, na peça RUR.

RUR, peça de teatro escrita por Karel Capek em 1920, tem por enredo o extermínio da humanidade por hordas de robôs.

Um comunicado da Robotarium, outro dos muitos projectos com que Leonel Moura tem vindo a mesclar arte com robótica, lembra que, até à data, a peça RUR tem recorrido a seres humanos para encarnar os papéis de autómatos. Com o convite feito pelo Itaú Cultural de São Paulo, Brasil, as personagens robóticas da peça vão ser encarnadas por verdadeiros robôs.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cleonice Berardinelli e Maria Bethania distinguidas com "Medalha do Desassossego"

Realizou-se ontem, no Rio de Janeiro, uma sessão solene para entrega da "Medalha do Desassossego" à professora e escritora especializada em Fernando Pessoa Cleonice Berardinelli e à cantora Maria Bethânia, personalidades brasileiras distinguidas pela Casa Fernando Pessoa, de Lisboa, cuja directora, a escritora portuguesa Inês Pedrosa, se deslocou ao Brasil expressamente para o efeito.

Na ocasiâo, o poeta brasileiro António Cícero fez uma interessante análise da obra de Fernando Pessoa, destacando a portugalidade do seu pensamento filosófico e a originalidade do seu posicionamento estético.
Participaram no evento muitas figuras conhecidas dos meios intelectuais do Rio e de São Paulo, académicos, actores, professores universitários, alunos e ex-alunos da professora Cleonice Berardinelli, que encerrou o evento com uma leitura de poemas dos diversos heterónimos de Pessoa.

Estiveram presentes o Cônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro, António Almeida Lima, e, em representação da embaixada de Portugal no Brasil, o Conselheiro Cultural, pianista Adriano Jordão

Acordo Ortográfico "pode ter papel importante na promoção da língua portuguesa"

Mapa da Lusofonia
O presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde afirmou hoje que a adopção do novo Acordo Ortográfico (AO) por todos os países lusófonos pode ter um papel importante na promoção e “sobretudo na internacionalização da língua portuguesa”.

Aristides Lima, que falava no plenário da II Reunião da Assembleia Parlamentar do bloco lusófono (AP-CPLP), em Lisboa, exigiu também dos oito Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) “maiores esforços” financeiros para o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), que considerou fundamental para a promoção, a valorização e a internacionalização do português como língua global.

Para que o português “possa fazer a sua caminhada como língua global”, é fundamental que se desenvolva o ensino da língua portuguesa como língua estrangeira em vários países e que se promova a “sua oferta como língua curricular fora da CPLP”, defendeu.

Sobre o Acordo Ortográfico, Aristides Lima disse que, “independentemente de todas as polémicas que gerou”, este tem um “papel importante na promoção da língua, uma vez que, unificada a ortografia, muitos aspetos ficarão facilitados”.

"Com a entrada em vigor do AO e o bom aproveitamento dos períodos de transição previstos (…) poderá haver também melhores condições para que a língua portuguesa possa fazer o seu caminho como língua global”, afirmou.
“Falta agora dar o passo seguinte que é o de levar o português a ser língua oficial da ONU”, salientou.

A língua portuguesa, o novo Acordo Ortográfico e o papel do IILP foram alguns dos principais temas em debate na sessão plenária da AP-CPLP, que decorre até quarta feira no Parlamento português.

Páginas da História Luso-Brasileira: Cabral inicia viagem da descoberta

Há 510 anos, no dia 9 de Março de 1500, partia de Lisboa a frota de 13 caravelas comandada por Pedro Álvares Cabral, numa viagem que haveria de conduzir à descoberta do Brasil.

A 22 de abril de 1500, os navegadores portugueses avistaram o monte a que deram o nome de Monte Pascoal e no dia 26 de Abril celebrava-se em terra a primeira missa no Brasil.

A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, chegara à América, ampliando as expectativas dos exploradores.

Como ambos os países ibéricos tinham as mesmas ambições, com objectivo de evitar guerras entre si, Portugal e Espanha assinaram, em 1494, o Tratado de Tordesilhas. De acordo com o documento, Portugal ficaria com as terras recém descobertas situadas a leste de uma linha imaginária traçada 200 milhas a oeste das ilhas de Cabo Verde, enquanto que à Espanha pertenceriam as terras a oeste dessa linha.

Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuou, durante algum tempo, mais empenhado no lucrativo comércio com as Índias. Mas, a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, a coroa portuguesa começou a interessar-se de forma mais sistemática pela colonização das novas terras. Desse esforço, que passou pelo heróico desbravamento do território e pela fundação de numerosas cidades e povoações, iria nascer um novo país - o Brasil, que se tornou independente em 1822.

Congresso Internacional: "Pequena Nobreza nos Impérios Ibéricos de Antigo Regime"

Realiza-se em Lisboa, de 18 a 21 Maio, 0 Congresso Internacional "Pequena Nobreza nos Impérios Ibéricos de Antigo Regime".

O evento faz parte do projecto "A pequena nobreza e a “nobreza da terra” na construção do Império: os arquipélagos atlânticos" financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e organizado pelo Instituto de Investigação Científica Tropical, o Centro de História de Além-Mar, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores e a Direção-Geral de Arquivos.

O Congresso propõe-se a analisar o papel da pequena nobreza na construção do Império Ibérico nos mundos ultramarinos levantando as redes de parentescos e amigos, ou seja, as relações de sociabilidade ocorridas neste grupo visando o acúmulo de bens, a posse da terra e a formação das grandes riquezas.

O Seminário vai mostrar ainda a interligação destes "nobres de terra" com a classe dos mercadores que transladavam seus produtos para as fronteiras além-mar permitindo que o comércio pudesse ser praticado em escala global e ajudando-os desta forma a se tornarem cada vez mais prósperos.

Data:18 a 21 de Maio de 2011
Local: Lisboa, Portugal
Prazo para Inscrições: 31 de Maio de 2010
Mais informações:

Páginas da História Luso-Brasileira: O Forte do Presépio - daqui nasceu Belém do Pará


O navegador português Francisco Caldeira Castelo Branco partiu de São Luís (Maranhão), em Novembro de 1615, coberto de glórias. Prestigiado pelos superiores, após ter ajudado na conquista da capital maranhense, recebeu como nova missão a conquista da boca do rio Amazonas.

Saiu de São Luís no dia de Natal e, exactamente no dia 12 de janeiro de 1616, as três embarcações que comandava penetraram as barrentas águas da baía do Guajará. Para a posteridade, naquele momento nascia Nossa Senhora ou Santa Maria de Belém do Grão-Pará e Castelo Branco, por sua vez, ficaria conhecido como o “Descobridor e Primeiro Conquistador do Rio das Amazonas”, segundo o historiador brasileiro Aníbal Barretto.

Não bastava, porém, chegar ao povoado, fincar uma bandeira e esperar o consagrador julgamento da história. Os cerca de 200 homens que vieram na expedição trataram logo de erguer, às margens da baía, um forte onde pudessem se abrigar e proteger a cidade de invasores, saqueadores e prováveis ataques de estrangeiros, em especial os corsários ingleses e holandeses que perambulavam pela Amazónia e esperavam a menor hesitação dos portugueses para se apoderarem das terras.

Outra função da construção era defender a tropa do ataque de índios hostis, até então os únicos habitantes da região.

Apegado a datas, Castelo Branco lembrou que partira de São Luís no dia 25 de Dezembro anterior e então baptizou o abrigo como Forte do Presépio de Belém.

A calmaria durou pouco. A tropa foi surpreeendida por um ataque dos índios tupinambás, comandados pelo chefe Guaimiaba (“cabelo de velha” na língua da etnia), morto em combate. No final da batalha, o abrigo foi destruído e os portugueses tiveram que construir um novo, mais resistente.

Como as suas novas linhas ficaram semelhantes às de um castelo, o espaço foi rebaptizado para Forte Castelo do Senhor Jesus Cristo. Passaram-se os séculos e o nome foi trocado para Forte Castelo de São Jorge, monumento classificado património nacional em 1962.

É ali que repousa a origem da fundação de Belém e da colonização da Amazônia e em cada peça catalogada pelo Museu do Forte está a ligação com a identidade paraense.

É um dos museus mais importantes do Brasil, pois representa por excelência a historia da urbanização de Belém e, consequentemente, do Pará e da Amazónia.

Mário Prata - autor de "Schifaizfavoire"


Mário Alberto Campos de Morais Prata (Uberaba, 11 de Fevereiro de 1946) é um escritor, dramaturgo e jornalista brasileiro, de origem portuguesa.
A sua estadia em Portugal, onde morou dois anos, deu origem a um dos seus grandes sucessos no Brasil, o livro "Schifaizfavoire", espécie de dicionário do português falado pelos portugueses. Lá, nesse período, realizou diversos trabalhos para a RTP (Rádio e Televisão Portuguesa). Actualmente, mora em Florianópolis.

segunda-feira, 8 de março de 2010

ÀS MULHERES, NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 3 Poemas de Carlos Morais dos Santos


















PRESENÇA

No íntimo de um homem qualquer,
há sempre uma mulher

Por detrás
De um homem importante
Há sempre uma mulher “bastante”

A mulher é a forte omnipresença !

O homem… é a frágil omnipotência !

Por isso …A MULHER EXISTE !




MULHERES BONITAS 


São sempre bonitas as mulheres amadas, generosas no amar !
  
Como coloridas flores que geram frutos suculentos de sabor

Como árvores que nos estendem seus ramos de abraçar

Como aves em voos largos que desenham danças de condor

  
Como esperançosos rios se abrem mais no caminho p’ro mar

Como montanhas dão aos vales beleza e mistérios sem temor

Como a pedra se transforma num íntimo desejo de se afeiçoar   

Como a chuva fertiliza regando a terra com sentido de recompor 


Como estrelas cintilantes enchem olhos com a ternura no brilhar

Como o Sol fertilizante dá energia à vida que se funde com fervor

Como abelhas dando mel que seus corpos geram em doce laborar

Como o beija-flor sempre voa pairando em beijos de eterno amor !


São sempre bonitas as mulheres amadas, generosas 
no amar....

em qualquer momento, tempo e lugar !







MÃE

No teu lindo olhar azul,
Sereno como um lago,
Na beleza do teu rosto,
Na formosura do teu corpo,
Na sabedoria do teu pensar,
No humor espontâneo do teu espírito,
Na tenacidade da tua vontade,
Na suavidade do teu amar,

Eu me revejo, me repouso, a contemplar-te !

Na longínqua lembrança do teu ventre,
Na líquida quentura desse berço imaginado,
Nos cuidados maternais em meus momentos de perigos,
Nos primeiros e renovados passos em que me ajudaste,
Na minha infantil vaidade de gostar de te acompanhar,
Na recordação da magia daquelas noites de Natal,
Nos sabores inesquecíveis que só tu me ofereceste,
Nas lições silenciosas que todos os dias sabias dar,

Eu me realimento, rejuvenesço e revigoro !

E o que vejo, sempre, Mãe ?

É uma linda mulher, sóbria, segura e sábia,
Sorrindo com o mesmo sorriso,
Na mesma face de sempre,
Igual até aos teus 95 anos,
Com que te recolheste, serenamente,
Como sereno foi sempre,

O teu lindo olhar azul !

Poemas e fotos de
Carlos Morais dos Santos
Cônsul do M.I.Poetas Del Mundo
Escritor ensaísta, poeta e fotógrafo

sábado, 6 de março de 2010

CPLP: Declaração de Fortaleza sugere a ampliação da segurança social

A Declaração de Fortaleza, aprovada na 10ª Reunião dos Ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), recentemente realizada na capital do Ceará, sugere a ampliação das medidas de proteção social.

Entre as propostas apresentadas no documento, destacam-se a execução de mecanismos de proteção e ampliação da cobertura de segurança social, que devem ser adoptadas de acordo com a realidade de cada país.

O estímulo à celebração de acordos bilaterais de segurança social entre os integrantes da Comunidade - visando um acordo multilateral - e a implementação de mecanismos para aumentar a eficácia na arrecadação e no gerenciamento dos recursos destinados a programas de proteção social, também estão previstos.
O documento sugere ainda que sejam desenvolvidos acordos de cooperação técnica entre as nações da CPLP no campo das políticas sociais e de emprego. A declaração contempla ainda a aprovação do Plano de Acção de Fortaleza e do Portal Electrónico do evento, vinculado ao endereço electrónico da CPLP.

Conferência internacional vai debater em Brasília o futuro da língua portuguesa


A capital brasileira será sede, de 25 a 31 de Março, de uma Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa, que culminará com a VI Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP.
Além dos oito Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, participarão nas discussões representantes da Guiné-Equatorial, Ilhas Maurícias e Senegal, na qualidade de Estados observadores associados.
A Conferência debaterá medidas para garantir a adopção da Língua Portuguesa nas grandes organizações internacionais, debates literários sobre tradução, o português na internet, processo criativo, entre outros temas.

Lisboa acolhe Assembleia Parlamentar da CPLP-Comunidade de Países de Língua Portuguesa

A capital portuguesa acolhe, a partir da próxima segunda-feira, dia 08.03.2010, na Assembleia da República Portuguesa, em Lisboa, a II Assembleia Parlamentar da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP).

A sessão solene de abertura da II AP-CPLP é antecedida de cumprimentos e assinatura do Livro de Honra, no Secretariado Executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. O discurso de abertura vai ser proferido por Francisco da Silva, presidente cessante da Assembleia Parlamentar da CPLP e líder da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe.

Depois da sessão de abertura, o Primeiro-ministro português, José Sócrates, deve também usar da palavra para dissertar sobre o tema “Desafios e Horizonte da Presidência Portuguesa da CPLP”.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A TERRA GRITA E OS POETAS CHORAM! Por Carlos Morais dos Santos

O começo de 2010 tem apresentado uma grande desordem climática, causando por todo o lado, em todos os continentes, cataclismos, temporais, deslizamento de terras, inundações, espalhando destruição e morte, como se a Terra  estivesse gritando, protestando, desesperadamente, contra os Homens que a maltratam, a envenenam, a destroem, aniquilando os seus ecosistemas.

E os homens, além disso tudo, não contentes inteiramente com tantos malefícios que infligem à Terra Mãe, ainda a martirizam mais com guerras e se matam uns aos outros pela ganância, pela imposição violenta de sonhos de vã grandeza, pela estupidez de não saberem entender-se pela  linguagem humana da palavra, julgando que a razão da força pode calar, esmagando, a força da razão.

Impõe-se à Terra e aos homens desprotegidos, a Lei do Mais Forte – a lei da irracionalidade! Por isso A Terra Grita e choram os poetas ! 

Choram pelo Haiti, pela Madeira, pelo Chile, pela África, pela próximo Oriente, pelas Américas e pela Ásia! Choram pelas vidas humanas aniquiladas, pela destruição de casas, de cidades, pelo aumento dos sem abrigo, dos sem pão e sem futuro, espoliados, pela força, da dignidade humana,  sofrendo a fome e a pobreza. E abrem-se mais as feridas na Terra, que sangra com as agressões impostas pela desumanidade de seus filhos mais insensatos – os Homens! Por isso A Terra Grita!

A TERRA GRITA
A Terra grita de dor, dolorida
Com feridas abertas nas florestas
e rios agonizando exangues, sem vida
e os ares envenenados com agressões infestas
 
A Terra grita de dor, sofrida
vendo seus filhos morrendo, em extinção
de milhões de espécies já sem lembrança de vida
e os homens matando e matando-se sem paixão
 
A Terra grita de dor, muito sentida
com os senhores da guerra sem humanidade
que regem tudo pela ganância desmedida
sufocando a Liberdade, a igualdade, a fraternidade
 
A Terra grita de dor, já mal ouvida
por tanta indiferença, egoismo e demência
em que a verdade, a razão e o direito à vida
são desprezados cruelmente e sem decência
 
A Terra grita de dor, ressentida
por não se ter construído a Cidade Ideal
por se ter escarnecido Thomas More e a utopia perdida
e glorificado a razão da força e o poder brutal
 
A Terra grita de dor, remexida
e chora os seus filhos assassinados
em tantas guerras sujas de crueldade consentida
em nome das mentiras e dos valores atraiçoados
 
A Terra grita de dor, já doente e enfraquecida
arfando esmagada pelo peso das legiões
que se apressam pelos caminhos de terra exaurida
para saquearem o ouro negro das velhas civilizações
 
E as poderosas bombas que mataram inocentes
em Hiroshima, Nagasaky e em Saigão
são agora “mais cirúrgicas e decentes”
são”mais livres, democráticas e solução”...
 
são festejadas pelos Golias e pelos dementes
contra os David transviados sem remissão
e mesmo contra um mundo de descontentes
fala mais alto o ribombar do canhão
 
E os corações dos homens justos combatentes
pela paz, pela concórdia e pela razão
perdem a esperança e desfalecem já frementes
na utopia humanista de uma nova civilização
 
em que os Templos e as Obras eminentes
glorificassem a justiça, a fraternidade a união
numa Nova Cidadania mais premente
que com amor universal fosse a Globalização

Carlos Morais dos Santos
Cônsul do M.I. Poetas Del Mundo
In Sossego Intranquilo, Hugin, 2003.

Fundação Victor Civita e EDP levam o projecto Letras de Luz a mais de 127 mil pessoas

As actividades culturais do programa Letras de Luz, desenvolvido pela Fundação Victor Civita com patrocínio da EDP e apoio da lei Rouanet de Incentivo à Cultura e do Instituto EDP, beneficiaram mais de 127 mil pessoas em 40 municípios brasileiros, ao longo de 2009, informa em comunicado a holding brasileira do grupo de energia português.

Neste terceiro ano de actuação, o Letras de Luz realizou 110 oficinas de leitura para mais de 1.150 multiplicadores de escolas públicas municipais e agentes culturais. Além disso, apresentou 175 espectáculos teatrais que encantaram mais de 33 mil espectadores.

Essas atividades tiveram lugar em 40 cidades brasileiras, distribuídas por quatro estados: Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Tocantins.

XIII Congresso Brasileiro de Língua Portuguesa e IV Congresso Internacional de Lusofonia

Mapa da Lusofonia - Lisboa, Imprensa Nacional


Realizam-se dias 29 e 30 de Abril e dia 1º de maio de 2010, em São Paulo, o XIII Congresso Brasileiro de Língua Portuguesa e o IV Congresso Internacional de Lusofonia.

O Congresso Brasileiro de Língua Portuguesa do IP-PUC/SP é um evento organizado pelo Instituto de Pesquisas Linguísticas “Sedes Sapientiae” para Estudos de Português, pelo Departamento de Português da Faculdade de Comunicação e Filosofia e pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Língua Portuguesa da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

A iniciativa nasceu, em 1974, com o objectivo de propiciar aos professores de Língua Portuguesa um contacto com os trabalhos de pesquisa vinculados aos programas de mestrado e doutorado na área de Língua Portuguesa. A partir de 2004, ampliou-se o evento para Congresso Internacional de Lusofonia, unindo-se pesquisadores brasileiros e de outros países do espaço lusófono, enriquecendo-se assim a partilha de conhecimentos entre os investigadores da Língua Portuguesa.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Primeira tradução portuguesa integral do livro de Galileu lançada em Março

O primeiro livro de Galileu Galilei poderá, pela primeira vez, ser lido integralmente em português a partir deste mês de Março, quatrocentos anos depois de ter sido publicado.O 'responsável' pela tradução de 'Sidereus nuncius' ('Mensageiro das estrelas') é Henrique Leitão, professor de História da Ciência na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. O pretexto foi o Ano Internacional da Astronomia, que termina oficialmente a 17 deste mês .

'Mensageiro das estrelas' revela aquilo que Galileu viu através do seu telescópio entre finais de 1609 e Março de 1610, como a rugosidade da superfície da Lua, os satélites de Júpiter e muitas, muitas estrelas. "Muito mais do que se pensava existir", explica o tradutor.

Henrique Leitão considera "preocupante"a falta de uma tradução na íntegra para português das obras de Galileu e avança com uma justificação: "Há uma tendência para estas personalidades, como Galileu, serem muitas vezes mais comemorados externamente ou declamatoriamente do que realmente com estudo".Transformar Galileu num verdadeiro objecto de estudo é assim um dos objectivos desta publicação."Tem de se ler o que escreveu: dá trabalho, mas é muito recompensador."

"Era no Tempo do Rei", vira musical no Rio de Janeiro que destaca figura de D.João VI

D. João VI - Um grande estadista
Em seu último romance, "Era No Tempo do Rei", de 2007, o jornalista e escritor Ruy Castro entregou-se ao desafio, bem sucedido, de recriar livremente – e de forma bem humorada - a história da Corte portuguesa no Rio.

A partir de 12 de Março, os personagens saltam das páginas do romance e ganham vida no palco do Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no musical homónimo dirigido por João Fonseca e embalado por 19 canções inéditas de Carlos Lyra e Aldir Blanc. Com roteiro de Heloisa Seixas e Julia Romeu, o espectáculo tem produção da Tema Eventos e um elenco com 17 actores, encabeçado por Soraya Ravenle, André Dias, Tadeu Aguiar e Izabella Bicalho, além de Léo Jaime, que interpreta Dom João VI.
Léo Jaime vê D. João VI como um grande estadista, muito distante da imagem sarcástica dele deixada no filme da realizadora Carla Camurati "Carlota Joaquina".
"Estar na pele de D. João - disse ao jornal Globo o actor brasileiro - é uma oportunidade de redimir nossa alma de vira-lata e mostrar um dos maiores nomes da nossa História.
D. João criou o Banco do Brasil, o Jardim Botânico, a Imprensa Nacional, a Biblioteca Nacional, e projectou o Rio para ser esta cidade maravilhosa.
O único Império a transferir-se para a colónia? Obra dele. Deu a volta em Napoleão, deu trabalho aos espanhóis e cozinhou os ingleses em água fria. Grande estadista e amante do Rio e do Brasil. Comer frango não é o dado mais importante da sua biografia" - salientou.

A origem portuguesa da ópera brasileira


As primeiras tentativas de se criar uma ópera brasileira ocorreram ainda em Portugal, no século XVIII, com António José da Silva (1705-1739) mais conhecido como "o Judeu".

As suas peças musicadas de forma picaresca eram compostas por modinhas brasileiras entremeadas por árias italianas e também trechos originais. Toda essa mistura dava um ar cómico algo semelhante ao que fizeram Gay e Pepusch em "The Beggar's Opera. Entretanto, não podiam ainda ser consideradas propriamente óperas, aproximando-se mais das zarzuelas espanholas, comédias intercaladas com cantos.

Foi no século XIX que nasceu a primeira peça brasileira com traços verdadeiramente operísticos: uma composição do Padre José Maurício Nunes Garcia (1767- 1830)  "Le Due Gemelle", que foi composta por ordem de Dom João VI, para ser cantada no Real Teatro São João, do Rio de Janeiro.

Investigadores da Universidade do Minho propõem criação de Agência Espacial Luso-Brasileira


Um projecto aparentemente muito ambicioso pode tornar-se exequível, segundo dois físicos da Universidade do Minho: a criação de uma Agência Espacial Luso-Brasileira.

"O Brasil é um verdadeiro tecnólogo no domínio aeroespacial e Portugal, por seu turno, é membro da Agência Espacial Europeia, mas não tem conseguido liderar projectos. Uma articulação entre os dois países poderá potenciar ambas as valências", disse o director da Agência de Energia da Universidade do Minho, Joaquim Carneiro.
Juntamente com seu colega e pró-reitor Vasco Teixeira, Carneiro passou toda a semana passada a fazer contactos no Brasil com prestigiadas instituições de ensino e empresas.

Os dois responsáveis portugueses foram acompanhados, ao logo da sua visita, pelo Prof. da Universidade de São Paulo - USP, Sérgio Mascarenhas, personalidade muito respeitada no Brasil, que é director do Programa Internacional para Estudos e Projectos da América Latina.
Os dois físicos visitaram o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), a Opto Aeroespacial, Embrapa, Centro Tecnológico Aeronáutico (CTA), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto de Estudos Avançados (IEAv).
Em Brasília, foram recebidos pelo chefe da assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério de Ciência e Tecnologia, José Monserrat Filho, e representantes do Ministério da Educação, a quem apresentaram a sua proposta da Agência Espacial Luso-Brasileira.
Segundo os físicos, este projecto, que ainda não tem custo avaliado, já conta com o apoio do Governo português.
"A origem desta proposta é apenas um caso particular de um desafio mais global de criar um programa luso-brasileiro na área de ciência, tecnologia e inovação multidisciplinar", explicou Vasco Teixeira.
Na avaliação do director do Programa Internacional de Estudos e Projectos para a América Latina e coordenador do Instituto de Estudos Avançados da USP, Sérgio Mascarenhas, a iniciativa dos físicos portugueses poderá "abrir fronteiras".
"Ao nível académico, há muita abertura para que se concretize este projecto estratégico para os dois países. Seria a volta das caravelas com a união Brasil-Portugal em tecnologia", salientou o professor brasileiro.
Joaquim Carneiro e Vasco Teixeira regressaram a Portugal neste domingo e, na bagagem, levam a esperança de que tenha sido lançada a primeira pedra para inaugurar uma nova etapa nas relações luso-brasileiras. Certeza têm de que, "se houver vontade política, o projecto deixará de ser apenas um sonho", resumiu Joaquim Carneiro.

ABL-Academia Brasileira de Letras coloca no ar vocabulário com Novo Acordo

A Academia Brasileira de Letras colocou no ar a versão digital da quinta edição o Vocabulário Ortográfico na Língua Portuguesa.

A nova versão conta com a inclusão das regras do Novo Acordo Ortográfico, além de novos vocábulos da língua portuguesa.
O sistema de busca contém 381 mil verbetes com as respectivas classificações gramaticais e outras informações conforme descrito no Acordo Ortográfico.
Para pesquisar no Vocabulário, o usuário pode digitar a palavra inteira ou parte da palavra seguida do asterisco. Por exemplo, digitando "am*", serão listadas todas as palavras que começam por "am".

Festival de São Paulo encerra com companhia teatral portuguesa


A terceira edição do Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo (Festibero), organizado pela Fundação Memorial da América Latina, começa a 8 de Março e terminará a 14, dia em que actuará a companhia teatral portuguesa Kind of Black Box, de Lisboa, com a apresentação da peça "Lost in Space".

Todos os 15 espetáculos principais do Festibero têm entrada franca. Participam do festival montagens teatrais de Cuba, Portugal, Espanha, Brasil, Argentina, Peru, Uruguai, Colômbia e México.

A mostra paralela - também gratuita - resgata os tempos áureos do circo-teatro, informou a organização.O Festibero foi criado em 2008 por iniciativa de Fernando Leça, presidente do Memorial, para identificar, estimular e colocar em contato iniciativas teatrais contemporâneas da comunidade latina.
O grupo luso Kind of Black Box foi criado em Lisboa em 2004 pelos actores João Craveiro e Guilherme Noronha, como espaço de criação artística aberto a todos quantos quisessem participar.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Rio de Janeiro comemora hoje 445 anos da sua fundação pelos Portugueses

A Prefeitura (Câmara Municipal) do Rio de Janeiro promove hoje na Cidade de Deus um grande espectáculo de cunho histórico e musical para assinalar a passagem dos 445 anos da fundação da cidade.
A baía de Guanabara, à margem da qual a cidade se organizou, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos no dia 1º de Janeiro de 1502. Embora se afirme que o nome Rio de Janeiro tenha sido escolhido em virtude de os portugueses acreditarem tratar-se a baía da foz de um rio, na verdade, à época, não havia qualquer distinção de nomenclatura entre rios, sacos e baías – motivo pelo qual foi o corpo d'água correctamente designado como rio. Os franceses estabeleceram-se na região em 1555 e foram expulsos pelos portugueses em 1567.

O município em si foi fundado em 1565 por Estácio de Sá, com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao então Rei de Portugal, D. Sebastião. Duzentos anos depois, em 1763, o Rio de Janeiro tornou-se a capital do Brasil, título que manteve até 1960, quando foi inaugurada Brasília, a actual capital do país.

Devido às guerras napoleónicas, a família real portuguesa transferiu-se, em 1808, para o Rio de Janeiro, onde em 1815 o Príncipe Regente D. João VI foi coroado Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, um facto histórico que foi da maior importância para os rumos da Nação Brasileira.

A economia da cidade foi impulsionada a partir do século XVII pelos ciclos da cana de açúcar, do ouro e do café. Hoje, o Estado do Rio de Janeiro é, após São Paulo, o segundo pólo industrial do Brasil, está entre os primeiros do turismo, além de ser o principal centro cultural do país e importante centro político. Povos europeus, principalmente portugueses, misturando-se com escravos africanos e índios brasileiros, deram origem a uma população gentil, alegre e bonita - os cariocas, como são conhecidos os seis milhões de habitantes da cidade.
Situada numa paisagem natural particularmente privilegiada, entre o mar e as montanhas, a cidade do Rio de Janeiro é uma das mais belas do mundo, o que lhe valeu o título de Cidade Maravilhosa.

Primeiro-ministro português entrega Prémio Leya a escritor moçambicano

O Primeiro-ministro português José Sócrates vai entregar no próximo dia 4 de Março o Prémio Leya ao escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho.A cerimónia, que também vai contar com a presença do presidente de Moçambique, Armando Guebuza, está agendada para Maputo, na Embaixada de Portugal na capital moçambicana.

João Paulo Borges Coelho foi distinguido com "O Olho de Hertzog", que chega às livrarias portuguesas (chancela Leya) e moçambicanas (chancela da editora Ndjira) no dia 5 de Março (depois será editado em Angola e Brasil).
João Paulo Borges Coelho nasceu no Porto, em 1955, mas foi ainda criança para Moçambique, onde actualmente vive e trabalha. É um dos mais destacados escritores moçambicanos, tendo sido já galardoado com o Prémio José Craveirinha – o mais importante prémio literário moçambicano –, atribuído ao seu romance "As Visitas do Dr. Valdez" (Caminho e Ndjira, 2004).

VI Jornadas Ibero-americanas de Arqueologia e Património

Realizam-se no próximo dia 7 de Março, no Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado de Mação, em Portugal, com a participação de investigadores brasileiros, as VI Jornadas Ibero-Americanas de Arqueologia e Património.
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: museu@cm-macao.pt
Leia mais aqui

O Concelho de Mação fica situado na margem direita do Rio Tejo, na fronteira entre o Alto Ribatejo e as Beiras, numa terra de transição, marcada pela diversidade e pela interrogação. Podemos pensar que, imbuídos dessa consciência, os homens que aqui habitaram, desde o Paleolítico, foram erigindo monumentos que os aproximassem do transcendente, do não imediato, do que hoje chamamos o Sagrado, dedicando-lhes esforço e empenho.
 
Da arte rupestre no vale do Ocreza à Trindade Cristã, são vários os testemunhos desse caminho. Com efeito, o museu não é apenas o espaço físico que ocupam as suas paredes. É antes composto por toda a região que pretende guardar dentro de si e, tal como esta, é um espaço de diversidade e de interrogação.
O Museu Municipal Dr. João Calado Rodrigues, agora também designado por Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado no Vale do Tejo fica situado na vila de Mação e deve o nome ao seu fundador que, durante décadas, desenvolveu um importante trabalho de pesquisa e análise da pré-história do concelho.
 
O ponto de viragem do Museu deu-se em 2000 com a descoberta a 6 de Setembro de uma gravura rupestre paleolítica com mais de 20.000 anos, na margem do Rio Ocreza. Decorrente desta descoberta e com uma nova direcção e uma equipa rejuvenescida iniciou-se uma necessária reorganização e inventário do Museu e começou a ser delineado um programa para o Museu, apoiado por uma Comissão Internacional  de Acompanhamento no qual constou a celebração de diversos protocolos entre a Câmara Municipal e várias entidades nacionais e internacionais como o Instituto Politécnico de Tomar, o Centro de Estudos da Pré-História do Alto Ribatejo, o Instituto Português de Arqueologia e a Federação Internacional de Arte Rupestre.

Bibliófilo José Mindlin morre em São Paulo

O bibliófilo brasileiro José Mindlin morreu em São Paulo no Hospital Albert Einstein, onde estava internado há cerca de um mês. Mindlin tinha 95 anos. O corpo foi sepultado, domingo (28), no Cemitério Israelita da Vila Mariana.

José Ephim Mindlin nasceu em São Paulo em 8 de setembro de 1914. Advogou até 1950, quando fundou e passou a presidir a empresa Metal Leve S/A. Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), era o quinto ocupante da cadeira 29, eleito em 2006, na sucessão de Josué Montello.

Mindlin, que recebeu o Prémio Juca Pato como Intelectual do Ano 1998, constituiu uma das mais importantes bibliotecas privadas do país, com aproximadamente 38 mil títulos. Em Maio de 2006, o bibliófilo fez a doação de cerca de 15 mil obras da Biblioteca Brasiliana para a Universidade de São Paulo (USP).

No conjunto doado à Universidade, constam obras de literatura brasileira e portuguesa, história, sociologia, poesia. Entre as raridades estão documentos do século XVI com as primeiras impressões dos padres jesuítas sobre o Brasil, jornais anteriores à Independência e manuscritos de grandes obras, como Sagarana, de Guimarães Rosa, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

"José Mindlin foi um gigante da cultura brasileira. Como todo grande homem, deixa um grande legado, que é a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, o resultado de uma vida dedicada aos livros, que por sua generosidade hoje é um património de todos os brasileiros.", disse, em nota, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

São Luís do Maranhão - importante centro histórico de marca portuguesa - será sede de grandes eventos maçónicos em 2010

São Luís do Maranhão - fundada perlos franceses, mas com alma portuguesa
 São Luís do Maranhão,, Património Histórico da Humanidade, vai sediar, de 25 a 27 de Março, um conjunto de grande eventos maçónicos, sendo aguardada a presença de representantes de todo o Brasil e de uma séria de de outros países.

O nome de São Luís do Maranhão é uma homenagem ao então Rei da França, Luís XIII. São Luís foi fundada em 8 de Setembro de 1612 pelos franceses Daniel de La Touche e Fraçois de Rasilly, com o objectivo de estabelecer a França Equinocial.

Nascida no mar, caracterizada como porto fluvial e marítimo, à semelhança de outras cidades brasileiras da época colonial, a capital do Maranhão desempenhou importante papel na produção económica do Brasil Colónia durante os séculos XVII e XIX, tendo sido considerada o quarto centro exportador de algodão e arroz, depois de Salvador, Recife e Rio de Janeiro.
Conquistada e incorporada do domínio português, a cidade passaria, ainda no decorrer do século XVII, ao domínio holandês.

Assim como aconteceu com os franceses, também os holandeses foram expulsos. É quando se inicia, de fato, a colonização portuguesa da antiga Upaon Açu ou Ilha Grande, segundo a denominação tupinambá para a Ilha de São Luís.

É desta época o conjunto urbanístico que compõe o Centro Histórico da capital maranhense que se se constitui com um dos mais representativos e ricos exemplares do traçado urbano e da tipologia arquitectónica produzidos pela colonização portuguesa.

Construções em alvenaria de pedra e argamassa com óleo de peixe, serralheria e cantarias de lioz e madeira de lei. Os mais representativos exemplares da arquitectura de São Luís são os sobrados de fachadas revestidas com azulejos portugueses.

Pode também notar-se no centro da cidade as influências do chamado "estilo Pombalino", introduzido em Lisboa pelo Marquês de Pombal, Primeiro Ministro no reinado de D.José I, na reconstrução de Lisboa, após o terramoto de 1755. Estas influências no centro histório de São Luís do Maranhão, devem-se ao fato de um irmão do Marquês de Pombal ter sido Governador de São Luis do Maranhão.  

António Chainho, prestigiado guitarrista português grava "Lisgoa", um novo percurso de Culturas e Afetos Lusófonos que passa pela Índia

"Lisgoa", o novo disco e projecto de Mestre António Chainho, é mais uma escala no mapa dos afectos que o guitarrista tem desenhado pelo mundo. Depois do Brasil e de África, a guitarra portuguesa passa pela Índia, num casamento perfeito entre o sagrado e o profano, entre a lágrima e a festa.
"Parece sempre que não há mais nada para fazer – mas há". Quem o diz é Mestre Chainho, que resume assim numa frase a sua longa carreira e a vontade que a motiva.

Desta vez, Meste Chainho viajou para a Índia e encontrou cumplicidades e diferenças que quis trazer para o seu mundo musical e partilhá-lo connosco.

O ponto de partida e de chegada desta viagem é universal, como há muito António Chainho nos tem mostrado: esta jornada começa e acaba na alma. E nesse aspecto, Lisgoa é um dos mais belos descobrimentos.