Recife - Veneza do Brasil
O
Recife completa nesta sexta-feira, 12 de Março, 473 anos, desde que era
apenas parte do território de Olinda, cidade-irmã que comemora 475 anos
na mesma data.
A mais antiga referência sobre o Recife é de 1537, no documento Foral de Olinda, no qual está determinado o estatuto jurídico da propriedade da terra. Um pequeno mundo, um povoado, não muito distante de Olinda (apenas 6 km ao Norte), que era o lugar central do poder e da riqueza da capitania de Pernambuco, governada nos primeiros tempos, pelo português Duarte Coelho.
A mais antiga referência sobre o Recife é de 1537, no documento Foral de Olinda, no qual está determinado o estatuto jurídico da propriedade da terra. Um pequeno mundo, um povoado, não muito distante de Olinda (apenas 6 km ao Norte), que era o lugar central do poder e da riqueza da capitania de Pernambuco, governada nos primeiros tempos, pelo português Duarte Coelho.
Recife já apresentava sinais de prosperidade no século XVI e iria expandir ainda mais no século XVII. O seu porto consolidava-se como espaço privilegiado. O chamado sítio urbano ampliava-se e o rico açúcar produzido na região despertava a cobiça de outros povos, como os holandeses que, em 1630, desembarcaram na região com 67 navios e sete mil homens.
Em 1654, ocupando o espaço deixado pelos holandeses, que foram derrotados nas batalhas de Guararapes,
pela aliança forjada entre portugueses, negros e índios - no que viria
a ser o embrião das Forças Armadas Brasileiras -, comerciantes vindos
de Portugal vieram para o Recife. A prosperidade do povoado,
impulsionada pela ascenção económica dos portugueses, chamados de
'mascates', é vista com desconfiança pelos senhores de engenhos
olindenses arruinados pelas dívidas.
O
conflito entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses
desencadeia a Guerra dos Mascates. Os novos moradores do povoado saem
vitoriosos e elevam Recife à categoria de vila independente, em 1710,
com um governo municipal instalado.
No
século XIX, a história da cidade é marcada por conflitos políticos: a
Revolução de 1817; a Confederação do Equador, de 1824; a Revolução
Praieira, de 1848. O Recife vivia com inquietações constantes e não se
subordinava ao poder central, desafiando as ordens vindas do Rio de
Janeiro.
Não era mais uma vila, nem estava subordinado a Olinda. Tornou-se cidade em 1823 e capital pernambucana, em 1827.
De
uma vila de pescadores, o Recife tornou-se uma cidade rica em história,
cultura e monumentos. São igrejas seculares, pontes, fortificações,
ruas antigas e estreitas que convivem, actualmente, com amplas
avenidas.
Hoje é uma metrópole com
cerca de 1,5 milhão de habitantes, ocupando um território de 221 km².
Continua "serena (...) metade roubada ao mar, metade à imaginação",
como recitou um de seus poetas mais ilustres, Carlos Pena Filho. Nasceu do sonho dos homens e se inventa a cada dia.
Plantada
à beira-mar e cortada por extensos rios e pontes, a cidade do Recife
nasceu e desenvolveu-se em torno da chegada e partida dos barcos e
navios ao seu porto. O seu nome, dado pelos portugueses, é uma variação
da antiga forma arrecife, que do árabe ar-cif significa dique, alusão
aos rochedos de corais abundantes ao longo do litoral.







Participaram
no evento muitas figuras conhecidas dos meios intelectuais do Rio e de
São Paulo, académicos, actores, professores universitários, alunos e
ex-alunos da professora Cleonice Berardinelli, que encerrou o evento
com uma leitura de poemas dos diversos heterónimos de Pessoa. 


O navegador português Francisco Caldeira Castelo Branco
partiu de São Luís (Maranhão), em Novembro de 1615, coberto de glórias.
Prestigiado pelos superiores, após ter ajudado na conquista da capital
maranhense, recebeu como nova missão a conquista da boca do rio
Amazonas.
Apegado
a datas, Castelo Branco lembrou que partira de São Luís no dia 25 de
Dezembro anterior e então baptizou o abrigo como Forte do Presépio de
Belém.















D. João VI - Um grande estadista

Um
projecto aparentemente muito ambicioso pode tornar-se exequível,
segundo dois físicos da Universidade do Minho: a criação de uma Agência
Espacial Luso-Brasileira.

A
Prefeitura (Câmara Municipal) do Rio de Janeiro promove hoje na Cidade
de Deus um grande espectáculo de cunho histórico e musical para
assinalar a passagem dos 445 anos da fundação da cidade.
O município em si foi fundado em 1565 por Estácio de Sá,
com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao então
Rei de Portugal, D. Sebastião. Duzentos anos depois, em 1763, o Rio de
Janeiro tornou-se a capital do Brasil, título que manteve até 1960,
quando foi inaugurada Brasília, a actual capital do país.




