
EUROPA
Foi em Tiro que teu régio pai Agenor
te deu o nome e te deixou brincar na praia.
E foi lá que Zeus, deslumbrado, se perdeu de amor
quando, ainda em Creta, eras a mais bela catraia
Da vontade de Zeus vivificada em teu fértil ventre
brotaram três frutos: Minos, Radamantus e Sarpedão,
Filhos do Deus dos Deuses, boa e divina semente
Que divinizou teu ser inteiro e teu amante coração
Casaste com Astérius, que adoptou teus divinos filhos.
Tornaste-te Deusa Helótis que a Creta se deu de coração.
Ao te endeusares esqueceste ser Europa… que sarilhos !
E agora, a “Nova Europa” te redime com esta frágil “União”?
Será que esta “Nova Europa” conseguirá ficar unida ?
Tão diversa ela é na riqueza, na pobreza e no poder,
tão discordantes os “novos deuses” que a querem enfraquecida,
tão fraca a coesão, grandes as dependências e lembranças do sofrer ?
Esta formosa e jovem Europa tem uma nova mitologia !
Julga-se amante de um “Novo Zeus” que a defenda e proteja.
Mas não é Zeus, é América, que te sequestra e em ti procria!
Mas tu, formosa Deusa, tens riqueza e sabedoria que se inveja!
Foste tu e os teus filhos que ao mundo deram Luz e Beleza.
Foi do teu ventre que saiu o melhor da antiga Globalização.
Revolucionaste com o Renascimento do Humanismo, com a riqueza
dos grandes movimentos criadores das Luzes dos Direitos e da razão
Por isso, Europa bela, recusa seres Deusa de tantas cabeças,
de tantas pernas, tantos braços, tantas vozes e corações !
Sê tu própria, sem Zeus! Sê forte, igualitária, não te desmereças!
Sê una, na diversidade e solidária no concerto de todas as nações!
Hino da U.E. – Ode à aleria da 9ª.Sinfonia de Beethoven